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Conversa de Mangá: Katekyo Hitman Reborn 344 – Trunfo

Katekyo Hitman Reborn!: Capítulo 344 foi disponibilizado no dia 07 de julho: “Trunfo”.

Se você não sabe o que é o projeto Conversa de Mangá, clique aqui. Depois do “continue”, a gente conversa mais:

Aviso: Continue apenas se você já leu o capítulo 344 de KHR!. Atualmente acompanho o mangá pelo site Mangá Stream, e a qualidade da scan é absurdamente fantástica! Basta não ter medo de inglês. Mas, em todo caso, o site Anima Regia tem a tradução em Português. 😉

Yeah! CdM está de volta! E sem mais recesso! E o CdM dos Leitores?
Em breve darei detalhes sobre ele, padawans. Ele não foi esquecido.

Katekyo Hitman Reborn! 344
Trunfo

E a saga Shimon está dando os seus últimos suspiros esta semana. Não foi tão longa assim, né? Comparada com outros mangás, que tem sagas que levam muito mais capítulos, até que a de KHR! está num bom tamanho. Claro que não dá para dizer que ela terminou, já que ainda tem todo o mistério em torno da Vindice, tem os amigos que ainda não foram devolvidos, tem um novo elemento dado no final deste capítulo, mas de qualquer forma, o vilão da saga virou pó pelo visto. Se o Daemon sobreviveu a este capítulo vou ficar meio indignado.

Quanto ao capítulo da semana. Teve alguns momentos em que gostei muito da posição do Tsuna. Ele chamando o Daemon de covarde, porque o trunfo do vilão é fugir sempre. Boa sacada do Tsuna, achei um verdadeiro tapa na cara do vilão. Mas é aquele famoso lema, “fuja e viva para um outro dia”. Se eu fosse um vilão, com certeza faria a mesma coisa. Vilão não tem honra (alguns possuem, mas é deturpada, é claro), então quando a coisa aperta, a melhor estratégia é fugir. Acho que condiz com a personalidade do Daemon, afinal, viveu tantas décadas nas sombras, se alimentando de outros corpos humanos (bem Orochimaru isso, agora cabe a pergunta, a Amano se inspirou em Naruto, apenas homenageou ou ficou achando que ninguém iria fazer tal comparação?), e manipulando tudo através de outras pessoas. Um vilão covarde sim. Só se revelou e resolveu batalhar quando achou que estava num nível superior aos seus adversários.

Já por outra perspectiva, fiquei mais fulo da vida com aquele esquisito da Vindice. Oitavo elemento? Habilidade para cruzar dimensões? Ora, então os amigos do Tsuna que estão presos na dimensão que o Daemon criou, certamente serão libertados através desta habilidade, o que significa que eles poderiam soltar eles a qualquer momento para auxiliar na batalha que aconteceu. E o pior, só interferiram na mesma, quando o Daemon tentou usar o tal 8 elemento para fugir, e acabou violando uma das regras da habilidade, sempre ter um corpo (regra bizarra diga-se de passagem). Tem ainda a questão do Arcobaleno da Vindice que também ainda não foi explicada. Enfim, com tudo isso, não dá para saber se os carcereiros da máfia são aliados ou futuros vilões do mangá. Gostaria de entender melhor a origem da prisão, deles e destes poderes estranhos. E porque diabos eles deixariam o Daemon ter tal habilidade. Um mistério muito bem elaborada pela Amano para um grupo que apareceu tão rapidamente lá no começo do mangá, na saga Mukuro e que até então servia apenas de background para alguns elementos. Será que podemos presumir que a próxima saga irá envolver a Vindice? Ou a autora vai fazer outra coisa e deixar estas pontas soltas para o futuro?

Mesmo com tudo isso, ainda acho que a batalha final deste arco foi mais fraco que o da saga do futuro, contra Byakuran. As engenhocas da Vongola já estão parecendo itens do Inspetor Bugiganga. A autora deu um jeito de dar vários upgrades nos acessórios, e até mesmo o Tsuna acabou emprestando os poderes do Enma, porque é mais fácil um protagonista com poder total e lutando sozinho do que em parceria com outro. Achei que no final, a autora não precisava ter fundido os poderes e ter tirado o Enma da batalha. Por mim, ambos tinham lutados juntos até o fim. Acharia muito mais legal assim. E KHR! passa por um processo complicado, pois se a cada arco os personagens apelam para novos acessórios Vongola, novos elementos que não existiam antes no universo da série, fica aquela coisa sem graça. Não há superação de forças por mérito próprio. Um dos personagens que mais gosto na série é o Yamamoto, pois lá no começo ele treinou com o pai a habilidade da espada, depois foi aprendendo novas formas de se fortalecer neste tipo de combate. Tudo bem que ele também tem um acessório e parafernálias Vongola, mas elas funcionam como suporte para o estilo de luta, enquanto o Tsuna já depende de seu equipamento por completo para poder lutar, sem falar naquela pílula que ele ainda toma até hoje. Gokudera é um pouco diferente, pois ele criou o sistema C.A.I., inventou um jeito novo de usar o equipamento, ao invés de apenas utilizar da forma como foi concebido. Enfim, é um sistema de progressão de poderes que precisa ser melhor pensado para os próximos arcos, senão o mangá vai acabar perdendo a graça.

Gostei do Tsuna ter tentado dar uma chance ao Daemon. Vilão caído não se mata, não seria politicamente correto. Caio no chão? Renda-se e pague por seus crimes. Tentou fugir? Morra maldito! É a velha fórmula de como não fazer o herói se tornar um justiceiro frio e perder o emblema da bondade. Faz sentido e não achei que poderia ser diferente.

Enfim, o capítulo terminar com o retrato do medalhão que caiu do Daemon. Depois de tudo, o vilão ainda tenha uma luz dentro de seu coração? Se fosse apenas isso, acharia sacanagem da autora, pois as vezes humanizar o vilão não ajuda muito. Vilão bom é aquele de sangue ruim mesmo, que é malvado até o último fio de cabelo, mas nem todo vilão nasce vilão. É interessante a questão da mulher da foto, pois é um elemento até comum nos quadrinhos americanos de super heróis. As vezes uma pessoa é ruim porque perdeu um grande amor da sua vida. O “Felizes para Sempre” se extingue da vida e o cara segue o caminho do mal. É clichê? Até é, mas não acho que seja ruim usar isso. E depois de tudo que vi do Daemon, eu adoraria saber se essa mulher na foto seria um amor perdido ou traído. Não acho que humanizar nesse sentido, seja algo ruim. Gostei da ideia.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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