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Análise | Boomerang X

Disponível para Nintendo Switch & PC

Boomerang X é aquele desafio que você não imaginaria ter ao se tornar náufrago em uma ilha a qual sua única arma contra insetos enormes é um bumerangue. Esse premissa incomum saiu dos atiradores de bumerangues do estúdio DANG!, localizado em Nova York, nos Estados Unidos, sob a distribuição global dos topa tudo da Devolver Digital, que adoram umas maluquices bem realizadas. O título saiu agora no dia 8 de julho, estando disponível, neste momento, apenas para Nintendo Switch e PC.

Divertidamente o jogo tem sido chamado de First Person Boomeranger, o que se traduz como um jogo com visão em primeira pessoa a qual o jogador vai atirar em inimigos, mas ao invés de usar armas de fogo, sua arma mortal será um bumerangue, que neste caso terá poderes místicos. O escopo principal do jogo é um jogo de habilidade e destreza, mediado por arenas fechadas e por ondas e mais ondas de inimigos que devem ser vencidos afim de progredir pelo jogo.

Interessante apontar que o título chega às plataformas mencionadas totalmente localizado em português, tanto aos diálogos (ainda que não sejam muitos) quanto os menus e explicações de tutoriais. Isso é um elemento bacana, pois dá acessibilidade a uma parcela maior dos jogadores, principalmente crianças que ainda tem uma dificuldade com demais idiomas.

Bumerangue místico

Boomerang X é um jogo independente muito objetivo e direto, o que lhe dar um ar um tanto simples, ainda que isso não seja um demérito de forma alguma, pois o mesmo cumpre sua proposta e mantêm com eficiência o foco a quão se propõe a entregar ao jogador. E estando dentro da esfera de jogos independentes, o título trabalha bem com a modéstia a qual estes jogos muitas vezes precisam ter, dado o orçamento mais contido que possuem em seu desenvolvimento.

A própria história é bem subjetiva, mas ainda assim se faz presente. O jogador é um personagem a qual não temos qualquer premissa de quem seja, quais suas motivações ou desejos. Você é basicamente um náufrago que acorda em uma praia de uma ilha deserta repleta de mistérios. Neste primeiro momento você não encontra qualquer vestígio de sinal de vida, ainda que a ilha claramente tenha sido habitada em algum momento, pois um dos primeiros ambientes em que você visita é uma vila abandonada. Ao fundo da vila, uma caverna, e dentro dela, um intrigante artefato: um bumerangue.

Curioso apontar que o bumerangue não tem aquele design clássico a qual muitas crianças conhecem dos desenhos animados (curvado de duas pontas). Trata-se de um bumerangue de quatro pontas, que não é tão comum quanto ao de três pontas, porém essa versão existe mesmo. O tal artefato mais lembra uma estrela ninja, como uma shuriken. Contudo é um bumerangue, pois independente de como o jogador o arremessa, ele sempre irá voltar a sua mão.

Dentre as técnicas, e portanto mecânicas de jogabilidade, o jogador então tem em mãos um objetivo a qual pode disparar a vontade, que vai rebater em paredes e objetos, e independente do percurso, sempre irá retornar à sua mão. Não existe nenhuma hipótese em que ele vá cair em qualquer lugar e te obrigar a ir lá buscá-lo. Por isso ele é místico, saca?

Ao longo dos primeiros desafios, algumas técnicas são ensinadas. A primeira é saber que você pode chamar o bumerangue de volta a qualquer momento. O gatilho da direita do controle o arremessa e o bumper esquerdo o chama de volta, a qual ele retorna imediatamente. A segunda técnica é uma das que você mais usará ao longo do jogo: você arremessa o bumerangue e ao invés de chamá-lo de volta, ao apertar novamente o botão do arremesso, seu personagem é puxado para aonde o bumerangue estiver. Não é um teleporte, mas uma atração magnética mesmo, pois se houver algo em seu caminho até o bumerangue, irá tomar dano ou bater. Essa técnica de ir até o bumerangue dá uma mobilidade enorme ao jogador, que basicamente pode alcançar qualquer ponto das arenas do jogo.

A terceira técnica da jogabilidade será usada em conjunto com mobilidade de ir até o bumerangue. Funciona assim, sempre que você tiver o bumerangue na sua mão, é possível desacelerar o tempo segurando o gatilho esquerdo do controle. Essa desaceleração não dura para sempre, mas é bem generosa ao ponto de você conseguir girar por toda a arena a procura do próximo ponto de arremesso. Arremessou o bumerangue, a desaceleração cessa, mas ao usar o impulso até o bumerangue e catá-lo novamente, o mundo volta a ficar em câmera lenta.

Percebe o que ocorre, então? O jogador joga o bumerangue, vai até ele, no ar mesmo, desacelera o tempo, mira novamente, arremessa, acerta o inimigo, vai até o bumerangue, que ainda está no ar, e volta novamente a desacelerar o tempo para o terceiro arremesso, sendo que nesse tempo, você sequer tocou no chão. E é possível ficar no ar por um bom tempo, contanto que você siga jogando o bumerangue para cima e mantendo o tempo desacelerado para ter o controle de onde seguir adiante.

Existe alguma explicação lógica para essa bruxaria desse bumerangue encontrado na ilha? Mais ou menos. O jogador, esse personagem com as mãos e braços enfaixados, que mais lembra uma múmia, em certo momento irá encontrar uma centopeia enorme que vai lhe explicar um pouco mais sobre a história da ilha, dela estar dominada por estas entidades maléficas, de ninguém conseguir completar a jornada pelas entranhas da ilha, e do místico bumerangue a qual ninguém até então havia dominado, mas parece que você tem o dom para tal.

Essa trama decorre de pequenos diálogos que você pode ter com a centopeia em alguns momentos da campanha single player, nos interlúdios entre as arenas, enquanto anda por corredores entre as mesmas. O ambiente do jogo é bem bonito nestes segmentos, por sinal, apresentando estranhas estátuas de insetos entre outras coisas curiosas. Uma pena que não haja mais pontos de interação ou até mesmo colecionáveis escondidos afim de expandir maior esse contexto do mundo.

O resultado ao fim, é uma história subjetiva, cujo o foco não é exatamente entregar uma narrativa cinemática, mas apenas atiçar a curiosidade do jogador e fazê-lo pensar um pouco a respeito desse cenário a qual seu personagem está preso, motivando-o a seguir em frente pelo desafio da jogabilidade em si. Claro que para um videogame, é uma premissa aceitável, ainda que deixe um gostinho de querer saber mais sobre a atmosfera ao seu redor.

Vença os desafios de arena

Voltando a falar mais sobre a jogabilidade, a ação de Boomerang X ocorre em meio a arenas fechadas. Estes ambientes são em sua maioria circulares, sem quinas e cantos para o jogador se encurralar, ainda que eventualmente hajam arenas grandes, repleta de plataformas a qual poderá ficar acuado.

Ao todo o jogo apresentam 12 arenas, com uma ampla variedade de cenários, desde coliseu, floresta, pântano, jardim, caverna com lava, mina de gelo e até mesmo um templo imenso dentro de um abismo. Inicialmente estas arenas possuem um chão habitual a qual o jogador pode correr e andar, mas conforme o jogo avança e as habilidades mencionadas são destravadas, a ação irá sair do chão e se focar na verticalidade destes ambientes, com o jogador basicamente mantendo-se no ar enquanto lida com os diferentes inimigos que virão de todos os lugares.

Nesse sentido, Boomerang X apresenta algumas arenas realmente impressionantes no sentido da verticalidade a qual podem apresentar, com cenários com mais de dois ou três andares de plataformas. Como o jogador pode se locomover para qualquer lugar, a qualquer altura, em grandes distâncias, o jogo se permite essa perspectiva de que a largura da arena pode ser claustrofóbica, mas sua altura é um absurdo em alguns ambientes. Um bom exemplo é a arena em que apresenta um poço de gelo, que não tem fundo, então o jogador não pode pisar em seu fundo, mas há plataformas ao seu entorno em que você pode respirar um pouco caso esteja sendo complicado se manter constantemente em movimento no ar.

Aprender a se locomover nestes ambientes é essencial para conseguir vencer as arenas. Saber subir, conseguir pousar em plataformas, contornar pilares, caçar inimigos no ar e observar tanto aquilo que está no ar ou no chão, e para isso, se faz necessário comentar um pouco os tipos de inimigos e como funcionam as batalhas dentro destas arenas.

Ao chegar em uma destas arenas, as portas do ambiente são fechadas, o que significa que o jogador não poderá fugir ou se manter parado em um ponto a qual os inimigos não irão lhe atacar. Não existe qualquer possibilidade disso acontecer, caso contrário isso quebraria o jogo e sua proposta. As batalhas se dão por meio de ondas de inimigos, sendo que muitas destas arenas possuem dentro seis a nove ondas, aumentando conforme o jogo progride em sua aventura.

Durante uma onda de inimigos, não é necessário que o jogador derrote todos que estiverem presentes em tela, mas sim aqueles marcados com um pequeno ponto amarelo em suas cabeças. Há um indicador no canto superior da tela de quantos pontos amarelos devem ser atingidos por seu bumerangue. Os inimigos normais, que não apresentam tais pontos, são uma ameaça e podem ser abatidos, entretanto, novos destes vão seguir ressurgindo enquanto a onda não terminar.

A respeito dos inimigos, Boomerang X apresenta um repertório satisfatório de classes que representam diferentes perigos. Há uns besouros/aranhas do tamanho de uma vaca, moscas do tamanho de falcões, águas vivas voadoras, orbs que emitem raios, uma espécie de cervo muito maior do que uma girafa, sapos do tamanho de elefantes entre outras coisas estranhas nessa ilha, como um inimigo que parece uma roda, outro que lembra uma serra voadora, assim como um ouriço voador e golens que ficam soltando mais e mais destes ouriços. Todos possuem mobilidade e ataques próprios. Cabe ao jogador aprender sobre eles e se planejar quais atacar primeiro.

Alguns inimigos podem ser eliminados apenas acertando o bumerangue em qualquer ponto de seu corpo, enquanto muitos outros possuem uma espécie de joia vermelha em seus corpos, sendo necessário que o jogador acerte esse ponto para que sejam derrotados, o que apresenta um certo desafio, já que nestes casos o jogador precisa se posicionar estrategicamente afim de atingir tais pontos fracos, enquanto alguns destes inimigos seguem em movimento. Ah, e estes seres não se limitam apenas a ficar rondando pelas arenas, nada disso! Eles lhe perseguem constantemente, enquanto os que não se movem, normalmente atiram projéteis diretamente na posição em que o jogador se encontrar, ou seja, não é somente uma jogabilidade de tiro ao alvo, mas de gato e rato. Mova-se constantemente ou os inimigos vão lhe pegar!

Para sobreviver o jogador irá contar com uma barra de saúde, sinalizados por pequenos escudos no canto superior na tela. Na primeira arena você não terá nenhum escudo, mas conforme o jogo avança, na ilha haverá pequenas tigelas vermelhas que lhe darão um escudo por vez. Não se trata de um upgrade escondido, pois o percurso entre as arenas são bem lineares, não tendo como o jogador não encontrar tais tigelas, ainda que você (imagino) possa desviar delas caso assim deseja.

Outro elemento ainda não mencionado, e que adiciona estratégia dentro da ação, são alguns poderes especiais que seu personagem adquire ao longo da progressão. Ao eliminar dois inimigos em sequência antes do bumerangue retornar a sua mão, você ganha um poder psíquico a qual pode atirar uma energia roxa de sua mão (pressionando um botão do controle) que imita o efeito de uma shotgun, destruindo inimigos em um amplo raio que estejam próximos a você. Se ao usar esse golpe, conseguir eliminar três de uma vez, seu personagem ganha um outro raio, que emite um feixe frontal de longo alcance. Quer mais? Eliminando três inimigos enquanto se mantiver no ar, você ficará com um poder elemental de chama, matando qualquer inimigo que lhe encostar ou causando uma grande explosão quando tocar o solo. São mais técnicas que se tornam essenciais para sobreviver em meio as intensas batalhas.

Dificuldade escalada

Certamente outro ponto válido de discussão para a análise de Boomerang X diz respeito ao seu nível de dificuldade. Afinal já que sua narrativa não tem um peso grande para o conjunto da obra, enquanto seu gameplay tem como proposta o desafio de destreza e agilidade, faz todo sentido discutir sobre o quão difícil tão desafio se propõem a ser e o quanto isso pode, ou não, frustrar ao jogador.

A princípio o título começa muito bem em sua dificuldade. As primeiras três ou quatro arenas são mais tranquilas, ainda impulsionando o jogador pela curva inicial de suas mecânicas. Enquanto as arenas posteriores te colocam mais à prova de tudo que aprendeu e começa a lhe testar melhor o ritmo do jogador de fugir e atacar o que lhe ameaça.

Morrer também não é algo muito punitivo. O progresso que se perde ao morrer é limitado a arena a qual você se encontra. Ou seja, precisa refazer novamente as ondas vencidas no estágio, mas é isso apenas. Além disso o jogo é bem generoso na quantidade de escudos que você acumula ao longo da progressão, sendo que todo estágio tem pequenos pontos no chão, que marcam a restauração de um ponto de escudo. Basta pisar e esperar alguns segundos até o ícone lá no canto da tela se encher. No começo há um ou dois pontos destes de restauração, porém conforme as coisas se complicam, as arenas passam a trazer ainda mais destes pontos.

No que diz respeito a batalha de chefes, Boomerang X não traz exatamente grandes chefes nesse sentido. Há inimigos ao longo do jogo que são apresentados como tais num primeiro encontro, mas que depois se tornam comuns a rotatividade das ondas. Estes inimigos normalmente são protegidos por outros inimigos menores, que energizam um escudo ou são chefes realmente grandes, com diversas joias vermelhas em diversas partes do corpo que precisam ser destruídas.

Alguns destes inimigos maiores tem um amplo raio de ataque. O cervo, por exemplo, emite sob sua cabeça uma grande massa de nuvens negras que lhe causam dano se atingida ou ultrapassada, obrigando que o jogador fique sempre voando abaixo do nível de sua cabeça, até que estas nuvens cessem. Um outro que dá um certo trabalho é uma mariposa que sempre tem pequenas moscas que ficam energizando um escudo, enquanto a própria mariposa cria um grande raio vertical que é muito fácil entrar no seu caminho entre os voos. Há também uma espécie de fênix, com três joias pelos corpos, que sempre vai cuspir fogo se você se aproximar demais dela, sendo que esse rastro de fogo ainda pode incinerar inimigos e estes deixam um rastro de chamas pelo ar que também lhe causa dano.

Porém nenhum deles se compara ao grande chefe final do jogo, que ocorre em uma 13ª arena própria. Trata-se de uma enorme serpente voadora que possui inúmeros pontos de ruptura, assim como um coração com também diversos pontos a serem acertados. Pensando no balanceamento do jogo, ouso dizer que por mais craque que você esteja até a última arena dos estágios, ainda assim você não está preparado para esse último chefe. Eu precisei de mais de 30 tentativas, e mais de uma hora e meia para vencê-lo.

E não consegui isso em uma sentada. Foi preciso parar, refrescar a cabeça e tentar novamente no dia seguinte. Cheguei a ficar dolorido nos músculos da palma da mão e dos dedos usados nos gatilhos do controle após tentar muito vencer esse último desafio. Também me vi obrigado a trocar o controle do Switch, devido aos Joy-cons não terem certa ergonomia, optando assim por usar um Pro Controller (genérico) que tenho por aqui. Com algo mais confortável em mãos, consegui vencer o último chefe de Boomerang X.

E vale a pena encerrar o jogo, pois isso irá destravar o modo New Game Plus, que basicamente apresenta o mesmo jogo com um novo nível de dificuldade. O que é ótimo se você achar que o jogo não é tão difícil assim. Nesse modo as coisas esquentam já desde a primeira arena, incluindo aí até mesmo inimigos que se apresentam somente em fases mais próximas da metade do jogo. Os estágios e arenas são os mesmos, mas as dinâmicas de inimigos diferem, assim como a quantidade deles que precisam serem abatidos.

Quanto a progressão pelo modo mais difícil, apenas parte é mantido. Na primeira arena, por exemplo, o jogador já consegue desacelerar o tempo e chamar o bumerangue de volta, mas ainda não tem a atração magnética que o permite ir até ele no ar. Mas o mais difícil de tudo é que sua progressão na barra de escudos não é mantida, o que lhe torna bem vulnerável nestes desafios expandidos.

Considerações finais

Boomerang X é um ótimo entretenimento rápido para aqueles que apreciam um bom jogo independente. É um destes títulos que você pode facilmente virar em um final de semana, após duas ou três horas. Mas isso somente a campanha normal. O New Game Plus certamente vai lhe dar um pouco mais de trabalho para se vencer.

Gosto que sua proposta é bem direta e sem floreios, bem no ritmo e dinâmica de Disc Room, outro excelente jogo de desafio e ação a qual a Devolver também foi distribuidora não faz tanto tempo assim, e que também está disponível no PC & Switch. É um destes títulos que qualquer um pode pegar e sair jogando, sem controles lá muito complexos. Por exemplo: meu filho, com seus 8 anos, me viu jogando e depois resolveu testar por contra própria. Ele se divertiu, pois seguiu jogando mesmo depois de me ver fechar o jogo, e está se esforçando para fazer o mesmo. O vi estes dias ficar mais de uma hora em um arena enorme, um pouco frustrado por não vencer, mais ainda aquela boa frustração – e eventualmente ele venceu e veio me contar todo feliz. Gosto quando indies conseguem transicionar entre jogadores de idades tão diferentes como neste caso.

Visualmente os gráficos de Boomerang X não são tão encantadores quanto o do mencionado Disc Room, mas não acho de todo mal. Entretanto gosto das cores leves, mais pasteurizadas, que fazem um importante contraste com os inimigos, todos na cor preto. Isso torna muito fácil a visualização dos mesmos. Na parte sonora, nada de sua trilha se destacou pra mim, mas também não incomodou, enquanto nos efeitos sonoros o zunido do bumerangue é bem inserido.

Se tiver que mencionar algum ponto fraco do jogo, alegaria que um modo infinito seria muito bem vindo após a conclusão da aventura. Com um placar de líderes online para mortes de inimigos e tempo sobrevivido. Outra ausência seria um multiplayer local competitivo ou até mesmo cooperativo para dois jogadores dividindo a tela. Seria bacana coisas assim e é uma pena que a única experiência ofertada seja a campanha principal em dois níveis de dificuldade.

Para encerrar, dá para dizer que Boomerang X é um jogo que diverte apresentando uma premissa direta, mas na tradução de um bom jogo eletrônico que exige mais de seu gameplay do que de seus demais elementos. Sua progressão é assertiva no sentido de a cada nova arena o jogador sempre terá em mãos alguma novidade, seja um novo inimigo, uma nova habilidade, um design de arena diferente ou até mesmo algo mais puxado e difícil do que a arena anterior. O jogo consegue sustentar ser ritmo e mantém um bom desafio ao jogador, ainda que não seja tão puxado quanto esperado. É um destes jogos pra quem adora sair jogando, e não quer ser enrolado com história ou conversa fiada. É sair pulando e atirando, se desviando de tudo vier em sua direção. Brincar de bumerangue nunca foi tão legal quanto é aqui.

Galeria

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Dando uma nota

Boa proposta de ação, direto ao ponto, é ligar e sair jogando, sem enrolação - 8.5
Jogabilidade que flue muito bem, sendo ágil, certeira e acessível a diferentes níveis de jogadores - 9.5
Visualmente bonito, ainda que não tenha nada que encha aos olhos - 8
Valor de replay se configura em repetir a campanha, em um novo modo com dificuldade elevada - 8
Layout das arenas são muito bem desenvolvidos, trabalhando muito bem o espaço vertical - 9
Repertório satisfatório de inimigos, dos mais simples aos grandões que intimidam o jogador - 8.8
Progressão eficiente em apresentar novos comandos no controle, ainda que em uma curta campanha - 8.5

8.6

Ótimo

Boomerang X é um arremesso certeiro em uma jogo independente repleto de destreza e agilidade. Um jogo cheio de ação, que mistura visão em primeira pessoa com jogo de tiro, a qual o jogador tem pleno controle do objeto a qual está arremessando, quanto de sua mobilidade, inclusive aérea. Entrega um bom nível de dificuldade, uma boa curva de aprendizagem e é acessível a jogadores de diferentes idade. Não tem muita história e é direto ao ponto, acaba rápido, mas tem como valor de replay repetir tudo novamente, mas em um grau mais agressivo de dificuldade.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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