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Star Wars – Uma Nova Esperança | Uma viagem de volta a 1977 (Netflix)

Há aqueles que reassistem Star Wars todos os anos ou ao menos “de vez em quando“, certo? Especialmente os fãs de carterinha. Não é o meu caso. Já expliquei por aqui que não sou exatamente um fã da franquia. Apenas gosto, acompanho os filmes, as novidades e algumas coisas quando elas surgem dentro da minha possibilidade de ver, jogar ou ler. Não corro atrás de tudo sobre Star Wars. E em um exercício para me lembrar quando diabos foi que assisti a trilogia inicial para dizer aqui na postagem cheguei a conclusão que simplesmente não sei dizer! Quando foi a última vez em que você assistiu a trilogia clássica?

Claro que se eu tivesse o box em blu-ray ou DVD dos filmes certamente os teria assistido mais vezes, mas como não os tenho, porque estão sempre caros – e eu fiquei de olho neles na Black Friday semana passada – ou nunca são uma versão realmente incrível que me faça comprar em lançamento. E, sendo assim, sempre fico dependente de topar com os filmes por aí. Quando tinha TV por assinatura em casa era até mais rotineiro, mas agora que não tenho nem TV aberta ou a cabo. Ficou impossível. Até o Netflix disponibilizar ontem (01/dez/15) o primeiro Star Wars, datado de 1977! E eu o revi! E é meio… ruim, né? Talvez aquele ruim bom, só por ser um clássico?

Pra ser justo, eu me lembro de que quando o episódio 1 – A Ameaça Fantasma – foi lançado em 1999 e eu reassisti os episódios IV, V e VI em alguma maratona maluca que a TV por assinatura faz nestas ocasiões. Alias deve ter alguma maratona com os seis filmes acontecendo em algum canal esse mês por conta da estreia mundial de Star Wars VII – O Despertar da Força. Depois disso não me lembro de ter tido algum momento na qual estacionei no sofá para rever todos os filmes. Sei que peguei pedaços aqui e ali, de cenas clássicas e tal, zapeando canais quando ainda era um assinante da TV paga, mas sinceramente, Star Wars é aquela coisa que eu sei que existe, conheço o básico de seu universo e personagens e pronto. Não me lembro em detalhes dos filmes clássicos.

Afinal, tomo como por exemplo Uma Nova Esperança. Caramba, ele é de 1977! Eu só fui nascer sete ano depois, em 1984! E tal como já comentei por aqui, meu pai nunca foi de me apresentar esse clássicos de sua época. Foi algo que eventualmente fui entender sozinho a fama e o peso cultural que Star Wars possui até hoje.

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— Star Wars IV: Uma Nova Esperança —

Então, como comentei mais acima, o revi ontem, aproveitando a entrada do filme no catálogo do Netflix e que estava em casa mais tranquilo, brincando com o filhão na sala e curioso para ver se ele reagiria a esse mundo maluco de naves espaciais e robôs que meio que parecem ser feito de sucatas e latas de lixo. E ele meio que ainda não deu muita bola, mas talvez seja porque o filme é realmente muito datado aos olhos dele.

Já eu, apesar de assistir com o olhar e a mente de que é um filme feito lá na década de 70, ainda assim o achei meio estranho. Não é chato, só tem um ritmo lento e meio que você sabendo do universo de Jedis, a Força e o que vem pela frente, fica a impressão que o primeiro filme faz muito pouco pelo universo da série.

Pra ser sincero eu fiquei esperando o Yoda aparecer e tal, mas aí me bateu a lembrança de que isso não acontece já no primeiro filme, que trabalha apenas a história de como o Luke meio que de supetão deixou a vida de fazendeiro para ter uma aventura espacial maluca, e como tudo desanda para Han Solo e ele indo parar sem querer dentro da Estrela da Morte do Darth Vader e descobrem que tem uma princesa aprisionada lá e que  dá para ser resgatada, sendo essa a mesma princesa que meio que mandou uma mensagem dentro R2-D2 que foi o pontapé para todo o começo. É meio sorte pra caramba alguns dos eventos do primeiro filme, ainda mais se você pensar que Luke e Leia são irmãos, que ela nem sequer sabia que ele seria o cara a fuçar no R2-D2 e nem que o raio trator da Estrela da Morte acabaria puxando a nave de Han Solo, com o Luke dentro, em uma situação meio de Táxi Espacial e que tudo daria no que deu. Mas ei, como disse, 1977! É até admirável que o roteiro se amarre tanto assim!

Mas tem umas paradas bem bizarras nesse filme, como a morte dos tios ou sei lá o que do Luke. Drama zero pela morte do familiares que não o deixavam sair dessa vida rural. Pow os tios meio que foram carbonizadas e ah, deixa assim mesmo e vambora pro espaço, finalmente! Hahaha.

Fora que é cômica a entrevista que o tio do Luke faz quando está comprando o C3Po, fazendo um monte de perguntas pro robô, suspeitando que ele não prestaria para muito coisa. Eu entendo que nesse universo de Star Wars robôs são como televisões hoje em dia, tem de tudo quanto é tipo, inclusive ruins, mas ainda assim é muito engraçado essa conversa entre os dois.

O Han Solo também nesse primeiro filme é um personagem que não me lembrava direito de sua primeira aparição. A gente meio que sempre tema ideia dele como um Indiana Jones espacial, mas aí vale lembrar que o Indiana só surgiu em 1981, então era o Harrison Ford ainda moldando seu personagem. E é estranho pra caramba ver o ator molecão no primeiro filme, apenas interessado no dinheiro, em fugir, e dane-se princesa, dane-se os rebeldes, dane-se qualquer coisa, contanto que ele ganhe seu pagamento, ótimo! E o primeiro filme não dá a impressão de que a Millennium Falcon é apenas uma nave meio inflada pelo ego do Han Solo? Ele joga um verde bonito no Luke e no Obi-Wan Kenobi falando que ela é a nave mais incrível do universo e nada disso meio que se prova depois, apesar que sendo justo, ele acaba sendo o responsável por Luke ter acertado o tiro certeiro no final do filme. Se ele não tivesse retornado para abrir o papel do herói ao invés do apenas mercenário, os mocinhos não tinha saídos vitoriosos no final do filme.

Caraca e o Darth Vader saindo da Estrela da Morte em uma navezinha minúscula para matar todos os rebeldes ali? Hahaha. Pow o vilão ferrenho de toda a trilogia, decide deixar o posto e ir pessoalmente matar os figurantes! Claro que é só uma justificativa para ele ser o único sobrevivente da destruição da estação espacial. E meio que foge com o rabinho entre as pernas no final. Pior que isso só a luta dele contra o Obi-Wan Kenobi momentos antes da Leia, Luke e Han Solo conseguirem fugir. Como eram mal coreografadas as lutas desse primeiro filme! Fora o momento “puff” sumi do Obi-Wan no final dela!

Uma Nova Esperança é realmente um filme para apresentar os personagens e suas personalidades. Só mesmo no episódio V é que começam a trabalhar na complexidade e motivações de cada um, além de apresentar uma dimensão maior para o universo da série.

Dito isso, ainda entendo porque Star Wars fez sucesso quando lançado em 1977. Os efeitos hoje parecem toscos, mas imagino o quão incríveis deveriam ser para sua época, especialmente a parte da Mos Eisley Cantina e antes do filme passar boa parte do tempo em cabines fechadas de naves e em cenários de estações especiais. Fora que a os efeitos sonoros de Star Wars são uma obra prima, uma coisa de gênio. O som do filme é muito gostoso.

Enfim, foi divertido rever esse primeiro filme, um clássico sem dúvida alguma. Se ele tem momentos estranhos ou ritmo lento ou momentos sem noção, isso meio que não importa mais e faz parte da mitologia de seu universo. Não é um filme que eu teria saco para rever todo ano, tenho certeza, mas fica a dica para ver antes da estreia de Star Wars – O Despertar da Força esse mês. Nem que seja para você sentir a diferente das décadas de o que originou toda a cultura Star Wars até onde ele chegou agora em 2015, na qual uma nova trilogia finalmente será inaugurada!

E fica aqui meus votos para que o Netflix adicione em seu catálogo os demais filmes e quem sabe as séries animadas de Star Wars. Isso seria muito legal!

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Vale dar uma nota para um filme de 1977?
Luta do Obi-Wan vs Darth Vader!
Princesa Leia manda bem o filme todo!
É impressionante que ainda seja um filme que as pessoas precisem assistir!

Star Wars IV abriu as portas para um universo que perdura até hoje! E quem nunca assisti as origens, precisa ver!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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