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O episódio de 300 kilos de insensibilidade de Grey's Anatomy! Série desbancando House? [6×21] [PdS]

Grey’s Anatomy: Ano 6, Episódio 21. Foi exibido no Brasil, pelo canal Sony, dia 17 de Maio: “How Insensitive”

Enquanto isso nos EUA: O último episódio exibido lá fora foi de número 22, no dia 13 deste mês. Ou seja, o canal brasileiro está bem pertinho dos episódios americanos. O final de temporada de Grey’s vai acontecer por lá no dia 20 de Maio, num episódio de 2 horas. Aqui no Brasil, se a Sony mantiver o cronograma atual, a temporada acaba no dia 31 deste mês ainda.

Aviso: Continue apenas se você já assistiu ao episódio 6×21 de Grey’s Anatomy. Haverão spoilers!

Não conhece o Papo de Série? Basta clicar aqui e ficar por dentro do projeto. Depois do “continue”, a gente conversa mais.

Grey vs House!

Estava aqui tentando me lembrar como é que descobri e resolvi acompanhar Grey’s Anatomy. Sinceramente, não me lembro direito. Acho que fui alguns anos atrás na minha febre por colecionar DVDs de séries, acabei comprando o primeiro ano do show, que é bem curtinho, que estava em promoção e acabei curtindo a história. Menciono isso porque tenho certo pavor de séries médicas, tipo Plantão Médico (ER), mas com Grey’s Anatomy e House (outra série medica) parecem ser as minhas exceções.

O interessante ao mencionar Grey’s Anatomy e House é que ambas as série já possuem 6 temporadas, ou seja, estão a aproximadamente por 6 anos no ar e ainda são sucesso de público. Talvez Grey mais com o público feminino e House com o masculino, mas ainda assim, ambas tem alguns méritos e ultimamente, começo a acreditar que Grey anda bem mais divertido e renovado do que House.

House anda passando por alguns trancos e barrancos nos últimos anos. Desde que House acabou demitindo a trinca original de ajudante, Chase, Foreman e Cameron, a trama e o ritmo da série nunca mais foi o mesmo. O ano 4 com o “mini-fake” reality show foi original e divertido e o final da temporada (House’s Head e Wilson’s Heart) foi fenomenal, o que considero o melhor momento da série até agora. Mas o ano 5 foi desgastante, previsível e nem um pouco original. Também que agora na atual temporada, a sexta, os roteiristas tiveram que colocar de volta velhos personagens a trama, pois o novos não tem o fôlego dos originais. O especial de 2 horas do ano 6 foi outro momento fenomenal, mas todo o resto depois disso, anda sendo dispensável pra mim. A história não gira, os personagens parecem perdidos, e parece que não estamos indo a lugar algum. Apesar da qualidade dos episódios estarem um pouco melhores do que o da temporada passada. Vou voltar a falar de House por aqui, em breve, mas precisava mencionar rapidamente estes fatos, para poder comparar com Grey’s Anatomy.

Grey’s Anatomy, ao contrário de House tem um mega elenco de personagens e por isso, tem uma maior flexibilidade para brincar com as múltimas tramas da história. A série também tem seus trancos e barrancos, mas em geral estes problemas ocorrem internamente, nos bastidores com atores deixando o show e sendo substituidos por outros (Isaiah Washington, T.R. Knight e Katherine Heigl só para citar os três mais famosos). A solução é contratar mais atores e criar novos personagens, afinal a trama gira em torno de um hospital, então não há estranhamento algum nessa rotatividade que Grey’s acaba tendo a cada temporada. Pelo contrário, acredito que isso é um dos pontos altos da série para impedir o seu desgaste, afinal, novos personagens abrem um leque grande de novas histórias, como os personagens Hunt e Teddy desta temporada.

Enquanto House patina com um protagonista quase que solo, com coadjuvantes que são pouco explorados, deixando um peso enorme nas costas do protagonista, em Grey’s quase que não se vê a protagonista, que acaba dividindo o estrelado com outros personagens, alias nesse sexto ano, quase não tivemos história alguma com a Meredith, que chegou até a passar uma porrada de episódios numa cama de hospital depois de uma cirurgião (detalhes não vem ao caso), deixando para o resto do elenco as principais tramas de vários episódios. Esse é um luxo que uma série como House, praticamente não possui, dá para fazer de vez em quando, mas não dá pra tornar rotineiro, como Grey’s faz tão bem.

Quanto aos casos médicos, é verdade que eles nem são importantes, no geral devem funcionar para impulsionar os próprios dramas pessoais dos personagens médicos de cada show. Em House, tem toda aquela fórmula de doença misterioso da semana, que atualmente perdeu totalmente a graça na minha opinião, pois todo episódio acaba funcionando da mesma forma, com House dando tratamentos, que não funcionam, pioram a doença e no final o mesmo tem uma epifánia e resolve o caso. Vez ou outra a epifania vem de outro personagem ou o paciente morre, mas não muda. Grey’s tem um ritmo bem mais dinâmico, os casos não são a charadinha do episódio, apesar de que podem se dar ao luxo de um caso médico vir a ter uma reviravolta, mas no geral, eles funcionam para dar curiosidade ao telespectador sobre a doença e até mesmo se o paciente vai ou não morrer. Porque pacientes morrem com certa frequência na série, o que é normal na rotina de um hospital. Agora chega de comparação e deixa comentar o episódio da semana.

300 kilos de insensibilidade!

Era para eu ter escrito um Papo de Série de Grey’s na semana passada, no episódio 20. Mas com a correria da semana e por ter sido um episódio meio xarope, resolvi esperar o desta semana. O caso é que na semana passada nem parecia ritmo de fim de temporada, o que neste já aparenta.

O caso do gordinho de 300 kilos é só um pretexto para uma aula de como as pessoas devem tratar as outras. Achei hilário ver a Bailey tirando do caso médico personagem por personagem por fazer piadas em torno do paciente e no final a própria ter entrado no bolão de quanto o mesmo pesava. XD

Gosto do formato hospital-escola da série, é um formato que permite que o público se divirta sem ficar perdido com jargão médico ou procedimentos que não fazem sentido. Tudo é bem explicado em Grey’s  e ainda assim a trama não perde o foco e também não tem aquela sensação de falsidade, onde uma série explica algo de forma tão falsa, só para que o público entenda do que está sendo mencionado. Como quase todos ali são estudantes, a série pode se dar ao luxo de explicar dezenas de coisa e ainda assim não insultar a inteligencia de quem está assistindo.

O personagem de Derek está ficando cada episódio mais sombrio, exatamente como o Webber era quando era chefe do hospital. Foi uma bela jogada dos roteiristas da série fazer essa inversão de papéis e colocar Derek como o quase vilão de tudo. E agora ferro no personagem, que só recebe bucha em cima de bucha. Ser chefe não é fácil, colega.

E ainda deu tempo de outras traminhas, em particular a da Yang e da garotinha que ficou órfã. Boa jogada para humanizar mais ainda a personagem Yang, que atualmente está bem diferente do que era quando a série começou. Tudo bem que ela tem suas recaidas as vezes, mas uma personagem que havia ficado sem rumor quando o personagem Preston saiu da série e parece que agora voltou a entrar nos eixos.

Por fim, ainda deu tempo do Derek dar uma bronca na Meredith. Esse ponto ainda deve ou deveria ser explorado mais pro final da temporada. Que alias, não faço idéia do que os produtores irão aprontar. Nunca espero grandes finais para Grey’s Anatomy, como a série já foi renovada para a temporada de 2010/2011, não duvido nada que seja mais um gancho para a próxima. Pra mim esta série tem episódios excelentes no meio de suas temporadas, o que sempre acaba deixando o final de suas temporadas no mesmo nível de todo o resto.

Independente disso, volto a comentar de Grey’s Anatomy por aqui, daqui 2 semanas, quando a Sony exibir o final de temporada! 😉

Próximo Episódio [6×22] (Shiny Happy People):

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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