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Supernatural: Milagre da Nova Ordem Emergente – O Purgatório na Terra! [7×01/7×02][PdS]

Supernatural: Os 1º e 2º episódios da 7ª temporada foram exibidos nos EUA dias 23 e 30 de Setembro de 2011, respectivamente:

7×01 – “Meet the New Boss“ 

7×02 – “Hello, Cruel World”

Enquanto isso no Brasil: Exibido pelo Warner Channel todas quintas-feiras às 21 horas. Os episódios 7×01 e 7×02 ainda não foram exibidos no Brasil pelo Warner Channel!

Aviso: Continue lendo apenas se você já assistiu os episódios 7×01 e 7×02 de Supernatural (e a 6ª temporada). Haverão spoilers!

Meet the New Boss foi melhor do que toda a sexta temporada que acabou se tornando o calcanhar de Aquiles da série. Acredita?

Não conhece o Papo de Série? Basta clicar aqui e ficar por dentro do projeto. Depois do “continue”, a gente conversa mais.

A Sétima Temporada: Nova Ordem!

Castiel, nosso Novo e Único Deus?

Jamais teria acreditado que estaria escrevendo sobre os irmãos Winchester tão entusiasticamente dois anos depois da quinta temporada. Entre anjos, demônios, Lúcifer e Eve, acredite, Sam e Dean estão bem mais vivos do que estavam no início de tudo isso.

Afirmo assim, sem qualquer dúvida. Se assistir hoje a primeira temporada, a antiga fórmula de episódios “empacotados self-service” não tem mais efeito. E não é porque mudei as minhas exigências mas, principalmente, porque Supernatural não é mais o mesmo. Não há como negar: precisamos de um “Lúcifer”, de uma “Eve”, de uma “Morte”.

Estou acostumado à existência de vilões superiores, de uma trama maior, um bem e um mal ameaçadores unidos por crises entrelaçadas. E ponto. O maior erro da temporada passada foi a tentativa inocente de retomar o combate de criaturas lendárias naquele estilo “empacotado”. E boas intenções não melhoram as consequências, certo?

Convenhamos que para uma história simples de lendas urbanas sobrenaturais, a série transformou uma tentativa em conquista firme e, talvez, inesperada. Já tem quase uma década de duração e mostrou ter fôlego para os próximos anos! Poucas séries alcançam esse patamar.

O resultado atual não era previsível aos indicadores que tínhamos há anos atrás. Muitas mudanças foram feitas temporada à temporada – sim, melhorias na maioria mas não somente melhorias. Poderíamos tentar esquecer o último ano mas vamos precisar dele como referência. Então, se acostume com a mancha no progresso da produção.

Dean: We need you to kill God.
Death: Oh?

A alteração do papel de Castiel no universo dos personagens soube dar a impressão errada, acertando mais por isso. Foi inteligente a forma como terminaram o declínio gradual de Supernatural na sexta temporada. Episódio a episódio, tudo foi piorando, se afundando mais e mais na “Jaula de Lúcifer“, e terminou no topo com um clímax intrigante – um protagonista transformado em antagonista. De anjo a Deus. Castiel será mesmo o segundo Lúcifer? Esta pergunta veio instantaneamente na sequência dos últimos acontecimentos.

Mudando o foco, por mim ainda bem que enterraram a família Winchester revivida, bem no lugar de onde vieram. Estão melhores por lá. Enquanto a primeira estratégia pós-Kripke era reunir o maior número de personagens familiares e estabelecer combates de legiões, a alternativa que encontraram agora consiste no contrário.

Se uma solução não dá resultado, por que não explorar o seu oposto? Pensa. O que aconteceria se os Winchester ficassem por conta própria novamente? Totalmente sozinhos e encrencados? Vamos recomeçar?

7×01: Meet the New Boss

The Road So Far…

Esse regresso de Supernatural trouxe um roteiro tão turbulento, quer dizer, as reviravoltas e os conflitos foram tão intensos que senti como se “Meet the New Boss” não estivesse iniciando outra temporada mas unindo pontas soltas, preparando o terreno e ao mesmo tempo dando uma nova direção. Então, recomeçou muito bem.

Castiel: No. I’m cleaning up one mess after another. Selflessly.

Esperei meses e Sera Gamble conseguiu fazer logo tudo aquilo que era esperado. Quem diria que o rumo seria esse. Segundo o desenvolvimento da trama, a intenção cada vez se torna mais evidente. Podemos estar presenciando um ponto de virada em Supernatural. E quero realmente fazer parte disso como observador, quero assistir mais episódios. E nunca escreveria isso sobre a sexta temporada.

O diálogo que abre o episódio foi bem elaborado embora sinistro, no bom sentido. Sabia que Castiel seria o novo Deus, esperava a arrogância. Porém, confesso que a ditadura e a frieza ultrapassaram as minhas antecipações. O ego destrutivo e vingativo de Castiel, as visitas e as “limpezas” feitas em instituições, a forma como um personagem, até então protagonista, passou de inocente para cruel, a invasão na Igreja, toda a contextualização, os pormenores que tiveram o cuidado de acrescentar como a alteração da imagem divina no vidro da janela – isso tudo foi perfeito. Castiel em toda a parte!

Sem esquecer, ainda lembro apesar do atraso em escrever, que fiquei admirado com a excelência que dirigiram e escreveram esse primeiro episódio da 7ª temporada. Reparou também nos contrastes? Castiel caminhando no Paraíso, calmo e com tom de voz controlado, uma paz exalando dele. E aos poucos, apresentam os Anjos derrotados no chão como se tivessem sido torturados num campo de concentração sagrado.

Dean: Who feels like hog-tying Death tonight?
Bobby: Old age is overrated anyhow.

Aliás, gostei da inclusão do resto do mundo nesse primeiro episódio. Não que Supernatural seja uma série descontextualizada mas a ficção muitas vezes deixa de se relacionar com o lado ordinário e real – foi bom ver o caos fora do Paraíso, fora do Inferno; na Terra.

Ninguém, todavia, pode ter tanto poder em mãos sem ser Deus, se é que existe – maior incógnita de Supernatural? (Não só de Supernatural, claro). Para mim os planos seriam: dar toda a autoridade para Castiel, deixá-lo destruir o mundo, escravizar os seres e impor a sua ordem, sem pedir palpites. Outra vez, estava enganado. Essa imprevisibilidade foi o traço genial até agora dessa recente aposta. E fui adorando cada minuto. Sou critíco, enxergo o lado negativo daquilo que analiso mas quando temos um balanço positivo disparado, não disparo noutro sentido – reconheço o avanço e o progresso.

Os negócios que o Novo Deus tentou arranjar, a veneração que buscou, o controle do Infero e a combinação com Crowley, não falharam em nada. Misha Collins fez uma atuação incrível, transformou completamente o personagem e mesmo assim conseguiu voltar ao antigo Anjo contra o Apocalipse, já no fim.

A parte triste da descoberta de que o Deus era só mais um desequilibrado foi que, alguns devem ter reparado, Misha Collins aparece nos créditos como Special Guest Star – adeus ao Cas. Infelizmente, essa informação já denunciava que Cas encontraria o seu fim em 40 minutos aproximadamente.

Death: Really bought his own press, this one. Please, Cas. I know God. And you, sir, are no God.

Paralelamente, muita coisa também aconteceu. Acorrentaram a Morte, ameaçaram a vida de “Cas-Deus”, a barreira de Sam foi rompida, o portal para o Purgatório reaberto, o receptáculo de Castiel dominado e os novos inimigos superiores anunciados sem cerimônia: os Leviathans – mais uma adição construtiva! Impossível não dizer que essa temporada está prometendo!

Leviathans foi a melhor surpresa de todas – criaturas primitivas, mais velhas que o ser humano, selvagens e predadoras. Invencíveis? Precisavam há muito tempo de um propósito para os artefatos roubados do Paraíso – o Cajado de Moisés vencerá os Leviathans? Aguardando para ver a repercussão. Só falta ser confirmado que Lúcifer criou essa realidade Pós-Kripke e que Sam está ainda na Jaula! Ah! Esse momento foi único: a melhor sugestão que ouvi de uma alucinação (será?) durante uma série. Se assim for, tortura de gênio.

Lamento pelo Cas, pelo Misha Collins. Adorava a contribuição deles para o TV Show, era um personagem com potencial. Entretanto, haverá outras vantagens pela frente, espero. E repito, fiquei entusiasmado com cada segundo e a ansiedade está proporcional à fila do inferno por aqui!

7×02: “Hello, Cruel World”

Leviathans’ Habeas Corpus?

Que ritmo é esse? Quando o primeiro episódio de uma temporada exala confiança, qualidade e um ótimo roteiro, gostamos mas até aí é fácil de compreender. O incrível é a mesma confiança, a mesma qualidade e outro excelente roteiro marcarem presença consecutiva. E não estou protestando!

Dean: Dumb son of a bitch [Castiel].
Bobby: Well he was friends with us, wasn’t he? Can’t get much dumber than that.

Não gostei de assistir o receptáculo de Castiel se degradando, tomado por Leviathans e afundando. Todavia, a contaminação da rede pública de água por suspeitas manchas negras familiares foi uma mudança, um impacto. Perder um membro do elenco incomoda mas fortalece a história – claro, só se for bem feito.

Os danos colaterais da tortura imposta por Lúcifer ganharam outra dimensão, evoluíram melhor do que as minhas expectativas inflacionadas haviam previsto – eles souberam plantar uma semente da dúvida; será que Sam ainda está na Jaula? Nem espanta ou preocupa onde ele realmente está, o fato impressionante é imaginar o que isso significaria para Dean, Bobby, Castiel e tudo que veio depois dos acontecimentos anti-apocalípticos da 5ª temporada.

O Paradoxo de Lúcifer-Sam

Seria essa a melhor tortura?

A série não joga com elementos naturais e por isso se serve muito convenientemente de soluções extraordinárias, verdade. Então, pode ser que não faça tanto sentido o meu questionamento, mas alucinações não são capazes de materializar uma cópia do Impala ou um Dean falso para dirigir – um ponto a mais para o Lúcifer.

Sam: Okay, if this is some dream and you got power over it, why don’t you just end it?
Lucifer: End it? This? You not knowing what’s real, the paint slowly peeling off your walls. Come on, man, this is the sweet spot. Why would I end it? Not like we got HBO in the Pit.

O sofrimento do Sam, também, devia ser infinitamente maior segundo o que tinham dito. Faltando algum sentido real nisso? O problema é que ele, Lúcifer, não pode estar certo, se estivesse, isso causaria um retrocesso e penso que não seria saudável voltar duas temporadas… Já foi difícil superar o primeiro prazo de validade vencido.

Por outra perspectiva, se Lúcifer estiver certo, mesmo voltando atrás, isso não traria aquele cenário passado por inteiro. Caso Sam fosse liberto por fim, Lúcifer também seria, porém outras coisas teriam acontecido, talvez outra criatura ainda mais interessante fosse a responsável por abrir a Jaula. É, pensando bem, melhor deixar o Lúcifer como alucinação, finalmente Supernatural está encontrando o seu rumo. Para quê estragar isso?

O que tivemos até agora foi um Sam desequilibrado e quase descontrolado, ameaças da alucinação com Lúcifer, perdemos o Anjo que melhorou muito o desempenho da série durante os últimos anos, Dean reprimindo o sofrimento, como sempre, e Leviathans soltos e obtendo vítimas (órgãos, sangue e vítimas) no Hospital de Sioux Falls. Por tocar no assunto, já perdi a conta de quantos seres sobrenaturais se espalham como uma substância preta e invadem corpos como parasitas.

O Príncipe e Guardião do Inferno

O primeiro dos Sete?

Lembra da Lilith? Desde aquela época, sempre admirei ver uma criança possuída. Não sei bem a razão. É provável que ficasse melhor por ser mais maléfico, mais cruel, mais intensa essa personalização do sobrenaturais impiedoso e imperativo. Assim, foi maravilhoso acompanhar um Leviathan no corpo de uma garota.

Annie: Annie knows where baby comes from. Disgusting, by the way.

Hospitais são ambientes frios e, opinião pessoal, desagradáveis. Pronto, não o vejo como um bom ambiente para passar o tempo. Dito isso, concordo que a ideia de um médico assassino por si só não é exatamente criativa mas é fácil de vender para o público dentro de certas circunstâncias. E isso fizeram bem.

Os Leviathans parecem invencíveis aos métodos comuns. Alguma ideia? Derrotar um dos sete príncipes e guardiões do Inferno sugere que apenas o “Deus” do Inferno seria capaz, é provável. Lúcifer então? Sendo ele a resposta, Sam e Dean teriam que abrir a Jaula para acabar com os Leviathans e trocariam um problema por outro. Mais uma vez essa questão.

Sem contar que esse roteiro seria cíclico. Outro “Deus” do Inferno conseguiria ser menos decepcionante. Torço para que o “Chefe” referido pelos Leviathans não seja alguém já conhecido. Quero mais surpresas e novidades – uma série de sete temporadas precisa de mais impulsionamentos para se sustentar.

Simplicidade encaixa com sofisticação na maioria das vezes. Bem, estava pensando, Deus pode aprisionar as suas criações primitivas de acordo com a teoria, então esse seria outro caminho. Não que ache que alguma vez Deus participará como presença na história.

Os Sete Arcanjos são alternativas favoráveis, mesmo que as entidades divinas já tenham saturado Supernatural o bastante (e Rafael esteja morto e Miguel aprisionado – de novo a solução teórica exige a abertura da Jaula). E volto aos artefatos usurpados do Paraíso – que nem se sabe onde estão! Veremos o contorno que darão na situação.

E o Crowley, já cansa estarem jogando o demônio aproveitador de um lado para o outro. Tendo Castiel fora do campo, não imagino o futuro que criarão para o personagem. Sempre haverá lados para atirarem e deixarem repousar o antigo Rei do Inferno de qualquer modo.

Como se não tivesse sido o suficiente, Bobby desapareceu e a casa dele, o único e antigo refúgio dos Winchester (e nosso também dada a quantidade de tempo que gastamos assistindo o local), queimada, arruinada, destruída. O importante de notar aqui é que não interessa muito se Bobby Singer está morto ou vivo. Interessa apenas que eliminaram todo o suporte e a escassa estabilidade de Sam e Dean. Eles estão sozinhos, desarmados, ameaçados e sem meio de fuga. Fazia tempo que não acontecia isso literalmente. Solidão problemática funciona para mim.

The Road Continues…

Admiro os episódios que terminam deixando aquela vontade de absorver mais e mais. Foi genial o modo como fecharam os 45 minutos, um enfermeiro anunciando calmamente o Hospital para qual Sam e Dean iriam, sem nem sequer sonhar com o significado daquela frase usual. Sioux Falls Hospital não é um bom local para passar um tempo.

Em geral, classificaria “Meet the New Boss” e “Hello, Cruel World” com notas próximas do máximo porque mereceram. Espero que mantenham a promessa e confirmem o potencial que indicaram até então. O próximo episódio, 7×03: “The Girl Next Door”, deve diminuir o ritmo, não que eu deseja isso. Entretanto, estamos começando a sétima temporada e já sinto o Season Finale no ar. Notável.

Misha Collins fez um trabalho exemplar, os protagonistas nem preciso comentar. A Morte é uma visita muito agradável (em Supernatural apenas), dando momentos de ironia, agindo com muito carisma – algo a ser aproveitado. A cena, no primeiro episódio, dele tomando Milk-Shake foi épica.

Somos aquilo que eles comem. Tentar interpretar esse ditado no promo do 7×03: “The Girl Next Door” desperta imagens nojentas na minha mente. Aparentemente, os Leviathans não serão os problemas exclusivos no Hospital Sioux Falls. Enfim, sexta-feira está chegando. Teremos mais detalhes.

7×03: “The Girl Next Door” Preview/Promo

You Are What They Eat!


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Araphawake

Gamer de nascença, entusiasta do YouTube, cinéfilo e sobrevivente de The Walking Dead. Adoro livros e penso demais nas coisas. Na vida pessoal sou extremamente nostálgico e exagerado. Quem não me compreende ou conhece pode achar que sou antipático.
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