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Battlefield 1 | O Beta da Primeira Guerra Mundial! (Impressões)

Terminou ontem o beta aberto de Battlefield 1 e foi uma semana divertida liberada para qualquer jogador ter a oportunidade de sentir a pegada do próximo Battlefield, que volta às origens da Primeira Guerra Mundial, porém sem esquecer tudo que a franquia (e a DICE) aprendeu nestes últimos anos enquanto investia em outros tipos de guerras.

O que isso significa? Que Battlefield 1 tem ritmo e dinâmica para manter o jogador tenso e preso em um universo onde é matar ou morrer, como qualquer outro bom game do gênero. Que o título vem tentando fazer algo totalmente diferente de que os games de guerra nos últimos anos andaram fazendo, fugindo daquele namoro com guerras atuais ou aqueles no mundo da ficção científica das guerras do futuro, porém sem as limitações e as amarras que antigos games de Primeira e Segunda Guerra Mundial possuíam.

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Achei que o game está bem parecido com aquela sensação bacana que Star Wars Battlefront teve ano passado, porém com uma abordagem mais pé no chão, seguindo as regras históricas das armas e armamentos da Primeira Guerra Mundial, só que sem se preocupar muito com os problemas que talvez elas pudessem trazer no passado.

Digo isso porque achei que seria possível ver armas falhando ou quebrando após um tempo de uso, e não rolou. As coisas eram frágeis no passado, não? Fora aquela coisa de que a Primeira Guerra Mundial foi uma guerra lenta, por conta das trincheiras, e ao menos não foi isso que o beta apresentou. Sem trincheiras e todo mundo correndo atrás de todo mundo. Claro que há ainda muitos outros cenários e situações que se farão presentes no game. Curioso pelo mapa no mar (vide o final do trailer ao fim deste texto).

Porém houve muitas coisas que me impressionaram nesse beta. Dou como exemplo os cenários totalmente destrutíveis. Tudo podia ser destruído no mapa disponibilizado no beta. Muros e prédios até que não são surpresas, mas ver o chão explodir e abrir um buraco enorme no mapa foi algo realmente impressionante. A arquitetura de todo o mapa muda quando os jogadores começam a rasgar prédios ao meio ou criar grandes crateras em certos lugares, que acabam virando esconderijos ou cobertura em alguns tiroteios.

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E tudo é muito megalomaníaco. 64 jogadores online, tal qual Star Wars Battlefront, é um número considerável, ainda que o sistema funcione com times de 5 pessoas que juntas formem esse número massivo de jogadores. O modo Conquest ficou animal, ainda que seja bem caótico organizar os jogadores ou um grupo deles para fazer um objetivo específico. Por sorte há jogadores mais experientes que acabam criando oportunidades para que o time trabalhe em equipe e executem objetivos em alguns momentos chaves, e que vi garantirem a vitória para todo mundo.

Apesar de ter achado o modo Conquest mais divertido, porque são mais jogadores, e tudo fica muito imprevisível, não deve-se descartar o modo Rush, que consiste em dois times de 12 jogadores atacando ou defendendo lugares e pontos pré estabelecidos pelo game. É um modo um pouco mais rápido, mais intenso e mais focado. Tira um pouco a liberdade do jogador de fazer o que quiser e o obriga a cooperar mais em equipe.

Gostei também que o jogo tem algumas classes de personagens, como o soldado batedor, que sai na frente de todos, ou o sniper que se preocupa em achar um ponto de ataque à distância e até mesmo o médico que pode cuidar de feridos e caídos em batalha, ainda que tenha sido bem difícil encontrar jogadores com paciência para requisitarem médicos e esperar um chegar até o personagem caído. Como o mapa é muito grande, correr pelo mesmo era um trabalha consideravelmente complicado, ainda mais em certas áreas de espaço aberto. Nem sempre correr para ajudar foi uma boa ideia, pois acaba sendo atingido no processo.

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Joguei muito com o médico nesse beta, mas tão somente porque me dei muito bem com a sua arma principal. Me acostumei com a mira da arma e conseguia pegar inimigos em uma distância considerável, algo que nem mesmo com o sniper me dava bem. Bom mesmo foi descobrir o grande menu (veja acima) de customização de personagem. Deixar o personagem como bem entender é tudo de bom.

Já meu problema com o sniper é que ele dá muito na cara. Como o scoop da arma brilha a uma distância enorme, os jogadores ficam ligeiros com isso, dificultando pegar adversários. Sem mencionar que como o game estava frenético, ser um sniper estava pedindo para se ter paciência, o que normalmente não tenho em jogos assim. O armamento do médico sem dúvida foi o que melhor me agradou. E assim, talvez o fato da arma de sniper ser um tiro e uma recarga, e esta demorar consideravelmente para deixar a arma pronta (coisas do mundo do passado), também me incomodou um pouco a continuar usando essa classe, porém vi muitos jogadores com snipers, ainda que não fossem a maioria.

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No começo o modo Conquest me pareceu terrivelmente confuso, já que o beta não explicava muito certas regras. Mas foi apenas questão de 10 minutos para me habituar as regras do jogo. Depois disso a estranheza passou por completo e entendi que ao morrer, eu poderia renascer nos pontos de dominação do meu time ou próximo a alguém do meu esquadrão (o time de 5 jogadores mencionado alguns parágrafos acima). Isso certamente ajuda a focar o ressurgimento do jogador nos pontos de calor de conflito, ao invés de renascer a uma distância muito longa e ter que perder tempo correndo até o confronto (e correr o risco de ser morto por algum sniper olhando pontos de respawn).

Impossível também não elogiar os veículos disponibilizados no beta. Achei que o jogo limitaria a acessibilidade deles aos melhores jogadores. Que teria que matar muitos jogadores para encher alguma barrar e convocar qualquer veículo, mas ledo engano. O mapa tinha uma quantidade considerável de armas fixas, carros e tanques para qualquer jogador utilizar, fosse o jogador mais ruim da partida ou não.

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Gostei de vários momentos dentro destes veículos. Em uma ocasião chequei a pegar um tanque para dirigir. Logo percebi que vários outros jogadores subiram no veículo e estavam massacrando os adversários, isso porque cada veículo pode ser utilizado por vários jogadores. Em alguns cabem até seis soldados! Isso impede aquela disputa não amigável de gente reclamando que um jogador ficou monopolizando um veículo em específico e não deixa mais ninguém usá-lo.

Apenas não cheguei a prestar muito atenção em como convocar o trem ou os aviões, ainda que tenha tranquilamente renascido nestes veículos e testado eles. A locomotiva é muito insana, com um poder de fogo assustador. Já os aviões são bem complicados. Parece ser mais pela diversão mesmo, porque precisão é difícil. Talvez derrubar outros aviões seja tranquilo, mas soldados no chão, com o piloto dando piruetas, é bem difícil.

Apenas não curti muito os cavalos. Achei o controle deles meio impreciso, fora que correr e atirar com uma pistola com uma mira questionável certamente não foi o meu forte. Acho legal que cavalos se façam presente no game, porém vi poucos jogadores jogando razoavelmente bem com eles. Normalmente eles era utilizados para chegar mais rápido em um ponto distante, ainda que seja alvos realmente fáceis de serem derrubados. Morri para um jogador que veio com uma espada em cima de um cavalo e me rasgou de frente. Foi assustador.

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Claro que, sendo um beta, ainda é cedo para tirar muitas conclusões sobre o jogo final. Foram apenas dois modos e um único mapa. Nesse cenário, tudo estava funcionando até que muito bem. Não tive problemas de bugs ou crashs. Não vi personagem voando, cenário travando ou coisas que betas podem ter. As partidas era encontradas rapidamente e não havia lags ou engasgos que atrapalhassem a minha experiência. Como um beta, tudo parece ter ido muito bem.

Este também foi o primeiro game que joguei após adquirir um novo fone de ouvido (um Turtle Beach XO Four Stealth) e caramba, o som do game está impressionante mesmo. As explosões, as armas, os veículos. Há realmente a sensação de estar em um cenário realista de guerra. Não que já tenha estado em um, mas o jogo me convenceu de que poderia estar.

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Some isso aos belíssimos gráficos e o resultado é realmente um game com cara de nova geração de consoles. Battlefield 1 certamente não tem a pinta de que aguentaria rodar na geração passada, uma sensação que muitos games ainda dão até hoje.

É um beta que sem dúvida me deixou impressionado. Visualmente, imersivamente e mecanicamente. Vejo que esse vislumbre até mesmo vem causando a revolta em muitos jogadores brasileiros. Afinal sofremos com um mercado que as vezes abusa de nossos corações, e bolsos. A versão mais cara do game vai sair por 500 reais, mas como disse nesta rapidinhas aqui, tem hora que não entendo a sangria do gamer brasileiro. Se há uma versão mais em conta, ainda que não conte com todas as features da versão que custa um rim, porque somente ela não é suficiente? Se o beta, com um mapa e dois modos já foi divertido, ter acesso ao game base pelo preço padrão dos lançamentos atuais não me parece algo completamente ruim.

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Fora que no caso das plataformas do Xbox One e do PC. Quem tiver paciência, pode esperar meses ou quem sabe um ano e ver o título ser distribuído gratuitamente na EA Access. Star Wars Battlefront estou esperando até hoje e não, isso não significa que a minha vontade pelo game diminuiu. Quando sair na Vault, o jogarei como um louco, até cansar dele. Battlefield 1 para muitos vai ser no mesmo esquema imagino. E não acho que isso seja necessariamente algo ruim.

Claro que, 250 reais pela edição padrão talvez seja mais do que qualquer lançamento mereça, especialmente depois do dólar ter dado uma ligeira recuada e tanto a Microsoft quando a Sony estarem defendendo com unhas e dentes seus títulos a 200 reais. Mas assim, pelo hype, pela satisfação de jogar no primeiro dia, especialmente quem é muito fã, 50 reais não é tanto assim. Sem mencionar que aqueles que sabem ficar de plantão irão encontrar o game por um pouco menos já no mês de lançamento em lojas de varejo online, como Saraiva ou Submarino. Isso sempre acontece.

E se prepare, pois Battlefield 1 será lançado oficialmente em 20 de outubro! Está perto!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!

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