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Fabricar ou distribuir games ofensivos pode se tornar crime

Isso aí Brasil! Todos sabemos que a indústria dos games é a mais rentável do ramo do entretenimento, mas o Brasil consegue ir sempre na contra-mão e tratar como supérfluo e,  ao invés de incentivar a indústria, querem proibir e banir. Depois de proibir as vendas de Bully, Counter Strike, agora a mais nova do Senado é um projeto de lei que diz: Fabricar ou distribuir games ofensivos vai ser CRIME. A autoria desta nova lei é do senador Valdir Raupp (PMDB-RO).

O projeto já foi aprovado no Senado, essa nova lei (170/06) altera a lei 7716/89, equiparando a divulgação de conteúdo discriminatório por meio dos videogames ao crime de preconceito previsto no artigo 20 da lei, com pena de um a três anos de reclusão. “Alguns jogos têm passado de brincadeiras de mau gosto, sendo arsenal de propaganda e doutrinação contra determinadas culturas, não sendo possível confundir liberdade de expressão dos jogos com culto à anarquia, desrespeito à imagem e honra das pessoas e aos cultos com suas liturgias”, alerta o parecer do relator Valter Pereira (PMDB-MS). A lei também vai valer para jogos importados, então caso essa lei for aprovada e você decidir importar um jogo considerado ofensivo, você estará cometendo um crime equivalente ao de preconceito, podendo cumprir pena de um a três anos de reclusão.

Me questiono porque essa atitude? Por que somente vale para os games e não para cinema e outras mídias de entretenimento também? Esse é um dos vários motivos eu acho do porque o Brasil não cresce no cenário gamer. Temos grandes profissionais aqui, mas do que adianta isso se games aqui é tratado como joguinho de criança e algo meramente supérfluo?

Valdir Raupp

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