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Nostalgia | Age of Empires: Através das eras! (Especial – Parte 1 de 3)

Salve galera do Portallos, hoje venho aqui estrear um especial Retro Games que será dividido em três partes falando de um dos maiores RTS de todos os tempos, Age of Empires, que nos levou através das eras em viagens fantásticas desde a época das Pólis gregas, passando pelas cruzadas até chegar a grande era da navegação. Um jogo que fez os gamers gostarem de história, e terem curiosidade sobre a história de nossos antepassados. Um RTS que marcou era e espaço em nossos corações. Vamos entrar no fabuloso mundo da Era dos Impérios!

Meu primeiro contato com Age of Empires foi muito curioso e tem de certa forma uma relação com Starcraft… Tudo começou lá no Mega Drive, onde meu primeiro RTS foi o lendário Dune 2: Battle for Arrakis, baseado numa série de livros. Depois joguei a demonstração de Starcraft para pc, aquela que só tinha quatro cenários. Jogava e rejogava aquilo até cansar. Até aí eu só tinha tido contato com jogos de estratégia futuristas. Foi quando eu coloquei as mãos na demonstração de Age of Empires. E minha primeira pergunta foi: “Onde estão os cristais para coletar???”

Óbvio que não demorou para aprender que o jeito de jogar Age of Empires era bem diferente no que dizia respeito à coleta de recursos. Comida para fazer soldados, madeira para construções, ouro para unidades mais caras e pedra para torres, e muitas vezes os recursos eram usados em coisas diversas, aumentando assim a diversibilidade do jogo. Também não demorou para que eu ficasse jogando e rejogando a demonstração curtinha de três cenários da expansão Rise of Rome. Era incrível como o jogo, apesar de ser demonstração demonstrava a evolução do ser humano através das eras antigas, desde a idade da pedra, passando pela idade das ferramentas e chegando na idade do bronze. A demonstração contava uma pequena história da civilização Cartaginesa que foi adicionada na expansão Rise of Rome.

Então, algum tempo depois finalmente tive a oportunidade de jogar a versão completa do game. Fiquei feliz em ver a diversidade de civilizações e unidades que nem sempre eram nos apresentados na demonstração. Conheci Age of Empires quando já estava para sair o segundo jogo da série, ou já havia saído, não lembro direito. Mas a história de Age 2 fica para outro dia, ou melhor, para a próxima parte do post.

Age of Empires I: Das Pedras ao Ferro

 

Age of Empires foi lançado em 1997, produzido pela Ensemble Studios e lançado pela Microsoft, usando a engine Genie. Utilizando-se de gráficos 2D, os jogadores controlavam uma das doze civilizações em combates no modo de mapa aberto, famoso em jogos do estilo, ou então através de uma das quatro campanhas. Das quais vou falar mais a frente.

Um dos maiores empecilhos no modo livre de AoE, era a limitação de população, que não podia passar de 50. Porém no modo multiplayer era possível setar o limite de população para até 200, o que era bem melhor. Felizmente em Age of Empires 2, isso foi corrigido também, aumentando para 200 naturalmente. Embora, a maioria dos jogadores ainda não tenham se contentado com isso (Quem será?).

O modo campanha apresentava a história de quatro civilizações:

0- O Reino dos Hititas *
1- A Ascensão do Egito
2-A Glória da Grécia
3-Vozes da Babilônia
4- Yamato, o Império do Sol Nascente

*Disponível na demonstração, mas pode ser copiado para o jogo completo.

A campanha do Egito é bem uma cara de tutorial mesmo, fácil de zerar e mostra o básico para o iniciante do jogo. Infelizmente não me recordo muito das demais, mas são interessantes e cobrem períodos históricos das civilizações as quais se referem.

E falando em civilizações, cada uma das doze tem suas vantagens que podem lhe ajudar a escolher a sua favorita. Não vou citá-las aqui, pois não é o objetivo do post, basta saber que cada uma tinha suas especializações em certa área, seja ela econômica ou militar (principalmente essa, é claro!). Um exemplo disso é a civilização Hitita, que possuía ótimos bônus para a arquearia e unidades navais, sem contar uma resistência extra em suas catapultas.

As unidades eram diversificadas e partiam de várias construções de treinamento. Quartéis treinavam as unidades de infantaria, enquanto os estábulos as de cavalaria. Arquearia era feita no Campo de Arco e Flecha, e unidades de cerco como a balista e a catapulta Oficina de Cerco. Ainda existiam os sacerdotes e seu famoso “ololo”, treinados no templo, e finalmente as unidades de infantaria de elite, treinadas na academia.

A diversidade de unidades era um tanto legal. Algumas possuíam upgrades adquirindo novas armas e equipamento, como era o caso do Clubman que virava o Axeman, mas que logo ficava obsoleto em eras mais avançadas sendo substituído pelas unidades de armadura, como o Short Swordsman e suas evoluções, porém adicionando ouro ao custo de treino. Em situações onde o jogador ficava sem ouro, o jeito era voltar a recorrer aos camaradas de machado mesmo.

Age of Empires ainda possuía um sistema de avanço fundamental que eram as eras, que faziam com que o jogador tivesse acesso à novos recursos tecnológicos e unidades. Iniciando-se na Idade da Pedra, pouco se tinha a fazer, a não ser coletar recursos (principalmente comida) para avançar para eras posteriores. Você ainda podia fazer o Clubman para se defender de eventuais ataques inimigos, mas o foco deveria estar mesmo no desenvolvimento. Na Idade das Ferramentas, finalmente você tinha acesso a um poderio militar mais diversificado, o Axeman, o Bowman e a Scout Cavalry que servia para reconhecer terreno e servia como a unidade básica de cavalaria, apesar de ser bem fraca. Na parte naval, você obtinha o primeiro navio de guerra.

A Era do Bronze era marcada pela quantidade nova de unidades e tecnologias diversificadas. Desde cavalaria pesada, até arqueiros avançados. E finalmente a Era do Ferro, além de apresentar as tradicionais melhorias de cada era, trazem também os Monumentos que são 4 diferentes: Para Egípcios e Assírios, uma pirâmide. Para Gregos, Fenícios e Minoanos, uma estátua que se assemelha ao Colosso. Para Yamato, Choson e Shang, um templo estilo oriental; e para Babilônicos, Hititas, Persas e Sumérios, um Zigurate.

Os gráficos do game são bons para época, e trazem como citado no parágrafo anterior, quatro estilos de arquiteturas diferentes que diferem de civilização para civilização em seus prédios. O estilo oriental, o mesopotâmico, o clássico e o egípcio.

Como eu joguei antes de chegar ao ensino médio, era muito gratificante jogar AoE, e chegar nas aulas de História e prestar atenção na professora falar de Sumérios, Hititas, Fenícios, etc. Enquanto a maioria achava a matéria um saco. História em si já é uma matéria fascinante, ainda mais quando você realmente gosta dela. Tá aí mais um ponto positivo para os games, que não só divertem como aumentam o nosso ponto de vista cultural e conhecimento.

Em 1998, a Microsoft Games então lança a expansão Rise of Rome, adicionando quatro novas civilizações: Roma (tava faltando né?), Cartago, Macedônia e Palmyria (que até hoje não sei do que se trata). Novas campanhas com temática romana são adicionadas. Outra mudança está relacionada com os mapas de combate livre que agora têm a opção de um tamanho extra, que é gigantesco.

E o papo de hoje, fica por aqui, espero que tenham gostado desse apanhado de Age of Empires I, na próxima parte falarei sobre Age of Empires II. Nos vemos na Idade Média!

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Raphael Meltoh

Bio: Gamer desde a infância, mas precisamente desde os 5 anos. Amo séries (comecei pela influência de Lost), e animes. Jogador de RPG e apaixonado por cinema. Descobri recentemente também o gosto por HQ's. Ah! E é claro, fã confesso de Phoenix Wright!
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