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Opinião após algumas horas de Angry Birds Epic!

angry birds epic

Já faz algumas semanas que a Rovio lançou Angry Birds Epic, um novo game da franquia dos pássaros e porcos que não possuem corpos, apenas cabeças. O lançamento oficial foi dia 12 de junho para as plataformas mobiles (iOS, Android e Windows Phone), e segue a nova política do estúdio de liberar seus games no sistema free-to-play, o que significa que você pode jogar gratuitamente sem problemas, porém há certas coisas dentro do game que podem ser pagas se você precisar de certos facilitadores ou não tiver saco para destravar lentamente alguns dos benefícios do game.

Muita gente tem certos problemas com esse modelo, e as vezes até entendo as razões. Há jogos que te obrigam a pagar para não ter que ficar centenas de horas preso em algum processo do jogo que lhe dê pontos ou dinheiro virtual suficiente para comprar tal requisito para avançar. Felizmente não parece ser esse o caso de Angry Birds Epic. Ao menos com a progressão de algumas horas, até o momento não tive qualquer problema em progredir e até mesmo adquirir coisas dentro do jogo que ganhei simplesmente avançando as fases, sem precisar repeti-la uma porrada de vezes.

Ah é importante dizer que Angry Birds Epic não é como qualquer outro Angry Birds já lançado. Talvez você esteja por fora, mas essa é a primeira aventura em Role-Playing Game da franquia. Sim, você entendeu certo, o game é um RPG! Claro que ele não é um RPG completo e complexo quanto um Final Fantasy, mas isso não quer dizer que ele seja um fraco ou limitado apenas porque sua origem vem de um joguinho de celular de arremessar pássaros contra porcos. Pelo contrário, fiquei extremamente surpreso com a grande quantidade de camadas de elementos do gênero que Angry Birds Epic possui.

Todas as fases do game são batalhas no sistema de RPG por turnos, onde com a tela de toque você decide basicamente três tipos de comandos para cada pássaro (movimento arrastando o dedo, movimento com apenas o toque no personagem escolhido e um especial que só é possível depois de encher uma barra especial em forma de uma pimenta). Os movimentos possuem uma grande variedade, e dependem do pássaro, da classe escolhida – pois cada um possui várias classes opcionais – e da arma que você equipou cada pássaro – e novamente cada um possui seu próprio e específico arsenal.

Os movimentos podem ser de ataques, direcionados a todos os inimigos – no caso os porcos – ou apenas a um em específico. Há movimentos que podem causar danos de status, como a queda do poder do ataque do inimigo, fazê-lo dormir, prende-lo numa armadilha que tira uma pequena quantidade de HP a cada turno. Existem os movimentos de melhoram o seu status, como aumentar ataque ou melhorar a defesa, assim como também há movimentos que recuperam HP, sejam diretamente usando o movimento como cura ou um movimento predeterminado a uma condição, como receber um ataque e recuperar parte do HP perdido. Os ataques especiais também vai depender do pássaro em específico, sendo que alguns podem atacar todos os inimigos, outros apenas um único inimigo e também ataques que recuperam vida.

Veja que levei três parágrafos apenas para comentar um pouco da diversidade de movimentos e estratégias que o jogador tem durante as batalhas. Isso porque os inimigos também possuem tal gama de opções e variedade, que são bem distinto dos pássaros controlados pelo jogador. Os porcos podem redirecionar os ataques, podem carregar um ataque extremamente poderoso em turnos, podem aumentar status de companheiros ou até mesmo invocar novos aliados, sendo que na tela podem haver até 5 inimigos, enquanto o jogador só pode controlar três pássaros por vez, mesmo que seu time possua mais pássaros – eu mesmo já consegui destravar 5 deles.

O jogo também possui um sistema de construção de armas e poções. É possível construir as armas que vão criar as condições e estratégias para ir avançando o game. Os itens que forjam armas e poções são dadas ao final de cada fase, numa roleta aleatória, e podem ter ganhos bônus. Em geral você consegue uma boa quantidade de itens e não vai ser difícil criar uma espada ou escudo melhor para cada personagem jogável. Claro que você não vai conseguir forjar tudo ao mesmo tempo em que tal opção surgir e aí você tem duas escolhas, continuar jogando até ter a quantidade certa de itens ou voltar um ou duas fases para conseguir mais alguns itens. Eu optei por voltar, o que me ajudou também no ganho de pontos de experiência. Sim, porque este não seria uma RPG se não fosse possível subir de nível.

No caso do sistema de níveis (levels), o sistema é único, ou seja, cada personagem não possui um sistema único de level. Todos crescem ao menos tempo, independente de você não estar usando um determinado pássaro. Isso é uma mão na roda pois também resolve aquele velho clichê dos RPGs mais antigos em que o jogador precisa ficar voltando dungeons e florestas para melhorar o nível de um personagem que não está sendo usado constantemente. E a cada nível, novos itens são liberados no inventario do jogo e mais forte os pássaros ficam.

Agora voltando um pouco ao sistema de criação de itens, além das armas, é possível criar poções. Depois de algumas horas, só liberei dois tipos, a de cura para restaurar o HP de um personagem e uma para encher um pedaço da barra do ataque especial. Vi também que o jogo tem uma que facilita dar mais pontos de experiência, mas ela ainda está travada pra mim. Há um outro detalhe que vale a pena ser mencionado. Os itens vão do mais básicos como caixotes, areia e conchas ao mais complexos como minérios e caveiras, sendo que os itens mais complexos podem ser forjados usando itens mais básicos. Entretanto ainda não precisei usar tal opção, pois nas fases em que estou já consigo os itens mais complexos que são necessários para forjar os itens que estão disponíveis em meu inventário. E olha que o jogo te deixar ir adiante sem estar com todos os personagens upados ao máximo com seus itens mais fortes disponíveis. Dá para ir jogando até conseguir os itens necessários para ficar mais forte.

Dito isso, talvez tenha dado a entender que o jogo é molezinha. Veja bem, é um game mobile, então não é para ser algo extremamente complicado. Ele realmente não é nada difícil, mas está meio longe de ser entediante ao ponto de nem precisar prestar atenção ao que você está fazendo. Domingo cheguei a um porto pirata que parece que só funciona as segundas-feiras – é como um desafio semanal – e quem disse que consegui vencer essa fase? São cinco ou seis etapas de batalhas contra os porcos. Só fui até a segunda batalha nas duas tentativas.

Mapa Angry Birds Epic Outro detalhe bacana é que o jogo parece ser impressionantemente gigante. Veja ao lado o tamanho do mapa dele (clique na imagem porque ela é grande demais e não cabe completa aqui na página) . Tudo isso parece que pode ser destravado apenas jogando, sem precisar pagar um tostão. Não posso afirmar com total certeza porque ainda não terminei o game, olhando o mapa, destravei apenas um terço do mesmo – ou até menos! – sendo que joguei na praia na parte esquerda e abaixo, nos arredores da floresta, em parte do oceano ali do litoral e agora parece que cheguei na parte dos piratas.

E um detalhe legal é que cada ponto desse mapa é uma fase e isso não significa que cada fase é uma batalha, pois tem muitas fases que consistem em várias etapas de batalhas, contra até cinco times de porcos, sendo que sua barra de HP não volta a 100% a cada etapa – a cada fase sim, mas uma fase de etapas você precisa aguentar até o final dela. E até o momento não destravei nenhum pássaro ou habilidade que resgate um pássaro derrotado. Zerou o HP de um pássaro já era, ele só volta na próxima fase do mapa!

Bem, acho que apontei os principais aspectos positivos de Angry Birds Epic. Há alguns outros detalhes que poderia mencionar, como vários cenários (mas eles são apenas estéticos, ou o fato de que mesmo sendo um jogo RPG mobile, a Rovio ainda colocou uma historinha simples para sustentar a aventura, com um vilão porco roubando os ovos dos pássaros e os mesmo se conhecendo ao longo da jornada, cada um com sua personalidade única e distinta, tal como no jogo original seus spin-offs semelhantes.

Há defeitos? Não estou certo ainda. Isso porque por ser um game mobile não fico horas e horas jogando. É um desses games em que você fica uma ou duas fases por dia, brinca um pouco de forjar itens e enfrenta o desafio diário (que lhe dá moedas de ouro que podem implementar ainda mais seu inventário). Os inimigos porcos se repetem entre as fases? Sim, mas que RPG não enfrenta o mesmo problema? Ao menos a variedade de porcos é grande e os times mudam até mesmo se você perde uma partida, assim mesmo que você volte para um fase aleatória, existe a opção de encontrar um time diferente de porcos para lutar e quanto mais deles você destravar avançando as fases, parece que mais propenso é que estes novos possam aparecer nas fases já vencidas.

No mais, eu diria que a Rovio acertou em cheio com Angry Birds Epic, muito mais do que Angry Birds Go (aquele de Kart). E não deixou a qualidade perder em nada para com a série principal, que mesmo curtindo, admito que nunca terminei nenhum porque sempre me cansa antes do fim. Já Epic estou determinado a terminar. Um pouquinho a cada dia…

Fica a recomendação! Baixe e teste! É de graça! Não tem desculpa. 😉

Angry_Birds_Epic_App

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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