Jogando: O Espetacular Homem-Aranha

Minhas primeiras impressões sobre o jogo!

E aqui vamos nós para mais um jogo do Homem-Aranha nessa geração. Já tivemos Spider-Man 3, Spider-Man: Friend or Foe, Spider-Man: Web of Shadows, Spider-Man: Shattered Dimensions, Spider-Man: Edge of Time. Todos para os consoles de mesa, então ainda temos os jogos de DS para turbinar essa lista: Ultimate Spider-Man, Spider-Man: Battle for New York, sendo que o portátil também recebeu versões de Spider-Man 3, Spider-Man friend or Foe, e Spider-Man: Web of Shadows.

Todos esses jogos citados variam em sua qualidade, desde os bacanas como Shattered Dimensions até os toscos como Friend or Foe. Mas agora que a atual geração encontra-se em seus últimos tempos, chega finalmente aquele que vai ser lembrado como “o” jogo do Aranha dessa geração: The Amazing Spider-Man.

O desenvolvimento ficou novamente nas mãos da Beenox, que trabalha com jogos do Aranha desde a versão de Ultimate Spider-Man para PC, o que já garante alguns pontos positivos vistos no decorrer do jogo. É um estúdio experiente e competente tanto em criar jogos quanto em fazer conversões deles, e sendo assim não foi tão estranho a Activision ter comprado o estudio e estipulado que desde Shattered Dimensions o estúdio ficasse apenas focado em jogos do Aranha.

O Espetacular Homem-Aranha chegou aos consoles PS3, X360, 3DS, DS e Wii. Antes que me perguntem “CADÊ A VERSÃO PC” fiquem tranquilos que em breve ela saírá. A versão que estou jogando é a de PS3, que assim como no 360 é um sandbox, algo que os fãs do herói estavam pedindo há tempos.

Para a nossa alegria, o novo jogo pega carona no lançamento do filme O Espetacular Homem-Aranha, mas não segue a regra dos tipicamente jogos ruins de filme, que é a tentativa de recriar os acontecimentos do filme na forma de um jogo. Na verdade, ele é um complemento para o filme, abordando acontecimentos posteriores a aqueles que são vistos na telona. Portanto, caso você não tenha visto a nova aventura do amigão da vizinhança nos cinemas, fique ciente de que o texto a seguir contem spoilers!

A aventura começa alguns meses depois do filme. Alistar Smythe agora é novo chefão da Oscorp. Smythe é uma das maiores autoridades mundiais em nanotecnologia e pretende continuar as experiências de cruzamento de espécies criadas pelo Dr. Connors, ao contrário do que a Oscorpo alega publicamente.

Peter Parker visita Gwen na Oscorp e eles acabam descobrindo que novas criaturas foram criadas, e a presença de Peter agita as criaturas, que acabam se descontrolando e escapando do controle da Oscorp, fugindo pelas ruas de Nova Iorque e infectando aqueles que estavam nos laboratórios da empresa, e como as criaturas estão se movimentando pela cidade, a infecção começa a se espalhar também entre a população d maneira exponencial.

O Aranha liberta Connors que estava internado no Hospital Psiquiátrico Beloit, e com a ajuda dele começa uma corrida contra o tempo para livrar a cidade da infecção e conter as criaturas. Só que Smythe também não fica parado e libera os seus robôs para eliminar toda e qualquer forma de vida alterada geneticamente, e isso inclui o nosso herói!

Um coisa muito legal é que depois que o Aranha liberta Connors, ele o leva para o apartamento em que mora temporariamente a pedido da sua tia, que é amiga do dono do apartamento. O dono está viajando por aí, e ele se chama Stan. Ligue os pontinhos e descubra quem é esse cara…

Então lá estou eu há cerca de 13 horas explorando a cidade na pele do Aranha, tendo completado 35% do jogo e avançado até o capítulo 5. Isso se deve ao fato de que eu estou por enquanto apenas indo atrás de encontrar todas as páginas de HQ’s que estão espalhadas por toda a cidade. São 700 delas ao todo, e coletando pelo menos 500 delas são desbloqueadas revistas inteiras do Aranha para serem lidas, incluindo a famosa Amazing Fantasy #15!

A grande novidade do jogo é o sistema de Web Rush, no qual é possível apontar uma direção para o Aranha seguir, e ele então se desloca de maneira fluída, e assim consegue-se percorrer grandes distâncias bem ao estilo tradicional que o herói usa, usando todos os elemtnos do cenário como apoio, como se fosse um parkour turbinado como o uso de teias.

Além da história principal, há várias coisas extras para se fazer. Uma das mais legais é usar uma câmera para investigar situações com a ajuda da repórter Whitney Chang, o que rende diálogos sempre engraçados entre os dois e mostra como o Peter finalmente adquiriu gosto pela fotografia, o que vai ajudá-lo a mais tarde a entrar para o Clarim.

O Aranha deve também recolher todos os fugitivos do hospital psquiátrico. Nada mais justo, afinal nosso herói foi o responsável pela fuga quando foi lá libertar Connors. aqui também os malucos falam coisas bem divertidas, mas o desafio é encontrá-los, pois se escondem em locais inusitados. Tem um cara, o Extreme reporter, que fica num dirigível e promove desafios para o Aranha, mas é uma opção que ainda não testei, vou deixar mais para o final.

O cabeça de teia acaba ajudando a polícia ao enfrentar desde assaltantes de carros até atiradores de elite que agem em bandos, e para enfrentar esses últimos é preciso uma boa estratégia, pois basta um tiro certeiro para acabar com a vida do nosso herói. Aí entra em cena o uso das habilidades furtivas do Aranha, no melhor estilo dos úlrtimos jogos do Batman pela Rocksteady.

Então, é possível agir silenciosamente e realizar ataques furtivos, eliminando aos poucos os oponentes, ou então partir para a porrada gratuita e tardicional. Tradicional do Aranha, claro, usando elementos do cenário e o sentido de aranha para se desviar dos ataques dos adversários. Como o próprio pessoal da Beenox disse, Batman Arkham Asylum foi inspirador, mas tudo foi feito para privilegiar as habilidades do Aranha, e na minha opinião o sistema caiu como uma luva para esse jogo e faz muito mais sentido, já que o Batman não tem um sentido de morcego.

Mas as comparações com os atuais jogos do Batman não terminaram ainda. Conforme o Aranha luta com os inimigos, seu uniforme também sofre danos, mas ao contrário do jogo do morcegão aqui é possível ir até o apartamento e pegar um traje novinho. Aliás, dá para usar trajes diferentes. Eu já consegui o uniforme da Zona Negativa, Fundação Futuro, Big Time, Aranha Escarlate (Ben Reilly), e há duas versões negras do uniforme, incluindo aquele do filme Homem-Aranha 3, que foi a que eu consegui. Ainda me faltam a versão clássica, Mutante, Stan Lee, Negro e o do Vigilante.

Esses uniformes extras são desbloqueados em sua maioria quando se fotografa símbolos do Aranha que estão escondidos pela cidade. Mas eles serão liberados conforme os meses forem passando, mas eu adiantei o relógio interno do PS3 para Dez/12 e o desconectei da internet, assim todos os símbolos já estavam lá e não tive que esperar pela data certa.

E falando em data, é possível pegar um chapéu de aniversário para adornar a cabeça do nosso herói, em comemoração ao aniversário de 50 anos do Homem-Aranha agora em agosto. Os trajes de mutante e uniforme negro são destravados ao terminar o jogo. Ainda é possível escolher entre o uniforme comum com ou sem o cinto.

Ao menos nesse início, o jogo está correspondendo as minhas expectativas. Não há nele algo que faça cair o queixo, mas é notável como a Beenox está bem segura no desenvolvimento de jogos do Aranha, e isso se reflete no jogo, que agrada os fãs do filme e ainda apresenta coisas para os fãs tradiconais.

Acho que equilíbrio seria uma palavra boa para definir o jogo, eu vejo muitas melhorias que poderiam tornar o jogo algo tão impactante quanto os dois últimos jogos do Batman, mas é importante lembrar que ao contrário do Cavaleiro das Trevas, o Aranha foi muito mais agraciado com jogos bacanas nos últimos anos, então a sensação de WOW! naturalmente tende a ser menor aqui.

Pelo que joguei até agora, posso dizer que é um jogo obrigatório para os fãs. Para todos os outros, eu apenas recomendo se não há nada mais do seu agrado pendente ou se você quer apenas um jogo bem legal para se divertir por algumas horas. A sensação geral é que esse jogo tinha o potencial de ser algo maravilhoso, mas faltou um tiquinho de ambição para a Beenox e pelo menos mais seis meses ou um ano de desenvolvimento (esse foi feito em dois).

Mas certamente é o jogo do Aranha mais completo dessa geração, e um dos melhores do gênero disponíveis no mercado, pra mim já superando Infamous e Prototype por exemplo. Assim que eu terminar o jogo vou voltar com esse post e dar um parecer mais acurado da minha experiência final, mas fica a sensção de que realmente a coisa daqui daqui pra frente vai engrenar e vai render muita diversão, com todas as habilidades destravadas e inimigos bem fortes e numerosos.

Então, até breve! Vai Aranha!