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MAR – Vol. 04 | Phamtom e Gargoyle se apresentam, a aventura fica cada vez mais interessante!

MAR segue num bom ritmo na minha opinião, ainda estamos naquela fase de conhecer os personagens, e o protagonista vai descobrindo do que é realmente capaz, aliás, essa idéia de usar a imaginação é a grande sacada desta história, este 4º volume deixou isso extremamente nítido.

O volume começou de um modo que me surpreendeu um pouco, não achei que veriamos a mãe do Ginta tão cedo, mas o que chamou a atenção mesmo foi a Koyuki dizer que sonha todas as noites com ele, passando assim a saber de tudo o que está acontecendo em MAR Heaven, fato meio irônico não acham? Antes de ir a Terra de magia e fantasia, quem andava sempre sonhando era o protagonista, agora que ele finalmente está lá, é ela quem sonha com ele, Koyuki era a única no colégio que acreditava nele, então talvez a idéia não seja tão sem nexo assim, e o Ginta jurando de pés juntos que vai contar toda a aventura para ela quando voltar, mal sabe ele que quando a hora chegar não terá de fazer muito esforço.

Agora falando um pouco dos Peças de Xadrez, como eu havia dito no post anterior, Ian é um dos personagens que com certeza ganhará um destaque a mais num futuro não muito distante nesta história, já ficou claro que ele é aquele tipo de vilão que não é 100% malvado, não ficarei impressionado se ele logo logo não trocar de lado e unir forças com o pessoal da MAR, aliás, agora sabemos com mais clareza o porque do nome do mangá, não tinha tanto a ver com a Terra de MAR Heaven (eu acho). E que coisa curiosa foi ver Phamtom surgindo frente ao Ginta, claro que algo de muito suspeito existia por trás de alguém como que por mágica surgindo naquela caverna, mas não imaginei que fosse ele, e mais uma vez a semelhança dele com o Danna me chama a atenção, quem tinha que estar lá para conferir isso era o Alan, ou melhor o Ed no momento. E ainda falando nele, Phamtom já tem pinta de vilão overpower, daqueles que só quer ver o circo pegar fogo e lutar até cair, bem audacioso da parte dele surgir naquela situação apenas para conferir as habilidades do garoto, esse estilo meio “Aizen de ser” é perigoso hein, quero só ver se o vilão perde o rebolado fácil ou se é realmente forte, pois quando vejo esse tipo de vilão já penso logo na decepção que foi Aizen em Bleach, ele se mostrava tão superior, tão cheio de si, dizendo que sabia de tudo o que se passava, com aquele aquele extremo ar de prepotência e no final das contas trocou todo esse senso de superioridade por uma fúria aparentemente escondida que acabou tirando toda a graça do personagem.

E o Ginta hein? Como falei lá em cima, essa idéia de usar a imaginação é mesmo muito massa, mês passado vimos a imaginação do protagonista em ação, achei a espada e punho de aço meio óbvios, apesar de ter adorado a explosão dos esquisitos (não entendeu? Leia o post anterior), mas aquele Dragão (ou gárgula, não sei) enorme estilo Yugioh, eu de forma alguma esperava ver, genial, e para variar tanto poder consome muito da energia vital do personagem, o interessante é que no Babbo ainda há espaço para mais uma pedra mágica, ou seja, mais imaginação para trabalhar, se bem que não foi mencionado se existe a possibilidade de revesar as pedras, isso aumentaria ainda mais o leque de poderes dele, mas acho difícil, até porque um herói com mil e uma habilidades talvez não tenha tanta graça assim.

Também tivemos a adição (ou não) de Nanashi ao grupo, ou pelo menos é o que parece, não entendi muito bem, afinal ele é o líder da Luberia, uma das três forças desta guerra, ele vai simplesmente sair de lá? Se bem que do jeito que terminou este último volume, poucos serão os personagens que avançarão a partir de agora, aquela história de jogo de guerra dos Peças de Xadrez parece algo meio suspeito, porque os velhos anciões da Cross Guard não voltaram se as tais provações aparentemente pareciam fáceis? Nem mesmo o Jack que é (aparentemente) o elo mais fraco da equipe teve problemas para voltar, isso cheira a plano arquitetado diretamente pelo Phamtom, não adianta, nada me tira da cabeça que ele quer de alguma forma ver a situação ficar crítica para o lado do Ginta, não sei, testar as habilidades dele e ver até onde ele pode chegar antes mesmo de lutar com ele, afinal, o próprio já declarou que gostaria de encontrar alguém tão poderoso quanto Danna nesta nova guerra.

Voltando ao Nanashi, meio que conveniente demais ele aparecer e logo depois levar todos ao castelo de Reginleiv, mas alem disso não tenho muito o que falar dele, é mais um personagem para adicionar mais força ao grupo e  humor a série, se bem que isso é o que não falta, achei hilário a cena do pessoal se reunindo na fogueira depois de salvar Vestry, a Snow bebendo demais e dando uma voadora no Ginta foi impagável, e esses momentos servem perfeitamente para o leitor se afeiçoar aos personagens, sem falar que quebra esse clima  quase ininterrupto de lutas, muito bom mesmo. Ainda vimos as divagações e pensamentos de Dorothy, mas nem tenho muito o que comentar sobre isso, apesar de estar do lado do pessoal, ela muitas vezes parece esconder um ar sombrio, parece aquele tipo de personagem que mais cedo ou mais tarde irá trair o grupo, não por ser má, mas sim por um objetivo pessoal, não sei, tudo é só especulação por enquanto, mas a minha animação continua lá em cima, veremos o acontece mês que vem, para fechar deixo a imagem da galera voando no tapete do Alladin, que também era um ARM, reparem na cara do Jack, ri alto com ele gritando para Ginta não balançar ou todos cairiam, a verdade é que Nobuyuki Anzai me surpreendeu com esta obra, temos lutas, situações engraçadas, enredo (apesar de achar algumas coisas um tanto corridas, mas acho que dificilmente um mangá foge disso mesmo) para chamar a atenção, o que mais poderiamos querer?

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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