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Star Wars: O Despertar da Força | Entre a boa homenagem e a promessa do futuro!

Fiquei alguns bons minutos olhando para a tela do monitor, pensando se deveria fazer este texto com ou sem spoilers deste novo Star Wars e que saber de uma coisa? Se você precisa ler uma crítica a respeito se deve ou não ir conferir O Despertar da Força nos cinemas pare agora com isso! Apenas vá, afinal estamos falando de Star Wars, uma franquia que tem seu peso na história do Cinema e até mesmo o pior Star Wars de todos ainda merece ser visto nos cinemas, ao menos uma vez.

Entretanto se você precisa de um pouco mais do que isso para se convencer a ir, existe uma maneira fácil de saber se gostará ou não deste novo Star Wars. Assista, aproveitando que o Netflix o disponibilizou no início do mês, Star Wars – Uma Nova Esperança, o primeiro filme que deu o pontapé a tudo isso, lá no distante ano de 1977. Se você assistir e gostar dos elementos apresentados, certamente gostará ainda mais de O Despertar da Força, pois a receita do bolo é bem parecido. Enfim, se for continuar pelo texto abaixo, agora fica por sua conta e risco, combinado?

Dizer que O Despertar da Força é um tanto quanto parecido com Uma Nova Esperança não é necessariamente uma coisa ruim, afinal são filmes separado por décadas, e uma releitura de um clássico não poderia vir em melhor momento, afinal, Star Wars em nova casa, com novo elenco, com novo diretor e feito para uma nova geração de espectadores. E antes uma releitura do que um remake, não acha?

Meu único receio é que ao topar com um desafio de uma releitura as chances do peso e da importância de O Despertar da Força ser tão icônico quanto Uma Nova Esperança são um pouco menores. Mesmo com todos os novos elementos, novas visões e novos personagens adaptados para um mundo diferente daquele de 1977, o filme acaba não inovando ou reinventando nada para esta geração. O legal nisso tudo entretanto é saber que este novo Star Wars está sendo concebido para ser uma nova trilogia, o que significa que é aceitável a releitura neste filme, porém quando o episódio VIII estrear em 2017, eu espero não encontrar uma outra releitura com base em O Império Contra-Ataca. Tudo bem aqui, mas o próximo eu espero por menos semelhanças e que ele caminhe por conta própria com base no que construiu neste filme.

De qualquer forma parece que J.J.Abrams acertou muito mais do que George Lucas no Episódio I. Os novos personagens são divertidos, interessantes e conversam com os jovens de hoje em dia. Até mesmo o vilão (Kylo Ren), que aqui parece ser meio patetão – por sinal, o próprio Darth Vader era meio bocó no primeiro filme. E não digo isso pensando que o Kylo é um vilão ruim, pelo contrário, acredito que aqui é o início de sua jornada para algo pior, a ascensão do vilão, sempre na torcida de que os roteiristas saibam o que estão fazendo.

Ao final do filme há a morte de um personagem histórico da franquia, o que vi chegando de longe isso. Nesse ponto eu esperava que o roteiro conseguisse disfarçar melhor o momento. Vi essa morte vindo de longe e no final, talvez seja impactante ao fãs fervorosos de Star Wars. Pra mim me pareceu uma boa decisão de roteiro, uma porque sem isso o Kylo não poderia voltar pior no próximo filme e segundo porque bem… o ator já está velhinho, não? Quem sabe até quando ele aguentaria continuar filmando por mais outras sequências. Nisso foi uma decisão sábia: vamos segurar a morte até esse personagem não aguentar mais gravar e talvez se perca chance de fazer ou vamos fazer isso já e não ficar enrolando? Digo que gostei da morte, porém ela é mais importante para o futuro do que para este filme. Note que não disse o nome de quem morreu. Sim, se você ainda continua aqui e não viu o filme: de nada. Ah e uma última coisa: eu preferia que o Kylo não tivesse tantas cenas sem o capacete. Achei que perdeu um pouco a imponência do vilão fazendo isso. E na boa? Se eu tivesse que usar um capacete por tanto tempo, todos os dias, eu sempre teria corte de cabelo militar. Deve ser uma porcaria um cabelão daquele dentro de um capacete fechado.

E essa costura entre os personagens clássicos e os novos são bem importantes, pois passam um bastão para uma nova geração, algum que a segunda trilogia de Geroge Lucas não pode fazer, já que era uma história anterior ao original. Se está construindo um universo onde futuramente os antigos personagens não precisem ter o peso que aqui em O Despertar da Força precisaram ter.

Há tantos elementos bacanas para se comentar em O Despertar da Força que acabaria me estendendo demais. Sendo prático: gostei das muitas homenagens feitas ao filme de 1977, a importância do BB-8 com planos secretos, a cena que representa a cantina do primeiro filme, a nova estrela da morte (e ao fato de que ela também tem um calcanhar de Aquiles relativamente simples) e a todas as piadinhas com os Stormtroopers. E fiquei aliviado de que no fim não há um robô meio xarope como o C3PO – este até que volta a aparecer, mas não chega a ser irritando quanto eu o achava nos antigos filmes – que entendo que era o alívio cômico, porém que bom que O Despertar da Força encontrou seu alívio cômico de outras maneiras. E Rey e Finn funcionam muito bem sem esse auxílio, inclusive porque o próprio BB-8 é um robôzinho realmente carismático. No geral todos os personagens centrais tem ótimas cenas e momentos importantes individualmente a cada um.

No fim a coisa mais legal em O Despertar da Força são as suas promessas para esta nova trilogia, enquanto o filme faz todo mundo se lembrar quão divertido e memorável é Star Wars, com um humor que não pode ser encontrar em Star Trek, por exemplo. E o melhor é não ser um filme de ficção que precisa ser levado totalmente a sério, no sentido daquele drama pesado e sombrio. É como uma divertida paródia, dentro de seu universo, e sem ser uma chacota descarada.

Cumpriu as expectativas? Acredito que sim. Não chegou a me chocar ou surpreender, entretanto achei um ótimo filme. É um ótimo pontapé inicial para uma nova trilogia. Agora é ver o que sairá desse novo universo!

O novo elenco manda muito bem!
As homenagens e semelhanças com o Ep. IV funcionam
A participação de Han Solo e Chewbacca são a cola para tudo dar certo!
Soube construir pontas para todos voltarmos aos cinemas em 2017!
Achei excelente praticamente todas as cenas de ação do filme!
O vilão espelhado em Darth Vader, Kylo Ren ainda precisa amadurecer
BB-8! É fácil entender porque o pequeno droid virou febre na linha de brinquedos!

Star Wars: O Despertar da Força é um excelente recomeço para Star Wars! Que venha o próximo!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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