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Impressões iniciais de Pokémon: The Origin!

Porque esse foi o início de todos nós…

Uma franquia que está no topo por anos e que, diria, esteve sempre por lá certamente teve seus altos e baixos e talvez algumas decisões do anime como a idade de Ash e a escolha de manter seu foco nos pequenos e não crescer como história tenham sido acertadas por um lado mas por outro deixaram muitos fãs meio órfãos do crescimento que foi presenciado naquelas primeiras temporadas.

E anos depois eis que surge um presente para todos aqueles que iniciaram suas jornadas apertando aquele New Game e assistindo a introdução feita pelo professor Carvalho ao lado de um Eevee. Pokémon Origins é uma homenagem gigantesca aos primeiros jogos, com referências até a progressão do jogo, incluindo telas de save, conversas com estranhos nas cidades e ações semelhantes àquelas que tivemos anos atrás.

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É interessante perceber que além das referências óbvias aos jogos que temos, o espírito do protagonista e do rival sendo exatamente o que era feito no jogo em si em termos de capturar Pokémon e batalhar (inclusive o ato de tentar capturar um bichinho do oponente, quem nunca tentou? haha). Até aqui o original havia saciado bem essa comparação se mantendo bem fiel.

No quesito batalhas, aí sim começamos a ver as influências de Pokémon Adventure. As batalhas não possuem aquele golpe místico chamado “evasiva” que o anime cansou de usar como solução para como um pokémon escapava de certo golpe. Aqui não, todo golpe é sentido, e mesmo que não haja a numeração de níveis ou alguma inscrição dizendo se algo foi super efetivo ou não, visualmente é perceptível o impacto e o reflexo físico de cada golpe.

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Squirtle tem uma defesa alta, mas porque exatamente? Na primeira batalha contra o rival é possível ver o quanto a tartaruga se utiliza de seu casco para se proteger e como isso o confere uma resistência maior as golpes físicos do Charmander do protagonista. E como tudo é em tempo real, a falta de experiência pode ser evidenciada com maior facilidade demonstrando a falta de desenvoltura de Red ao proferir direções ao seu pokémon.

Outra solução bacana e sutil que percebi foi a adequação dos ginásios. Como o próprio Brock menciona eles server para ensinar certas técnicas aos treinadores em uma batalha real, e assim sendo precisam estar aptos a receber desde o mais experiente com 5 insígnias até o novato com nenhuma. Brock pergunta à Red quantas insígnias ele possui e baseado nisto, utiliza-se de apenas duas de 6 pokébolas que se apresentam diante do líder de ginásio. Ou seja, se Red possuísse maior número de insígnias provavelmente Brock entraria com força total para enfrentá-lo.

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Uma boa escolha de cenas também favoreceu o andamento coeso e ligeiro do episódio como um todo, mas sem perder a sensação de passagem do tempo. Sem falar na trilha sonora que é diretamente vinda das primeiras versões e dos temas masi clássicos da série, com umas pitadas modernas. É uma pena que sejam somente alguns episódios, sinceramente espero que possa ser estendido até seu fim, pois faz anos que não vejo um trabalho tão bom com a franquia animada em termos de relações com os jogos. Temos que Pegar!

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Rackor

Gamer de fliperamas aos consoles, passando pelo saudoso GB Color e seu Pokémon Yellow. Leitor de mangás, e dou preferência a estes ao invés de animes. Mais recentemente descobri as HQs, e desde então sou fã da trajetória de Geoff Johns em Laterna Verde, entre outros clássicos como Watchmen.
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