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Mass Effect | Como foi bom ser um N7!

Gosto pra caramba de Mass Effect. O gênero Sci-Fi, dentre todos os gêneros de histórias, sempre foi aquele que mais me agradou. Desde moleque eu vibrava com a respiração mecânica de Darth Vader, as incríveis frases de Spock, o som da conversão de forma dos Transformers, a sorte de Alex Rogan…

Então, quando começaram a sair as primeiras informações sobre Mass Effect, em 2006/2007, já no início da vida do Xbox 360, é óbvio que já coloquei o jogo no meu radar. Naquela época, eu participava de um fórum de games, e tinha um user lá que criou um tópico gigante sobre Mass Effect, colocando cada detalhe que saia sobre o jogo. Era o tópico que tinha minha visitação no mínimo semanal garantida. Mass Effect já havia conquistado um lugar no meu coração, porém só tinha um probleminha, que era ser lançado apenas no Xbox 360. Eu estava então fascinado com os jogos do meu Wii, então deixei o Mass Effect um pouco de lado. Por pouco tempo.

Logo comprei um Xbox 360, indevidamente desbloqueado. O meu foco era jogar no Wii e estava sempre experimentando jogos diferentes no X360, e inacreditavelmente, apesar de ter um Mass Effect piratinha, não havia jogado até então. Pra piorar, a febre Call of Duty: Modern Warfare se instaurou na minha vida, abrindo as portas para os combates online. E o coitadinho do Mass Effect ali, ficou esquecido. Alguns meses depois chegou Modern Warfare 2, e o martelo do banimento interrompeu essa febre. Inconformado de não poder jogar meu MW2 online, só de raiva troquei de console e no dia seguinte saí da loja abraçado com um PS3 com MW2.

Dei adeus ao 360 e com isso também para Mass Effect, já que era exclusivo de 360 e eu nunca uso o PC para jogar. Só alguns anos depois, em 2011, é que a continuação chegava ao console da Sony, com a opção de “jogar” um pequeno resumo do primeiro jogo na forma de uma história em quadrinhos interativa, que emulava as escolhas que o jogador podia fazer no título inicial. Mesmo pegando a história já a mil por hora, a minha experiência com Mass Effect 2 foi sensacional, o que me fez comprar todos os dlcs e conseguir exatamente o final que eu queria queria, logo de cara. Tendo finalmente a chance de mergulhar nesse universo, aproveitei bem e joguei sempre com extrema satisfação.

Eis então que depois chega o terceiro título, que era o ponto final naquela parte da história. Dessa vez, joguei Mass Effect 3 já no primeiro dia de lançamento, quanto mais eu jogava, me sentia um pouco triste por ser a última história minha naquele universo. Digo minha, minha mesmo, pois em ME2 eu editei o Comandante Shepard para ele ficar com minha cara (coitado!) e ser rebatizado com meu nome. Então, eu nunca vivenciei a saga como o Shepard, mas sim como o Mauri.

Essa característica de Mass Effect eu já apreciava muito na série The Legend of Zelda, e eu tomava para mim aquela saga. Eram minhas escolhas genuínas, era eu reagindo as coisas, era eu tentando salvar meus amigos e o universo inteiro. Para mim esse foi o maior trunfo de Mass Effect. Se tornou algo pessoal. Era apenas um videogame, mas aquele universo ricamente preenchido por personagens memoráveis, me fez apegar a série de um jeito só superado pelo Herói de Lenda.

Sei que eu demorei muito para terminar ME2 e ME3. Eu vasculhava cada pedacinho do cenário, conversava com todos os npcs, buscava sempre me fortalecer e manter todos a minha volta felizes. Em especial em ME3, era uma batalha terrível que eu travava entre o desejo de querer avançar na história ao mesmo tempo que eu sabia que se eu avançasse muito ia chegar ao fim de tudo…

De modo geral, a série é boa tecnicamente, no nível que se espera de um jogo feito pela renomada Bioware. Mas pra mim foram os personagens e suas relações pessoais que fizeram toda a diferença. Jogos bonitos tem aos montes, jogos de tiro de cobertura também, mas nada disso foi o que colocou Mass Effect no pódio de melhores jogos da vida.

Foi o sentimento de imersão de Mass Effect que foi o maior fator para ele conquistar tantos fãs. Quando você joga Mass Effect e toma uma decisão, e tem que lidar com sua escolha, é o gatilho que dispara rajadas de emoções. Cada coisa que você faz deixa as coisas mais pessoais, mais íntimas, deixa você pensando nelas de verdade. Cada personagem da saga tem seu charme, fica fácil se apegar a eles. Eu adorava conversar com a Tali’Zorah, curtia a brodagem com o Garrus, me espantava com os discursos do Legion, ficava tenso com o sangue frio do Zaeed, ou claro, querer socar a fuça do Illusive Man, só pra citar alguns.

Eu considero Mass Effect como uma das melhores coisas dos últimos tempos, seja videogame ou como universo fictício ou qualquer outra coisa. É incrível pensar que depois de trabalharem tanto em Star Wars Old Republic, a Bioware consegue elevar ainda mais o seu nível e conceber um universo que ainda não tão rico quanto Star Wars, mas é tão interessante quanto ele.

Seja ter ido ao inferninho Afterlife e dançar a noite toda, seja ter dado uma parada na cabine da Normandy e decorar ela do seu jeito, fica a certeza de que vivenciei mesmo uma outra vida. Até mesmo quando o terceiro jogo trouxe um modo multiplayer que era tido como desnecessário, mas que se tornou um belo complemento que viciou a muitos, tudo faz sentido e fez valer a pena cada minuto dedicado a esse universo.

E agora, uma nova jornada se inicia em Andrômeda…

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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