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Iniciando | The Witcher 3 contra Dragon Age: Inquisition na semana da Bandeira de Ferro?

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Primeiro resolvo começar Dragon Age: Inquisition. Dias depois encontro The Witcher 3: Wild Hunt numa promoção que não podia ignorar. E tudo isso culmina na semana da nova Bandeira de Ferro em Destiny após o acerto da mais recente expansão e reorganização feita no jogo deste seu lançamento em setembro do ano passado. Resultado: uma semana sem postagens no blog. Faz sentido, não?

Claro que os novos games não são os únicos e exclusivos culpados pelo meu sumiço ao longo desta semana. Trabalho e vida pessoal também possuem sua colaboração no caldo. Porém no meu (pouco) tempo livre em geral posso escolher entre blogar, ver séries ou jogar. Já deu pra ver o que andei fazendo nestes últimos dias, certo?

Enfim, indo ao que interessa, é importante pontuar que não sou um grande fã dos RPGs americanos e europeus atuais. Não por achar eles ruins e sim porque não os jogo com tanta frequência quanto talvez devesse. Venho da geração dos RPGs japoneses, quando as batalhas por turnos ainda era vista com bons olhos. Me afastei um pouco quando tudo virou Action-RPG. Talvez por saudosismo, talvez por outras coisas. Claro que andei jogando o gênero na geração passada (Tales of, Eternal Sonata, Blue Dragon, Final Fantasy etc), infelizmente com omissões importantes como franquias Mass Effect, Dragon Age e The Witcher. Grande parte pela falta de tempo e outra por falta de interesse, já que na geração passada estava bem mais ocupado com os games de multiplayer online como Gears of War e Halo. Porém, geração nova, poucos games, hora de experimentar aquilo que estou obviamente perdendo.

Não tinha a intenção semana passada de comprar The Witcher 3, então resolvi iniciar Dragon Age: Inquisition (no Xbox One), que já havia adquirido há algum tempo e estava esperando justamente esse momento de vacas magras no mercado de jogos. E é engraçado como jogos que estão dentro de uma categoria podem ao mesmo tempo ser tão diferentes e semelhantes. Resolvi dar a minha visão de noob –  um novato – que não entenda nada de ambos os títulos.

Até porque para quem está chegando agora, seja com um PlayStation 4 ou Xbox One, tanto the Witcher quanto Dragon Age estão chegando a estas plataformas com uma jornada meio que já engatilhada, sem que os títulos lançados previamente estejam disponíveis nos consoles. Aí ou você corre atrás dos games anteriores em consoles anteriores ou começa por aqui mesmo, pelo terceiro título destas franquias. Optei pela segunda opção.

Nesse ponto achei que The Witcher 3 bem mais amigável. Claramente por ser um título exclusivo da atual geração há uma preocupação grande em pontuar os novos jogadores que nunca tiveram contato com a franquia. Existe uma preocupação em explicar o universo e a mitologia da série num eficiente vídeo de introdução. E a primeira hora do game contém tutoriais fáceis para entender as mecânicas do game. Posso dizer que não me senti um estranho no ninho ao iniciar a campanha e de estar conhecendo estes personagens pela primeira vez, ainda que não conheça muito bem o passado e motivações de cada um deles. Se o jogo mais a frente vai me confundir ou tornar as coisas confusas eu não sei, e mesmo que isso aconteça, a mágica do universo de The Witcher já me ganhou.

Com Dragon Age: Inquisition o estranhamento foi muito maior. Me senti arremessado num mundo desconhecido, acordando no meio de um apocalipse com personagens desconhecidos. Tudo bem que a história é malandra, pois seu personagem no game acorda mesmo no meio de um caos, sem qualquer memória e sem saber exatamente o que diabos ele está fazendo ali. Porém será essa uma boa ideia para novos jogadores? Claro que Inquisition foi desenvolvido para funcionar entre duas gerações de consoles, então ele presume um pouco que o jogador tem uma pequena experiência prévia com a franquia, o que não é o meu caso. Senti assim o jogo não se conectou de imediato comigo.

Talvez seja importante reforçar que não estou dizendo que um é melhor o outro. Acho que ambos os títulos são distintos e originais e não precisa dessa história de um superar o outro (neste momento). Mas para um novato, que está querendo um novo RPG pra começar agora e que desconheça os títulos, a minha recomendação que The Witcher 3 é bem mais amigável.

Tanto que resolvi parar Dragon Age: Inquisition. Vai ficar para o futuro, quando houver um maior tempo para continuar. E não fui longe nele. Passei pela customização do personagem (meio demorado e nem tão divertido quanto achei que seria), e fui até terminar o prólogo onde meu personagem fica fechando as fissuras causadas por sei lá o que. A batalha feita em equipe também é bem diferente de The Witcher, lembrando bem mais um RPG, e a opção de acionar o modo tático, onde paro a luta e posso analisar contra medidas caso esteja perdendo a batalha é uma ótima ideia, que segundo pesquisei funciona muito melhor do que nos games anteriores.

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Já The Witcher a ação é mais frenética e mais solo, ao menos inicialmente (e não sei se isso vai mudar mais a frente do game – acredito que não). Lembra uma mistura de RPG com um jogo de ação em terceira pessoa, o que me agradou. Ainda que haja alguns mecanismos de combinações de botões que são bem mais complexos e não tão intuitivos quando Dragon Age tem em seu sistema de batalha.

A localização também dá um outro glamour ao The Witcher 3, que veio muito bem dublado e legendado em Português do Brasil, enquanto Dragon Age: Inquisition foi apenas legendado em nosso idioma. E não deixa de ser impressionante dois grandes RPGs localizados, cada um a sua maneira, em PT-BR. Quero ver agora se a Square-Enix vai ter a coragem de lançar no Brasil Final Fantasy XV e Kingdom Hearts 3 sem qualquer localização. Que tempos interessantes onde o inglês está sumindo dos jogos e tornando-os mais acessíveis a novos jogadores brasileiros, ainda que me preocupe um pouco com o fato de culturalmente precisarmos cada vez menos de um segundo idioma.

Infelizmente joguei muito pouco The Witcher 3 esta semana. Muito menos do que imaginei que iria jogar. Não ajudou muito o fato de ter iniciado o game uma segunda vez, pois não em atentei a opção inicial de “importar decisões de Witcher 2 a narrativa da campanha do terceiro” onde deveria ter optado por deixar “desligado”. Acompanhei uma conversa no fórum do Portal Xbox onde fiquei sabendo que só mais a frente, após algumas horas de jogo é que o game vai me pedir para tomar decisões que teoricamente deveria ter tomado no game anterior. Como não joguei e não sei em que isso refletiria na “minha” historia, resolvi começar novamente sem que esse fator importe na minha história. Afinal o RPGs atuais tem isso, de não serem lineares, podendo deixar o jogador trilhar alguns caminhos próprios, ainda que não sejam tão abertos e amplos como pensamos que eles são.

Parei ali no começo de tudo mesmo. Fiz os tutoriais para entender as mecânicas e cheguei na vila onde aprendi a jogar Gwent, o jogo de cartas desse universo rico em detalhes. Alias achei que em termos de jogabilidade, o Geralt, protagonista da série, ainda se movimenta bizarramente como um “personagem de viodegame”. Ele não tem peso ou senso de equilíbrio, o que dentro da física dos games isso já melhorou e muito na geração passada. Dragon Age: Inquisition ganha uns pontinhos aí, pois sua física não me incomodou.

Porém é válido afirmar: The Witcher 3 me impressionou positivamente. E eu não esperava tanto. Aquilo que relatei lá no começo da postagem, sobre não me importar muito com RPGs ocidentais? Parece um ponto de virada pra mim. Talvez seja aqui que esse gênero comece a me fazer mudar de ideia.

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Enfim, o que me atrapalhou mesmo esta semana foi mesmo Destiny e seu evento multiplayer da Bandeira de Ferro. Após o lançamento de A Casa dos Lobos o jogo ficou bem mais divertido. A arena de combate contra hordas de inimigos é incrível. O jogo está dando mais recompensas também e assim não preciso daquela sensação de perder tempo só para o loot do game. Eu já devo ter ganho umas 5 armas lendárias só jogando na Bandeira de Ferro, fora que a decisão de ter como recompensa a tal Luz Etéria com o Lord Saladin é excelente. Cheguei ao level 33 com isso, finalmente! E até mesmo o game anda mais generoso com as Moedas Estranhas, o que permite deixar o set de armas e armaduras exóticas prontas para quando Destiny se expandir ainda mais (que venha a E3)!

Bem, acho que é isso. Queria ter feito um texto esta semana com a minha experiência inicial das primeiras horas de The Witcher 3: Wild Hunt para o blog. Só que o que joguei realmente não é o suficiente ainda pra isso. Então resolvi aproveitar essa sexta no sanduíche de um feriado e final de semana para pontuar onde diabos estava ao longo da semana que não estava aqui postando no blog sobre reboots da Marvel ou DC nos quadrinhos ou sobre o anúncio de Fallout 4 (que muitos piraram e eu não) ou resenhando alguns pilotos novos de séries da Summer Season. Ficou tudo para uma outra oportunidade futura.

To be continued… (or not)


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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!

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