O que está faltando aos RPG's japoneses? [Reflexão]

Houve um tempo em que os RPG’s japoneses do NES, do SNES e mesmo do Playstation reinavam soberanamente no mercado de games. Exemplos não faltam: Final Fantasy, Zelda, Chrono Trigger e entre tantos outros que conquistaram legiões de fãs pelo mundo afora, não se concentrando somente no Japão. Porém, recentemente, algumas séries foram perdendo fôlego, digo não do ponto de vista do mercado, mas sim do ponto de vista da popularidade. Um exemplo é Final Fantasy XIII que gerou variados tipos de opiniões e dividiu muito os fãs da franquia, onde alguns criticaram as mudanças extremas que a série levou no seu décimo-terceiro jogo. Mesmo assim isso não tirou da Famitsu a nota quase máxima, de 39, que lhe foi dado, gerando controvérsias.

A questão é que para muita gente os RPG’s japoneses(ou J-RPG’s) estão perdendo aquele charme que possuíam a 15, 20 anos atrás. Somado a isso, os RPG’s ocidentais levantaram-se fortemente como um concorrente ao estilo de game, não que isso seja ruim, muito pelo contrário, só quem tem a ganhar somos nós, os consumidores, ou melhor, gamers. Mas então afinal, o que está faltando aos J-RPG’s de hoje em dia?

Recentemente, o DS recebeu Dragon Quest IX, continuação da tradicional série japonesa de muito sucesso no Japão. Um novo J-RPG, correto? Errado! Pelo menos na opinião do produtor do game, Ryutaro Ichimura, que falou que não considera o jogo um J-RPG nas características que descrevem o termo. “Não reconhecemos Dragon Quest IX como parte do tão discutido gênero JRPG, a menos que você queira dizer que todos os RPGs criados no Japão sejam JRPGs,” disse Ichimura. E talvez possamos pensar um pouco sobre isso, pois o game adquiriu certos elementos de RPG’s ocidentais, como o grande foco no multi-player, os sistemas de missões, e também o aspecto visual nos personagens ao se equipar itens, sem falar do personagem principal que também é visualmente customizável.

E aí? Será que vocês concordam que Dragon Quest IX não pode ser considerado um J-RPG? É um assunto controverso, mas é interessante porque leva a outra questão, de como os RPG’s ocidentais estão influenciando o mercado de games japoneses. Isso é positivo ou negativo? De um lado, alguns acreditam que isso pode de certa forma suprimir uma parte da identidade cultural nos seus games, essa mistura de elementos que ocorre. Não há inovação, não há novas idéias, mas idéias gastas e já usadas. Por outro lado, podemos perceber do lado Gamer, que nós só temos a ganhar, pois estamos ao mesmo tempo experimentando uma sensação gamística de jogar um jogo com elementos japoneses e ao mesmo tempo com melhorias adaptadas de outros mercados.

Não me entendam errado, mas eu não gostei disso de customizar o personagem principal. Isso acabou de certa forma descaracterizando-o. Está certo que não posso falar muito sobre o jogo, pois não cheguei a jogá-lo muito, mas percebi que nas CG’s você não vê o seu personagem, isso não é um problema do jogo, é apenas uma limitação imaginável do console, pois se pensarmos nas várias possibilidades de combinação de cabelo, olhos e outros elementos ficaria um pouco pesado de se armazenar no game. Mas entendem o ponto? Essa é uma das desvantagens de ter um personagem customizável, você perder de certa forma a caracterização dele, não é a mesma coisa de você pegar um personagem já pronto e complexo como um Locke de Final Fantasy VI, ou um Zidane, de FF IX. As CG’s dos games ajudam a marcar certos momentos que ficam na memória de jogadores. Quem jogou FF VII, acho que vai lembrar de um grande momento. Ou mesmo vários.

Será que é isso que está faltando aos J-RPG’s hoje em dia? Caracterização? Talvez sim, talvez não. Final Fantasy XIII trouxe seus personagens já “prontos”. Mas pelo que eu andei lendo por aí, não foram personagens tão profundos como os que se esperam de uma série como Final Fantasy. Mas como não se julga um livro pela capa, prefiro não comentar muito sobre ele, pois mal o joguei.

Outro ponto interessante é a falta que um bom enredo está fazendo hoje em dia. Pelo menos, na minha opinião, um enredo conta e muito para um bom aproveitamento da experiência do J-RPG. Vemos uma pequena carência disso, claro que alguns games se salvam trazendo de volta, velhos estilos e/ou inovações aliadas a um bom enredo. Vide “The World Ends With You” que apresenta um enredo interessante e chamativo.

O que estou querendo dizer, em suma, é que na minha opinião, um pouco do que marcou a geração “Old School” dos J-RPG’s está faltando nos games atuais. O que será isso? A caracterização? Enredos profundos? Criatividade? Claro que é so uma questão de opinião do autor deste texto, e muitos podem não concordar com o meu ponto de vista, mas acredito que se o mercado japônes quiser se manter em frente ao crescente mercado ocidental, eles devem saber balancear e equilibrar aquela emoção que nos prendia em frente à tela das televisões nos anos 90, às inovações tecnológicas que vieram e muito facilitar(até mesmo negativamente) o jogo para os gamers. Comentem e digam também o que vocês acham!

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40 Comentários

  1. sei q eh dar soco em ponta de faca, mas eh uma das verdades que acompanha os rpgs e os jogos em geral.
    as produtoras estao dando muita enfase para os graficos do que para as historias em si, e com isso dah historias fracas e sem vontade de saber como sera o final dakele rpg.

    outro ponto tbm eh a caracterização do(s) personagem(ns) principal(is), eu particulamente naum gosto disso, mas eu abro exceção para alguns quando se o jogo eh muito bom, vide FF 2(J) [teve um dos FF q teve isso, mas naum lembro qual q era, mas era muito bom], dragon quest V, dragon age, fable.

    o maior problema atualmente para os rpgs eh criar novas historias, ou reaproveitar as ideias sem reinventar a roda, pois com tantos jogos sendo lançados atualmente, fica cada vez mais dificil criar algo original, pode ser q esse seja o ponto q esta faltando.

    1. Acho que pelo menos Dragon Age dá espaço pra caracterização do personagem, por meio do meio mundo de opções de jeitos de ações. E realmente falta coisa original mesmo.

  2. Puts! Até esses dias eu achava que era uma das únicas pessoas que ainda pensavam assim, me sinto feliz em saber que existem remanescentes dessa época de ouro dos RPG’s.
    Concordo plenamente com tudo que foi escrito no texto. Acho que os J-RPG’s estão perdendo muito espaço para os RPG’s ocidentais, e invés de reforçar a sua marca, estão indo pelo caminho oposto incorporando atributos do lado ocidental do estilo.

    De todos os itens que foi listado no texto, entre aquilo que está faltando atualmente, é de um enredo complexo nos jogos, e adicionaria também o fator tempo jogável.
    Bons e felizes tempos que um jogo de RPG de qualidade levava no mínimo 20 horas pra começar.. Isso com uma história envolvente e una trama complexa.
    Usando como exemplo The Last Remnant da Square, eu achei um jogo extremamente curto e com uma história fraquiiiiiinha… Quero dizer, quando a história estava começando a ficar interessante .. puf… ultimo chefe e acaba o jogo… legal.

    Eu pessoalmente não gosto de RPG’s ocidentais, mas muitas vezes jogo por falta de opção. Joguei Fallout 3 e devo dizer que não é um jogo ruim, mas essa coisa de ter um caminho principal (por onde a história se desenrola) e mil e uma ramificações (quests paralelas) tiram a graça da coisa pois se fica mais tempo fazendo coisas sem grande importância fazendo com que a história principal perca força.
    Eu vejo isso meio que como uma ‘estratégia’ das empresas economizarem recursos fazendo uma história curta mas reaproveitando cenários e inimigos com essa enxurrada de quests paralelas, fazendo com que as horas de jogo aumentem consideravelmente com esse tipo de coisa tediosa, invés de fazer investimento em uma história complexa e extensa.

    1. CORREÇÂO DO COMENTÁRIO ANTERIOR
      Puts! Até esses dias eu achava que era uma das únicas pessoas que ainda pensavam assim, me sinto feliz em saber que existem remanescentes dessa época de ouro dos RPG’s.
      Concordo plenamente com tudo que foi escrito no texto. Acho que os J-RPG’s estão perdendo muito espaço para os RPG’s ocidentais, e invés de reforçar a sua marca, estão indo pelo caminho oposto incorporando atributos do lado ocidental do estilo.

      De todos os itens que foram listados no texto, entre aquilo que está faltando atualmente, é de um enredo complexo nos jogos, e adicionaria também o fator tempo jogável.
      Bons e felizes tempos que um jogo de RPG de qualidade levava no mínimo 20 horas pra TERMINAR (pensei uma coisa e escrevi outra dã =P~~).. Isso com uma história envolvente e una trama complexa.
      Usando como exemplo The Last Remnant da Square, eu achei um jogo extremamente curto e com uma história fraquiiiiiinha… Quero dizer, quando a história estava começando a ficar interessante .. puf… ultimo chefe e acaba o jogo… legal.

      Eu pessoalmente não gosto de RPG’s ocidentais, mas muitas vezes jogo por falta de opção. Joguei Fallout 3 e devo dizer que não é um jogo ruim, mas essa coisa de ter um caminho principal (por onde a história se desenrola) e mil e uma ramificações (quests paralelas) tiram a graça da coisa.

      1. Esse é um ponto interessante, a indústria de games hoje em dia está criando muitos games “curtos” em que você zera rápido e depois libera missões para fazer que não adicionam nada na história só deixam seu personagem mais forte e tal. Isso acaba influenciando no enredo principal, fazendo-o ficar menos profundo. Por outro lado traz o tão cobiçado pela indústria de games, o fator replay. Só que deve ter um jeito de equilibrar essas duas coisas né? Fazer um bom fator replay sem haver falta da história principal

      2. Concordo plenamente, e acho apenas uma coisa de RPG ocidentais: se for pra jogar um jogo de interpretação, que eu possa customizar do jeito que eu quiser e tomar o rumo que eu quiser pra quê eu vou ficar sentado no sofa isolado??? Prefiro fazer umas ligações, reunir uma galera aqui em casa e jogar na mesa.
        Os jogos pra mim só tem uma função: liguei e ninguém tá afim de se reunir hoje, então vou sentar no meu sofá tranquilão e quero ser o espectador da história. Como se eu estivesse lendo um livro com uma história fantástica que me instigasse a sempre querer saber ‘o que vai acontecer agora’, algo que apenas J-RPG’s clássicos fizeram por mim

  3. Nada como jogar Chrono Trigger, Mário RPG (SNES), Breath of fire (I ao IV), Alundra, Legend of Dragon, Legend of Legaia, Legend of Mana, Chrono Cross, Xenogears, Final Fantasy VII, VIII e IX, Rogue Galaxy, GRANDIA I, II e II, e por ai vai. Bons tempos, ótimos jogos, e só lembrança mesmo.

  4. Eu não sei se gosto dos JRPGS antigos pq na época eu adorava animes e histórias nesse estilo, ou se é pq eles eram realmente melhores. Hoje em dia, no entanto, eu não consigo mais levar a sério personagens cabeçudos e com olhos gigantes, a não ser que seja o bom e velho Chrono Trigger, que sempre será imortal e, na minha opinião, melhor que QUALQUER Final Fantasy (já que só gosto do X e acho todos, inclusive o VII, um bando de chatisse =p).

    E é engraçado como gosto é que nem **. Os amantes de JRPGs odeiam RPG ocidentais como OBLIVION, por causa de sua, digamos, liberdade exagerada. Sim, tem seus defeitos, mas Oblivion é, pra mim, um dos melhores RPGs EVER, justamente por conta de sua liberdade e de eu poder fazer o personagem do jeito que eu quiser, seguindo a história principal ou largando ela de lado pra ser, por exemplo, um vampiro membro da ordem escura dos assassinos.

    E eu acho que é isso que falta nos JRPGs. Deixar os clichês de anime de lado (nós temos a força da AMIZADE e por isso vamos ganhar? Pqp ne… xD), diferenciar personagens masculinos de femininos, acabar com a maldita amizade exagerada entre homens e deixar as coisas menos lineares e mais soltas. Afinal, RPG é Role Playing Game… um jogo em que você não desempenha o papel do personagem mas sim SEGUE o caminho pré-determinado que ELE escolhe, tecnicamente não pode ser chamado de RPG.

    Enfim, lembrando que é a MINHA opinião. Não quero ofender ninguém, ok? Sei que animes tem coisas legais, eu gostava há um tempo, o problema é que os “pequenos” defeitos foram se tornando cada vez maiores e agora não consigo achar mais graça =/

    1. Aliás, só pra constar: eu disse que não pode ser chamado de RPG TECNICAMENTE, porque hoje “RPG eletrônico” tem outra visão. Um jogo é chamado de RPG a partir do momento que tem várias lutas com inimigos pra poder obter níveis e ficar mais forte a partir disso.

      A diferença é que os RPGs ocidentais, além de ter isso, também trazem a ação de desempenhar um papel, que faz deles VERDADEIROS Role Playing Games.

      1. Ai é que tá, pra mim a grande diversão do Role Playing, da interpretação, é jogar com outras pessoas. Seja como eu disse no meu comment mais abaixo pessoalmente ou pela internet em algum programa de mensagens (que apesar de as vezes ser mais confuso, também pode ser divertido e até mais facil imaginar personagens e tal pq voce não tá olhando pra cara dos outros jogadores XP), interpretar e interagir com outros jogadores é o mais divertido. Por isso não vejo a grande liberdade dos RPGs ocidentais, a capacidade de fazer o que quiser como num RPG verdadeiro, algo muito vantajoso… nos RPGs eletronicos prefiro acompanhar uma historia e personagens, mesmo que isso acabe limitando a liberdade.

        1. O problema é achar com quem jogar o RPG de mesa. Eu pelo menos não tenho ninguém que queira =p Oblivion pra mim é o que chegou mais perto de Role Playing Game…

          Fora que a história e personagens dos JRPGs não me encantam mais, eu acho tudo muito ruim =/

          1. Eu também não acho com quem jogar aqui perto. Por isso como eu disse usava a internet. Arrumei uns amigos e organizamos sessões de RPG por msn mesmo ahsuhasuh
            Uma coisa meio (meio? X_x’) desorganizada mas que foi bem divertido.
            Mas agora geral já desanimou e nós não jogamos mais auhshuas

    2. Bom… Gosto de RPG’s ocidentais, mas acho que têm que haver uma certa diferença de um estilo para o outro. Esses dias eu quase estava zerando Dragon Age, que é um jogaço, e que apesar dos problemas que eu citei no post de caracterização de personagem, acabou minimizando muito pelo tipo de jogo que é.

      O RPG em si, o Role Playing Game é um jogo de interpretação de papéis, isso é verdade, mas eu acho que os RPG’s Eletrônicos fazem parte de uma ramificação do estilo desse mesmo. O J-RPG é uma das ramificações, segue uma história pré-definida, é verdade, mas é o que atrai os seus jogadores e fãs, pelo menos boa parte.

  5. O único game que eu gosto de editar o avatar a meu bel prazer é nos PES 20??…..
    Em rpg parece que perde o carater individual do personagem, ele meio que “deixa” de existir como personagem para mim!

    eu sou meio careta pra rpg, gosto das coisas como as conheci, no caso de FF, eu gosto de turnos para ataque e personagens “parados” enquanto não é sua vez de atacar rsrs
    a correria nos novos FF não me agrada!

    Outro fator que me desagrada é que eles estão mais preocupados em fazer algo graficamente estupendo, e coreografias para golpes estilosos e esquecem de criar uma boa historia com uma ambientação com “alma”.

    meu comentario ficou meio poetico…. eu achei ahuauhuhauhauh XD

    1. Eu gosto tanto dos turnos quanto da ação mais dinamica atual. xD
      Ambos são sistemas que eu gosto muito de jogar. Os graficos eu acho que depende. Alguns jogos tem sucesso em usar graficos bons pra caracterizar mais o mundo e os personagens, e não esquece da história. Outros jogos se preocupam apenas com o show pirotecnico e o realismo e esquecem da história e jogabilidade… E infelizmente isso não é so com o RPG. Mas tenho sentido esse problema com mais frequencia em jogos de ação ou plataforma.

    2. Pois é… Esqueci de mencionar os fatores gráficos. Que isso ajuda a chamar novos jogadores para o game, ajuda. Só que a questão é manter o jogador preso, e aí entram diversos fatores, e no caso de um J-RPG, onde não existe toda aquela liberdade, entram os fatores “história” e “personagem”.

  6. Sinceramente, eu acho que tudo isso que tanto falam por ai sobre os JRPGs estarem perdendo o charme e etc pra mim é saudosismo barato. E não me refiro ao post aqui do Portallos, mas a algumas coisas ditas nos comentarios e em outros sites e foruns… O fato é que mudou sim, quanto ao estilo de personagens e histórias. Não temos mais aquele estilo classico que viamos nos jogos da decada de 90. E a gente ta na decada de 10 (?) agora. É natural essa mudança, uns gostam, outros não. É uma adaptação aos tempos e aos gostos atuais. Os RPGs estão mais dinamicos, a propria ambientação vem se modernizando: temos mais RPGs em ambiente futurista ou atual do que tinhamos antigamente. como por exemplo o citado The World Ends With You, que é um dos meus jogos favoritos no DS, e realmente um sopro de originalidade no mercado.
    Sim, concordo que as coisas andam meio copiadas e tal, mas é normal… Chega uma hora que acabam as idéias mais originais e o mercado fica meio estagnado, e as coisas começam a mudar aos poucos: alguma inovação em um jogo aqui, outra ali… E daqui ha algum tempo vão surgir algum jogo unindo essas inovações e criando mais ainda… Foi o que aconteceu na segunda metade da decada de 90 e começo dos anos 2000, por exemplo, na transição do 2d pro 3d, que apesar de assim definido não foi só mudança dos graficos e sim da ambientação e sistema de jogo em geral. É um periodo de transição que eu acho que estamos passando agora. Mas isso já é fugir do assunto.
    A questão é que eu, ao contrário da maioria, estou achando os RPGs Japoneses cada vez mais divertidos e interessantes. Claro, existem as exceções, Last Remnant mesmo achei FAIL. Mas gostei de Final Fantasy XIII (e estou com muita expectativa pelo Versus, mas do jeito que andam as coisas ele vai ser lançado só em 2017), TWEWY, e vários outros. A maioria dos comentarios que eu vejo são do tipo “não é mais como na era de ouro do snes/ps1”, “os enredos e personagens tão muito simples” (disso eu discordo muito. Assim como nessa epoca, existem varios jogos com enredo e personagens ruins e outros com ótimos. Porém a gente não se lembra tanto assim dos ruins, que existiam às pencas, e guardamos tanto a memoria dos bons que achamos que todos eram assim), “esse sistema de batalhas é muito estranho, nem parece RPG” e etc… Isso é coisa de opinião pessoal e principalmente de nostalgia. Uns gostam, outros não. E eu vou dar a minha opinião também:
    Mas isso de decadencia, perda de magia e principalmente, falta de originalidade no JRPG atual, eu discordo totalmente e de certa forma fico até irritado com esse tipo de coisa, pois pra mim estão inovando e progredindo cada vez mais, claro que com uns eventuais tropeços no meio do caminho. Mas poucos RPGs da era snes e ps1 me divertem e motivam a jogar tanto quanto os atuais o fazem. E isso não tem nada a ver com graficos, dialogos dublados e CGs, eu gosto, mas relevo totalmente esse tipo de coisa na hora de julgar um game, o mais importante pra mim são os personagens, jogabilidade e história. Mas é opinião pessoal do mesmo jeito. Talvez seja o rumo que as historias e jogabilidade vem tomando sejam mais do meu agrado.
    A preocupação excessiva com graficos eu sinto mais em outros generos, como ação ou plataforma, que no RPG.
    Da customização de personagens, é algo que eu também não gosto. Mas se pararmos para pensar, isso é uma evolução natural do clássico Protagonista Silencioso. Não possuem (salvo excessões) personalidade definida, apenas é o avatar do jogador. A unica diferença é que agora podemos escolher sua aparencia.
    Quanto aos RPGs ocidentais, eu não gosto da maioria deles. Todos falam sobre o realismo, sobre a total liberdade pra fazer o que quiser, o que é mais parecido com o rpg de mesa e- é ai meu ponto. Com RPG Eletronico, eu gosto de acompanhar uma história e personagens, o que acontece muito mais frequentemente no JRPG que no RPG ocidental em geral. Eu gosto de RPG de mesa, mas gosto de jogar isso eu mesmo com outras pessoas, seja pessoalmente ou pela internet (o que acontece bem mais, geralmente por msn. Mas não gosto de MMORPGs, não entendam errado. Esses se resumem a subir de level e conseguir itens). No videogame eu prefiro ter uma historia boa e personagens mesmo que isso limite a liberdade. Claro, existem exceções, tem jogos que reunem essas 2 caracteristicas, mas eu estou falando em geral. Não vejo a menor graça no estilo ocidental de fazer RPG e essa opinião não mudará tão cedo.

    Desculpem o texto enorme, isso é algo que eu venho querendo falar faz tempo e não tinha oportunidade… Ele também deve estar confuso e por vezes se repetindo, mas é porque eu simplesmente fui escrevendo e não revisei XP

    1. Essa mudança que aconteceu da década de 90 pra 2000 que você citou, nos JRPG pode se aplicar por exemplo, nos cenários? Onde eles passaram a ser como se fossem uma pintura, onde seu personagem ia andando por ele, ao invés de um mapa né?

      MMORPG’s, também não gosto muito deles por esse motivo de que não há muito o que se fazer a não ser subir level e conseguir itens. Claro, que tem a questão de conseguir amigos e tal e tal, mas acho que amigos mesmo, você conquista de outra forma. ^^

  7. O que falta eu não sei direito, mas como visão ampla posso dizer, com tristeza, que os JRPGs perderam muito do charme que tinham, seja pelo motivo que for.

    Antigamente, quando comecei a jogá-los com todos os clássicos de SNES, pra mim era como comparar mangá com HQ, um com história e personagens super desenvolvidos e outro com enfoque em desenhos realistas e várias tramas menores que nem se interligam muitas vezes. Os JRPGs viraram a coisa que eu mais gostava de jogar justamente por me envolverem no jogo pela história, e não pelo desejo de evoluir infinitamente e poder decidir o caminho a tomar.

    O problema é que hoje em dia isso tem sido perdido (ou eu é que não me envolvo mais), e aí abre-se para comparação o que resta se tirarmos a história: gameplay; e nisso os RPGs ocidentais são incrivelmente mais robustos.

    Por essas e outras que séries como Tales of, que os críticos condenam por nunca mudarem a fórmula ou inovarem, me cativam desde o primeiro, Phantasia, até hoje. Eles têm ainda o enfoque na história e nos personagens, e o sistema de batalha é extremamente divertido também.

    1. Gameplay de fato é uma das inovações do lado ocidental, se formos parar para analisar. Como você disse, Dakini, isso é tirando de lado a história, mas não acho que um game caminhe sozinho somente com um ou com outro, tem que haver um equilíbrio dos dois.

      Tales of Phantasia! Incrível! Estava rejogando um dia desses, e o bom humor das personagens realmente é um algo a mais. Ah, o sistema de batalha era muito divertido!

      1. phantasia é ótimo mesmo. Pena que não tive oportunidade de jogar nenhum outro Tales of até agora =/
        O ponto forte do Phantasia com certeza são os personagens. Eu considero um dos melhores grupos que ja vi num RPG eletronico. Nunca esqueço daquelas conversas aleatórias na parte do navio. Quem jogou deve lembrar da Arche bebada, ou do “papo de homem” do Klarth e do Cless suhauhshuas
        Eu gosto desses momentos em RPGs, que os personagens conversam coisas totalmente aleatórias, cenas que ninguém ta falando sobre vilões dominando o mundo, vinganças, reuniões com parentes, natureza e tantos outros temas comuns no genero. Ajuda a me apegar mais aos personagens, ter aquela identificação com eles que faz querer ver onde a história vai dar e tal.

  8. Não curto os rpgs americanos e os jrpgs tb n. Prefiro rpgs que misturam os dois, as historias japonesas com caracterização de personagem e que itens e armas apareçam nas cenas do jogo (como last Remnant).

    Prefiro tambem actions rpgs, mas não tem tantos atualmente.
    Ainda mais para pc q o unico rpg japones q eu conheço é o Last Remnant da Square Enix)

  9. Pra mim o único problema são o pessoal que exige sempre a mesma coisa , eu nunca falarei que FF XIII e um péssimo jogo só porque basicamente você segue um caminho predeterminado , nunca ! E um otimo jogo, e o pessoal se preocupa demais , ai num FF XV eles dão a vc´s o que vc´s querem e ai falam que não tem inovação ., então o que vocês querem?!

    1. por isso q eu nem critico os rpgs q sairam pro ps2 pra frente, pois eu naum joguei eles AINDA pra dar minha opinião, exceto o FF online q de mmorpg jah tenho o World of Warcraft.
      falando em caracterização, antigamente vc podia APENAS mudar o maximo o nome do(s) personagem(ns) principal(s) e no mais a sua classe apenas, o resto era fixo, naum sei se apoio essa ideia de personalizar TUDO dentro de um rpg single player, ateh pq o q mais me interessa quando jogo um rpg quero me divertir com os personagens e sua historia, no mmorpg vc quer personalizar TUDO pois o seu personagem representara VC e do jeito q as outras pessoas vaum ver vc.
      Dragon Age eh bem uma mistura de rpg e online, mas naum eh um mmorpg pois vc naum conecta em um servidor pra jogar com a massa, pelo q eu sei.
      Phantasy Star Online poderia ateh ter dado certo se naum fosse os cheats e a sega naum ter limpado os chars q usaram os exploits (me corrijam se eu estiver errado)

  10. Eu sou um saudosista.
    SInto muita falta dos meus tempos jogando Zelda ou Chronno Trigger…FF VII, Suikoden III, etc…
    Pq fizeram parte da minha infãncia, da minha geração. Hoje em dia não jogo com o mesmo gás de antigamente pelo simples fato de ter crescido – responsabilidades, trabalho, faculdade, namorada,boates, etc…
    Os gostos vão mudando……mas em algumas coisas continuamos “presos”.
    Jogos são um grande exemplo – não troco Zelda ou Silent Hill 1 por NENHUM desses jogos atuais. E guardo os dois até hoje, como um troféu – presente de minha Era do Ouro.
    Vejo meu irmão super animado com uns jogos que não me cativam mais…o último RPG a me animar foi Disgaea xD
    E olha que engraçado, mas nunca curti Dragon Quest.
    Dragon Age até achei interessante…mas esses multi-players, personagens mega caracterizáveis, não me atraem, pelo contrário, me deixam aturdido!
    E FF XIII…meu, que decepção! Fiquei perdido jogando o troço hsauhsausa
    Nem meu irmão, que é mais novo, curtiu muito…..odiei as batalhas, e a transição entre os mapas. Personagem se movendo à todo momento, putz, dá dor nos olhos!
    Sinceramente: sou dos tempos antigos e nada como um bom e velho RPG de dados e fichas – viva o D&D!

  11. Resposta aqui: http://www.shumi.com.br/blog/?p=1322

    Antecipando, para mim o problema está na história e nos personagens manjados. O tema é quase sempre o mesmo. Deveriam se inspirar nos mangás e animes e pensar em coisas diferentes. Jogos japoneses hoje em dia já não são construídos com um universo ao redor, com um mundo com regras, costumes e vidas próprias.

  12. O problema é que todos nós somos um bando de velhos de 17-25 anos q ficam lembrando de jogos que jogamos com a cabeça de 9-13 anos.

    1. Não concordo. Há muitos clássicos da época SNES/PSOne com os quais só tive contato esse ano ou ano passado, e sinto neles essa “coisa que falta” nos de hoje em dia. Exemplo bem simples seria Suikoden, que baixei pela PSN e adorei.

      E veja Valkyria Chronicles, um RPG atual que, pra mim, tem a magia dos antigos.

      Edit: mas sim, em alguns casos rola SÓ o saudosismo, a gente se esquece que nossas impressões das coisas mudam com o tempo.

      1. Concordo. Eu volta e meia acho algum jogo de SNES e PS1 que nunca tinha jogado e gosto mais que muito jogo atual. Sempre tem amigos falando “aff ficar jogando essas coisas, olha o grafico disso”, mas eu não to nem ai. O que o andregnreis falou da história e personagens manjados é algo que sempre existiu e sempre vai existir. Sempre tem aqueles temas que estão em moda e você ve personagens e tramas iguais em vários jogos. Alguns usam esses temas e se saem bem, outros ficam aquela sensação de cópia.
        Tentando pensar em algo original mesmo que eu tenha jogado, lembro de The World Ends With You de DS. Apesar de ter la seus clichês em alguns personagens (principalmente o protagonista, Neku, tipico anti-social que se fecha do resto dos personagens a maior parte do tempo. mais um Cloud da vida XD), a história e a ambientação do jogo são diferentes do usua. no genero RPG. E em genero RPG estou me referindo tanto aos comuns quanto aos Action RPGs. Do jeito que vão as coisas, logo não haverá mais diferenças entre eles xD.

  13. Eu nunca gostei dessa tendência que vem se estendendo de uns tempos para cá, a respeito da inferioridade dos JRPG’s em relação aos RPG’s ocidentais. Por mais que a priori de qualquer empresa seja o número de vendas, a verdade é que JRPG’s atingem um nicho menor desde a sua existência, se comparados a outros estilos. De fato muitos dos novos JRPG’s sofrem de falta de causa ou ausência de razão para a sua existência, pois um JRPG sem história envolvente é um JRPG inutilizado.

    Bem, já cheguei a comentar sobre os JRPG’s no meu blog no ano passado, quem tiver interesse, dá uma olhada lá >> http://bit.ly/eCBvFM ^^

  14. Acho que o mimimi que rola solto hoje é graças a internet, por isso acontece essas comparações o tempo todo… antigamente a internet não influenciava tanto as pessoas…

    Acho que a nova geração de gamers, aqueles que não jogaram snes, play 1, tem uma leve tendência a preferir os Rpgs ocidentais pois é o que faz sucesso e está na moda, além de realmente os jogos ocidentais estarem em termos de profundidade, melhor estruturados…

    Mas falta uma coisa aos ocidentais e que mesmo pecando muito em alguns quesitos, sobra aos orientais: criar mundos mágicos, com mitologia própria… os ocidentais seguem basicamente histórias futuristicas e medievais, muitas excelentes como dragon age, mas dragões, cavaleiros são conhecidos em livros. O mundo futurisco as vezes surpreende como em mass effect, mas ainda sim já foi visto parecido em filmes, livros e sabemos mais ou menos para onde o mundo caminha… O que na minha opinião pessoal não tem tanto charme.

    Já os orientais tem o hábito de criar um mundo novo, magias mais fantasiosas. Invocação de seres de mitos e religiões mais obscuras… Começaram a pecar justamente quando sairam de suas caracteristicas… o que são aqueles summons tranformers de Final Fantasy 13? Um dos summons que deveriam ser seres misticos de uma dimensão diferente vira um carro!!! WTFF mil vezes!!!

    Final Fantasy 10 foi eleito o melhor jrpg não faz muito tempo na famitsu e em seguida o Final Fantasy 7, e eles teem em comum o fato se mostrarem um mundo complexo em termos de mitologia e profundidade do que acontece com os habitantes e personagens principais fora de um contexto historico real, são mundos totalmente novos e criados para o jogo… Quem não lembra da morte de Aerith ou a CG da Yuna dançando sobre a água em ritual para os mortos por Sin… Chrono Triger segue pelo mesmo caminho, tem futurismo, mas também tem passado, tem magias e segredos… as palavras que definem JRPGS bons são HISTÓRIAS ÉPICAS… Chrono hoje em dia é visualmente defasado, mas ainda é um dos melhores por sua história e carisma, portanto, se eu fosse diretor de jrpgs, eu diria, crie a melhor história, o mundo com mais vida, personagens carismáticos e o que sobrar da capacidade dos consoles coloque nos gráficos e umas missões extras… se for linear e bom que mal tem?

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