Cinema: Um faz de conta que acontece – Eu fui!

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O trailer engana MUITO…

Gosto de Adam Sandler, os filmes do ator sempre são interessantes e tem um diferencial das outras comédias. Claro que nem por isso os filmes são genias, são apenas criativos. “Eu os declaro marido e… Larry” e “Zohan” são 2 bons exemplos de como suas comédias podem ser agradáveis. Infelizmente não é isso que acontece em “Um faz de conta que acontece”.

Alias esse nome escolhido para a versão brasileira é parte responsável pela idéia errada que o trailer passa. O original é Bedtime Stories, algo como “histórias da hora de dormir”, ou pelo menos esta é a idéia que passa. O verbo acontecer na versão brasileira estraga tudo. Você vai esperando uma coisa no cinema e quando chega lá, não é o que você pensou. Um exemplo que aparece no trailer é o menino na cama interrompendo Sandler, que contava uma história, e diz que nela começa a chover chiclete. Aí corta para uma cena onde Sandler abre um guarda-chuva no meio de uma chuva de chiclete. Ok, você pensa, as histórias começam a acontecer literalmente na vida real. Não se trata nada disso.

O filme trata de metáforas. O contexto da história para dormir começa a acontecer no dia seguinte, mas conforme as suas limitações. No caso da chuva de chiclete é apenas um caminhão de chicletes que bateu e começou a escorrer chicletes pela rodovia. Em outro momento Sandler salva a mocinha numa história de Cowboy de bandidos que querem a sequestrar, enquanto na vida real ela apenas a pega no meio de um monte de Paparazzis. O dia seguinte é recheado de coincidências e semelhanças com as histórias contadas na noite anterior. O personagem percebe isso e passa a se aproveitar da oportunidade. Claro que nem sempre isso vai dar certo já que somente o que as crianças contam funcionam no dia seguinte.

Outra coisa bizarra é o tal do Hamster “Zoiudo”, com seus olhos gigantes. Quando se vê o trailer, há a falsa impressão que o status do bichinho se deve ao enredo do faz-de-conta que se torna realidade, mas não é nada disso. O hamster simplesmente é assim e pronto. E como aqueles mascotes de antigas animações disney, que está ali unicamente para proporcionar algumas piadas, ainda que bobas.

No fim Sandler parece já desgastado para um filme infantil com crianças. O ator não soa convincente, talvez pelo personagem vazio, e o carisma mesmo fica as 2 crianças do filme. Nem mesmo o interesse romantico chega a fazer diferença. O resulta é um filminho de sessão da tarde e olhe lá.

Odeio me sentir enganado. Isso é uma prática desrespeitosa com o publico sem dúvida. Talvez a culpa seja da versão brasileira, com um trailer e um nome que passam uma idéia totalmente errada do filme. Não valeu o ingresso pago e não valerá nem mesmo o DVD.

A única coisa que se salva são 2 cenas com Rob Schneider e Adam Sandler. Uma parceira que vem de longa data e que poderia ser melhor aproveitada com certeza. Gostaria de ver um filme onde ambos os atores trabalhassem juntos do começo ao fim.

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