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Superpato (Universo PK) | O Raio Negro em seu arco de 177 páginas! (Impressões) +Extra: “Zé Ventura”

Sempre fico com essa sensação de precisar frisar a quantidade de páginas que uma única história pode ter na linha de produção dos Quadrinhos Disney. Afinal, tome este caso do arco O Raio Negro, do universo do Superpato PK, com 177 páginas! É quase a mesma quantidade de páginas de um volume tankobon de um mangá japonês. E é um arco que tem começo, meio e fim. Onde tudo se resolve como um one-shot.

O tamanho da HQ "O Raio Negro", presente em Disney BIG #38
O tamanho da HQ “O Raio Negro”, presente em Disney BIG #38

Isso porque os Quadrinhos Disney no Brasil não são, geralmente, valorizados como  deveriam. Existe essa mentalidade ruim de que eles são infantis, feitos para um público muito específico e que são basicamente as mesmas histórias sendo perpetuadas por décadas. É triste pensar que há tanta coisa errada nesse pensamento.

Aqui eu culpo a Editora Abril, que detém os direitos destes quadrinhos no Brasil desde sempre, mas que está longe de ser realmente uma editora que entende quadrinhos – já entendeu no passado, hoje não mais – como eles merecem ser tratados. A Abril é uma gigante em seu setor, e quadrinhos é só aquela unha encravada no portfólio da empresa, que estão ali apenas por estar, algo a ver com a memória da empresa. O que no fim acaba resultando nisso que vemos hoje em dia: produção nacional mal conduzida (quase estagnada), revistas de republicações aos montes, e linha de inéditos raquítica, que sofre para encontrar espaço para publicar materiais grandes e dignos de atenção, como é o caso da HQ que será o foco desta resenha.

Picuinhas à parte, e infelizmente eu tenho aos montes este ano em relação à Abril, resolvi quebrar meu silêncio de meses, em relação a linha de Quadrinhos Disney, especialmente para elogiar e recomendar novamente o mundo de PKNA (Paperinik New Adventures) ou SPNA (Superpato Novas Aventuras), que pra mim, é a melhor série Disney já produzida com o Pato Donald. — E você que discorda, tudo bem, é a sua opinião, não tenho problema nenhum com isso.

pk48Prólogo | Nunca sequer ouvi falar dessa versão futurista do Superpato, de Evronianos, de universo alternativo etc? Não faz mal. Há uma extensa e completa matéria aqui no site a respeito de todo o universo de PKNA. Infelizmente nem tudo posso lhe contar, pois das 53 edições clássicas (fase 1) dessa série, a Abril só publicou (pffff…) 10 edições. Ao longo de 20 anos desde que a série fui criada. — Sim, eu choro sempre que preciso contar isso para alguém.

Consequências de uma nova série!

O Raio Negro, nome da história que conduz este arco de PK, apesar de ser uma história fechada, de uma única trama, trabalha com um evento ocorrido em uma outra HQ dessa série chamada Poder e Potência. Há um pequeno texto sobre essa história aqui no site também.

É necessário ter lido Poder e Potência para entender O Raio Negro? NÃO! A HQ trabalha aqui com um único fato: ao final de Poder e Potência, diante da necessidade de criar uma nova linha temporal e impedir uma invasão interplanetária no planeta Terra, o Superpato decide ativar um protocolo de segurança da Ducklair Tower (que na série tem o peso que, por exemplo, a Enterprise tem para o universo de Star Trek) que basicamente a desintegrou.

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Esta nova HQ usa essa ocorrência para revelar o que de fato aconteceu com esse importante edifício do universo de PK (que até hoje tem muitos mistérios não revelados) e apresentar uma aventura na qual o Donald, aka Superpato, se vê preso em uma dimensão paralela, com a chance de nunca mais voltar a sua realidade. Uma dimensão prisão aliás, não muito diferente de certas aventuras do mundo Marvel ou DC, onde heróis se veem presos em dimensões assim a toda hora.

De qualquer forma, a revista que está publicando essa aventura, a Disney BIG #38, faz um pequeno serviço ao leitor ao contextualizar da melhor forma no menor espaço possível, esse universo e o que aconteceu na última aventura publicada aqui no Brasil.

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E uma coisa posso afirmar: O Raio Negro é uma HQ bem mais simples do que Poder e Potência foi. Não desmerecendo a nova aventura, que mantém o alto padrão da série, mas a aventura anterior tinha uma missão quase impossível, de resgatar um universo que a Itália havia pausado por anos, até resolver que era hora de resgatar a série em um novo formato, publicando-o na Topolino, a maior e melhor revista Disney do mundo caso você não a conheça — aqui um post bem antigo do site sobre o assunto.

Em Poder e Potência havia uma discussão mais profunda dos personagens. Lá o mundo acabou, os personagens estavam tentando reaver uma linha do tempo onde isso poderia não ter acontecido. O Donald precisa lidar com questões complexas, como sua própria morte e a de todos os seus familiares. Amigos são perdidos (nunca ficou claro para gente o que aconteceu com o Um), e uma batalha agressiva é travada na HQ, com traições e desconfianças para todo o lado. O nível de maturidade da HQ chega a ser assustador para os padrões Disney (daqui, porque a Itália já evoluiu para outro pensamento). Foi uma história tensa, sombria e desesperadora.

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E precisava ser assim porque a essência do universo de PKNA realmente precisa destoar com o universo regular dos quadrinhos Disney, até mesmo com o do Pato Donald e do Superpato tradicionais. Foi uma HQ com diálogos geniais, com ação ininterrupta e injetando adrenalina ao leitor a todo o momento. Em suma, Poder e Potência é uma HQ fantástica porque precisa provar sentido no retorno a esse universo. Missão cumprida, agora PK pode se divertir sem precisar sempre estar em extremo estado de clímax. Até porque série nenhuma conseguiria sobreviver por muito tempo assim.

Após Poder e Potência, a Itália produziu uma outra HQ, chamada Gli argini del tempo, algo como “As Barragens (ou Bancos) do Tempo“, que permanece inédita no Brasil (sabe-se lá porque do atraso). O caso é que esta nova série de PK na Itália agora tem dois times de roteiristas e desenhistas, e esta saiu pelo segundo time, sem necessariamente se comunicar com Poder e Potência. Porém, ainda assim, eu gostaria de já ter lido ela. Enfim, né… insira um xingamento aqui e vamos para o próximo ponto.

A aventura em um universo pentadimensional!

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Ainda que potencialmente menos impactante, O Raio Negro, é uma excelente aventura. Em termos narrativos ela é redondinha. Não há forçação de barra, eventos sendo feitos as presas ou soluções estapafúrdias. Tudo é feito no tempo exato, na hora certa.

E o melhor: a trama prende o leitor, pois a todo momento ela está se renovando. Começa com um mistério no buraco deixado pela Ducklair Tower em Patópolis, que leva a um combate no centro da cidade, que interliga com um portal que ocasionou esse confronto, que vai ser a ponte para a viagem para uma outra dimensão, onde respostas a toda essa loucura serão reveladas. E lá a aventura segue seu ritmo, expondo pontos de ficção científica, apresentando novos personagens, novos conceitos e tudo com aquela seriedade, sem parecer deboche ou infantilizado por conta de ser uma HQ Disney. E tal como um bom mangá, a trama dá pistas de coisas que ao longo dela são reveladas, mas que se você a reler, verá que as dicas estavam bem antes da revelação de tais fatos.

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É uma aventura mais leve, apresentando um Superpato ainda se adaptando a esse retorno. Sem saber como lidar direito com a situação, especialmente porque ele ainda não tem mais aquele parceiro/amigo que tinha na antiga série. Esta nova inteligência artificial que o acompanha, o Porteiro, é rude, temperamental, e não compreende as emoções humanas direito, o que por consequência gera uma boa química entre personagens.

Gosto também de comparar esse Superpato ao jovem Homem-Aranha. Peter Parker tinha várias aventuras assim, onde ela era retirado de seu habitat natural, indo parar em alguma realidade maluca ou aventura fantástica (muitas com o Quarteto Fantástico). E o Homem-Aranha quando está muito fora do seu meio, fica ainda mais piadista, mais engraçado, mais provocador, justamente para disfarçar seus medos e inseguranças diante de algo tão maior do que ele.

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Fica bem claro que o trabalho de roteiro do Francesco Artibani é inspirado um pouco nesse Homem-Aranha engraçaralho por nervosismo. O Donald está preso em uma dimensão, onde há realmente um vilão que ele tem total certeza que não pode vencer no mano a mano e com isso passa a fazer piadas, comentários engraçados ou até mesmo tapear na malandragem o vilão. Ele até mesmo chega ser questionado disso na história, algo como “como você pode ficar brincando e fazendo gracinhas com algo tão sério?” e ele responde “é a minha maneira de lidar com o nervosismo diante dessa situação“. Isso é total Homem-Aranha e que, de uma forma ou de outra, bate totalmente com a personalidade do Superpato e pelo que o próprio Donald representa nessa série.

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Ele não está apenas bancando o palhaço, é a forma como o personagem reagem a essa loura de viagens no tempo, alienígenas, androides e inteligências artificiais e dimensões prisões! Achei tocante uma das últimas cenas da HQ, quando ele retorna ao lar, sentindo-se feliz por ter sobrevivido a mais uma aventura extraordinária e olha para seus sobrinhos, que nada sabem sobre o tio super herói, e rola uma lágrima ali no canto dos olhos do Donald. É sutil, mas é perfeito para o tom da história.

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Gostei também desse novo vilão criado para este arco. Moldrock não é um vilão bem estruturado, o flashback que narra sua história, a sede de dominação de sua tribo é bem reflexiva. Se ele tinha o poder para conquistar mundos, por que não o faria? A paz dele era subjetiva realmente? Claro que os detalhes não são muito bem narrados, mas ele levanta um ponto a respeito de quem realmente o deveria ter derrotado e se ser aprisionado da forma como ele foi, nesse planeta prisão, seria digno de um guerreiro conquistador de planetas. Ele tem um ponto de visto, deturpado, mas tem.

O toque especial dele ter várias pessoas dentro dele, falando em sua mente, dá um toque todo especial a sua personalidade. Achei fenomenal isso, pois é o ponto onde o maior guerreiro de todos é sempre ridicularizado porque o Superpato de uma forma ou de outra, acaba passando-lha a perna várias vezes de uma forma crível em termos narrativos.

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A história é recheada de ação, de reviravoltas e de muita tensão. O final, no epílogo, me deixou arrepiado, ao mesmo tempo em que os leitores descobrem que no fim um personagem ficou para trás. Não morreu, mas ficou perdido naquela dimensão na qual os próprios personagens não tem certeza se um dia poderiam querer retornar. E eles nem sabem que esse alguém ficou lá! Quão incrível é contar isso, pensando que se trata de uma HQ Disney!

E a série do Superpato PK tem muito disso, tal como mangás, trabalhando e deixando pontas soltas a cada nova história, ainda que eles funcionem de forma isoladas uma das outras. Achei fenomenal a criação dos personagens das Gárgulas, que possuem essa dualidade de máquina ou seres vivos, na qual Superpato e Porteiro discutem isso ao longo de toda a HQ.

Enfim, quem nunca ouviu falar de Superpato PK, espero que tenha se interessado em conhecer, ainda que só um pouquinho. A revista ainda pode ser encontrada em bancas, é a edição 38 de Disney BIG (a capa está neste post) e a revista custa 15 reais, o que se pensar é basicamente o preço de um mangá, porém aqui são 300 páginas. O Raio Negro tem 177 páginas, então sobra alguns extras para quem quiser conhecer um pouco mais do universo dos quadrinhos Disney. Entretanto só essa HQ já vale a aquisição da edição.

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E que venha mais PK da Itália, o quanto antes! Além dos votos que sempre faço para a Editora Abril criar vergonha na cara e dar seus pulos para publicar o antigo material inédito dessa série por aqui.

Bônus Egg – “Zé Ventura”

Antes de encerrar essa resenha, queria aproveitar a ocasião para comentar rapidamente de um evento ocorrido na revista mensal do Zé Carioca de maio (número 2.420), que trouxe de volta da geladeira os desenhos e traço do Fernando Ventura, um dos atuais integrantes da equipe responsável por produzir novas histórias do Zé Carioca.

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Foi o Fernando quem abriu essa nova fase do Zé Carioca, lá em 2012, quando o personagem comemorava seus 70 anos (aqui). Também foi o responsável por consolidar o Crocante, o crocodilo que se tornou “bichinho de estimação” do Zé nessa nova fase de suas histórias (aqui, aqui e aqui). Sem esquecer da bela homenagem feita em 2013, quando Renato Canini faleceu (aqui). Por último, em 2014, uma das mais engraçadas histórias do Zé nesta nova fase, também foi obra sua (aqui).

Foram poucas histórias em quatro anos, mas todas parecem ter um grande valor nessa fase, necessária para criar um novo Zé, tirando a poeira de um personagem caído no esquecimento e que vivia em um ciclo de mesmice ao final da década de 90, quando suas histórias ainda eram produzidas. Até porque considero que algumas das novas histórias criadas nessa nova produção nacional as vezes cheira a naftalina da antiga fase…

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Sem mencionar que o traço do Ventura é peculiar e diferentão mesmo. Curiosamente (ou não) Renato Canini também tinha esse traço diferente quando assumiu a tarefa de reinventar o Zé Carioca lá na década de 70, ao lado de Ivan Saidenberg. Hoje em dia, o humor e o traço do Ventura me lembra um pouco os trejeitos da Silvia Ziche, uma roteirista e desenhista italiana que também tem essa veia do humor nonsense e escrachado que transparece totalmente em seus desenhos. — Pena que  a Ziche é uma dessas autoras que também não tem muito espaço aqui no Brasil. Algumas de suas melhores HQs permanecem inéditas por aqui, devido a essa visão jurássica que ora a editores, ora leitores antigos, possuem de que Carl Barks é o Todo Poderoso e apenas a sua escola vale a pena ser acompanhada. O que é uma pena, claro.

Houve um momento no passado em que não gostava muito do traço do Fernando. Ainda considero seus primeiros trabalhos mais estranhos, forçando um traço diferente sem a real justificativa de serem diferentes. Felizmente a maturidade melhorou isso com o passar dos anos. Hoje, pra mim, o melhor da produção atual do Zé Carioca vem de elementos que ele inseriu no universo do Zé, com esse traço que tira um pouco desse tradicionalismo exagerado que a produção nacional as vezes possui. É uma coisa mais experimental, tal como a Itália também segue hoje em dia. Ainda que, por motivos óbvios, produzir uma HQ aqui não tenha a mesma estrutura que o estúdio italiano atual (um dos maiores, se não o maior, de todo o planeta no que diz respeito a novos quadrinhos Disney). Se lá 177 páginas de uma única HQ do Superpato é feita no estalar de dedos, aqui 10 páginas de uma HQ do Zé Carioca pode ser uma maratona.

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Enfim, acabei indo mais longe do que pretendia. Gente Nova no Pedaço é então esta HQ que está nas imagens desse trechinho da postagem, trazendo uma aventura singela com o Pateta se mudando para a Vila Xurupita, onde tudo não passa de uma trama para manter o Superpateta afastado de Patópolis. Tem roteiro do Arthur faria Jr., um dos grandes mestres da produção nacional da década de 80/90, e que anda dando uma baita força para essa nova geração da produção nacional.

Ventura fica a cargo dos desenhos da HQ, sabendo trabalhar bem com exageros, reforçando o humor e as piadas. Adoro essa piada antiga do “descaroçador”  de bananas, ou da cena com o Pateta aos berros dizendo para Zé & Cia não comerem seus amendoins (porque são os que permitem ele se transformar no Superpateta), ou de todo o conceito de “lugar bobo”, sem que esse bobo se torne pejorativo ou maldoso. É apenas… bobo.

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Há todo esse toque de humor nacional, seja a brincadeira do Zé dizendo que tudo aqui é lindo e maravilhoso, e alguém ao fundo grita “socorro, estão me roubando“, ou do fato de existir um produto estapafúrdio que os habitantes da vila conhecem porque viram sendo anunciado na TV (ainda que isso também seja um elemento que existe no humor norte americano).

É uma história simples, sem grandes aspirações, mas ainda divertida. O traço do Ventura está como sempre esteve: diferente, caricato, mas acima de tudo engraçado. Há alguns enquadramentos estranhos, mas novamente, acho normal tento em vista seu estilo, e toda a estrutura singela que a produção atual tem em contrapartida com o que existe lá fora.

Espero que haja mais histórias desse Zé Ventura em produção. Aliás, algo que venho dizendo desde a inclusão do Crocante em 2013 nas aventuras do Zé, gostaria muito de ver uma capa da mensal do papagaio feito pelo Fernando. Isso nunca aconteceu, o que é uma pena, pois é algo que sempre achei que acaba escondendo o artista no miolo da revista.

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Aqui em maio, a capa da edição (que não tem muito a ver com a história em si, sendo apenas uma referência) vem no riquíssimo e estonteante traço do Carlos Mota (artista nacional que trabalha para a Disney lá fora, fazendo HQs dentro da escola barkaniana), que caramba que arte incrível! — Cadê um pôster disso? Ou um wallpaper? A Abril não pensa nessas coisas, ela está atrasada no tempo.

Enfim, vale a pena dar uma olhada com o que vem rolando com essa nova fase do Zé Carioca. E escrever mais para a editora (disney.abril@atleitor.com.br) pedindo para que o Ventura produza mais histórias, ou ao menos que desenhe mais algumas delas, colocando seu traço e humor dentro de novas histórias. Ah e não deixe de ir lá encher o saco dele no Facebook. Peça desenhos do Zé lá! Ele vai adorar! Iac iac!

Universo PK continua espetacular!
O Raio Negro tem um peso menor que Poder e Potência
Elementos de ficção explicam o universo pentadimensional
Boa dose de ação e ótimos novos personagens
Superpato piadista como Homem-Aranha
HQ por si só vale o preço da Disney BIG

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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