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Crítica | Looper – Eu fui!

Depois de Total Recall, qualquer sci-fi é um colírio!

A premissa inicial de Looper é bem legal: Em um futuro aonde a tecnologia avançou assustadoramente, é basicamente impossível matar alguém e esconder o corpo, então para execuções  a máfia manda seus degolados para 30 anos no passado, para que os Loopers, matem nos lá e desovem o corpo que ainda não existe neste linha temporal. Obviamente existe um cara que veio do futuro comandando e esquematizando a coisa toda.

Mas tem um drama que é explicado bem ao início do filme e que dá um tom mais tenso a história: Depois de certo tempo, o cara que mandam do futuro encapuzado é você mesmo, então você fecha seu loop, recebe seu pagamento final e está pronto para viver a sua vida em paz.

Evitarei spoilers no texto então pode prosseguir!

Eu saí do cinema bem satisfeito com a história que foi-me entregue, as sequências de cenas e as atuações dos dois protagonistas, Joseph Gordon-Levitt e Bruce Willis.

Nos momentos inicias fiquei com um certo desconforto da diferença entre os dois que é visível demais, mas com um tempo até isso serve para denotar a mudança entre uma pessoa no seu período jovem e mais séria, quando mais adulta.

Gordon-Levitt é bem mais passional e impulsivo do que Willis, e isto dá um contraste legal quando finalmente os dois se encontram. Levitt geralmente corre, Willis geralmente desce o braço em quem estiver pela frente. E aqui vemos um Bruce Willis bem mais chuta-bundas do que em Mercenários 2. Realmente do caramba.

Quando falei de atuação é claro que temos que ver a coisa de ator para ator. Levitt faz muito bem as cenas dramáticas e emocionais, enquanto Willis faz a sua cara de brucutu muito bem e tem movimentos rápidos e precisos em sequências de ação.

O filme tem sequências muito boa brincando com a história do loop, do passado e do presente. Vários pontos de vistas e momentos sobrepostos requerem uma atenção do espectador para se situar aonde realmente se encontra o agora.

O filme brinca um pouco com as possibilidades de “fazer no passado” para ter consequências no futuro, mudando em tempo real o eu-looper que vem ao presente. Existe uma cena em específico de um amigo do protagonista que é tenebrosa de macabra, e joga bem com estes conceitos.

 

Achei a trilha sonora bem dispensável, tirando alguns raros momentos. Isso até reflete um pouco o quanto o filme brinca com momentos de silêncio e auto-reflexão do personagem.

Alguns furos de roteiros brabos existem e vou até comentar mais a frente para galera que já viu o filme, mas eu saí totalmente satisfeito da sessão, tendo me entretido com um bom sci-fi, algo que estava na seca desde que vi Vingador do Futuro. Recomendo irem assistir!

SPOILERS ALERT!

Falando um pouco dos furos de roteiro, o plot todo é baseado na questão “é quase impossível matar alguém no futuro”, isso é um dos pilares do filme, que lá pela metade do mesmo vemos destruído inúmeras vezes.

A primeira, e talvez a mais grave, seja quando o protagonista fica sem dinheiro e começa a praticar bandidagem por aí, atirando em um monte de gente, roubando tudo pelo que se mostra, bem espalhafatosamente, à moda hollywoodiana.  E a história dos chips nas pessoas?

A outra dá até pra forçar uma barra e passar. Quando Bruce Willis está dormindo com sua esposa num bairro residencial, o pessoal da máfia que controla os loopers vem para finalizar seu contrato e matá-lo, eles chegam dando tiro pro alto num bairro residencial, chutando porta, e atirando na mulher do cara. No mesmo futuro em que é muito difícil matar alguém.

Há outras coisas questionáveis como os métodos de finalização de contrato dos Loopers (pra que a mão-de-obra toda pra mandar o cara pro passado pra ELE MESMO se matar, se sujeitando a dar merda no processo?) mas acho que isso são forçações necessárias ao drama do filme e aos acontecimentos.

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Rackor

Gamer de fliperamas aos consoles, passando pelo saudoso GB Color e seu Pokémon Yellow. Leitor de mangás, e dou preferência a estes ao invés de animes. Mais recentemente descobri as HQs, e desde então sou fã da trajetória de Geoff Johns em Laterna Verde, entre outros clássicos como Watchmen.
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