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Reconsiderando o crossover da Sony!

Como diria o Obama: NOT BAD! But…

Esse fim de semana eu dei um tempo no Dead Space afim de dar uma olhada na beta multiplayer de PlayStation All Stars Battle Royale que está rolando na PSN Plus e já adianto que mordi bem a minha língua vendo o jogo ao vivo. Quem tem boa memória sabe que eu não poupei criticas ao Super Smash da Sony e não foi pelo fato de eu (e a torcida do Flamengo) achar que o jogo era um belo de um xerox do crossover de personagens da Nintendo.

Eu simplesmente batia o olho no design dos personagens pelo YouTube e não via um casando com o outro do mesmo jeito que eu vejo na franquia da BigN. A frase “O foda é que o meu outro lado diz que nada disso deveria ser surpresa pra mim uma vez que eu já coloquei Sonic The Hedgehog e Solid Snake pra quebrarem o pau e achei tudo simplesmente fodástico.” não foi por acaso. Então ao vivo e a cores o visual me agradou bem mais e o gameplay me divertiu bastante.

Dentre os meus favoritos ficaram o Parappa, a Fat Princess e o Kratos. Em especial o Deus da Guerra, que é de longe o mais apelão pra jogar, acho que não houve uma partida que fosse sem alguém escolhendo ele. Já as outras 3 figuras disponibilizadas na demo (Sly Coper, Radec e Sweet Tooth) eu chutei pra escanteio sem dó. Achei os movimentos de alguns bem desinteressantes e até nada compatíveis com as habilidades desses 3 primeiros personagens que eu acabei de citar. O Sweet Tooth e o tal Radec (de Killzone) pra mim foram os mais chatos, mas eu ainda salvo o representante da franquia Twisted Metal pela pequena dose de golpes físicos que no final ainda fazem lá alguma diferença.

Já o coronel Radec, eu achei ele aquele tipo de personagens que costuma entrar na arena pra virar a peteca da galera. Ele tem ataques mais focados na ação à distância e isso na minha visão é uma característica meio inútil quando você tem um Deus da Guerra enlouquecido dentro do campo de batalha. Seguindo a premissa do Super Smash, bagunça é que não falta aqui, então sei lá… quando eu penso num jogo desse estilo eu quero partir pra cima da galera e encaixar combo seguido de combo e não ficar aprontando armadilhas com bombas ou tentando dar uma de sniper enquanto a diversão de verdade acontece do outro lado da tela.

Não rola, particularmente acho que esse tipo de personagem ficaria melhor como um secundário, servindo de apoio e tal. O Drake de Uncharted não estava na demo, mas quando lembro dos primeiros vídeos de gameplay penso o mesmo sobre ele. Todos os personagens que tiverem pelo menos metade da movimentação focada em manuseio de armas, com um foco de ação à distância, vão ficar sobrando na minha preferência porque eu não acho que eles se encaixem no estilo dos restantes, ficando totalmente perdidos no meio de tanta bagunça.

Mas isso é questão de gosto, vi muito nego escolhendo o Radec só pra ficar num cantinho atirando (so boring…), então a minha opinião está longe de ser uma verdade universal. Acho que a única verdade a ser dita aqui é que talvez já seja hora de parar de chamar Battle Royale de “O Smash da Sony”. MAS CALMA, a afirmação não é porque agora eu respeito o trabalho da produção mais do que antes e sim porque o apelido perdeu um pouco do sentido pra mim depois de testar e comparar os dois logo após isso.

Como o próprio título que dá nome à franquia da Nintendo já diz, o seu maior objetivo não é bater no seu oponente até que a barra de energia dele caia ou coisa assim. O grande barato do Super Smash é ser persistente o bastante pra arremessar todo mundo pra fora da arena e se sagrar vitorioso. E bem… não é exatamente isso o que a gente vê em Battle Royale, ao menos não pelo que essa demo mostra.

No único modo que dá pra jogar, a idéia é ir nocauteando os oponentes até que a barra do ataque especial esteja cheia o suficiente pra que alguém seja finalizado e o seu contador de mortes suba. E basicamente é isso o que importa: quem soma mais eliminações ganha no final.

Os comandos são simples, é só segurar um dos direcionais pra executar um golpe diferente. Além da barra para ataques especiais, cada um tem direito a um golpe de agarrar e de defesa também, mas a partir daí eu já achei uma adição inútil. Quando eu penso num jogo totalmente focado em lutas, como um Marvel VS Capcom, esse tipo de mecânica faz todo sentido. Mas quando eu volto pra Battle Royale e resolvo juntar a bagunça que rola na tela, auxiliada não só pelos mil e um efeitos ali no meio + as variações do cenário também, eu não consigo me esforçar pra me lembrar que eu tinha de me defender e tampouco agarrar um único infeliz que seja na tentativa de criar algum combo.

Na verdade, após 2 lutas eu desisti de tentar usar tais botões e exatamente como eu pensei, eles não fizeram diferença alguma no fim das contas. Joguei normalmente, me diverti, ganhei tanto quanto perdi e assim foi. Porque no final das contas, se somente os golpes especiais dão cabo dos oponentes, não faz lá muito sentido ficar preocupado em se defender de um golpe normal que não vai te tirar do jogo naquele exato instante.

Ao me despedir do beta multiplayer (porque o espaço no HD do meu PS3 num tá lá essas coisas) eu sai rezando muito pra que a versão final tenha outros modos que não focem somente esse estilo de jogatina (muito embora eu ache isso um pouco difícil). Ao meu ver, o sistema de “quem mata mais leva o prêmio” não é de todo ruim, mas não valoriza as diferenças de cada personagem e conseqüentemente não os torna realmente competitivos um contra o outro do mesmo modo que acontece no Super Smash Bros da Nintendo.

No mais, que o jogo se inspirou pra cacete nele ninguém nega e esse não é exatamente o problema. O problema ao meu ver é que ao mesmo tempo em que eles buscaram referências no jogo da Nintendo, eles também tentaram se afastar o máximo possível tentando implementar coisas já vistas em grandes franquias de luta. O que na minha visão deixa o título perdido entre ser algo descompromissado como a sua fonte de inspiração ou ser algo mais elaborado como uma das tantas franquias famosas de luta que a gente já conhece.

Mas tá cedo pra afirmar qualquer coisa. O saldo da demo foi positivo pra mim e eu só espero melhorias na versão final.

Fora isso curti ver que o jogo vem mesmo todo em português, tanto nos menus quanto na dublagem. Eu cheguei a rir sozinho quando ouvi a Fat Princess me chamando pra dar uma lição nos bagunceiros. Também curti a voz do Sly, mas eu não entendi porque o Parappa foi o único que resolveu continuar bancando o gringo na história (acho que é porque ele canta, e isso dublado ia ficar uma…). E uma pena a Sony não ter caprichado mais na escolha do dublador do Kratos. Para um personagem tão icônico, tanto nas atitudes quanto nas falas, eles merecia uma atenção maior. Mas tá valendo, antes isso do que nada, né?

Não devo pegar logo no lançamento porque há coisas bem mais interessantes disputando a minha atenção nesse fim de ano, mas é com a língua ainda doendo muito que eu declaro que PlayStation All Stars Battle Royale (apesar dos personagens oriundos de shooters ainda me parecerem um tanto deslocados do restante) entrou sim pra minha lista de interesses.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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