A ilha dos suicidas, os desencontros do amor e… mais eroge? Welcome To The N.H.K. [Volume 02] [MdQ]

Rá! Pensaram que eu havia me esquecido dos meus MdQ’s hein? Nada disso, para quem foi mais atento deve ter visto que fiquei uma semaninha dessas sem postar nada, isso porque o meu PC resolveu entrar em greve. Agora estou postando tudo pelo meu netbook novo. Como já havia lido o mangá há milênios, não tive paciência de pegá-lo novamente para lembrar de tudo o que tinha ocorrido na segunda edição tão cedo. Mas como já dizia a famosa frase: antes tarde duke nukem… que dizer, do que nunca. Lembrando que MAR segue com o lançamento do volume 07 atrasado em decorrência das complicações que estão rolando no Japão. Já Astral Project 02, o MdQ deste deve sair logo mais.

E aqui estamos de volta a N.H.K. Ainda não consigo imaginar essa história virando um dramalhão da vida real, com suicídios e mortes ou algo próximo disso, como alguns leitores disseram no MdQ anterior. Principalmente com esse começo tão cômico. Primeiro com ele escrevendo toda aquela baboseira no computador. Se fosse aqui no Brasil, diriam que o cara era só um pervertido compulsivo precisando de tratamento (oi Gerson?), mas como lá no Japão joguinhos (e não só eles) com peitinhos e menininhas fazem extremo sucesso sem muito esforço, ele conseguiu encaixar a desculpa de que tudo era só trabalho (isso se é que a Misaki engoliu mesmo essa).

Segundo porque o  encontro no restaurante com a mamãe a tira colo foi a parte mais hilária do volume. Ri demais do momento em que o Tatsuhiro pensa no que vai falar assim que sair do banheiro, com ele imaginando o Yamazaki escondendo que a sua empresa virtual está trabalhando num eroge (como raios eles querem ser levados a sério assim?). Melhor que isso só a parte onde ele sai do banheiro gritando aos quatro ventos que os dois só fazem sexo com as luzes apagadas, simplesmente impagável.

E ao final de todo esse momento de tensão a mãe do Tatsuhiro deixou claro que sabe bem o que está se passando com o filho, mas por alguma razão ela sentiu que pode confia-lo aos cuidados da Misaki (foi isso ou eu viajei demais?). Também ficou claro que a Misaki não é tão diferente assim do protagonista e também possui algum trauma do passado com sua mãe (cadê o flashback?). E para fechar o encontro com chave de ouro, mais um momento hilariante. Quando a mocinha carente enfim resolve beijar o pobre diabo, quando a bela enfim é só olhares para a fera, (quando uma mulher e um homem, hum… já chega né?)  ele resolve fazer cara de zumbi sedento por carne e põe tudo a perder. De volta a estaca zero, pelo jeito a inabilidade dele com as garotas vai mais além do que se imaginava.

Fim do encontro. Que tal agora um pouco de filosofia sobre o amor? Ele é sempre lindo certo? Não para o Yamazaki, que aparentemente sonha todas as noites com um mundo onde ele possa tratar as garotas como animais (hum… olha a minha imaginação indo longe…), isso claro até a mocinha do outro dia ligar para ele e todo o discurso do sofrido flashback da sua infância (e mais conspiração) ir por água a baixo. Legal foi ver a Misaki indo até a casa do Tatsuhiro tirar ele da sua foça de todos os dias. Na verdade eu acho que a Misaki é tão carente de afeto quanto ele, aquela pequena revelação sobre a mãe dela é mais do que um indício disso e ela se preocupar em chamá-lo para ver os fogos do festival juntos reforça tudo. O único problema é que o Tatsuhiro é tão desligado que não consegue enxergar isso (teriam as drogas fundido o cérebro do rapaz?), já que até mesmo o simples ato de darem as mãos já o constrange (tô achando que essa coca é fanta).

Aliás, a essa altura do campeonato, com toda essa aproximação dos dois, a Misaki ainda chama tudo isso de projeto? Estaria ela só de armação pra cima dele? Se for isso ela é uma excelente atriz, ainda mais se lembrarmos do que vem a seguir.

Os sintomas da doença dos hikikomoris aparecem mais agudos apartir daqui, o protagonista é uma completa confusão, um turbilhão de emoções (parece eu, ops…), numa noite ele está ao lado da mulher que povoa seus sonhos todos os dias, já na manhã seguinte ele volta a se esconder no seu casulo temendo sofrer e achando que tudo não passa de uma brincadeira (ou mais conspiração, oi N.H.K.). Eu não sou nenhum médico, mas não preciso entender do assunto para saber que o uso de tantas pílulas (para não dizer drogas, já que o mangá em nenhum momento especificou alguma) está fazendo mal ao garoto, que está sempre todo alucinado (como é que não matou ninguém ainda?).

Como se não bastasse, a sempai dele cai de pára-quedas na sua casa e com isso ficamos sabendo que antes da Misaki chegar na vida do rapaz, a Kashiwa já era o sonho de consumo do garoto. Pelo flashback, chances ele teve e não foram poucas, mas por algum motivo ele não aproveitou nenhuma delas. Não acredito que tenha sido somente por medo, tinha algo mais ali, pois por mais que ele tivesse receio de uma resposta negativa, a proximidade dos dois favorecia tudo (e com perguntas do tipo “terminei com ele, está feliz?” é claro que ela queria que algo ali acontecesse, acho que o que faltou e ainda falta é malandragem nesse garotinho).

Uma coisa que me chamou a atenção foi quando ela chegou para dar os remédios pra ele e passou mal por alguns instantes. Fiquei pensando o resto do volume inteiro que ela iria morrer de overdose ou algo assim. A idéia foi reforçada ainda mais quando eles chegaram na tal ilha do amigo dela. A tal festa offline era um evento para suicidas que por irônia do destino ou não foi frustrado pelo próprio Tatsuhiro, que chegou querendo viver e saiu querendo morrer (baka…). Até a Kashiwa-sempai repensou o assunto depois de receber uma proposta de casamento pelo telefone (fala sério) e a impressão que deu foi a de que ela estava desde o início atirando pra tudo quanto era lado só pra ver quem se interessava por ela.

E o coração do protagonista acabou partido por quem ele menos esperava, será que ele vai ficar ainda mais revoltado na próxima edição? E que amigo da onça foi Yamazaki hein? Ou será que ele realmente conhece o Tatsuhiro tão bem assim? Ao invés de correrem para conseguir um barco e ir atrás do candidato a suicida, o infeliz correu para chegar a tempo no evento da Comiket. Se bem que o que ele disse no fim das contas não é exatamente mentira. Quem poderia impedí-lo se ele realmente quisesse se suicidar? Pessoas fazem isso o tempo todo por achar que a vida já não vale mais a pena, por se sentirem sozinhas mesmo num mundo que é tão grande ou muitas vezes pelas crenças de seu país. Seja lá qual for o caso, existe sempre um motivo e por mais que o Tatsuhiro seja maluco, no fundo ele ainda não perdeu a esperança na vida (afinal, foi ele quem levantou a moral de todo mundo na ilha) exatamente pelos amigos que o cercam, mais precisamente pela presença da Misaki, sem isso, a opção de suicidar-se seria certa sem dúvida alguma. A propósito, a declaração dela no final reforçou esse fato (resumindo… o amor de dois inúteis?).

Aliás, outra coisa que me intrigou foi como a Misaki descobriu tão rápido sobre o encontro offline. Ela estava usando uma escuta do quarto do Tatsuhiro mesmo ou a cena foi só para efeito de humor? Muito estranho hein, olha a sensação de conspiração voltando.

No mais, algo me diz que o próximo volume terá uma boa dose de flashback explorando a relação da mãe com a Misaki, que agora se mostra tão humana e frágil (sentimentalmente, essa palavra existe?) quanto o protagonista. E fala sério né, o que ainda falta para esse dois juntarem os trapos logo de uma vez? (estou indo rápido demais? hehe…) Depois de dois volumes isso já está bem claro, não acredito que esses encontros e desencontros a lá Malhação vão perdurar por mais 06 volumes. Enfim, já conversamos demais pessoal (não, não é esforço bater um papo com vocês, salvo raras exceções, mas é melhor deixar assunto para próxima edição também), então até o próximo volume.

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