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Never Alone (Kisima Ingitchuna) | Cultura e folclore aplicado em um charmoso game!

Já faz algum tempo que venho procurando uma brecha na corrida pauta do site para comentar um pouco sobre Never Alone, um indie game que foi lançado primeiramente em novembro do ano passado e que esse ano também foi disponibilizado para OS X e Wii U. E aproveitando que ele está custando uma merreca essa semana aos usuários da Xbox Live Gold, achei a oportunidade que tanto esperava.

De fato eu já estou com o game há alguns meses. O comprei na primeira promoção da Deals With Gold na qual ele apareceu. Apenas peguei esta semana a expansão Foxtales, que vou deixar para comentar por aqui em uma oportunidade futura por ainda não ter tido tempo de testá-la, por cinco reais e como já havia curtido bastante o game principal, não vi problema em comprar a expansão sem ainda ter terminado o game. O trailer do DLC está abaixo, para quem ficou curioso e ainda não o tinha visto:

Retornando a Never Alone (Kisima Ingitchuna), o indie game de adventure puzzle plataform. Você percorre por algumas fases, resolvendo problemas e percalços que aparecem que o lhe impede de continua. Eventualmente já feras e alguns eventos perigosos que ocorrem e obrigam o jogado a correr pela fase fugindo da ameaça. São momentos bem tensos estes de sair em disparada.

O game por ser jogado em dupla, em um brilhante modo cooperativo, na qual um jogador controla a garotinha protagonista da história e o outro a pequena raposa que a menina encontra logo no começo da história. Cada personagem tem habilidades próprias. A garota pode atirar uma espécie de estilingue, que é até meio complicado de controlar e mirar, e a raposinha pode subir em grandes alturas. E os jogadores trabalham em equipe para ir destravando os obstáculos e puzzles de cada trecho das fases. Não é um jogo metroidvania, na qual você vai e volta por lugares, a estrutura é linear nesse sentido. Infelizmente o multiplayer funciona apenas localmente, nada de coop online então.

Never Alone (Kisima Ingitchuna) (3)

O grande charme de Never Alone é seu ambiente, baseada fortemente na cultura e do folclore do povo de alguns vilarejos do Alaska, desenvolvido por um pequeno grupo de desenvolvedores de lá, com ajuda do conselho tribal dessa complicada região. Tanto que uma das coisas mais legais do game são os mini documentários que são destravados conforme você avança pelo game, onde traz depoimentos da equipe e histórias dos habitantes lá do Alaska comentando coisas que você vê diretamente no game!

É meio que entender o contexto de elementos que estão aplicados nos momentos e ambientes do game. Por que há espíritos vagando, qual é o significado da raposa, como vivem estas pessoas em um ambiente inóspito e gélido e até mesmo histórias que estão no game e são baseadas em histórias reais que estão nesses pequenos vídeos espalhados pelo game. É um nível bem diferente de imersão. E você sente esse vínculo entre jogo e a cultura e folclore do pessoal de lá. É encantador.

Never Alone (Kisima Ingitchuna) (5)

O jogo em si não apresenta níveis de dificuldades irritantes ou extremos. Nada de ficar empacado porque não consegue resolver um trecho de fase. É até bem simples mesmo. É quase uma viagem pela história desse universo. Não acho que o fato dele ser bem fácil seja um demérito para o game, apesar de que eu enrosquei em algumas partes que existam um destreza ágil de pulos. Nada que um pouco de mais atenção não resolvesse porém.

E como eu disse, ainda não terminei, mas acredito que esteja bem perde de terminar. Já foram 18 dos 24 vídeos documentários destravados, então não falta muito para destravar todos. A julgar que eles andam em conjunto com a narrativa do game, logo o termino e posso partir para Foxtales.

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Não é um indie game revolucionário, porém é um jogo honesto, simpático e que oferece uma perspectiva diferente da maneira como encaramos um universo proposto pelo game. Você joga Never Alone e sente o pé de realidade dele, nem que seja em contos e lendas que o povo que criou o game acredita. É um tipo de game documentário que deveria acontecer mais vezes nos dias de hoje. Alias é algo que também sendo quando comecei recentemente a jogar Rare Replay e ver as histórias de produções dos games e da história do estúdio.

A promoção da semana no Xbox One vai até o dia 16 de novembro. Há três opções de compra. O game original por R$ 11,60, a expansão Foxtales por R$ 5,36 ou então o pacote Artic Colection (game + expansão) por R$ 14,80. Novamente, é um indie game que vale muito a pena ter.

Ah e já ia me esquecendo, mas o game está totalmente legendado em português! Game e documentários!

Fica a indicação!

Um game simples, porém cheio de charme e simpatia
Funciona muito bem cooperativamente quanto no single player
A jogabilidade apesar de simples funciona com sua proposta
Os documentários que contextualizam a história do game são geniais
A história da garotinha e sua raposa é apaixonante!
Totalmente legendado em Português (game e vídeos)

Never Alone é um charmoso game, onde ficção e realidade se combinam perfeitamente criando uma atmosfera única!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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