Japão

100% Morango – Vol 10 | Excursões, Chinami, e mais próximo da Nishino do que nunca?!

Está aqui uma das matérias que já queria ter feito faz eras, mas fiquei impossibilitado pela demanda de tempo que ela necessita . Sem contar os volumes antigos que tive que reler por não lembrar 100%. Mas então, quem me acompanha na discussão da obra prima da grande Mizuki Kawashita? Peguem seus morangos e fiquem à vontade!

Minha história com Ichigo 100% foi totalmente casual. Como sabem por aqui, revirei de cabo a rabo o Jump Ultimate Stars. Liberei tudo, criei um monte de decks, joguei mais de cem partidas no multiplayer local, e consegui travar o clock do jogo no 99:99:99. Dá pra ver o quanto eu gosto desse que é um dos melhores jogos pro DS.

Até aí tudo bem. Ichigo 100% no jogo só possuía personagem de suporte, porque, obviamente, não há ninguém que lute no mangá (apesar que a Satsuki tem chutes e socos bem poderosos). Vi o mangá sendo anunciado, e já me prontifiquei a adquiri-lo assim que o avistasse nas bancas. Dito e feito.

Ichigo 100% foi um dos mangás que comprei às escuras, sem saber nada além da sinopse. E para minha grata surpresa descobri Kawashita, e Ichigo 100% se tornou um dos meus mangás favoritos, senão o mangá que eu mais espero para ler no mês seguinte.

A autora consegue, com seus traços e quadros, passar a emoção que deseja com exatidão.  Diverte e logo em seguida insere um momento sério sem perder a graça da piada ou fazer o momento cair por terra, semelhante ao que acontecia com alguns capítulos de Buso Renkin por exemplo. É um mangá aonde eu acabo me envolvendo totalmente na leitura, e quando vai chegando no fim já vem aqueele pensamento: “putz já tá acabando…”. Vamos falar da história agora!

Bem eu ia fazer um pequeno parágrafo sobre cada volume mas acho meio desnecessário, então vamos logo ao ponto atual: o volume 10.

Na primeira parte temos o fechamento do arco “aniversário”. Foi muito boa a forma como a autora preparou a Nishino para esse momento. A reaproximação, os encontros pós tarbalho, o cara da confeitaria, as aulas de natação com o Manaka, e mesmo assim a Nishino só baixou a guarda neste capítulo. Mas como o mangá precisa continuar o telefone tocou na H.  Mas fois bom ver essa caminhada toda, e o Manaka ficando mais próximo da Nishino a esta altura do mangá. Confesso que nunca foi tão fã da personagem mas nesses três últimos volumes a autora conseguiu me fazer torcer por ela mais do que as outras.

No festival do colégio aparece mais uma garota, Chinami. Caramba que garota pentelha! Mas até gostei do alívio cômico a mais que ela deu a série, com suas jogadas de charminho para conseguir o que quer. Aliás, é a mais politicamente incorreta que apareceu até agora. Ela embarcando na excursão sem permissão mostra bem isso. Ri bastante do da levantada da franja do Sotomura, e do Komiyama berrando para todos sentarem para poder ver a Chinami aparecer de novo. A gorata mesmo não valhe nada, pior até que a Nabiki de Ranma 1/2! A cena dela mostrando a calcinha pro Manaka pra ver se mesmo assim ele não gosta dela deu uma emoldurada boa na personalidade da pequenina. Eu não sei vocês mas pelo momento do mangá, eu senti que o Manaka nem se balançou com o ato, e sim com a Nishino ter visto a coisa e entendido errado.

A cena com a Toujou no terraço, igual a abertura do mangá, foi uma arma boa para tentar mexer com Manaka e consequentemente com o leitor. Eu até acho que o próprio mangá tem muito disso, confundir as tentativas de conquistar o Manaka, com as tentativas de conseguir torcida para tal personagem por parte dos leitores. Encaixou perfeitamente com a colocação do filme no festival, oriuda da escolha do gênero de ficção, um dos pontos fortes do roteiro da Aya. Sempre que vejo uma cena da Aya e do Manaka, eu penso que ele atualmente só se envolve e se deixa levar por ela quando fala de filmes e tal. Antigamente bastava ver a Aya, ou ter uma conversa mais banal. É a impressão que eu tenho.

Finalmente a excursão! O Komiyama papricando e seguindo o Manaka foi muito engraçado! Dar biscoito na boca dele foi demais! E com a Satsuki vendo! A Chinami no quarto do pessoal da sala do Manaka também foi muito boa! Todo mundo empurrando a Chinami para que o Manaka não a visse! A perseguição nos leva ao momento da Satsuki no volume.

Foi meio rápido e serviu mais para deixar o Manaka enrolado em meio a confusão. Mas a cena seguinte dá início a uma das melhores sequências do mangá até agora. Com a Nishino vendo o Manaka quase beijando a Toujou ela foge, mas aparentemente, a autora mostra  mais uma vez que o momento é da Tsukasa. Essa pelo menos é a impressão que passou no volume com Manaka sempre acabando indo atrás da Nishino.

Depois das ligações para Yui e descobrir finalmente o hotel da Nishino. Achei muito interessante como a todo momento a autora faz a personagem acreditar que não tem mais chances e subtamente dá a chance em forma de mensagem, e tal era melhor do que ela pudera imaginar.

A cena do Manaka chegando no hotel foi a melhor do volume pra mim, a mais emocionante, digamos. Depois temos o passei ao tempo e as coisas esquentando, mas fiquei rindo mesmo das professoras pedindo pra casar XD

E o fim do volume! Manaka mais perto da Nishino que nunca! Acho que o mangá está pendendo muito forte para ela, e a minha torcida neste momento está concentrada na Nishino! E vocês pra quem estão torcendo?

Obs.: Já estou com o volume 11 em mãos mas ainda não o li. Em breve o próximo MdQ!

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Rackor

Gamer de fliperamas aos consoles, passando pelo saudoso GB Color e seu Pokémon Yellow. Leitor de mangás, e dou preferência a estes ao invés de animes. Mais recentemente descobri as HQs, e desde então sou fã da trajetória de Geoff Johns em Laterna Verde, entre outros clássicos como Watchmen.
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