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Análise | Hyrule Warriors: Age of Calamity

Disponível para Nintendo Switch

Hyrule Warriors: Age of Calamity, e uma grande guerra que precisa ser vivenciada, chegou no último dia 20 de novembro para o Nintendo Switch e abrange uma mistura de gêneros como ação, aventura e hack & slash no que venha a ser o gênero musou, a qual já abordarei mais a seu respeito. O título é uma parceria da Nintendo com a Koei Tecmo (utilizando a engine Omega Force). O jogo possui vários opções de idioma (nove, na verdade), indo do inglês ao alemão, e até mesmo ao espanhol latino americano, mas infelizmente este é mais um lançamento importante do console que segue sem localização ao nosso tão querido português.

Por ser tratar de um sistema híbrido, Age of Calamity pode ser jogado de 3 formas diferentes: no modo TV utilizando o Nintendo Switch no doc, o modo semi portátil, utilizando os joy-cons como controles (podendo ser jogado por 2 jogadores com tela dividida), e também no modo portátil com um único jogador. Obviamente a versão Light do Nintendo Switch limita-se apenas a opção portátil.

O título é a segunda produção da série Hyrule Warriors, sendo que o primeiro saiu lá em 2014, ainda no Nintendo Wii U. Em 2018 o Nintendo Switch ganhou uma versão definitiva desse clássico. Apesar disso, Age of Calamity não é uma sequência direta do primeiro, funcionando sem qualquer correlação ao primeiro título. Vale apontar que tanto Age of Calamity, quanto o primeiro Hyrule Warriors, estão disponíveis na eshop brasileira.

Para começar… vamos falar de musou?

Quer clarear suas ideias quanto ao que é musou? Então lembre-se de jogos da série Dynasty Warriors e dos jogos da série One Piece: Pirate Warriors, onde você controla um personagem por vez e deve enfrentar dezenas/centenas de inimigos. Geralmente inimigos de baixa força, mas em grande quantidade, como soldados comuns, enquanto explora o mapa, recolhendo itens e realizando ações específicas como ativar pontes, derrubar prédios ou outras coisas. Desafios maiores, como capitães/generais surgem para que possamos dominar postos avançados (bases), que por sua vez vão diminuir o aparecimento de novos inimigos e nos fornecem recursos ou abrem mais áreas do mapa.

Outro bom exemplo, para os fãs da Nintendo, e que também pode ser encontrado no Switch, é Fire Emblem Warriors, lançado lá em 2017, e que também ganhou uma versão para o New Nintendo 3DS na mesma época.

Mas então é somente sair derrubando milhares de inimigos e conquistando postos avançado e deu? Basicamente é isso mesmo. Porém o desafio e a diversão mora no fato de sempre ir ficando mais difícil completar os desafios pelo caminho e de não recebermos melhorias gratuitamente. Por exemplo, para melhorarmos as armas, vamos ter que achar outras unidades da mesma, possivelmente com características ou habilidades específicas e fundir elas, forjando assim armas mais poderosas que facilitem o progresso na aventura.

Há ainda itens que podem ser utilizados para preparar receitas e melhorar status, mas estes são alcançados ao fazer ações específicas em determinada fase ou em alguma situação em particular. Derrotar um determinado tipo de inimigo com um personagem que tenha fraqueza contra eles pode render itens especiais ou ações específicas que vão abrir alguma cena extra ou nos presentear com situações posteriores a ela. Utilizar determinado personagem próximo a outro também pode render uma maior confiança entre os dois e desencadear ajudas deste personagem em momentos de maior necessidade, são muitas mecânicas “escondidas” e que somente se mostram para quem explora esses games mais a fundo.

O título também apresenta um grande número de personagens jogáveis, cada um com um estilo de luta diferente, o que instiga o jogador a trocar e testar estes nas mais variadas situações. A jogabilidade pode soar repetitiva se você pensar em desbravar uma aventura assim somente com um único personagem, entretanto a dinâmica e o ritmo muda completamente quando se muda personagens com estilos únicos de combate. E é neste elemento que muitos musous da atualidade se destacam.

Pode parecer estranho, mas o gênero musou casa perfeitamente com temática de guerras e calamidades, onde o número de vítimas facilmente atinge os contadores de centenas ou milhares. Aqui será o jogador e unicamente este que vai fazer esses números subiram às alturas. Por outro lado, a sua derrota pode vir de várias formas, ao ficar sem energia e até mesmo ao ter membros de sua equipe derrotados.

Estes aliados são controlados pela inteligência artificial do jogo, mas você pode dar ordens para eles se dirigirem a determinado local do mapa e batalhar contra o que estiver lá, ou pode assumir o controle deles livremente ao pressionar de um botão. Essa mecânica se torna estratégica para administrar vários perigos no mapa de forma simultânea sem ter que levar o personagem “pessoalmente” a fonte do problema, controle um e vá a um ponto, enquanto você luta, ordene a outro personagem que se aproxime de outra área e assim que ele chegar lá, assuma o controle e faça a sua parte.

Um grande peso nas costas

Qualquer jogo que tenha alguma relação com The Legend of Zelda já chama a atenção naturalmente da comunidade de jogadores, isso é bom, pois vai alcançar instantaneamente um grande número de possíveis jogadores. Nem que muitos acabem dando apenas uma olhada no game, porém isso também é um peso nas costas. Sempre vamos esperar por grande feitos de um jogo assim, e obviamente seremos mais criteriosos nas avaliações e as opiniões sempre vão dividir águas na internet. Mas imagino que a Nintendo já saiba disso quando se está mexendo com uma IP tão icônica quanto Zelda.

Hyrule Warriors: Age of Calamity vai além por carregar o universo, mundo, personagens e tudo mais relacionado diretamente ao famoso The Legend of Zelda: Breath of the Wild, que saiu lá em 2017 para Wii U e Switch, sendo considerado até hoje como um dos marcos para a indústria dos videogames e da até mesmo da própria Nintendo, e que já que o título levou diversos prêmios e foi muito elogiado pela crítica. Age of Calamity chega então com a missão de contar eventos que aconteceram antes de Breath of the Wild, e este fato específico deixou os fãs em polvorosa e com diversas dúvidas e, claro, questionamentos. Como disse, é uma baita missão e um grande fardo para uma proposta de fazer algo tão distinto quanto Breath of the Wild fez.

Sim, como já mencionei, já tivemos um outro jogo de The Legend of Zelda com essa proposta. Hyrule Warriors foi primeira experiência e agradou aos fãs por respeitar o universo de The Legend of Zelda, mas aqui estamos em outro nível, dado o sucesso de Breath of the Wild.

As expectativas por Age of Calamity sempre foram altas tendo como base Hyrule Warriors, e obviamente sua forte ligação da história com Breath of the Wild. Este novo jogo tem tensão em toda a sua temática e obviamente em sua história, que de um modo geral é séria na maior parte do tempo, tendo somente algumas partes mais descontraídas quando temos interações com os engraçados Purah e Robbie, dois pesquisadores que se encarregam a seu modo de trazer um pouco de alívio cômico para a narrativa.

Obviamente seria uma falha grave de minha parte não citar os guardiões aqui. Daruk provavelmente é o goron mais gente boa que já conhecemos até hoje. Ver ele interagindo com os outros guardiões e sugerindo que Link e Zelda são um belo casal, reparar na briga de ego de Revali ao batalhar de igual para igual com Link e depois falar que ele é um reles cavaleiro, notar a preocupação de Mipha com seu pequeno irmão Sidon e até mesmo reparar na preocupação da poderosa Urbosa e seus golpes elétricos com Zelda chamando ela de pequeno pássaro, traz toda uma humanização destes personagens.

A história da calamidade

Calamity Ganon faz parte de um passado distante do reino de Hyrulean. Nessa época, ele foi derrotado por um exército de guardiões mecânicos e quatro enormes construções mecânicas chamadas de Bestas Divinas. Estas, por sua vez, foram construídas pela antiga tribo Sheikah com uma tecnologia unicamente utilizada por eles.

Os anos voam e, aproximadamente dez mil anos depois, surge a profecia que descreve o retorno de Calamity Ganon e esta, por sua vez, leva o Rei Rhoam de Hyrule a criar uma equipe de arqueólogos para tentarem recuperar as Bestas Divinas e o exército Guardiões (robôs que parecem aranhas). As buscas foram frutíferas e não somente foi possível recuperar tudo, como se tornou possível a reativação e o uso das mesmas.

Surge na história um jovem recruta do exército real de Hyrulean, um rapaz chamado Link. Este jovem, foi nomeado cavaleiro pessoal da filha do rei Rhoam, uma bela jovem, conhecida como Zelda. Link ficou conhecido após demonstrar suas habilidades e sua destreza ao conseguir derrotar um guardião que saiu do controle durante um teste e assim salvar a vida de Zelda. Rhoam toma a decisão de formar um grupo de bravos guerreiros, que seriam comandados pela princesa Zelda e seu cavaleiro Link. Estes guerreiros seriam formados por um representante de cada raça e teriam, obviamente, a capacidade de controlar as bestas divinas, igualmente como havia sido na primeira aparição de Calamity Ganon.

Entretanto o destino guardava reviravoltas para os planos do rei Rhoam, pois Calamity Ganon também estava se preparando e tinha traçado seu próprio planos maligno. Ele enviou quatro fantasmas (Waterblight, Windblight, Fireblight e Thunderblight) que tinham como meta corromper as bestas divinas e matar seus campeões, deixando abertura para que ele próprio conseguisse assumir o controle dos guardiões e obviamente usá-los contra o próprio povo de Hyrule. As coisas foram de mal a pior nessa situação desoladora para as forças Hyrulean.

Zelda não foi capaz de usar seu poder divino para purificar os guardiões corrompidos que os atacavam, enquanto que Link ficou gravemente ferido e chegou a vias de fato de encontrar o seu amargo fim. Mas em uma jogada de sorte, ou do destino, Zelda conseguiu ouvir o chamado da voz ancestral da Master Sword e ordenou a seus aliados Sheikah que colocassem Link no santuário da ressurreição para curar ele em êxtase por meio do sono da restauração. Depois de confiar a Master Sword a Great Deku Tree, Zelda usou seu poder total para selar a si mesma e a Calamity Ganon dentro do Castelo de Hyrule.

E este evento catastrófico foi chamado de A Grande Calamidade.

Exatamente nesse ponto começa a história de Breath of the Wild, e é também onde começa também a história de Hyrule Warriors: Age of Calamity. Assistimos a um pequeno guardião que ao despertar no castelo de Hyrulean, sente o poder da Triforce e ouve a voz de Zelda (momentos antes dela selar a si mesma e a Calamity Ganon), na sua tentativa de salvar a todos este guardiãozinho salta em direção a uma anomalia temporal para voltar até antes de todos esses acontecimentos catastróficos e salvar Hyrulean. Mas ele não faz a viagem sozinho e sombras o segue… a história como a conhecemos talvez nunca venha a acontecer, ou talvez aconteça de uma forma ainda mais assustadora e tomando novos rumos. E aqui estamos, há 100 anos no passado de toda essa história…

Um galeria de extras respeitável

Hyrule Warriors: Age of Calamity conta com uma trilha sonora com várias faixas empolgante para as batalhas e todas elas ficam em uma galeria disponível a qualquer hora no menu. Além de poder aproveitar das músicas fora dos combates e com mais calma e relaxamento, também podemos conferir todas as animações, artes dos personagens e também as passagens em texto que descrevem ao jogador as missões secundárias.

Muito do conteúdo presente nesta galeria pode passar batido pela maioria dos jogadores, mas os aficionados terão conteúdo para criarem diversas teorias e suposições para futuros títulos da série/universo de The Legend of Zelda. Devido aos diferentes níveis de dificuldade, os jogadores ainda têm acesso a uma listagem com informações diversas do jogo, como quantidade de inimigos derrotados, quantos golpes especiais foram utilizados e também obviamente, o tempo jogado da aventura. É um extra simples, mas que pode e vai ter sua serventia para os jogadores criarem competições com seus amigos mais dedicados.

Outro extra interessante é a possibilidade na tela inicial de escanear os amiibos da Nintendo, podemos escanear 5 por dia e cada um deles vai dar aleatoriamente itens consumíveis para as receitas ou armas. É uma boa dica para conseguir uns itens extras antes de começar a jornada do dia. Teste aqui e amiibo relacionados a série Zelda (tenho o Wolf Link e o Ganondorf) geralmente nos fornecem itens mais raros e armas mais poderosas. Porém vale dizer que sempre são itens que podemos encontrar no jogo, assim se você não tem nenhum amiibo, não vai ficar prejudicado.

Assumindo o controle da batalha

Tudo o que precisamos saber para nos virarmos nos campos de batalha é apresentado de forma simples na tela por meio de tutoriais. Temos o botão Y que faz ataques normais e mais fracos, o botão X que dá um ataque mais forte e o botão ZR que faz um ataque específico, no caso do Link é uma rajada de flechas.

Podemos criar sequências de golpes seguidos ao apertar o botão X repetidamente e finalizar o combo com  botão Y. Temos ainda um ataque especial com o botão A, mas este requer o preenchimento e uma barra de energia abaixo da vida do personagem, e varia conforme o personagem controlado e a arma equipada pelo mesmo. Por exemplo, Link com a espada dará uma espécie de corte giratório, já com uma lança, ele vai saltar e cair a toda causando dano de área em quem estiver no caminho.

O botão B é uma esquiva que juntamente com os direcionais permite o desvio de golpes em várias direções, caso consigamos apertar o botão exatamente no momento exato do ataque inimigo, ganhamos uma quadra de defesa que nos permite atacar em uma sequência e causar dano extra a defesa do inimigo. Cada inimigo tem uma defesa em formato de pizza, conforme vamos atacando essa defesa vai perdendo fatias e ao ser completamente quebrada, temos a chance de apertar o botão X e finalizar o inimigo. Claro que esta finalização não vai funcionar com chefes de modo a derrotar os mesmos com um único golpe, mas vai causar um dano considerável.

E isso ainda não é tudo, podemos nos defender ficando em guarda com o botão ZL, usar itens (para recuperar energia ou usar itens mágicos) com o botão L (vai abrir um direcional com as opções presentes no momento e cada botão A,B, Y ou X vai selecionar um item das opções), e o R por sua vez vai fazer a mesma coisa que o L, mas vai nos disponibilizar quatro opções de Sheikah Runes, as runas místicas. Temos aqui algo muito interessante, apesar das 4 runas serem as mesmas para todos os personagens, algumas delas vão funcionar de formas diferentes com alguns, Link por exemplo atira bombas com a mesma opção que permite a Zelda criar um mini guardião que vai sair andando – controlado pelo jogador e atirando bombas, Daruk diferentemente deles criará pedras que explodem com o pressionar de um botão criando o efeito de mini vulcões.

Em meio a tantos inimigos simultâneos, achar qual o mais poderoso para atacar ele primeiro e diminuir os riscos é uma atitude sensata, e para facilitar temos uma opção para marcarmos o inimigo mais poderoso dentro do raio de alcance do personagem. Para isso basta apertar o analógico R para que o jogo marque o inimigo que pode causar mais problemas ao longo da batalha. Guardar os golpes especiais para ele é uma estratégia importante.

Há momentos onde vamos controlar as bestas divinas e bem, elas são gigantescas e ocupam praticamente toda a tela. É como se estivéssemos controlando um Megazord. Usamos todos os botões que usamos para controlar os heróis para controlar a besta e seus vários ataques. A vida dela é gigantesca, mas como ela será atacada por milhares de inimigos tomar um pouco de cuidado é essencial já que não existe ponto de salvamento para estes momentos, e se ficar sem energia (os corações no canto superior da tela) É Game Over, sendo necessário jogar todo o percurso novamente. Não temos como nos defender ou evitar ataques, então a ordem aqui é eliminar os inimigos na forma mais rápida e eficiente possível. Podemos controlar ela com o sensor de movimento no modo portátil do Switch, mas esta opção não achei muito prática e acabei controlando pelos controles convencionais mesmo.

A liberação de novos personagens com frequência afasta a sensação de repetitividade ao fazermos sempre a mesma coisa, afinal estamos sempre enfrentando inimigos e correndo para um determinado lugar do mapa, e assim sucessivamente, até vencer um capítulo e seguir para o próximo. A área do mapa por sua vez traz muitas atividades extras, ao coletar itens pelas faces acabamos por liberar lojas que vão consumir nossos rupees facilmente. Temos missões de treinamento para cada um dos personagens que ao serem concluídas fornecem aumento da vida deste ou aumento do número de combos nos ataques. Trocarmos as armas de Link em certas ocasiões, liberando novos treinamentos para com elas, mas geralmente isso se limita a derrotar um número X de inimigos dentro de um tempo Y.

Para facilitar a utilização de alguns personagens que podem não ser os seus favoritos, após certas missões serem concluídas, os soldados abrem um centro de treinamento, na qual podemos subir o level de personagens utilizando rupees. Não vai ser um procedimento barato, mas caso não queria jogar algumas missões novamente para subir os leveis de graça, essa é uma saída disponibilizada pelo game, seguindo o que vimos em Fire Emblem Warriors, onde está mecânica também estava disponível e fazia toda a diferença em estágios mais avançados da aventura e poupava tempo.

Receitas feitas com itens permitem acionamento de bônus antes de entrar nas fases, como maior dopagem de itens por inimigos, menor dano causado, maior defesa, maior ataque e assim sucessivamente. Fazer tudo o que aparece no mapa acaba fisgando o jogador e vai melhorando a relação com os moradores da região, o que vai dar mais bônus de experiência ou outros atrativos para a jornada.

Uma fase do modo história leva em torno de 30 minutos para ser concluída no nível normal de dificuldade agindo de forma ordenada e precisa. Fases de treinamento geralmente consistem em limites de tempo na casa de 4 ou 5 minutos, nessas precisão nas ações e não perder tempo é a chave. Levar menos tempo, ser mais preciso, não levar tanto dano e a quantidade de inimigos derrotados vão gerar rupees para gastarmos nas lojas e dar experiência aos personagens utilizados. Temos personagens necessários na equipe em algumas fases, mas geralmente Impa e Zelda sempre estão na equipe automaticamente.

Vivendo em Hyrule

Já visitamos Hyrule em várias ocasiões, mas falando especificamente desta visita, para quem jogou Breath of the Wild é algo mágico. Analisando, já estivemos em todos estes lugares e na época já foi encantador a seu modo, mesmo que muitas paisagens estivessem com danos da grande calamidade, agora por outro lado, nada disso aconteceu ainda e todos os locais estão intactos, cheios de detalhes, com suas cores e sua vida intactas. Fortalezas desmoronadas aqui estão em plena forma, bestas destruídas e escondidas aqui estão em funcionamento e demonstrando belamente seu poderio, tento aquele impacto visual esperado de tais equipamentos gigantes.

Uma curiosidade legal é podermos reencontrar personagens em suas versões bem mais jovens aqui, como a própria Impa, o príncipe Sidon (que já demonstra carisma em sua forma diminuta) e obviamente também as versões de Purah e Robbie, os guardiões. Claro que Link e Zelda estão iguais devido ao desenrolar os acontecimentos que levaram a Breath of the Wild.

Considerações finais

Chegando aos finais desta análise, é fácil afirmar que se você gosta de jogos com a mecânica musou, gostou do Hyrule Warriors original, se divertiu jogando Fire Emblem Warriors ou algum dos One Piece Pirate Warriors, não tem como não gostar de Age of Calamity. Este é um prato cheio para quem gosta de coisas já conhecidas e para quem gosta de novidades, como a possibilidade de controlar as bestas divinas, conhecer os guardiões antes da crise e explorar esse universo rico de The Legend of Zelda. Se musou é sua praia, está é uma das mais belas que você poderia frequentar.

Falar que sua jornada será livre é uma boa definição, já que o jogador não será forçado a seguir tarefas cansativas e sem graça de forma ininterrupta. Tem muita coisa para fazer entre as missões principais que vão dar procedimento a história como um todo, essa possibilidade de explorar o mundo com liberdade faz todo o sentido para um jogo que carrega o espírito de um The Legend of Zelda.

O jogador nunca vai ficar trancado sem ter o que fazer ou não saber como passar por algum desafio. Ficou sem poder passar uma fase, vá ao campo de treinamento, invista algumas rupees para treinar, ou quem sabe fazer novas fusões de armas seja o necessário? Ou talvez jogar um treinamento novamente? Ou quem sabe tentar outra combinação de personagens seja o necessário? Quando você perceber você vai ter jogado mais 1 hora sem perceber e o desafio onde estava trancado já vai ser coisa do passado e o desafio será outro.

Vale tecer elogios a inclusão de um modo multiplayer local com tela dividida para dois jogadores. Inserir multiplayer em jogos com tantos elementos em tela não é algo fácil, mas a Koei Tecmo tem conseguido entregar algo bacana nesse aspecto. O único pesar é a ausência da mesma proposta com suporte online. Em um ano a qual a palavra de ordem é distanciamento social, certamente não dá para chamar qualquer amigo para dividir o sofá de casa. Faz um tantinho de falta então.

Ao fim, talvez a coisa mais importante seja dizer que Hyrule Warriors: Age of Calamity não é uma sequência direta da proposta de Breath of the Wild, que sim, ainda segue em desenvolvimento pela Nintendo. Trata-se de uma série derivada de um universo incrível, mas que está dentro de um outro gênero de jogo, a qual comporta muito bem a proposta de trabalhar um conto de guerra que de uma outra forma talvez não fosse tão imersivo quanto um musou pode proporcionar. Se você é fã de Zelda, vai se sentir em casa, mas é preciso entender que este não é um jogo convencional de uma franquia tão grande e marcante. É diferente e criativo, mas não é um The Legend of Zelda tradicional. E tudo bem isso, contanto que você entenda essa distinção.

Galeria

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Dando uma nota

Fantástico vivenciar os eventos 100 anos antes de Breath of the Wild - 9
Fãs de musou irão se sentir em casa, derrotar centenas de inimigos faz parte da proposta - 10
O revés de um musou? Pode ser repetitivo se não experimentar a jogabilidade de formas diferentes - 7.5
Ótima liberdade para jogar missões, atividades e escolher personagens - 9
É muito legal que Sheikah Runes funcionam de forma distinta para cada personagem jogável - 9
Com tantas opções de idioma, faltou o nosso portugues (br) - 6.5
Belas animações que apresentam uma Hyrule já conhecida, porém ainda mais bonita - 9.5

8.6

Ótimo

Hyrule Warriors: Age of Calamity é um jogo musou que mantém suas características únicas e absorve com perfeição todo o legado de The Legend of Zelda. Essa mistura dá muito certo e nos presenteia com um jogo duradouro, especial e cativante. Recomendado para quem gosta de uma jogabilidade variada e divertida,. Fãs de musou se sentirão em casa, enquanto fãs de Zelda são apresentados a uma nova perspectiva de jogabilidade dentro de um universo rico quanto o de Breath of the Wild.

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Paulo Roberto L. S.

Gamer desde o antigo Master System 3. Leitor de HQs (Marvel/DC) e de Mangás, como atividades extras me dedico a treinar Pokémon e sair em busca de conquistas e troféus.
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