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Evento SP | Uma manhã com Dark Souls III e One Piece Burning Blood!

Data: 29 de fevereiro. Dia de ir à São Paulo, a convite da Bandai Namco, para um dia de imprensa, com café da manhã, confraternização e a possibilidade de testar alguns dos futuros games que estão para serem lançados em diversas plataformas. Ano passado pude ir com o Thiago, e este ano fui recrutado para uma missão solo, na qual topei com muita satisfação!

Muito bem. Tênis de viagem, confere. Óculos, confere. Dados de RPG para eventualidades (vai saber), confere. Okey, até então o material mais indispensável para a nova jornada para São Paulo. Tudo pronto e verificado.

Após pegar o ônibus para a grande capital do estado e entrar em coma por mais ou menos uma hora (tempo estimado de viagem), chego à rodoviária Portuguesa Tietê e em plena segunda feira, fico confraternizando na fila do metrô com mais “290 bilhões de pessoas” (valor estimado segundo minhas ótimas habilidades de contar pessoas), até chegar a minha vez de finalmente conseguir entrar naquela serpente metálica e ir ao meu destino final.

Como de praxe, ao chegar no local do evento, eu e muitos outros jornalistas, redatores, escritores, bloggers, vloggers, youtubers entre outros “gers” e “res” fomos encher a barriga na mesa de café da manh… não, peraí… d-digo… apreciamos com moderação um breve lanchinho até o discurso inicial, onde fomos apresentados aos representantes da Bandai Namco e sobre quais jogos encontraríamos à nossa disposição no dia.

Sem delongas, vamos ao que realmente interessa né?! Dentre os títulos que joguei em primeira mão, estavam lá: Dark Souls III, God Eater Resurrection, One Piece Burning Blood, Sword of Art Online Hollow Realization, JoJo’s Bizarre Adventure Eyes of Heaven e até mesmo o indie game Necropolis. Creio eu que este ano estou perdido, porque vou ter que gastar uma nota com tantos jogos legais que irão ser lançados…

Muito bem, alguns comentários e impressões do que vi e joguei por lá!

Dark Souls III

Dark Souls III

Logo de cara, foi o primeiro jogo que corri para ver como estava. E não precisei de muito tempo para ver que a From Software trabalhou muito bem nesse jogo. As possibilidades de classe, profissões e aptidões do personagem são tantas que podem agradar a todos os estilos de luta individual de cada jogador. Os gráficos estão lindos, passam aquele clima meio pesado e melancólico gótico/medieval que a série precisa. Os cenários são tão detalhados que a menor brisa já levanta o pó da terra e o mero som de seus passos alerta os inimigos meio perdidões no mapa.

A jogabilidade é muito boa, assim que memorizamos um padrão de ataque e movimentação em nossas mentes. Alias isso é padrão da franquia, atacar, se mexer, atacar de novo. É bom ver que não mudou, até porque é um estilo que dá certo e não precisa mudar. Infelizmente não pude desfrutar de tudo o que a demo poderia oferecer, pois como era de se imaginar, era um dos games mais cotados para testes e muita, muita gente mesmo, estava ali só para jogar Dark Souls III.

Posso comentar que de início o jogo parecia fácil, um ou outro inimigo candango sentadinho com cara de bumbumzóide só esperando o jogador chegar mas perto pra dai se prostrar em posição de combate. E inclusive o primeiro BOSS, que achei que chegaria arrepiando, e que eu iria passar vergonha perante os outros profissionais de mídia que estavam ali presente, não apresentou muitas ameaças quanto achei que deveria.

O chefão estava levemente fazendo corpo mole, porém logo percebi (ou tive a impressão) de que a demo se tratava de um cenário bem inicial do game, justamente para marinheiros de primeira viagem. O que no fim se mostrou como uma boa decisão, tornando uma ótima oportunidade para se acostumar à atmosfera e ir sentindo o clima de um jogo desse calibre. Imagino que para jogadores que estão chegando agora a franquia Souls, um cenário inicial assim há de ser conveniente. Mas é óbvio que ao seguir em frente, nem tudo que reluz será ouro! As vezes é a lamina de uns kapirotos que correm babando com a sede de sangue em sua direção. Alias a demo do ano passado tinha essa sede de sangue pelos jogadores, então eu apostaria meus dados de RPG que o game será tão desafiador quanto os games anteriores são.

One Piece Burning Blood

One Piece Burning Blood

Ah, meus nakamas! Que emoção poder reencontrá-los em mais um emocionante jogo desse universo incrível que One Piece é! Aqui eu aproveitei bastante e joguei várias vezes e com vários personagens diferentes (quais? me pergunte nos comentários). Posso dizer que as lutas estão lindas e os cenários possuem partes destrutíveis nos momentos em os inimigos são arremessados para longe na tela. Isso pode explodir uma construção ou até mesmo atingir a plateia e fazer as pessoas voarem por todos os lados (no caso do Coliseo Corrida em Dressrosa).

Palmas para a Spike Chunsoft, desenvolvedora do game, pois One Piece Burning Blood está com um visual incrível, movimentação e beleza quase de um animê mesmo, porém em 3D. Isso me deu aquela sensação boa de fazer parte da aventura, além da indecisão entre assistir ou jogar o game.

Um fato bacana que vivenciei foi durante uma das lutas, em que montei uma equipe com Zoro e Luffy, e pouco antes do adversário dar um golpe final no Zoro consegui trocar pelo Luffy (que estava como parceiro de equipe) e ao invés de Luffy calmamente entrar em campo, ele simplesmente invadiu a tela literalmente gritando “Leave Zoro Alone!!” (Deixe o Zoro em paz!!) enquanto dava uma bofetada no inimigo para salvar o nakama. Nesse momento eu parei, dei um pause, fui lavar o rosto, enxugar as gotas de testosterona que escorreram próximas aos olhos e depois voltei para continuar o game. Que demais essa interação e dos personagens conversarem entre si e interagirem de acordo com quem está na sua equipe. Certamente foi toque a mais e inesperado pra mim.


Sword of Art Online Hollow Realization

Cara, que jogo bonito! Ainda que eu tenha ficado apenas caçando porcos (mas eram porcos grandões e muito perigosos… eu juro), Kirito e sua equipe deram um show de combates alucinantes exatamente como no anime. Ainda que tenha achaod uma pena ter que controlar apenas o protagonista, mas os outros indivíduos da equipe ajudam bastante, e em certos momentos combinam ataques com os seus em uma espécie de combo para criar efeitos visuais ainda mais elaborados.

God Eater Resurrection

Sendo sincero aqui: nunca joguei um game da série e nem assisti ao animê de God Eater. Por isso joguei mais por curiosidade do que como fã, como aconteceu em outros games que testei. Em um primeiro momento acabei meio perdidão na batalha, sem saber muito bem como posicionar a câmera, como atacar ou o que fazer com os outros personagens que eram aliados. Mas conforme fui insistindo e pegando os trejeitos entendi que esse jogo não se trata apenas de seus parceiros e aliados ajudarem você como um mero suporte, mas sim de como todos eles e inclusive você podem trabalhar em conjunto entre si para derrotar os inimigos. Seja o jogador se especializando em ser o tanque da equipe e tomar os golpes mais fortes para que os outros franqueiem, ou assumindo um papel mais de suporte, como ficar curando, preparando armadilhas e distraindo os inimigos para que outros de sua equipe adote novas táticas de batalha para ataque.

Um fato que se destacou bastante, além da própria customização do personagem, foi a Inteligência Artificial dos NPCs, pois foi diferente do que estamos habituados, com monstros atacando a esmo e aliados correndo de um lado pro outro como frangos sem cabeça. Muito pelo contrario, nesse game os inimigos sabem muito bem explorar os pontos fracos, sempre mirando covardemente em personagens que estão caídos ou com pouca vida. Já do outro lado, os aliados sabem muito bem se virar sozinhos no momentos de recuar e atacar, e sempre priorizam o resgate de outros membros da equipe, ou seja, mesmo single player, você sente que está jogando com outras pessoas. Muito legal essa impressão deixada pelo game.


Necropolis

Necropolis me pegou de surpresa, pois não conhecia o título e não sabia nada da história e foi uma boa novidade. O jogo de início é bem simples e com gráficos que lembravam um pouco aquele estilo cartunesco, meio cel shading  de Zelda Wind Waker. O que vi foi uma jogabilidade bem intuitiva e me apresentando objetivos pouco complexos, então de imediato não chegou a me impressionar muito, especialmente pela leva de outros games que estava ali testando.

Porém tenho um pouco de culpa aí, pois realmente não acompanho muito o cenário de indie games, o que é um vacilo, eu sei! Depois é que fui entender que se tratava de um título menor, feito por um estúdio pequeno e que por se tratar de um indie game, seu preço é diferenciado de títulos maiores, vendidos a 200-250 reais. Aí que notei o verdadeiro valor do game, e entendi se tratar de uma obra com excelente custo benefício, que garante um bom tempo de diversão explorando e lutando em obscuras dungeons, seja sozinho ou no modo multiplayer com os amigos (lá o pessoal estava testando em single player, acho que o multiplayer deve ser até melhor). Deveria ter dado um pouco mais de atenção ao título lá, mas como disse, ele me pegou de surpresa mesmo.

JoJo’s Bizarre Adventure Eyes of Heaven

Jojo, ah Jogo, para todos os fãs, principalmente os de carteirinha do animê, preparem-se pois esse jogo foi feito pra vocês! Com muitas cores, movimentação e golpes que desafiam as leis da natureza, ele apresenta um cenário bem ambientado no que se vê em seu animê, e que pode ser quebrado ou até mesmo utilizado no combate (tipo quando no WWE alguém pega uma cadeira e dá nas costas do outro lutador hehehe, isso sim é emoção hein) e os personagens que sem aviso prévio se transformam invocando uns poderes pra lá de bizarros… como direi… no mínimo “extravagantes” (ah Japão, lar onde tudo é crível e possível) que auxiliam o jogador nas batalhas do game. Poderes que garantem alguns benefícios únicos, como se defender de um ataque inimigo proveniente do mesmo tipo de poder (que pelo que entendi é meio que uma invocação espiritual, sei lá, não sou um especialista em Jojo).

Ok, você dá pra perceber que não acompanha JoJo’s, porém alguns amigos que conheço acompanham e se deleitam com a história. E claro que a série tem sua legião de fãs, caso contrário não estariam fazendo um game baseado nesse universo. E não tenho dúvidas que a CyberConnect2 (a mesma da série Naruto Storm) esteja seguindo fielmente essa clima da série, e pensando nos que já são fãs de Jojo’s. Afinal se eu que não estou familiarizado com a série, achei o game divertido (a sua forma bizarra e estranha de ser), imagino que os fãs em si devem adorar.

Antes do fim… um pouco de inglês!

Sim, eu sei que acabei falando rapidamente e até pouco em alguns games. Mas foram bastantes títulos e não poderia me alongar demais em cada um deles (hoje, quem sabe no futuro eu não volte para falar mais). Espero apenas que esse rápido bate papo tenha servido para você ir pesquisar os que mais lhe chamaram a atenção.

Só que antes de encerrar o texto, quero comentar mais uma última coisa! Durante o evento, tive uma situação que foi um grande desafio, mas que adorei e me esforcei pra ter êxito, que foi conversar em inglês com Stephen Akana, que é um dos representantes da Bandai Namco, onde conversamos sobre todos, e cada um dos jogos presentes naquele dia e poxa vida viu…. foi barra, hehe.

Eu tenho um bom nível de inglês, para alguém que não pratica habitualmente, mas conversar com alguém de fora, realmente dá um frio tremendo na barriga. E a todo momento algumas palavras e termos ficavam me fugindo da cabeça. Haja improviso e jogo de cintura para se desdobrar no ao vivo que se faz e conseguir manter um bate e volta de informações e feedback com o cara. Não podia fazer feio rsrs. Ok ok, não foi perfeito, na verdade foi algo meio arrastado, mas mesmo aos trancos e barrancos… senti como uma missão bem sucedida!

Claor que nossa conversa se resumiu a ele me perguntando o que estava achando do evento e qual era a minha impressão de cada game ali, o que havia achada da jogabilidade e gráficos e, principalmente, se estava me divertindo com os jogos. E com um pouco de esforço fui conseguindo responder cada uma das perguntas da melhor forma que me era possível.  Também pude fazer as minhas próprias perguntas, e gente, o cara é muito gente boa, joga pra caramba, assiste aos mesmos animes que acompanhamos!

Foi realmente uma experiência para jamais esquecer!


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Bruno Macrina

Descendente direto do general romano Marcus Nonius Macrinus, esta ponta da árvore genealógica acabou chegando ao Brasil através das gerações, e aqui é onde estabeleci meu castelo e nele resido (forever) alone. Dentre as atividades que desempenho estão, combates em eventos medievais, jogatina de RPG, video games, academia, não esquecendo também as habilidades de desenho, pintura, montagem de garage kits, cosplays e etc. Ééééé... eu sei eu sei, muito incrivel né, bom tem muito mais, mas vou deixar pra escrever na minha auto biografia daqui uns 70 anos.
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