Japão

Party completa! Sparkle Dragon Miogarna e a épica lenda dos Hunters! [MH Orage] [Vol.4/Fim] [MdQ]

Rá! Não contavam com um MdQ um dia após o outro né? Mas cá estou eu para falar da última e derradeira edição de Monster Hunter Orage. A edição já começou bem pela capa, eu fiquei olhando pra ela um tempinho antes de abrir o volume, apesar de estar com a história toda na cabeça e na pilha para ler o final já que escrevi o outro MdQ  recentemente. Então, continue lendo o último MdQ de MH Orage clicando no link abaixo!

Mas eu gostei mesmo desta capa viu? Ainda mais porque os últimos acontecimentos do outro volume cresceram meu apreço pelo Coulomb (aliás foi só agora que terminou a história que não penso mais em elétron quando leio o nome XD), e as cores do personagem e do Miogarna combinam direitinho, não? Apesar de que achei ele meio “apagado” na capa em relação à como aparece cintilando, talvez tenha sido proposital para não dar um spoiler gigantesco logo no início do volume. Uma coisa que nunca fui muito com a cara é a inscrição “Edição Final” que a JBC faz questão de colocar em seus mangás, eu particularmente acho que fica feio na coleção. Porém até que tenho que admitir que não ficou mal nesta capa, teve alguns volumes que eu já vi que ficaram bem mais feiosos com uma fonte nada a ver com a coisa toda, quebrando a arte da capa.

O volume começa pegando fogo! Foi só uma questão de algumas páginas pro autor juntar todo mundo para caçar o Gyrkulza, o legal foi ver o Coulomb se oferecendo para caçar o Skeleton Wyvern sozinho, e o Shiki recusando de forma ilária imitando ele. Essa é uma das coisas que gosto bastante no Mashima, ele quebra a tensão nos momentos propícios, às vezes ele até que perde a seriedade de certas cenas, mas continuo gostando deste estilo dele de levar o enredo.

Enfim temos a party principal formada. Se me permitem acrescentar muito bem balanceada com a Sakuya de long range, a Irie de mid range com a long sword, o Couloumb de frente aguentando tudo quanto é dano com a defesa da Gunlace e atacando, ao mesmo tempo que o Shiki tem uma mobilidade monstruosa na frente para auxiliar o Coumlomb. Gostei bastante da formação.

Dos ataques do Gyrkulza me pegou de surpresa o gás negro, mas com a habilidade da Wind Blade foi até piada. A maneira que eles deitaram o dragão também foi bacana, com o Wyvern Fire overpowered do Coulomb. Mas o bacana disso tudo mesmo, e afirmo mais uma vez, foi ver o Coulomb unido à todo mundo, me deu uma sensação de poder deles muito grande, e era uma coisa que realmente não imaginava lá atrás.

Quando  o céu da noite for coberto pelas estrelas

O dragão cintilante surgirá da fenda que separa o Inferno do Paraíso

Esse Dragão arrasará a terra na sua infelicidade e despedaçará o céu no seu sofrimento

E Extinguirá todas as chamas da vida.

Por fim as estrelas do céu desaparecerão…

… E restará apenas Miogarna, a última estrela

E finalmente temos completa a profecia em letras. As estrelas na verdade eram os Derbugs, quem guardava a fenda que separava o inferno do paraíso era o Gyrkulza. Bacana a forma que Mashima encontrou para encaixar sua lenda na história. Afinal tudo o que dizia nela era verdade, os versos subsequentes eram descrições de seus ataques e dos efeitos que o lendário Sparkle Dragon Miogarna causava ao seu redor.

Na verdade não temos explicação compravada de como o Miogarna apareceu. A Sakuya fala da teoria do “fragmento da Estrela” ser o ovo do bichano o que eu acho bem plausível – até porque explica o porquê do Miogarna só aparecer de tempos em tempos –  mas ela deixa bem claro que são tudo suposições. A teoria para o fim de Gil-Glamesh também são bem interessantes, mas nada comprovado.

-Impossível!! Gil-Glamesh tinha um exército poderoso, capaz de enfrentar e conquistar muitos países.

-Pode ser. Mas eles não tinham hunters.

Sobre o desingn em si do Miogarna eu gostei bastante. Bem cara de Monster Hunter, bem cara de chefão. Só achei meio rabiscada a imagem dele de duas páginas, mas talvez possa ser um efeito da inconsistência da luz que o autor quis dar. Ainda tivemos um momento clássico de salvar o mundo da possível destruição que o Miogarna poderia causar no Mundo. O Mashima conseguiu no final colocar o clichê supremo dos shonen sem alarde algum! Boa Mashima!

Me dê forças para proteger meus companheiros!

Shiki querendo proteger companheiros ao invés de caçar o Miogarna, combinou muito bem com a personalidade que o autor conseguiu e ainda deu um toque especial a batalha final.

A sequência final foi demais pra mim. Muito bem montada com a Sakuya disparando todas as munições para paralizar o bichão, e funcionando na última bala, Shiki correndo para jogar Irie para bater na cabeça, e ao invés disso ela finalmente confiando o sonho de seu pai à Shiki, o lançando. Coulomb usa o Wyvern Fire para bater no Sparkle Dragon e cobrir Shiki ao mesmo tempo. Mas quando eu pensei “acabou”, uma espada do Shiki quebra, dando uma pequena reviravolta na coisa toda. Não espera que Irie jogasse a sua Long Sword para Shiki.

É hora de Rugir!!!!

E de certa forma eu imagino que afinal a Irie ficou devidamente representada do golpe final, simbolizando todas as pontas do sonho de Gurelli. Uma sequência com simbolismo e sentimento digna do final do mangá.

Afinal a guilda dos Seal Hunters se extinguiu –  pois seu principal objetivo havia sido alcançado . Armas com wind element nunca tiveram utilidade comprovada pois só o Shiki conseguia utilizá-las maestralmente, e com resultados. Cocq afinal passou a sua vida toda organizando as histórias da Saga de Shiki Ryuho, Irie Jescar, Sakuya, e Coulomb Vellusus, que só ficou conhecida após a sua morte, pois forças que não queriam que a existência de Seal Hunters viessem à tona impediram (até no final Mashima conseguiu um toque bacana de conspiração).

As aventuras procendentes foram demais poderiam realmente render mais ao mangá e dar boas histórias, mas como foi um mangá planejado para durar um ano, não houve tempo para tal, e talvez isto tenha minado um pouco a profundidade da obra e a expansão do universo da mesma. Mas o encontro com o Kushala Daora realmente fecha de forma épica, aonde tudo começou.

Este épico foi lido durante gerações de hunters…

… Até se tornar uma lenda.

Mas isto tudo pertence a um futuro ainda distante.

Pois hoje eles ainda…

… VIVEM PARA CAÇA!!

As duas últimas páginas tiveram uma sequência muito legal mesmo, com os dizeres acima, a última fala só na última página dando aquele suspense, terminaram com chave de ouro a obra. Destaque para o quadro final para a Dual blade do Shiki forjada com o material de Miogarna, a a Irie com um visual bem conhecido na série. E me permitam a licença poética ao transcrever os dizeres acima, pois acho que desta forma ficam bem mais apropriados.

Considerações finais…!

O volume ainda conta com várias historinhas de cunho humurísco desenhadas pelo assistente de Mashima. Ainda não li todas pois devem ser cerca de 70 páginas de tirinhas, li até algumas e me diverti, muitas delas têm referências bem mais dirigidas ao público do game mesmo. Mas queria colocar pelo menos o último MdQ da série em uma data considerável. Se que atrasei com os outros dois, e não quero dar razão nenhuma para tal, e peço desculpas para aqueles que acompanharam a série e gostariam de um espaço para discuti-la, desculpem-me mesmo. Mas agradeço à todos que acompanharam os MdQs, comentaram, leram. Acabar uma série divertida assim nunca é fácil mas são coisas que acontecem. E mais uma vez relevem se eu enchi demais o post com imagens, porque acho que acabei me empolgando, mas afinal é o volume final, então pode né?

O final achei que faltou algo como resolver alguns assuntos “pendentes” como o coração da Irie, aonde a Sakuya vai viver, o que foi feito do Shadow, mas acho que para uma série curta que sempre se propôs a isso não teve muitos problemas nesta parte. O intuito inicial não era mesmo se aprofundar demais.

Sobre a série no geral eu me diverti bastante, Mashima contou uma história leve e rápida que não tem a pretenção de ser algo épico mas cumpre muito bem o seu papel de entreter na medida certa. Sugiro a quem não deu uma chance a série por este ou aquele motivo que tente, vocês podem se surpreender como ele consegue envolver e divertir. Eu mesmo não levava tanta fé lá no primeiro volume, e comprei mais por ser fã do Hiro Mashima e jogador de Monster Hunter, mas acabei unindo o útil ao agradável, e acabei por ter uma bela história em mãos.

Sabem que deu até uma vontade de voltar a jogar Monster Hunter?

Etiquetas

Rackor

Gamer de fliperamas aos consoles, passando pelo saudoso GB Color e seu Pokémon Yellow. Leitor de mangás, e dou preferência a estes ao invés de animes. Mais recentemente descobri as HQs, e desde então sou fã da trajetória de Geoff Johns em Laterna Verde, entre outros clássicos como Watchmen.

Artigos relacionados

Fechar