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Grey’s Anatomy: O intenso musical de vida e morte! (7×18)

Grey’s Anatomy: Ano 7, Episódio 18. Foi exibido nos EUA dia 31 de março: “Song Beneath the Song”

Enquanto isso no Brasil: Segundo o cronograma no site do canal Sony, este episódio será exibido hoje, dia 12/04, às 21h.

Aviso: Continue apenas se você já assistiu ao episódio 7×18 de Grey’s Anatomy. Haverão spoilers!

Não conhece o Papo de Série? Basta clicar aqui e ficar por dentro do projeto. Depois do “continue”, a gente conversa mais.

Faz um tempinho que não faço um Papo de Série, as razões são diversas, de qualquer forma está nos meus plnaos recrutar leitores para essa coluna em Julho, quando teremos o Recrutamento 2011 aqui no Portallos. Enquanto isso a coluna continua em hiato, fazendo algumas aparições raras no blog. Hoje, por exemplo, é uma destas aparições.

Acabei de assistir o episódio “Song Beneath the Song”, o 18º episódio da atual 7ª temporada e fiquei arrepiado com a qualidade do mesmo, me pegou totalmente de surpresa, que não consegui evitar a vontade de criar um PdS apenas para falar dele.

Na realidade eu adoro episódios musicais em séries. Sério mesmo. Acho sensacional quando os produtores conseguer criar um episódio neste gênero, com os atores cantando e fazendo as performances ao longo da história. Algumas séries conseguem fazer isso con êxito, outras fracassam e acabam envergonhando quem assiste, mas de qualquer forma a ideia de transmitir a história através da música é algo que pode ser bem intenso. Recentemente foi a vez de Grey’s Anatomy fazer a sua tentativa.

O plano explicativo para fazer os médicos do Seatle Grace Hospital cantarem me convenceu. O episódio anterior acabou com um acidente de carro, com as personagens Arizona e Callie. Arizona não se feriu muito, mas Callie acabou sendo arremessada para fora do carro. Aí como todo começo de episódio tem algum personagem narrando, explica que algumas vezes, quando a pessoa sofre um trauma, é impossível adivinhar como a sua mente irá responder a esse choque (não com essas palavras, mas foi nesse sentido), e aí Callie vê a si mesmo ali parada em frente ao acidente, e começa a cantar!

Foi uma boa idéia usar um trauma para representar uma ilusão musical, de forma que as músicas expressão exatamente a intensidade do episódio, onde uma das principais personagens da série (Callie participa de GA deste a 2ª temporada) corre o risco realmente de morrer. Eu fiquei pensando se ela morreria mesmo até o último segundo do episódio, de tão intenso que estava as expressões e emoções não só das músicas, mas do momento da história e seus personagens. Seria uma reviravolta interessante.

A introdução deste episódio também merece uma salva de palmas, porque a forma como a música entra nos ouvidos do telespectador, enquanto os olhos assistem Callie entrar no hospital e quase todos o elenco da série entrar em caos com a seriedade do acidente é absurdamente intenso. Eu fiquei impressionado com a qualidade com que filmaram essa cena e ainda conseguiram criar essa glamour dentro da canção que não só Callie canta, mas outros personagens acabam entrando na onda (de acordo com a própria viagem mental que o episódio se intima a criar).

O resto do episódio também tem seus créditos. As músicas estavam sendo encaixadas na hora certa, enquanto o drama e a indecisão de vida e morte de Callie e seu bebê criam o clima de agonia ao longo destes longos 40 minutos de episódio. Os atores Kevin McKidd (Owen), Chyler Leigh (Lexie) e Chandra Wilson (Miranda) mandaram muito bem em seus solos. Depois da atriz Sara Ramirez (Callie), foram o trio que mais cantou e se destacou ao longo do episódio.

Para não dizer que não teve uns momentos que podiam ser dispensados, achei desnecessário a participação da personagem Addison. Pow, sempre que tem um bebê famoso morrendo na história, os produtores tem que chamar a personagem que tem sua própria série pra fazer aquela ponta especial? No fim, ela não serviu para nada na história, a não ser dar uma comida de rabo na medicazinha nova e nem cantou. O musical meio sonho da Callie, com os casalzinhos do episódio também achei bobo, quase que perde o clima de tensão do episódio, mas parece que os produtores não quiseram perdem a chance de ao menos uma musica mais alegrinha no episódio. O choro da Meredith também no final achei forçado, a personagem é sempre seca e meio apagada e num episódio que meio que não tem nada a ver com ela, achei a cena exagerada. Sabem que deixei de ligar para a história da protagonista principal a muitas temporadas atrás? Que coisa.

Só para terminar, preciso dar os elogios também para a canção final, The Story, interpretada pela Sara Ramirez. Uma show de interpretação e intensidade nas cenas. Achei incrível mesmo e a música foi perfeita para encerrar o episódio. Conseguiu me impressionar no fim também. Ao todo foram nove canções cantadas no episódio: Chasing Cars, Breathe, How We Operate, Wait, Runnin’ On Sunshine, Universe & U, Grace, How to Save a Life e The Story.

Quanto a temporada em si, Grey’s Anatomy sempre foi meio dramalhão, meio novela, mas ainda com o formato de série de verdade mesmo. Eu me divirto assistindo, claro que há episódios melhores do que os outros, mas a série consegue prender quem assiste e sempre renova seu elenco, então as histórias não ficam dando voltas em círculos (alguns ficam, ams no geral não). Nesta temporada eu gostei muito do episódio que a Cristina sai daquele vácuo negro que estava, com o acidente na escola (“Disarm” – 7×12). No geral adoro os episódios cataclisma da série, onde o caos impera. São nestes momentos que a série atinge seu verdadeiro potencial.

No mais é isso. Quem curte episódios musiciais, fica a minha recomendação. “Song Beneath the Song” está entre os melhores episódiso musicais que já vi. Por sinal, o meu favorito é que Joss Whedon fez para a série Buffy a Caça Vampiros.  XD

Obs: Que baita coincidência que esse episódio será exibido hoje no canal Sony aqui no Brasil. Eu estava faz um bom tempo para assisti-lo e acabei vendo somente hoje (assisto pela internet, na conexão via rede com o meu X360 e TV). Parabéns para a Sony que está pau a pau com a exibição americana. ( Estou sem TV por Assinatura pelos próximos meses, tive que suspender temporariamente a mesma para reorganizar as contas de casa. XD )

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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