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To Aru Kagaku no Railgun | Animê ou mangá, por onde começar?

Vai um pouco de ficção científica?

Motivado pela animação da segunda temporada de To Aru Kagaku no Railgun, que está perto de finalizar um arco sensacional (das irmãs),acabei me enveredando pela leitura do mangá cujo qual o anime se baseia. Eis então que me deparo com uma ótima história, que usa muito bem da ficção científica, mesclada, em partes, com o sobrenatural.

Railgun é um spin-off de Index (To Aru Majutsu no Index), porém,  por incrível que pareça, chega a superar em diversos aspectos a história original, principalmente pelo fato de Misaka (protagonista de Railgun) ser infinitamente mais simpática que a mimada e irritante Index (protagonista da outra série). De antemão é bom destacar que não é necessário assistir Index para entender Railgun, embora as histórias ocorram no mesmo universo, paralelamente, são situações distintas e independentes. Aliás, eu até recomendo iniciar por Railgun, e só depois partir para Index. 

Railgun Portallos 2A história se passa na Cidade Acadêmica, um local muito desenvolvido cientificamente, onde existem vários estudantes que participam de um “programa de desenvolvimento do cérebro”. Alguns dos estudantes desenvolvem habilidades específicas que permitem aos mesmos adquirirem “poderes” ou habilidades, como costumam chamar. O anime não explica muito bem, mas, ao que tudo indica, há um fundamento científico para esse fenômeno que está, de alguma forma, ligado ao funcionamento do cérebro.

Os estudantes são ranqueados de acordo com a força de sua habilidade, o poder de controle sobre a mesma, e a importância que essa tem para a sociedade. Os níveis em que são classificados variam de 00 a 05, e no caso, só existem sete pessoas na cidade que alcançaram o nível 05. Uma delas, a 3º no rank geral, é a protagonista dessa história (Misaka Mikoto).

O interessante em Railgun é que esses níveis (ao menos por enquanto) não são meras informações. É nítido que o número 01 (Accelerator), é realmente o mais forte, e que a número 03 (Misaka), não está à frente da número 04 (Mugino) por mero capricho do enredo. Como os dados são todos coletados com base na ciência, têm-se a certeza de que tudo aquilo possui uma explicação plausível.

Os dois primeiros arcos abordados e finalizados no mangá foram o do “elevador de níveis” e das “irmãs”. Ambos estão muito bem escritos e desenhados, possuindo a todo tempo aquele feeling da ficção cientifica, pois existem explicações possíveis para tudo que acontece.

Acompanhar a série nesses arcos é algo muito gostoso. Diferentemente do anime, em que foram encaixados vários fillers na primeira temporada (que animou somente o arco do elevador de níveis), o mangá segue uma regularidade bem bacana, o que torna sua leitura mais didática. Como existem muitos personagens, e estes, por sua vez, se misturam à história original de Index, por diversas vezes eu fiquei perdido na primeira temporada do anime, com aquela sensação de aquilo parecia algo repetido (déjà vu)… Isso ocorre muito em razão do anime ficar em um vai-e-vem tremendo…  Nem sempre dá para saber em que parte da história estamos, se no passado, presente ou futuro.

Railgun Portallos 3

O ponto alto da história, sem duvida, é o arco das “Irmãs” Misaka, que nada mais são do que 20.000 clones da Misaka original. Segundo estudos realizados, caso alguém mate todos esses clones, essa pessoa será capaz de alcançar o nível 06, que até então era uma marca impossível. Nesse arco, existem batalhas fenomenais, de Misaka x Mugino (Nº 3 x Nº 4), e Accelerator x Misaka (Nº 01 x Nº 03), sem contar o ótimo embate de Touma x Accelerator. Touma, é o protagonista masculino de Index e que tem muita importância em Railgun (é meio que o protagonista masculino aqui também…). Embora ele não seja um personagem que me cause simpatia, posso dizer que sua participação em Railgun é mais bem executada do que se esperaria.

O arco das “Irmãs” está sendo animado nesse momento na primeira parte da segunda temporada no anime, e pelo andar da carruagem, deve terminar no máximo semana que vem (isso se não terminar no próximo episódio que costuma sair em PT-BR na sexta). A animação está esplêndida, e vale muito a pena assisti-la. O anime só peca em uma questão… Como só é exibido semanalmente, muitos dos elementos de ligação (peças do quebra cabeça) são facilmente esquecidas ao longo do tempo, fazendo com que mais à frente uma coisa ou outra se torne um pouco “sem sentido”, devido ao fato de não nos lembrarmos desses detalhes que foram deixados. Nesse ponto, ler o mangá se torna a melhor escolha, afinal lá o arco está completinho, sendo possível sua leitura em pouco menos de uma semana (ou bem menos, a depender de seu tempo).

De qualquer forma, como o anime já está no final do arco, esse “pecado” não vai mais existir… por isso, pra quem não leu o mangá, e não viu a primeira temporada do anime, recomendo a leitura do primeiro arco (Elevador de níveis), e após isso, assistir a animação da segunda temporada, que vai do episódio 02 ao atual do anime.

Railgum foi uma gratificante surpresa, não esperava que o mangá fosse ser tão divertido. O terceiro arco está em andamento no mangá (que é mensal), e ao menos por enquanto, não me pareceu ser tão bom quanto aos primeiros. Talvez melhore, pois os outros também começaram de forma mais lenta… Mas por ora não criei grandes expectativas.

E vocês, conheciam essa obra? O que acham dela? Também preferem Railgun a index?

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Mailson SHiN

Adorador de muitas coisas que nem sempre possuem relação. O que me ocupa nas horas vagas? De forma simples e compacta? Lá vai: Cinema (Filmes), Games, Animes, Mangás, Música (Engenheiros do Hawaii / Pouca Vogal), Tecnologia, Computadores. O que me ocupa nas horas "não-vagas"? Contabilidade e Legislação Tributária. Uma coisa leva à outra... ou talvez não.
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