Jogando

Lançamentos da Xbox Live da semana testados: MicroBot e Raskulls! Qual você escolheria? [X360]

Ontem foi lançado na Live dois joguinhos interessantes que chamaram a minha atenção. Mesmo não tendo a intenção de comprá-los neste momento, resolvi baixar a versão de teste e ver qual seria a minha impressão inicial de cada um. Não farei um post longo para estes games, pois futuramente irei adquirí-los e aí sim poderia falar melhor sobre todos os recursos do game. Mas só pela versão de teste já dá para perceber alguns altos e baixos de ambos. Você testou? Diga o que achou!

MicroBot – U$ 10 – 800 Microsoft Points

MicroBot logo de cara me causou uma impressão muito maior do que Raskulls. O game foi desenvolvido pela Naked Sky Entertainment  e está sendo distribuido na Xbox Live Arcade e na Playstation Network pela EA. Como não acompanho os lançamentos da PSN, não sei informar se o game já saiu por lá. Senão saiu, deve estar para sair. De qualquer forma MicroBot não é um exclusivo.

O game, conforme você deve ter visto no vídeo acima, se passa dentro do corpo humano, numa nano-nave microscópia que tem como objetivo descobrir a causa de uma misteriosa infecção e combaté-la. Visualmente MicroBot é deslumbrante, os gráficos foram bem cuidados, ainda que seja fácil notar de que trata-se de um game simples (não tem nem 130MB o total do arquivo para baixar). O cenário é meio translúcido, com cores mais suaves, para dar a sensação de realidade dentro do corpo humano. Esse é o ponto que mais me agradou no game, já que dada a concepção da ideia principal do mesmo requerer este toque de realidade aumentada.

O gameplay funciona como deve.  A nave é meio lenta, porque ao contrário de jogos espaciais, estamos num cenário aquático, navegando pelos fluidos do corpo humano. Até mesmo o fluxo desse ambiente constantemente empurra a nava pra lá e pra cá, dando mais realidade ainda, afinal, o corpo não para, é como um rio, você precisa navegar de acordo com a corrente. Além disso há os inimigos, a tal da infecção, que são colocana no game através de vários tipos de seres microscópios, alguns correm atrás de você, outros te cercam e atiram, uns veem como bombas pra cima etc. Existem diversidade e os combates acabam sendo contra múltiplos inimigos. Também é possível fazer upgrades nas naves, chamadas de MicroBots, onde você pode melhorar o impulso para navegar melhor pelo corpo, melhorar as armas primárias e secundárias. São 4 pedaços da nave que podem melhorar e depois disso, a evolução do upgrade vai mais além permitindo upgrades mais avançados. Também é possível jogar o game em modo cooperativo com um segundo jogador.

Talvez o único ponto baixo de MicroBot é de que ele é um game lento. Se você curte coisas mais agitadas, games onde você sente a adrenalina por todo o corpo, MicroBot pode lhe entediar. O jogo é bem calmo, a música dele é suave e lenta, além de abafada, pela sensação de estar dentro do corpo humano, você explora grandes espaços sem muito o que fazer, apenas para olhar os cenários diferentes do corpo, com um mapa ajudando lhe a guiar pelo cenário. Não é como um Geometry Wars onde você sai atirando para todo lado e nem tem tempo de respirar. Apesar de que pelo que vi em vídeos na internet, as vezes mais avançadas, ficam mais agitadas. De qualquer forma, eu achei o máximo o game. Com certeza vale 800 MSP.

Raskulls – U$ 10 – 800 Microsoft Points

Raskulls não chega a ser um game ruim, mas é perceptível algumas falhas bobas no desenvovilmento do game. Por exemplo, a história e as animação do jogo são hilárias, mas qualé das conversas por texto? Um game que preza pelo toque de bom humor e que esteja saindo num console como o Xbox 360, deveria obrigatóriamente ter conversas em áudio no modo história. Assim como os personagens poderiam ser mais expressivos durante as fases, com frases de efeito e gritos. No geral a impressão que fiquei é que apesar de serem engraçados, os personagens são silenciosos demais. E o game nem é grande em termos de download, ficando em torno de 150MB. Podia ter gasto aí um pouco mais de dedicação no áudio dos personagens com certeza.

Outra impressão que tive é de que o game é um miste de Mr. Drill com BattleBlock Theater (veja o vídeo), este último ainda nem lançado pela The Behemoth, o mesmo estúdio de Castle Crashers (mas deve sair em 2011, assim espero). Mas o jogo consegue ainda assim ter um estilo próprio, mesclando plataforma, puzzle e corrida.

É divertido, exige paciência e atenção em alguns estágios, assim como agilidade e um pouco de sorte. Você corre por uma fase cheia de blocos, destruindo eles e torcendo para não caia em sua cabeça. Se o bloco lhe acertar, você não morre, mas fica incapacidado por alguns segundos e como é uma corrida contra o tempo, estes segundos são cruciais para conseguir terminar a fase. Além disso, há power-ups que permitem usar habilidades especiais e uma barra de turbo, que permite dobrar a velocidade do personagem que você estiver jogando. As fases ainda possuem outros dispositivos bacanas, como trechos com água onde é preciso nada ou blocos com setes que lhe arremessam na direção em que ela lhe apontar. São recursos que quebram a monotonia do game e o torna dinamico.

Existem vários tipos de fases e desafios, ou seja, as fases não são todas iguais. Tem uma no demo que parece aquela fase do Super Mario Bros 2, onde ao pegar a chave, tem aquele inimigo que fica lhe rodeando e perseguindo, em Raskulls é uma espécie de robo que fica azucrinando nas fases e perseguindo todos os jogadores, precisando desviar ou acertar ele com um bastão para que fique imóvel por alguns segundos.

Queria poder dizer algo do multiplayer, mas infelizmente quando fui testá-lo, ele travou meu Xbox 360. Segundo vi na Gamespot, o multiplayer parece meio bugado e problemático, então depois disso, em tentei novamente forçar o modo de game. Mas nada que uma atualização não possa corrigir.

No geral, não pagaria 800 MSP em Raskulls. Se algum dia entrar em promoção por 400 MSP, aí sim eu compro, mas no momento, não achei o game sólido o suficiente para mim.

E fim de post. Ressalto novamente que testei apenas os demos dos joguinhos, que não é uma análise geral, apenas uma impressão inicial que tive em ambos. A partir de agora, sempre que tiver lançamentos interessantes assim na live pretendo vir aqui no blog e dizer o que achei do trial.

Curte do nosso conteúdo? Saiba que é possível ajudar o Portallos!
Siga-nos em nossas redes sociais: Facebook | Twitter | Instagram
(Novidade) Estamos começando, dê uma força: YouTube | Mixer
— Entre e participe do nosso Grupo de Leitores no Facebook!
Seja um apoiador no Apoia.se e tenha acesso a conteúdos exclusivos!
Etiquetas
Isso também pode lhe interessar

Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
Botão Voltar ao topo
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios