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Cinema | Megamente – Eu Fui!

Entrei na sala do cinema com uma espectativa razoável para a seção, esperando algo um pouco acima da média e só. Megamente conseguiu, em muito superar minhas expectativas. Não vou entrar em detalhes no que superou, isto você terá de ler após o continue. Mas já adianto que o filme é possívelmente a melhor coisa que vi da Dreamworks depois de seus inúmeros Shreks e continuações infinitas de sucessos da produtora.

Existem partes com Spoilers e outras sem mas como ficou tudo meio embaralhado não dá para destinguir muito bem, então se for alérgico, corra para as colinas!

Antes de tudo vou comentar um pouquinho sobre o público em si. É claro que por ser uma animação e ter seu público diretamente voltado às crianças e suas famílias, Megamente perca para as inúmeras salas de Harry Potter no cinema em que você irá. Eu mesmo assisti HP uma semana antes de assistir Megamente, e obviamente a produção está em um patamar diferente. Mas o filme do cabeçudo azul não perde muito para HP em termos de entreterimento não, em minha opinião. Um dos pontos que quero abordar é: Vai ver HP pela 34° vez? Dê uma chance a Megamente, e você verá que o cabeçudo pode te conquistar facilmente! Vai ver Tropa 2 naquela sala mofada de novo? Ria um pouco com Megamente.

Essa questão de direcionamento leva a outro ponto crucial do filme, as referências. Duvido que muitas crianças, e me arrisco até pessoas que viram o filme vão se tocar de pequenas coisas e brincadeiras com clichês que pipocam da telona a cada piscada. Dou como exemplo mais incrível a referência ao primeiro jogo do Donkey Kong, aquele para arcades, no treinamento do Titã, o novo super herói. O filme em si é uma inversão nesse fator clichê que se joga e abraça o mesmo, meio paradoxal não? Mas é a pura verdade.

A história começa com o clichê que Missão Impossível trabalhou diversas vezes bem, entre tantos outros sucessos, a tomada de algum acontecimento em um ponto futuro, que nos antige rápido sem explicação e planta logo uma montanha de dúvidas em nossa cabeça. O vilão está caindo? Já? Que arma é essa? Como ele foi parar ali?

Então passamos rapidamente ao planeta natal do nosso protagonista-anil, aonde temos uma interessante volta à origem de tudo. Mais um daqueles suspenses “bons” de se ter na trama é lançado ao espectador, assim como o pequeno bebê, e não sabemos a razão de existência do, até então sem nome, bebê e muito menos ele. A aparição do outro importante personagem da trama se dá em seguida, o Clark Kent do filme, o super herói.

A passagem da infância dos dois foi na medida, mostrando todos os elementos que levaram os dois a se tornarem como Metrocity os conhece: Metroman e Megamente. Eu achei muito hilária a parte do pai adotivo do Metroman, alfinetando aquele estilo que não dá a miníma para os filhos.

– Um bebê para mim?

– Ah sim querida, achei a sua cara…

Quase esquecendo de comentar sobre o peixinho, o Criado. O design dele por si só já é demais, aquela roupa dele que imita um gorila foi uma decisão muito acertada, e o sorriso do bichano é carisma puro. A maoiria das cenas engraçadas do filme ele está no meio como a da “Mumba Negra”, ou da madrasta espacial. O avental e a peruca neste momento por si só já arrancam boas risadas! O personagem também desempenha um papel importante na trama ao abandonar o Megamente e colocar uma pitada sentimental na coisa toda.

E esse entra e sai de personagens também é um ponto forte da película. O filme coloca e retira personagens na hora certa, nem Megamente escapa, tendo que se desfarçar de outras pessoas para agir. O uso de Bernard, o funcionário do museu, também  é maestral, eu partcularmente achei que seria um personagem que entra e sai na mesma cena só para servir de prtexto para alguma ação ou fala mas este acabou sendo o gatilho para relação amorosa de Rosane e o azulão.

Voltando um pouco para a linha principal da história, quem achou que o Metroman não ia vencer? Que não estava morto? A inovação não nas idéias mas sim como se dá a utilização de velhos clichês mesclados com coisas novas é que fazem de Megamente brilhante. (trocadilho opcional) Você tem à tela sempre alo engraçado para rir ou alguma referência para pescar. Uma revelação bombástica ou uma nova roupagem para o que poderia parecer repetição.

Temos então a construção de um heroi, que o vilão cria para poder ter uma razão para viver, o estabanado cameraman da emissora de TV que filma Rosane e é apaixonado por ela, e tenta de tudo (a do pula-pula eu ri demais XD) para tentar convidá-la para sair. O pai espacial e a madrasta, como já falei acima, dão uma mudança de ares nos velhos conhecidos vilões para não cansar o espectador. E o filme controi um novo heroi, para descontruí-lo e construir  logo em seguida  um novo  héroi.

Megamente age como um vilão primeiramente, mas se metamorfeseia aos poucos, e como ele diz ele tem estilo! A entrada com a cabeça dele formada por ceréboides, seus robozinhos, foi épica!  A tentativa frustada de reconvencer Metroman, agora Musicman, a salvar a cidade nos leva a mais algumas surpresas. Como assim Metroman aparece logo depois para salvar o dia? Eu não suspeitei nem um pouco de que era novamente nosso anti-heroi.

E um rápido comentário sobre a trilha do filme, muito bem escolhida, cheia de clássicos como “Deeds Dirty Done Cheap”, “Highway to Hell”, além de músicas de Hans Zimmer que combinam muito bem com as situações. Elas dão um toque nas cenas emotivas e empolgam quando precisam.

Megamente é isso, um vai e vem de construções, descontruções e supresas, que não são esperadas para uma animação, que neste caso toma um porte de uma das molheres do estúdio Dreamworks na minha opinião. E para fechar com chave de ouro ainda temos a tática final digna de qualquer mangá shonen da aclamada SJ, se desidratar e reidratar, para o agora héroi salvar o dia!

 

Ficha Técnica

Título Original: Megamind

Ano de Lançamento: 2010

Diretor: Tom McGrath

Roteiro: Alan J. Schoolcraft | Brent Simons

Elenco: Will Ferrell, Brad Pitt, Tina Fey, Jonah Hill, David Cross, Ben Stiller (Dublagem original)

Estréia nacional: 03/12/2010

Trailer:

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Rackor

Gamer de fliperamas aos consoles, passando pelo saudoso GB Color e seu Pokémon Yellow. Leitor de mangás, e dou preferência a estes ao invés de animes. Mais recentemente descobri as HQs, e desde então sou fã da trajetória de Geoff Johns em Laterna Verde, entre outros clássicos como Watchmen.
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