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Dungeon of the Endless | Explorando labirintos na escuridão! (Impressões)

Volto a dizer. Quão divertido é ser surpreendido por geniais Indies Games na modernidade na qual os games se encontram. Melhor ainda é vivenciar essa geração, onde um indie game lançado em 2014 pode ser uma descoberta nova simplesmente pelo fato dele estar chegando a uma nova plataforma anos depois.

No PC Dungeon of the Endless existe desde outubro de 2014, mas só agora, em março de 2016 o game conseguiu chegar em uma nova plataforma, o sortudo Xbox One. O título faz parte do catálogo da Amplitude Studios, um pequeno estúdio francês, criado em 2011 por ex-funcionários da Ubisoft, e que atualmente já contam com três games lançados, além de um quarto game em desenvolvimento.

Curiosamente todos os games do estúdio fazem parte de uma mesma série, chamada Endless, palavra que existe em todos os títulos que o estudo produziu. Endless Space em 2012, Dungeon of the Endless e Endless Legends em 2014 e ainda este ano a Amplitude pretende lançar Endless Space 2. Dos games mencionados, apenas Dungeon se desvencilhou e foi além do PC como plataforma, chegando agora no Xbox One e ano passado também chegou na Apple Store (iPad). Todos os demais games do estúdio permanecem como exclusivos para PC.

Cada um dos títulos tem uma proposta e jogabilidade diferente, incluindo design e gráficos distintos. E como desconheço os outros games do estúdio, apenas dei uma olhada em cada um no You Tube por curiosidade, este review irá se focar exclusivamente em Dungeon of the Endless, sem sequer se preocupar se o game faz algum link ou não com os outros games da série Endless. Mas quem curte jogar no PC, vale dar uma pesquisada em toda a série Endless, porque ela é bem elogiada pela crítica internacional.

Colisão espacial

O pontapé inicial de Dungeon of the Endless ocorre sem muitos detalhes. Uma nave no espaço é atacada e um escape pod (um bote salva vidas espacial) com duas pessoas escapa indo em colisão à superfície de um estranho planeta. Aparentemente esse pod acaba caindo em alguma espécie de subsolo, muitos andares abaixo da superfície do planeta. O objetivo do jogador é encontrar a saída de cada andar desse subsolo e levar uma espécie de célula de energia através destes andares, pois é este aparelho que lhe permitirá sobreviver pelos vários andares desse estranho lugar alienígena.

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Talvez explicando assim dê a impressão de que o game não tem muitos detalhes ou história. Na verdade há, mas boa parte dessa história vem da ficha dos personagens e de alguns diálogos e extras de um álbum que o jogador vai preenchendo ao desbravar o game. E aqui vem a má notícia: Dungeons of the Endless não está localizado em português. O que é uma tremenda pena. O inglês talvez possa ser uma barreira para os jogadores brasileiros, ainda que muita coisa do gameplay é intuitivo e dê para superar o problema do idioma simplesmente jogando o game. Não imagino uma situação na qual o jogador possa travar porque não conseguiu ler alguma coisa ao longo do game.

Aprendizado cruel

Por sinal, Dungeons of the Endless não tem uma curva de aprendizado fácil, mesmo que o inglês não seja um problema. O tutorial do game não é muito simples e nem muito acessível. Ele levei algum tempo até aprender alguns pontos importantes do game, simplesmente porque o jogo espera que o jogador aprenda algumas coisas por si só, jogando e morrendo. Mas depois que se aprende, a coisa fica tão imersiva a ponto de horas se passarem em um piscar de olhos. Sei porque aconteceu comigo, onde 15 minutos se tornaram 3 horas jogando ininterruptamente sem nem ter sentido.

Se faz necessário então preciso explicar como se joga Dungeons of the Endless. A primeira coisa que é preciso saber é que o game pertence ao subgênero roguelike, ou seja, o game muda cada vez o jogador o começa tudo de novo. Cada novo game é uma experiência totalmente nova. A cada Game Over o jogo gera novos caminhos e dungeons, e se tratando de um game de labirintos, torna-se essencial que ele seja assim.

Como disse mais acima, o jogador começa no subsolo de algum lugar estranho. Há múltiplas salas e portas que você vai abrindo para explorar. Seu objetivo é encontrar a saída para o elevador. As salas e portas não são infinitas, mas a saída nunca é por algum lugar óbvio. E a cada sala aberta, uma surpresa espera o jogador, seja alguma vantagem ou algum perigo, e mais portas, claro. O mais importante é que o jogador nunca vê o que tem atrás da porta até realmente abri-la.

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Dungeon of the Endless mistura elementos de estratégia, RPG, sobrevivência, tower defence e games de gerenciamento de recursos. Não é um game de ação. Se os personagens encontrarem inimigos ao abrir uma sala, eles entram em batalha automaticamente, e se forem mais fortes que os inimigos, os vencem. Se não forem, o jogador tem algumas opções e decisões para tomar diante de uma situação assim. Comentarei mais sobre isso daqui a pouco.

Para sobreviver é ideal saber gerenciar quatro elementos do game: indústria, comida, ciência e energia. Tirando energia, todos os outros itens são adquiridos simplesmente abrindo portas, podendo o jogador criar artimanhas para dar um booster no ganho destes elementos à cada porta aberta. Energia, ou Dust como o game o chama, é um elemento que só se ganha em algumas salas descobertas e aleatoriamente em alguns inimigos derrotados. É um item raro e que precisa ser preservado.

Lembra a célula de energia que comentei mais acima? Ela armazena Dust. Quando inimigos a atacam, ela perde esse elemento. E uma vez perdido, essa energia nunca pode ser recuperada. E para que serve esse elemento? Ele ilumina as salas abertas, gerando energia para elas se tornarem operacionais para o gerenciamento de booster dos outros elementos que citei. Energia não gera energia, mas pode gerar indústria, comida e ciência.

Salas iluminadas são importantes para criar defesas e instalar aparelhos que permitem que o jogador consiga mais comida, indústria e ciência. A iluminação do ambiente também são sinônimos de segurança, pois salas abertas e que não são iluminadas liberam criaturas e inimigos de tempos em tempos. Imagine que abrir uma porta é o equivalente a um turno em um RPG. E a cada turno, há o risco de mais inimigos saírem de salas escuras que o jogador abriu e não quis iluminar ou que não tinha mais energia para iluminar, o que é bem comum de acontecer.

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E aqui um detalhe importante pelo fato do Dust não ser raro: cada andar tem menos Dust do que deveria ter para liminar todas as salas do andar! O desafio do jogador é descobrir a saída antes de ficar sem energia para iluminar alguns dos lugares do andar. Se ficar mais escuro do que iluminado, a quantidade de inimigos que saem de ambientes escuros certamente irá lhe gerar baita problema.

Então resumindo. O jogador precisa vencer o game por etapas. Andar por andar. Abra as salas e vá iluminando o caminho com o Dust que encontrar. E torça para achar a saída antes de ter muitas salas escuras. E quanto isso não for possível? É aí que entra os outros elementos!

Crie proteção, suba de nível e melhore sua engenharia!

Após abrir a primeira sala do game, o jogo lhe mostra que é possível instalar um aparelho que irá lhe dar um dos três elementos de gerenciamento do game: indústria, comida e ciência.

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Indústria lhe permite instalar pequenos aparelhos de combate em salas. Quer dizer, tudo que for possível construir no game, é feito com indústria. Mais aparelhos de itens, bases de ataque e de recuperação de energia dos personagens, aparelhos que deixam os inimigos lentos e assim por diante. O aparelho permite que o jogador ganhe mais indústria a cada porta aberta. E quanto mais aparelhos instalados, mais se ganha a cada porta aberta.

Comida, instalado com indústria, esse aparelho permite acumular mais comida, que serve para subir de nível os personagens do game. Eles possuem status igual um personagem de RPG, ou seja, subir de nível melhora ataque, defesa, energia, velocidade etc. Quanto mais comida, mais rápida é possível fortalecer os personagens que o jogador controla. Provavelmente comida acaba sendo um dos itens mais importantes do game. Pois Dust não vai ser o suficiente para os andares mais avançados, e os inimigos aumentam a cada andar. Ter personagens fortes e resistentes acaba sendo uma das melhores estratégias para vencer o game.

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Quanto a ciência, ela permite melhorar os aparelhos criados com indústria. Quer que o aparelho de comida dê mais comida? Com ciência é possível. Ou torres de defesa mais potentes? Com ciência dá para fazer isso também. É o elemento da engenharia, quando mais tiver, mais suas habilidades e novos módulos de construção são habilitados. O grande mal da ciência é que o jogador só o usa em salas que servem de laboratório, e cada sala só mostra quatro itens de possibilidade, entre novos módulos e upgrade dos módulos que o jogador já possui. Nem sempre esse laboratório vai ter aquilo que o jogador quer investir. Por isso, ciência acaba sendo um dos elementos que menos se usa, e por isso um dos que menos precisa ter cuidado com seu gerenciamento. Minha opinião, é claro.

É muito importante criar um plano desde o começo para decidir qual a prioridade que você, como jogador, irá gerenciar. Eu mesmo começo sempre com comida. Primeiro melhoro o level dos meus personagens, enquanto melhoro um pouco a minha indústria, me preparando para o final de cada andar, que é quando tenho que andar com a minha célula de energia e os inimigos surgem aos montes para tentar barrar a minha fuga.

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Personagens fortes são sempre a melhor estratégia na minha opinião, pois mesmo que o jogador invista em indústria e torres de defesa ao terminar o andar tudo isso fica para trás. Um novo andar requer novos aparelhos e nova torres. O que o jogador construiu no andar de baixo, fica no andar de baixo. Subida de nível e aprendizado em ciência não resetam ao chegar no andar seguinte.

Repertório de habilidades individuais

Então eis que chego em outro ponto importante dentro das regras e mecânicas de Dungeon of the Endless: seus personagens e suas habilidades!

Como mencionei no começo, o jogador sempre começa com dois personagens. O game possui um catálogo de personagens, porém muitos que precisam ser destravados. Você pode escolher começar com uma dupla aleatória ou escolher os personagens que estarão no pod no começo do game.

E cada personagem tem status e habilidades ativas e passivas próprias. Cada um é único. Há personagens ágeis que avançam rápido pelas salas dos labirintos, tornando essenciais para percorrer grandes distâncias, especialmente quando há uma sala escura contrária a onde você está investigando começa a liberar inimigos.

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Há personagens lentos, mas que geralmente compensam isso sendo muito fortes, tornando importantes para defesa da célula de energia. Ou personagens que funcionam como mecânicos, que se ficarem na sala de máquinas por alguns turnos, fazem com que o jogador receba mais itens da máquina que esse personagens estiver aprimorando a performance. Há personagens balanceados, há personagens que entram em modo berserk (fúria) por alguns segundos, outros que deixam inimigos lentos e por aí vai.

Cada personagem tem habilidades próprias. Algumas automáticas (habilidades passivas) e algumas na qual o jogador precisa ativar, como o modo berserk (fúria) que mencionei acima. As habilidades ativas após acionadas precisam de alguns turnos para poderem serem usadas novamente. Lembrando que os turnos no game são o equivalente a abrir portas.

Os personagens, tal como um RPG, também possuem slots de equipamentos, sendo possível melhorar suas armas e roupas, e assim aumentando seus atributos, independente do level em que o personagem esteja.

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Equipamentos e novas armas podem ser encontrados em baús aleatórios durante a busca pela saída em qualquer andar do game ou através de um mercador que pode estar escondido em alguma sala em algum dos andares. O mercador não aparece em todo andar. E quando o mercador aparece ele pode lhe vender itens cobrando estes em indústria, comida ou ciência, e isso muda a cada encontro.

Outra coisa que se encontra nas salas de Dungeon of the Endless são novos personagens que podem entrar para sua equipe. O game comporta ao todo quatro personagens controláveis pelo jogador. Geralmente para conseguir um novo aliado, se faz necessário “pagar uma taxa“, podendo, novamente, ser em indústria, comida ou ciência. Subiu para outro andar, sem se aliar ao personagem que encontrou no respectivo andar, significa perder a chance do mesmo virar um companheiro de equipe. Já tem quatro pessoas no seu time? Ou você mata ou desiste de um destes, ou apenas ignora o quinto personagem, que fica na sala onde ele foi encontrado eliminando inimigos que surgirem em seu caminho, até morrer ou o jogador ir embora para outro andar.

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Importante dizer que tendo dois, três ou quatro personagens, o jogador não precisa controlar eles ao mesmo tempo ou pedir para que se movam todos ao mesmo tempo. Tal como um game de tabuleiro, é possível controlar cada um individualmente, posicionando-os aonde você achar melhor, antes de um novo turno, ou seja, antes de abrir uma nova sala.

Geralmente personagens mais ágeis ficam mais a frente, enquanto personagens mais forte ficam na retaguarda, protegendo o caminho, de preferência em uma sala de torres já criadas com indústria, impedindo o avanço dos inimigos. Se os personagens a frente abrirem uma sala com muitos inimigos fortes, basta recuar com eles até a sala onde os personagens fortes estão protegendo.

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As vezes há dois caminhos para a célula de energia, o que obriga o jogador a proteger a célula de ambos os lados. Uma sala com personagens fortes e outro com torres, pois não é incomum vir inimigos de todos os lados simultaneamente. Apesar de que uma saída inteligente é, se possível, tornar um dos lados do labirinto totalmente iluminado, impedindo que os inimigos venham desse lado. Assim você sabe que somente do lado escuro eles virão. Por isso é tãi importante nos andares mais acima, recrutar companheiros e saber gerenciar eles e os recursos necessários para continuar vivo.

Um companheiro morto não pode ser revivido. O jogador o perde para sempre. Felizmente cada andar, a partir do segundo andar, geralmente é possível encontrar um novo personagem. As vezes você não o encontra simplesmente porque não abre todas as salas do andar, pelo risco que isso representa e por já ter achado a saída e gerenciado uma outra forma de ir embora dali sem que seja necessário investigar outros caminhos.

A luz é sua amiga, trabalhe com ela!

Um último ponto para fechar a explicação das mecânicas de Dungeon of the Endless é a importância então da luz, de saber manusear o poder de Dust, pois não é somente o caso de ir iluminando as salas até onde der e depois ir trabalhando com o escuro. O jogo permite ao jogador ligar e desligar a luz de cada sala, assim é possível escolher o que ficará no escuro e o que será iluminado.

Porém há uma regra aqui: a energia precisa seguir um caminho, começando da sua célula de energia. Por exemplo, a sala da célula sempre é energizada e tem luz. Imagine que você abriu três salas em linha reta, sala 1, 2 e 3. Para a sala 3 ficar iluminada, você precisa que a energia passe pela sala 1 e 2. Corte a energia da sala 1, e a sala 2 e 3 se apagarão. A energia segue uma trilha, tenha isso sempre em mente.

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Por que isso é importante? Porque até o momento em que o jogador encontrar a saída, é sempre recomendável deixar as todas as salas próximas a célula de energia iluminadas, mesmo que isso signifique que o jogador irá explorar salas no completo escuro. Ou seja, não ilumine apenas o seu caminho, pense na proteção da célula de energia, pois se ela for atacada, você perde Dust e com isso o poder de iluminar salas vai diminuindo.

Com isso em mente sempre proteja as salas próximas a célula de energia e tenha menos um personagem veloz, que possa voltar para defender sua base rapidamente se necessário. E não se engane, se os inimigos chegarem a sua célula de energia, eles acabam muito rápido com o Dust armazenado, mesmo que você os vença antes deles destruírem completamente a célula.

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Essa então é uma das estratégias possíveis para que o jogador consiga seguir adiante até encontrar a saída do andar. Feito isso é preciso definir o próximo passo: continuar abrindo salas (movimentando turnos) em busca de itens escondidos e companheiros ou ir embora para o próximo andar?

Se decidido ir embora do andar é chegado o momento de bolar a estratégia de fuga. Desligue todas as luzes. Os inimigos não vão surgir a menos que você abra uma nova sala (inicie um turno) ou acione o comando de fuga. Com tudo desligado e com seu Dust no máximo, ilumine as salas até a saída. Isso é importante porque vai evitar de durante a fuga os inimigos virem da própria sala de saída ou que você dê de cara com eles em uma sala escura a caminho da saída.

Tente deixar as salas escuras o mais longe possível da saída. De preferência em caminhos contrários a sala de fuga. Salas laterais ao caminho da fuga também precisam ser iluminados, se possível. E proteja alguns pontos desse caminho, próximos a escuridão, com torres para segurar os inimigos ou impedir que eles cheguem ao seu personagem, enquanto ele estiver tentando fugir para o próximo andar.

Descrevendo assim faz soar que parece tenso sair do andar? Sim, porque realmente é! Esse é o momento onde tudo geralmente pode dar errado e o jogador tomar um Game Over na cara, sem dó e nem piedade.

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Quando o jogador aciona a fuga, um dos personagens do time pega a célula de energia e começa a ir para a saída. Só que ele faz isso muito lentamente. Até mesmo o personagem mais ágil se torna lento. E nesse meio tempo, enquanto a célula de energia se move sala após sala até a saída, hordas e hordas de inimigos continuam vindo sem parar. Eu tentei no primeiro andar, onde tudo é mais fácil, acabar com a horda antes de ir para a saída e simplesmente não consegui. É realmente difícil matar tudo e depois andar. A proposta aqui é realmente fugir.

Enquanto um personagem com a célula de energia anda até a saída, os outros personagens são livres para fazer o que você quiser. Quer avançar eles até a saída? Pode. Quer deixá-los para trás e tentar conter a horda? Pode. O importante é que quando a célula de energia chegar a saída do andar, todos os seus personagens estejam lá antes que você acione o elevador. Quem não estiver na mesma sala no momento em que se aciona o elevador, fica para trás!

Então se você deixar um personagem muito longe da saída e inimigos virem por outro caminho e se aproximarem da saída, fica a terrível decisão de esperar o personagem chegar ou ir embora sem ele. O ideal é deixar todo mundo junto, avançando sala após sala, e torcendo para conseguirem chegar são e salvos até a saída do andar.

Andar vencido, começa tudo de novo no próximo. Porém o próximo andar será maior, com mais salas e caminhos que não levam a lugar algum, com a saída ainda mais distante, inimigos mais fortes e novos companheiros e itens escondidos. E como expliquei mais acima o level dos personagens é mantido, tal como tudo que você tiver aprendido em ciência em termos de novos módulos de defesa e aparelhos que gerem indústria, comida e ciência. Porém tudo que você construiu no andar abaixo se perde.

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É preciso ter controle também no que se gasta de indústria na hora de fugir de cada andar, pois se você gastar tudo ao entrar em um novo andar zerado de indústria, isso o fará suar um pouco para conseguir montar e aprimorar as defesas e aparelhos desse novo andar. Ou seja, não gaste totalmente a sua indústria apenas para fugir de um andar. Isso o fará sofrer no próximo!

Um game que lhe desafia

Com tudo isso que precisei explicar acima é fácil afirmar: Dungeon of the Endless é um jogo que lhe desafia, que te faz suar, ficar tenso, que exige prestar atenção em tudo ao redor do labirinto de cada andar e de pensar e planejar qual será a próxima porta a se aventurar pelo game.

O começo pode ser frustrante, especialmente até que o jogador consiga entender todas as regras e peculiaridades das mecânicas do gameplay – muitas nas quais expliquei neste review para tentar lhe ajudar nesta questão. De nada!

É até irônico pensar que o game tem apenas dois níveis de dificuldade: fácil e muito fácil. E não tenha medo de começar pelo muito fácil, ao menos até se habituar com os controles e regras do gameplay.

Além da jogabilidade normal, o jogo ainda apresenta desafios que se realizados liberam novos escape pods para começar o jogo de maneiras diferentes. Os pods extras possuem vantagens e desvantagens próprias, como um em que se começa com quatro personagens e que criar a regra de que não haverá sobreviventes nos andares, ou um pod que ativa o modo infinito do game. Cada novo pod modifica o game, tornando regras diferentes e criando novos desafios a serem lidados. E não é fácil destravar alguns pods, que podem exigir do jogador abrir todas as portas de todos os andares e conseguir ganhar o game ou um outro em que exige ganhar o game, mas a célula de energia não pode ter tomado dano em nenhum andar. São desafios extremamente difíceis.

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Quanto aos personagens desbloqueáveis, há duas maneiras para a maioria deles. Vencer três andares do game ou vencer o game. Porém mesmo que você não os consiga destravar, todos podem ser encontrados dentro dos andares.

Dungeon of the Endless é um excelente game. Há um indiscutível charme em seus gráficos que trazem aquela nostalgia dos games de poucos bits, mas com uma paleta de cores e detalhes que impressionam até mesmo quem não curte esse estilo gráfico.

É um game tenso, que cria surpresas e imprevisibilidades a serem lidadas a cada porta aberta. Um jogo de estratégia e raciocínio, que põe o jogador a pensar. E é recompensador quando se consegue vencer, nem que seja dois ou três lances de andares no começo.

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Existe ainda um modo multiplayer, onde cada jogador pode controlar seu próprio personagem e trabalhar juntos para desvendar o labirinto de cada andar do game. Há também um bom sistema de save, que lhe permite parar o jogo e retornar de onde o deixou.

E vale lembrar novamente que o sistema roguelike é perfeito para um game assim, onde cada recomeço torna-o totalmente novo. Nenhum labirinto é igual e todo recomeço é uma experiência singular. Muda salas, muda cenários, muda itens, muda inimigos, muda tudo!

Sabe o que também é interessante? Que um game com tanta qualidade, com uma proposta original e uma experiência singular custe tão pouco. O jogo está a venda no Xbox One pela merreca de 19 reais e no Steam por 24 reais. Olha aí um excelente preço vai!

Fica a indicação!

Excelente Mecânicas e jogabilidade que vicia
Navegação pelos menus são um pouco confusos (versão Xbox One)
Sem localização em português (que pena)
Ótimo visual, na pegada do bom pixel art!
Inesperadamente desafiador (pode frustar impacientes)
Gerador de Dugeons cria sempre experiências singulares
Cria bons níveis de tensão a cada turno!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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