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Reflexão: Afinal, jogar no celular vale a pena?

Há tempos tenho refletido com amigos sobre esse assunto muito pertinente e tem tomado mais força nesses últimos tempos com a ascensão dos smartphones, sobretudo o Iphone e celulares android, bem como o Ipod Toch e iPad, mas que já existe há anos em vários celulares.

Quem nunca jogou no celular, seja em momento mais com falta do que fazer, ou por gostar mesmo? Todos sabem como a experiência é, e o objetivo deste texto é tratar dessa experiência gamer que agrada a diversos publicos e talvez muito antes do Wii ter levado a um publico os jogos, eles estavam ali para entreter pessoas que algumas vezes nunca tocaram num console, ou mesmo no PC. Continue lendo, mas antes se atente as palavras de reflexão pré-reflexão.

Atenção! Antes de começar o texto, quero deixar claro que tudo o que será escrito aqui trata-se unicamente de uma opinião do autor, e não deve ser encarada como verdade universal, cabe a você leitor refletir sobre os pontos de vista colocados pelo autor do texto e divagar quanto a ela e discordar e colocar seus comentários acerca do assunto, bem como concordar e também se expressar por meio dos comentários, um espaço democrático disponível no Portallos para você leitor.



As teclas

O clássico Snake! Quem nunca jogou?

Bem como dizia, muitos já se pegaram em momentos em que não tem nada para fazer seja em consultórios que dispôem somente de revistas chatas, Caras, Claudia e tantas outras toscas, e viu como unica fonte para aguentar a longa espera o querido celular com aquele jogo. No princípio por meio das teclas apertadas numéricas, nos viamos entretidos com jogos como o clássico Tetris, Snake e tantos outros, seja em telas de celulares coloridos ou monocromáticos, mas nada assim se comparava as experiencias de consoles.

Convenhamos que o mais desagradável sempre foram as teclas apertadíssimas, e mesmo os cursores nunca ajudaram muito na precisão, mas foram um grande passo, pior ainda que a tecla 5 muitas vezes representa a ação, ou ainda as telcas * e #, bem como o 0, em ambas opções tudo ficava bem espremido e bem limitado a poucas ações por meio dessas teclas, por essas e outras a jogatina móvel nunca se popularizou, e mesmo a empreitada da Nokia com o NGAGE não vingou.

O mais cômodo para mim eram as formas de obter os jogos, não me envergonho em dizer que já comprei jogos no celular e tive bons momentos, mas sempre achei tremendamente caro por jogos tão fracos e muitas vezes rápidos demais, mas barato se comparasse com a aquisição de um jogo em console e até me satisfez por um tempo, jogos de console nesses dispositivos sem chance, poucas teclas e imprecisão.

Tive um N95 e ele foi uma das minhas melhores aquisições com bons jogos disponíveis, mas ainda não estava satisfeito, e somente um DS me deixou feliz. Isso pode ter se agravado devido ao fato de ter possuído um Game Boy Color em meus tempos áureos, e ali sim a jogatina portátil fazia sentido, mas vamos continuar a divagar sobre os dispositivos mobile.

Dispositivos de toque

Os tempos são outros, e agora temos os já quase bem populares celulares com toque, e dentre eles o IPhone. Jogar neles para mim trata-se de um entretenimento rápido, eu possuo um Sony Ericson Xperia X10, um celular equipado com S.O. (Sistema Operacional) Android, e experimentei diversos jogos, mas o único que realmente não dispenso é o bom e velho “Paciência” que demonstra se encaixar perfeitamente em um celular com toque, com uma finalidade anti-estresse, e até nos ambientes mais rápidos ou que requerem certa discrição, como no trabalho ou mesmo no elevador, seja esperando para que ele chegue ou para alcançar o andar pretendente.

Joguei Angry Birds, mas não vi tanta graça assim, é divertido mas não me divirto tanto quanto jogar Pokemon ou Mario no DS, dispenso-o. Mas a experiências nesses dispositivos de toque tem que ser aproveitada da mesma forma que o jogo da Rovio fez: de forma livre e totalmente feita para os dispositivos, não há botões e toda a interação é feita na tela de forma intrusiva.

Uma coisa que acho tremendamente desagradável é adicionar botões na tela dos dispositivos a exemplo de GTA: Chinatown Wars no IPhone, você perde uma parte da tela e tudo se torna um tanto estranho com a ausência de algo mais palpável como botões, isso pode piorar ainda mais se falarmos de emuladores, como a suíte que a Sony pretende lançar para o Android com jogos da linha Playstation, mas com os botões aparecendo na tela, tomando um tremendo espaço, pois o PSOne dispõe de nada mais nada menos que 14 botões: os 4 direcionais, o quadrado, bola, X e triângulo, os L1, L2, R1 e R2 e finalmente o select e start, esse número de botões na tela para mim é inviável, mas há games que convive com essa experiência.

A popularidade dos dispositivos também se dá, devido ao baixo custo para os jogos, e a ausência de barreiras alfandegárias, pois os jogos só podem ser adquiridos digitalmente diminuindo e muito o custo. Para exemplificar melhor, GTA Chinatown Wars é comprado por cerca de U$25,00 para o DS, e cerca de R$120,00 no nosso país, e no IPhone o título custa apenas U$4,99 em uma última promoção que vi, esses números dizem por si só.

Como disse, desde que voçê esteja disposto a enfrentar ausência de botões, o negócio pode valer muito a pena, mas para mim não obrigado.

Para mim jogatina móvel trata-se apenas de um passatempo rápido e em tratando de mobilidade, o DS e PSP fazem mais sentido, mas dispositivos como o futuro lançamento Xperia Play traz uma experiência mais agradável do que mesmo botões pequenos de um teclado QWERTY, e esses jogos só fazem sentido quando a interface de toque é vem usada, mas muitas vezes eles tem um apelo mais casual e um gamer de verdade que já jogou Mario, Resident Evil e tantos outros títulos não ficará satisfeito com a experiência, mas o bolso pode ser um grande atrativo para que viva assim por um bom tempo, se falarmos de botões então, a experiência poderá ser mais traumática e difícil, mas é uma questão pessoal, e pode ser que alguns nem se incomodem tanto com isso.

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Gamer e nerd, meus gêneros favoritos são RPGs e Adventures, e claro que adoro Pokémon. Aprecio uma boa música também, em especial o bom e velho Rock N' Roll e o Metal e suas vertentes.
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