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Análise | Risk of Rain 2 – Acesso Antecipado

Disponível para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC

Risk of Rain 2 ainda não está totalmente pronto, mas já está disponível para todos os consoles da atual geração e também no PC, em acesso antecipado e recebendo conteúdo de tempos em tempos. A previsão é que o mesmo seja finalizado em 2020. O jogo independente é uma produção do estúdio Hopoo Games, com o auxílio da Gearbox Publishing, responsável por sua distribuição.

O jogo é um roguelike – cada partida tem cenários, inimigos, itens e afins gerados proceduralmente – com foco na experiência multiplayer para até quatro jogadores. Entretanto, há suporte para um single player suficientemente bom para momentos em que você não esteja afim de estar online com outra pessoa. A proposta do título é sobreviver em ambientes hostis onde tudo quer lhe matar. Fique em movimento, fuja, atire, pule, explore, pegue loot e vá ficando mais forte, enquanto o ambiente ao seu redor também vai se tornando mais agressivo conforme os minutos vão passando.

Para esta análise, minha experiência com Risk of Rain 2 aconteceu inteiramente no Nintendo Switch. O que admito ter sido bem divertido. Este é um jogo que funciona muito bem tanto no modo TV, quanto em formato portátil.

Perdido no espaço

Risk of Rain 2 é bem direto ao que interessa, sem uma abertura ou narrativa que dê um contexto explícito ao que está acontecendo. O que se sabe é que o jogador é este astronauta caindo do espaço, em uma espécie de cápsula espacial, em meio a um planeta desconhecido. Sua missão é encontrar um meio de escapar dali, enquanto tenta sobrevier em meio a uma horda infinita de inimigos que vão surgindo para tentar lhe matar.

Quem é você? Qual sua missão original? O que aconteceu antes para que esse personagem literalmente caísse do céu? Bem, nada disso é revelado. O jogo lhe coloca direto na ação já nos segundos iniciais, ao chutar a porta de sua cápsula, lhe deixando pronto para sair atirando em tudo que se movimentar.

Não quer dizer que não haja certas explicações feitas de forma alternativa. Há um diário de bordo no menu principal que vai sendo destravado aos poucos, conforme partidas vão sendo realizadas. Os personagens, inimigos, itens e até mesmo os cenários possuem uma ficha de informações – ainda que nem todas estejam completas, exibindo um aviso “ainda em construção”. Sendo um título em desenvolvimento, esse aspecto de conteúdo em desenvolvimento é totalmente normal e aceitável.

Para escapar de cada planeta o jogador deve encontrar um teleportador, que irá gerar um campo a qual você deve permanecer dentro para ele carregar. Nesse meio tempo um chefe de mundo é convocado e se faz necessário derrotá-lo. Feito estas duas etapas, o jogador é transportado para outro planeta. E aí você refaz estes passos para ir ao próximo. O que lhe aguarda no final de tudo isso? Bem, ninguém sabe! O jogo ainda não possui um final, que só será entregue no lançamento da versão final em 2020.

Escolha um sobrevivente

Partindo para o gameplay, Risk of Rain 2 não apresenta mecânicas complexas no que diz respeito ao formato das batalhas. Está mais para um modelo bem clássico, com tiroteios em terceira pessoa, onde um analógico se controla o movimento do personagem e o outro analógico a mira da sua arma, e por consequência, sua câmera – que lhe dará o campo de visão do tiro.

O jogo possui diversos personagens jogáveis, chamados aqui de Sobreviventes, que possuem estilos de batalha únicos. Cada um possui um arsenal de armas próprias, sendo uma principal de munição infinita e outras duas habilidades especiais que formam golpes mais potentes, porém possuem um tempo de alguns segundos para poderem serem utilizadas mais uma vez (o que chamamos de cooldown). Há também um botão para esquiva, sendo que cada personagem tem um estilo diferente, seja uma roladinha no estilo Dark Souls, seja um teletransporte avançado que lhe tira do lugar de perigo em instantes.

Tendo em vista que estou com o jogo há alguns dias, ainda não destravei todos os Sobreviventes, porém vi todos em ação durante as vezes em que joguei online. Commando é o sobrevivente básico, o primeiro a ser usado quando se começa o jogo pela primeira vez. É um personagem bem básico, usa duas pistolas e como habilidades usa uma saraivada de balas e um tiro carregado. É ágil e fácil de ser usado, mas não tem muito de especial nele. É um personagem mais para se entender o básico do combate do jogo.

O que acabou sendo meu favorito é a Caçadora, porque ao contrário de outros sobreviventes, a caçadora tem um tiro automatizado, não sendo necessário mirar com exatidão nos inimigos. É muito mais tranquilo utilizar essa personagem, enquanto se preocupa com a movimentação constante pelo cenário. E as habilidades da personagem são muito poderosos. Um ela lança uma chuva de flechas no local indicado, enquanto um outro ela lança um tipo de bumerangue que fica rebatendo nos inimigos por diversas vezes até voltar para sua mão. É uma personagem muito útil para lidar com horda, sem a preocupação de ter uma mira exata, algo que com o Commando tive tal desafio.

MUL-T foi o terceiro sobrevivente que habilitei. Esse também tem uma pegada totalmente diferente dos dois mencionados acima. Sua mira é mais ampla, há uma habilidade onde ele acelera e se choca com os inimigos, sua arma básica pode mudar entre uma metralhadora de pregos ou um tiro que precisa ser carregado. Parece um personagem que aguenta mais pancadas, mas não é ágil quanto os demais.

Já no multiplayer encontrei outros personagens, como um sobrevivente que é um tipo de Engenheiro, que pode colocar minas terrestres e torretas livremente pelo ambiente, não tendo outra forma de atacar a não ser pode meio desse tipo de suporte. Parece um personagem excelente se usado com outros tipos de sobreviventes, tornando a equipe muito mais forte dessa forma. Há também um outro sobrevivente bem estranho, que parece um tipo de planta, e se chama Rex, e um que tem poderes elementais de raio, gelo e fogo chamado Artificier. Este último é mais difícil de encontrar jogadores usando, mas sei que para destravá-lo é preciso juntar 10 moedas lunares (que são raras) para comprá-lo em uma espécie de lojinha secreta. E tem também um mercenário que luta utilizando uma espada, pedindo que o combate contra inimigos seja sempre cara a cara.

Cada um destes personagens adicionam variedade de estilo ao jogo, criando um valor de replay ao se tentar vencer os ambientes com diferentes tipos de sobreviventes e diferentes tipos de equipe. Além disso o estúdio promete que mais Sobreviventes serão adicionados até o lançamento final do jogo, adicionando ainda mais variedade na jogabilidade. Destravar todos os Sobreviventes é uma das principais metas que cada um acaba tendo nas primeiras horas iniciais.

Loot potencializado

Outro aspecto importantíssimo para Risk of Rain 2 ser tão viciante é a forma como o jogo trabalha com o loot de itens que aprimoram o nível de poder do jogador ao longo de uma partida. Aqui é permitido carregar quantos destes itens de poder você encontrar, e tudo vai se acumulando de uma forma absurda. E estes itens se somam e combinam com outros itens, elevando ainda mais certos status de ataque e defesa do jogador. O resultado é quase sempre algo realmente apelão – eis um termo que combina exatamente com o que estou querendo frisar.

Há itens que aumentam o poder de dano crítico, dobram seu ataque, fazem inimigos sagrarem, o fazem explodir atingindo outros inimigos, há um que eletrifica todos ao redor e assim por diante. E estes itens se somam uns aos outros, não é que apenas um deles ficam ativo substituindo o anterior. Nada disso, tudo fica ativado simultaneamente. Imagine só!

Esse loot de habilidades passivas são conquistados abrindo baús que ficam espalhados pelos ambientes. Para abri é preciso dinheiro e para conseguir dinheiro é preciso eliminar inimigos ou achar pequenas cápsulas com moedas. Risk of Rain 2 não tem microtransações e você não pode comprar esse dinheiro virtual do jogo, só para deixar bem claro. Por sinal, todo dinheiro ganho em uma partida não é levada para outra. Digo mais, todo dinheiro recolhido em um estágio sequer é transportado para o próxima. A cada novo planeta que você chega, seu dinheiro é resetado e se faz necessário encontrar mais dinheiro.

Aliás, sendo Risk of Rain 2 um jogo pertencente ao gênero roguelike, isso significa que aqui a morte é permanente e nada do que se encontra ao longo das partidas é transmitido para uma nova partida. Exceto um único item: a moeda lunar. Essa moeda é rara, sendo que ela surge raramente quando um inimigo aleatório é eliminado. Ela não serve para abrir baús, seu único propósito diz respeito a sobreviventes secretos a serem desbloqueados e áreas secretas do jogo – o que torna plausível que esse seja o único item que se mantém na progressão entre partidas.

Existe também um sistema de desafios que perduram entre partidas. Eliminar tantos mil inimigos, coletar um número absurdo de dinheiro, encontrar isso ou aquilo, jogar tantas dezenas de partidas e afins. Cada um destes desafios destravam um novo item ao catálogo de poderes que podem ser encontrados em futuras partidas. Alguns destes desafios também estão relacionados aos sobreviventes ainda não descobertos, dando dicas do que fazer para encontrá-los. Isso também mantém o jogador motivado e seguir jogando novas partidas. Lhe dá um senso de direção.

E voltando a falar dos itens encontrados em baús, apesar de boa parte deles serem passivos e ativados automaticamente, há uma categoria de item em específico que não se comporta dessa forma, se tornando uma terceira habilidade que o jogador pode ativar e precisa esperar alguns segundos para usar novamente. Esse item normalmente se encontra em baús vermelhos, e custa mais para ser aberto do que os baús normais. Dentre as habilidades que encontrei nesse caso estão um radar de pulso, que mostra tudo que há escondido na fase, assim como outra que lhe permite voar momentaneamente, dando asas ao sobrevivente.

Entretanto, dentre as habilidades que mais gostei, e que me permitiu sobreviver por mais de 80 minutos em uma única partida de Risk of Rain 2, foi uma que convocava um golem de pedra para andar ao meu lado, me ajudando a eliminar inimigos. Esse golem tinha uma barra de saúde e podia morrer, mas logo depois de alguns segundos ele novamente ressurgia. É uma habilidade realmente legal, especialmente para partidas solo. Dentre outras habilidades legais posso citar uma que garantia um escudo extra de saúde sempre que um novo inimigo era eliminado e um ursinho de pelúcia (vai entender) que me garantia uma vida extra caso viesse a morrer.

Enfim, basicamente há de tudo um pouco nessa seleção de itens e poderes. E há baús e itens à vontade para todos os jogadores. Mesmo em partidas com até quatro jogadores, nunca senti que estava ficando para trás pelo mais fominha do grupo. O loot do jogo é bem pensado.

Longas partidas

Outra característica que me surpreendeu em Risk of Rain 2 diz respeito a quão longas as partidas online podem durar, variando de 15 a mais de 1 hora tranquilamente. E quanto mais longa, mais loucas as coisas vão se tornando, já que tudo escala: os sobreviventes vão se tornando mais poderosos e os inimigos vão sendo balanceados conforme esse poder de ataque. Mais poderes, mais inimigos, mais confrontos.

Há dois fatores importantes aqui: a escala da dificuldade e o fato do jogo estar em acesso antecipado. Primeira a dificuldade. Em Risk of Rain 2 os jogadores possuem três níveis iniciais de dificuldade, que podem votar antes da partida começar. O modo normal já é extremamente agressivo, quase todo mundo online vota no modo mais fácil. Talvez por isso as partidas durem tanto, mas tem mais outro detalhe.

Ao iniciar a partida note que há um indicador no canto direito da tela. Lá marca “fácil”, enquanto um cronometro vai dando o tempo de duração da partida. Esse marcador é como um acelerômetro, conforme o tempo passa, ele vai avançando por novas faixas de dificuldade. Isso quer dizer que conforme o tempo passa, a dificuldade vai aumentando.

É legal essa ideia porque não importa se os jogadores estão na primeira ou quarta fase. Tudo depende da agilidade da equipe de continuar seguindo em frente, enquanto esse medidor ainda está baixo, ou se querem enrolar nos estágios iniciais, coletando loot, sob o custo de gastar tempo e aumentar a dificuldade dos próximos estágios. É uma ideia muito boa para brincar com risco e recompensa.

Esse marcador vai passando do fácil, para normal, difícil, impossível, estou te vendo e assim por diante. Não cheguei ao ponto de vê-lo parar. Minha partida mais longa foi 80 minutos e ainda assim ele continuava aumentando. E morri justamente porque estava complicado sobreviver contra os inimigos, por mais forte que meu personagem se encontrava. Os ataques de alguns monstros tiravam metade da minha barra de saúde, enquanto a barra de saúde deles eram imensas.

E aí há um contraponto do jogo ainda estar em acesso antecipado: ainda não há um final para a aventura. Os desenvolvedores prometem que quando a versão final for lançada, em 2020, o final será disponibilizado, mas agora, o que Risk of Rain 2 entrega é um ciclo em que após quatro estágios, o jogador retorna ao primeiro planeta, mantendo (é claro) o nível de dificuldade nos níveis alarmantes a qual certamente estará após o looping de vencer 4 estágios. Então o jogo segue em um ciclo de gameplay meio infinito nesse momento. Mas futuramente haverá um término.

Também vale apontar que há mais do que quatro biomas presentes no jogo. Pelo que consegui entender, há pelos menos dez diferentes estágios nesse ponto de desenvolvimento do jogo, sendo que alguns são áreas secretas. O estágio inicial, por exemplo, tem duas variações, ainda que sejam um pouco parecidos, mas na segunda área, há uma variação entre um ambiente desértico e um outro que é um pântano. Já o quarto, sempre topei com uma mesma área, uma espécie de ambiente de magma, parecendo um inferno, com plataformas se conectando por imensas correntes. E novos estágios ainda serão adicionados ao longo dos próximos meses.

Até onde entendi, o jogador não consegue escolher qual cenário ir após passar do primeiro bioma. É algo meio aleatório mesmo. Não vi nada, algum mecanismo ou sei lá o quê, que pudesse definir para qual planeta ir a seguir. Exceto nos casos em que se deve usar altares e sacrifícios destes para ir para áreas secretas.

Também é importante apontar que mesmo sendo um roguelike, onde tudo é procedural, os estágios de Risk of Rain 2 não sofrem alterações de layout. A estrutura destes cenários é fixa, porém a localização do teleportador para avançar ao próximo mundo muda, assim como todos os baús, torretas, portas secretas e armários de itens. Isso causa certa confusão na cabeça dos jogadores, pois os mesmo conhecem o ambiente, mas tudo está fora de sua localização anterior.

Finalizando… por enquanto!

Sinto que Risk of Rain 2 está no caminho certo. Há coisas que ainda devem, e precisam, ser adicionadas, porém já é possível ter uma bela ideia do que será o resultado final desse jogo. E olha que sequer parei um momento para comentar que a sequência tem uma grande diferencial em relação ao primeiro Risk of Rain: a migração de um jogo ao estilo de movimentação 2D para um plano 3D.

Essa mudança que impacta tudo, desde o visual à fórmula de pensar no mundo ao redor, não faz com que a série se perca, mantendo totalmente a essência e ideal do jogo original. Mas é claro que andar por um mundo tridimensional parece dar muito mais camadas e profundidade a proposta. Só não posso ir além dessa comparação porque infelizmente não tive a oportunidade de jogar o game original. Só tive conhecimento da série agora, com a chegada do segundo jogo, o que me fez ir pesquisar sobre sua versão anterior.

No que diz respeito a outros aspectos de Risk of Rain 2, também quero apontar que o título, mesmo em acesso antecipado, já está totalmente localizado em português, tanto no PC, quanto consoles, incluindo aí o Nintendo Switch, plataforma esta que nem sempre tem seus jogos em português. É um ótimo incentivo aos estúdios e publishers ressaltar isso e reforçar o quanto para o público brasileiro esse é um aspecto importante para nosso mercado, onde o inglês ainda é uma barreira linguística para tantas pessoas.

Ainda no tema comunicação, talvez seja interessante abordar que Risk of Rain 2 não apresenta funcionalidade de comunicação por voz nas partidas online. O que achei deveras curioso, já que esse parece ser um jogo que poderia ter algumas destas funcionalidades. No mínimo poderia haver um sistema de mensagens fixas por texto, para indicar a equipa quando para ativar ou não o teleportador, ou se reunirem para combater um inimigo mais forte. Não sei. Senti falta de algum recurso nessa direção.

No mais, gostei de Risk of Rain 2. Não conhecia muito sobre o título até algumas semanas atrás, quando o mesmo surgiu em um Nintendo Direct, e fiquei surpreso em como sua jogabilidade te prende por muito tempo em partidas. Visualmente tem um certo estilo que lhe dá personalidade, ainda que não seja incrível ou muito bonito. Na parte da trilha sonora, que também segue em desenvolvimento, há boas faixas músicas, mesmo que sinta que em algumas situações ela deveria crescer ou mudar. Houve uma partida em que fiquei muito tempo preso no segundo estágio (do pântano), e sua trilha acabou me irritando pelo looping em que se encontrava.

Alias esse é um ponto que talvez valha uma crítica. O teleportador é um elemento importante do jogo. Esse é o elemento que convoca o chega e te faz passar de fase. E está sempre escondido em um local diferente entre as partidas. Em certos estágios ele é muito fácil de se confundir com o cenário, tornando difícil avistá-lo a menos que esteja muito perto dele. E o layout de alguns mundos, como o do pântano ou de lava, que tem muita verticalidade, fica ainda mais difícil enxergá-lo. Sinceramente gostaria que tivesse algum meio mais fácil de encontrá-lo. Se há um item para isso, não o encontrei. Em algumas situações fiquei simplesmente cansado de correr pelo ambiente e não encontrá-lo.

Um último elemento que é relevante a algumas pessoas diz respeito ao suporte online. Para esta análise joguei o título no Nintendo Switch e não tive qualquer problema para encontrar pessoas online. Nem todas fecharam com quatro jogadores, pois ao encontrar alguém o jogo já inicia a contagem para a partida começar. Entretanto tive partidas com três a quatro jogadores. Não senti engasgos ou lentidão. Porém uma destas pessoas é o host, e se a mesma sair, todo mundo é desconectado, o jogo não nomeia um dos demais membros como host. Também não parece que haja crossplay entre plataformas nesse momento de seu lançamento nos consoles. Pesquisei um pouco no Twitter oficial do jogo e não encontrei nenhum indício sobre o assunto, exceto muita gente pedindo para que seja implantado.

Risk of Rain 2 também não tem qualquer tipo de multiplayer local, ainda que a roadmap para consoles diga que até o final desse ano uma atualização para o Switch deva acrescentar algo nesse sentido. Imagino que seja para conexão entre consoles mesmo. Não é a mesma coisa que um Switch e tela dividida (caso contrário isso poderia ser implementado em outras plataformas).

Por fim, dá para ver que Risk of Rain 2 ainda tem um caminho à seguir. O feedback da comunidade nesse momento de seu desenvolvimento é realmente importante. O que o título entrega neste instante, de acesso antecipado, já é algo muito divertido, mas que ainda tem espaço para evoluir. Para amantes de roguelikes online, Risk of Rain 2 é um destes jogos independentes que vale a pena apostar suas fichas. A diversão, neste ponto de seu desenvolvimento, já é garantido.

Galeria

Dando uma nota

Nesse ponto do desenvolvimento, sua narrativa é um tanto fraca - 6
Jogabilidade é frenética, você nunca para um minuto sequer - 8.5
Roguelike de fato, progressão é bem limitada a um diário de itens e uma moeda específica - 8
Diferentes personagens jogáveis, com diferentes estilo de combate - 8.5
Sistema de báus com loot e itens aleatórios que somam e se acumulam criam partidas únidas - 8.8
Inimigos não são muito variados, chefes nem sempre assustam - 7
Ótimo sistema de nível de dificuldade agragada ao tempo da partida - 8.5

7.9

Viciante

Ainda em desenvolvimento, Risk of Rain 2 já apresente de forma claro sua proposta. O título é um roguelike com ênfase na experiência de multiplayer online satisfatório e divertido, ainda que também entregue um modo solo agradável. Seu sistema de loot por itens que se acumulam ao aprimorar os personagens, que também possuem diversos estilos, criam um alto valor de replay. Já é um ótimo título, e que tende a ficar ainda melhor até 2020.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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