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Os cães e as tretas de Hong Kong!

What Makes a Good Man?

Engraçado, quando eu peguei Max Payne 3 uma das coisas que eu estava esperando era que o jogo fosse de mundo aberto (calma, eu ainda não havia jogado nenhum dos anteriores), não porque alguém tinha falado que seria ou não assim e sim porque essa é uma área que a Rockstar domina muito bem e fora o dito cujo não me recordo de outro jogo da produtora que fugisse a essa regra. Pensando assim, lembro até que na época peguei o jogo meio que a contra gosto porque jogos open world sempre foram a minha ruína. Na geração passada não fechei o único GTA que me propus a jogar que foi o Vice City.

Eu começava jogando sério, mas dali a pouco já estava fazendo barbeiragens e testando até onde a polícia americana iria pra me prender. Pra vocês terem uma idéia, o mapa ao lado por exemplo mais parecia enfeite do que qualquer outra coisa, então nem demorava muito e lá estava eu me perdendo dentro da cidade, fora as distrações e aquela curiosidade de sempre com a famosa perguntinha: “o que será que acontece se eu fizer tal coisa?”

Isso e muito mais faziam com que o gameplay principal acabasse ficando sempre de escanteio e quando esse lado do game perdeu a graça pra mim, todo o restante foi pelo mesmo caminho. E lembrando desse excelente retrospecto com jogos desse gênero entrei na 7º geração evitando-os ao máximo. Então quando constatei que o novo Max Payne estava beeeem longe de ser um Skyrim fiquei mais aliviado. Afinal horas e mais horas de gameplay não se encaixam muito bem na minha rotina nesse momento, o que eu preciso é de coisas mais imediatas (não, não curto joguinhos sociais).

Só que esse alívio durou pouco, muito pouco. Quando eu finalmente terminei o assunto com o Max, outro policial já estava chegando no pedaço. Seu nome era Wei Shen e apesar da sua história trazer todos os elementos já descritos acima e dos quais tanto fugia até então eu não pude recusar a sua proposta. Porque Sleeping Dogs era o Grand Theft Auto que há muito tempo eu queria ver e não podia.

Ponto pra United Front, ponto pra Square Enix e um zero bem redondo pra dona Activision.

Eu já joguei muitos games, mas poucos foram aqueles em que um único personagem me prendeu a ponto de eu não conseguir largar mais o jogo. Aliás acho que essa é uma característica que tende a se apresentar melhor em jogos de mundo aberto, afinal a grande maioria deles trata de histórias menos viajadas, por assim dizer. Jogos como GTA, L.A. Noire, Red Dead Redemption e outros mais sempre nos trouxeram pessoas mais humanas, mais reais no sentimento que elas queriam nos passar. E por isso mesmo a trajetória dos personagens que fizeram parte dessas histórias marcou tanto quem jogou esses games.

Como eu passei liso de GTA e furei com o senhor John Marston depois de horas de savegame corrompido indo pro lixo, essa sensação demorou um pouco mais pra rolar comigo. Mas ela veio, primeiro com Nathan Drake, em seguida com Cole Macgrath, mês passado era o Max e agora cá estou com Wei Shen, que a primeira vista é um dos caras mais inesperados pra se enquadrar nesse quesito. Porque eu consigo contar nos dedos quantos personagens asiáticos deixaram a sua marca registrada num jogo de vídeogame.

Geralmente nesse tipo de jogo o front-man é sempre bancado pelo americano, então ver um cara de olho puxado tomando as rédeas da situação me causou uma certa estranheza nos primeiros trailers de Sleeping Dogs. Naquele momento a United Front estava se livrando da Activision e deixando para trás o nome True Crime, o que me fazia perguntar se aquelas mudanças ousadas fariam bem a um jogo que desde o primeiro momento me despertou um misto de curiosidade e dúvida.

Nem cheguei a jogar a demo de Sleeping Dogs (e o mais estranho é que nem me lembro por qual motivo), mas acho que nem ela serve para explicar o que é esse jogo. Então tudo o que eu posso fazer é começar dizendo que o Wei é um mocinho chinês que não fica devendo nada pros orientais. Aqui não tem garanhão italiano e mesmo se tivesse o garanhão chinês não passaria vergonha nenhuma perto dele. Também não tem um ex-policial amargurado e cheio de complexos tentando se suicidar a cada 30 segundos enquanto tenta fazer justiça com as próprias mãos, mas tem um infiltrado caminhando entre a linha tênue que separa os mafiosos dos homens da lei.

Eu só achei a personalidade dele por vezes um tanto confusa. Hora ele é profundo, hora ele é só o Mister Nice Guy de Honk Kong… nem sei nem dizer o que é mais misto, se são as várias facetas dele ou os muitos gêneros misturados dentro do jogo. Mas eu gosto de pensar que as exigências da missão do Wei na história justificam tudo isso. Ele é o recém chegado no pedaço, mas anos antes ele também fez parte daquele bolo, então ele fica mesmo dividido sobre o que deve ou não ser feito. Trair a própria pátria ou servir a lei? Foi exatamente isso o que me deixou interessado no andamento da história dele.

Sleeping Dogs tem muitos personagens não exatamente emblemáticos, mas muito bem construídos. Não impressionam tanto pela expressão facial, mas sim pelos diálogos. São daqueles que se portam como pessoas reais, que num belo dia passam por você, deixam um pouco da sua história e quando você menos percebe vão embora. Eles saem de cena, mas causando um certo impacto e impacto de verdade, mas não são exatamente a parte mais cativante. É o Wei quem está lá pra fazer deles boas peças dentro do enredo, ele é o cara articulado, persuasivo, influente, é fácil de gostar dele. E é por isso que quando eu digo que perdi quase 2 dias inteiros jogando isso foi porque ele estava lá fazendo a diferença como o âncora da coisa toda.

Eu só não achei o enredo melhor porque ele não tem uma reviravolta de verdade, como o início da história tanto sugere. Desde o começo está tudo muito bem envolto num forte dilema moral que persegue o Wei o tempo todo, mas quando o jogo chega nos seus momentos finais tudo isso é suavisado. Quando o game mostra que as tríades agem como uma verdadeira irmandade (perigosa e muito traiçoeira, mas ainda assim uma irmandade) ele vai muito bem, mas achei que ficou faltando algo que abalasse essas estruturas. O Wei acaba chegando ao fim da linha sem uma decisão realmente séria pra ser tomada, sem correr o risco da imagem de bom moço ir por água abaixo como a história me sugeriu diversas vezes.

Mas tudo bem, o jogo não é melhor e nem pior por conta disso. E essa é apenas a minha humilde opinião.

E como eu já mencionei aqui no Portallos em outros posts sobre o assunto, o protagonista ou a trama não foram exatamente as primeiras coisas que me chamaram a atenção. O que me deixou esperando mais e mais notícias de Sleeping Dogs foi o background onde tudo acontece. E vou te dizer, caminhar poucos segundos pela Hong Kong desse game é muito pouco, o bastante pra você defecar pela boca e chamar o game de “o GTA chinês” (putz, eu já fiz isso…). Porque a diferença não está só nas luzes, nos letreiros multi-coloridos ou nas pessoas se comunicando num dialeto que parece que vai fazer a língua delas dar um nó.

Sleeping Dogs mostra as várias facetas de uma cidade e se aproveita de diferentes gêneros pra recriar diversas experiências dentro de um único jogo. Eu não cheguei a experimentar a brigas de galo, mas o karaokê por exemplo foi algo impossível de deixar passar. Eu não sabia que soltar o gogó era uma paixão dos chineses também, sempre achei que isso fosse mais coisa de japonês, mas veja só que sacada dos caras inserir isso dentro da rotina dos personagens e de um jeito muito foda. O gameplay logo de cara te remete à Guitar Hero, mas lembra mesmo é daqueles jogos da série Taiko No Tatsujin, a diferença é que aqui o que mais vale é a sua precisão, delicadeza ou um misto de ambos pra pontuar bem usando só o analógico.

Achei a seleção de música que impecável pra quem curte música decente. Pena que a playlist não chegava nem a 15 canções.

Outra virada de mesa totalmente inesperada pra mim foram os veículos. Dos poucos jogos open world que tive a oportunidade de jogar nunca vi nada de extraordinário ou diferente na condução dos mesmos pelas cidades. Mas no Sleeping dá pra perceber uma pegada meio Need For Speed nesse ponto. Hong Kong tá cheia de corridas clandestinas, tanto para carros quanto pra motos, mas isso não é uma exclusividade, está longe de ser um modo à parte. Se você quer velocidade, você vai ter velocidade sempre que quiser, mesmo naqueles momentos onde você tem que atravessar a cidade de ponta a ponta pelo transito normal pra chegar na próxima missão.

E aliás, como é prazeroso dirigir nesse jogo, é por isso que eu digo que jogar pelo YouTube nunca é um bom negócio. Pelos vídeos a física dos carros não me parecia nada atraente, mas ao vivo a movimentação é totalmente diferente e a sensação de velocidade foi o que eu mais gostei. Você não precisa de um velocímetro do lado te dizendo a quantos quilômetros por hora você está andando. É só entrar no carro, ouvir o ronco do motor, o pneu cantando antes de sair e a tela tremendo freneticamente segundos depois.

Com as motos é a mesma coisa, mas com uma sensação de velocidade e descontrole duas vezes maior. A física das colisões eu já não posso elogiar tanto, mas sinceramente não me recordo de um jogo onde o cuidado com cada aspecto que o torna extremamente diversificado saltasse tão bem assim aos olhos. O único porém aqui é a baixa quantidade de veículos que você pode encontrar na cidade, isso me desmotivou totalmente a participar de mais corridas.

E o que falar das rádios? Putz… as rádios, seja lá quem foi o responsável pela seleção de músicas está de parabéns. Quando eu penso num jogo da atualidade às voltas com músicas eu só consigo pensar em propaganda barata pra celebridades do momento. Mas aqui a grande maioria das músicas são clássicos ou coisas de 2 ou 3 anos para trás. Tem rock, tem black, tem até uma rádio só de música orquestrada. Perdi as contas de quantas vezes entrei num racha pela cidade ao som de Sabre Dance ou fugindo da polícia escutando Canon in D Major pra tentar manter a sanidade e ao mesmo tempo fazer do momento uma obra de arte.

Mas a melhor rádio de todas tem nome e eu soube disso desde o primeiro momento em que a escutei. A Daptone é a disparada a estação mais foda de todas com aquele ritmo funk e soul contagiante demais pra ficar parado. É um gênero daqueles que nutro uma certa curiosidade, mas que nunca parei pra conferir realmente. E é foda esse ar de globalização, porque é música de raiz negra chegando ao outro lado do mundo. Não tem coisa melhor do que passear pelas cores de Hong Kong ao som de Make The Road By Walking do Menahan Street Band. Como o próprio nome da banda já sugere, isso é música de rua.

Tem também Sharon Jones & The Dap Kings que pra mim é uma parada difícil de explicar, porque é uma banda atual com um som que mais parece coisa de 20 anos atrás. E NÃO, isso não quer dizer que o som é ruim, muito pelo contrário, parece aquele tipo de música antiga que envelheceu tão bem a ponto de não fazer mais diferença de que época ela é. Porque é música boa e ponto. E músicas nesse tom pra mim são sempre uma delícia de se apreciar, elas sempre me provocam uma nostalgia que eu desconheço, como se fosse algo que já vivi, mas… que não foi realmente.

Acho que quando disseram que a música que a mãe ouve durante a gestação pode influenciar nos gostos do bebê, eles realmente não estavam brincando.

Mas o que eu achei mais engraçado da história toda foi o momento da minha descoberta dessas músicas. Soundtrack pra mim não é detalhe, é metade da alma de uma obra, então quando eu curto de verdade corro mesmo pro YouTube pra ouvir um pouco mais e na grande maioria das vezes acabo descobrindo que a banda tem “milianos” de estrada e que eu sou um dos poucos atrasados que não tomou conhecimento dela. Mas dessa vez pro meu grande espanto me deparei com uma verdadeira legião de gamers que só procuraram por músicas como My Drum Machine, FUSE, East, Ride Or Die e The Contender por causa do jogo.

Na dúvida é só olhar nos comentários da cada postagem, a frase “Fui trazido aqui por Sleeping Dogs” parece até uma daquelas correntes virais de rede social. E se a descoberta dos gringos, que acredito eu terem um acesso mais fácil a esse conteúdo do que nós, só veio através de um jogo, deve ser sinal mesmo de que música boa está cada vez mais perdendo o seu espaço pra todo esse lixo da atualidade. Não importando o lugar.

Pra fugir um pouco mais da sombra de GTA eu elogio o jogo pelo seu sistema de luta ou de exploração da cidade. Quem já viu um filme de porradaria 100% oriental sabe que os caras só pegam em armas em último caso e aqui não é diferente. Metralhadoras? Pistolas? Sim, você vai ver tudo isso por aqui também, não tem como fugir muito. Mas no começo da trama até o meio dela mal se fala nas benditas. Quase inexistem. O Wei resolve tudo no braço (ou nas pernas) e depois da ambientação que me fez apaixonado por esse jogo antes mesmo de eu pôr as minhas mãos nele, essa parte é que mais me empolgou. Inclusive quando bati o olho no gameplay pela primeira vez fiquei pensando: “como é que não tinham pensando nisso ainda?

Mas isso foi só até eu me lembrar da série Yakuza, porém a diferença ao meu ver fica por conta do dinamismo mais perceptível em Sleeping Dogs. Também não sei como funciona na franquia da Sega, mas fazer os combos aqui é bem fácil, basta parar de esmagar o quadrado freneticamente (versão PS3) e cadenciar o ritmo que tá tudo certo. Eu só achei uma pena o sistema não ser um pouquinho mais complexo, permitir mais combos, mais variações e coisa e tal.

Fora os combos, você só tem direito a contra ataque, num esquema bem Assassin’s Creed e Batman Arkham City, e a interação com os objetos do cenário que sempre dão uma diversificada nas lutas. Tem também uns upgrades pra fazer, mas a maioria dos combos dá pra descobrir antes mesmo do mestre te ensinar. Coisa que eu não sei se foi proposital ou se os movimentos estavam ali desde o começo.

No quesito ambientação, uma das características dos filmes orientais que achei bem retratado aqui foram as perseguições a pé pela cidade, naquele ritmo maluco do parkour, mas parkour de verdade, muito longe da idéia de escalar um torre como em Assassin’s Creed. É jogo rápido, pular um muro, subir nuns caixotes, ir parar no telhado, desaguar do outro lado da rua, esbarrar na multidão que não tem fim. E tudo isso ao som barulho dos sapatos que mais chamam a atenção que as próprias trilhas de fundo.

O mesmo vale para as perseguições carro, que já dão um tesão foda só pela velocidade e de quebra ainda exigem que você vez ou outra pule de um carro ou moto em movimento pra pegar os vagabundos. E por falar nisso, como eu faço pra descrever a sensação que é escapar de uma moto empinando na pista a toda velocidade minutos antes dela se chocar com algo e explodir no mais perfeito slow motion, hein? Hum… não dá pra explicar isso, sinceramente… falar é pouco, tem é que jogar pra sentir.

É tanta liberdade, tanto a pé quanto em 2 ou 4 rodas eu quase ia me esquecendo do outro lado da moeda. Afinal como um bom policial infiltrado o Wei também tem lá os seus dons para investigação. Eu gostei muito dos minigames criados pra reforçar esse lado da história. Com exceção do esquema irritante pra invadir as câmeras da cidade, grampear os outros e destrancar portas e cofres era muito legal. Fora os mil e um disfarces pra cada missão que me lembraram um pouco do que gente está acostumado a ver na série Hitman. Quanto às armas, eu diria que o jogo bebeu um pouco da fonte de Max Payne, porque tem um leve efeito de bullet time que dá pra usar a seu favor pra finalizar os inimigos durante os tiroteios.

Nada demais, eu até gostei porque o modo como ele acontece é mais pé no chão, não tem nada de mirabolante, é um movimento de vida ou morte que só alguém experiente com armas conseguiria fazer e não um monte de acrobacias com uma arma nas mãos em câmera lenta (desculpa Max). Uma pena que nessas horas a parte gráfica e a jogabilidade mostrem um pouco mais dos seus defeitos e conseqüentemente deixam a desejar. Os tiroteios são empolgantes na medida do possível já que a inteligência artificial não é das melhores e Sleeping Dogs também não é um bom exemplo de jogo bem polido. As expressões faciais são bem simplórias e o serrilhado come solto principalmente quando se está dentro de um carro. Mas por mais estranho que possa parecer, desta vez isso foi uma exclusividade da versão do PlayStation 3.

Fanboy que se preze vai fazer questão de dizer o contrário, mas a única versão que deve ter levado vantagem no quesito gráfico foi a do PC mesmo. Mas nada disso tira o brilho do jogo. Nenhum dos contras é suficiente pra condenar Sleeping Dogs, na verdade a impressão que fica é a de que o jogo foi uma aposta ousada onde os produtores e a publisher tentaram correr o menor risco possível, fazendo pouco quando poderiam ter feito muito mais pela obra. Aliás se a gente lembrar do desenvolvimento conturbado que foi o jogo antes nas mãos da Activision, faz todo o sentido. Mas de qualquer forma, achei Sleeping Dogs uma das melhores viagens que pude fazer jogando um game esse ano.

Tanto que depois dos créditos subirem eu não tive vontade nem de terminar os extras e tampouco de retirar o disco do console no minuto seguinte. Tudo o que eu quis fazer foi andar uma última vez pela Hong Kong da United Front e fotografar tudo com os olhos antes de me despedir, despedida essa que se não me engano durou quase meia hora.

E é isso, eu acabei encontrando tudo o que eu queria e mais um pouco num jogo pertencente a um gênero do qual não sou muito fã. Esse cenário oriental sempre me cativou desde a época de Shenmue, cresci assistindo filmes de porradaria tanto com atores americanos quanto com orientais, me considero um cara que nasceu na época errada porque o meu gosto pra música não se encaixa nos padrões atuais. E enfim… o jogo não é a melhor coisa desse ano, nem de longe a mais inovadora, mas faz bem a lição de casa, respeita suas inspirações sem sair do ridículo e só não se torna superior à todas elas por causa desse ar de projeto desacreditado.

Se você não puder dar uma chance por conta da grana curta e da avalanche de lançamentos foda que vem vindo aí nesse fim de ano, sugiro que ao menos marque o jogo na sua wishlist. Esse merece e muito.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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