Cinema: O Preço do Amanhã – Eu Fui!

O Preço do Amanhã

Tempo é dinheiro! Literalmente.

Já parou pra pensar em como você administra o seu tempo? Quanto tempo você dorme, o tempo gasto no banho, o tempo que você passa jogando…? Eu perco uma boa parte do meu dia preso no trânsito. No mínimo umas duas horas diárias indo e voltando do trabalho apenas sentado dentro do carro sem nada de útil a fazer, a não ser ouvir música. Se o transporte coletivo daqui da minha cidade funcionasse e o clima fosse mais agradável (srsly, dá uma olha na previsão do tempo para Cuiabá) eu usaria apenas para aproveitar melhor esse tempo no trânsito.

Mas e se a frase “Tempo é dinheiro.” se tornasse verdade? Em um futuro próximo o dinheiro em papel deixasse de existir e todas as transações fossem feitas com tempo. Um café? Dois minutos. Um sanduíche? Vinte minutos. Você passaria a repensar como você gasta o tempo fazendo certas coisas e é dessa forma que vive a sociedade moderna do filme O Preço do Amanhã.

Não só o tempo virou moeda de troca, mas a população não envelhece. Você cresce até os 25 anos e aí o seu relógio-carteira começa a funcionar, te dando apenas mais um ano de vida. Para continuar vivendo, você trabalha para ganhar mais tempo. Essa é a sacada desse novo filme do diretor/roteirista Andrew Niccol (dos fantásticos Gattaca e O Senhor das Armas) e que acaba rendendo umas cenas bem interessantes.

Como a cena inicial do filme que nos apresenta o herói Will Salas (Justin Timberlake) indo cumprimentar a sua mãe cinquentona interpretada por Olivia ‘Thirteen’ Wilde ou ainda quando um certo personagem apresenta a sua família: sua sogra, sua esposa e sua filha todas igualmente lindas e jovens. O filme é cheio dessas sacadas, sejam elas jogadas na tela ou de forma subjetiva (a rapidez com que Will realiza suas ações, economizando tempo) mas infelizmente o roteiro não aproveita esse conceito ao máximo.

Então, logo Will é acusado de algo que ele não cometeu e mais rápido ainda surge o seu par romântico na tela.

Até esse ponto eu estava convencido de que o filme iria se tornar mais um blockbuster de ação, repleto de explosões e frases clichês. Mas daí o roteiro toma o caminho inverso e me surpreende! Tornando os personagens em uma espécie de Bonnie e Clyde futurista, roubando tempo-dinheiro dos ricos e oferecendo aos pobres. Essa ‘reviravolta’ é que conseguiu segurar a minha atenção um pouco mais e me fez gostar ainda mais do filme… Já que mesmo não sendo lá muita coisa, conseguiu me divertir um bocado.

Tem também umas tramas paralelas com um agiota, uns Guardiões do Tempo e uma história de economia mundial e quebra do sistema e whatever. É tudo tão porcamente desenvolvido que no final não adiciona nada à história. Quero dizer, para quê nos apresentar a esses conceitos se nada vai ser aproveitado? Só pra termos uma idéia de como o filme poderia ser um sci-fi bacanésimo e acabou morrendo na praia? Continuando…

Devo dizer que estava com um certo receio de ver Justin Timberlake encarando o papel principal, mas o cara consegue segurar as pontas. Claro, falta um pouco mais de experiência e MUITO carisma pra ele conseguir se firmar como ator, mas ele não decepciona. Ao contrário da lindinha da Amanda Seyfried que está lá apenas pra cumprir contrato. Cillian Murphy, coitado, fez milagre com o papel que lhe foi dado e Vincent Kartheiser consegue dar um mínimo de credibilidade para o seu ‘vilão’.

Enfim, se tiver tempo – tempo! Hã, sacou? – vale dar uma conferida no filme nas telonas (o trabalho da equipe de som/trilha sonora é fantástico), já que com Amanhecer em cartaz, a grandes estréias estarão escassas.

Se não, basta esperar um tempo – HÁ! Eu fiz de novo! – e assistir pela televisão.

O Preço do Amanhã

Ficha Técnica

Título Original: In Time
Diretor:
Andrew Niccol
Roteiro:
Andrew Niccol
Gênero:
Ficção Científica
Elenco:
Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Vincent Kartheiser e Cillian Murphy.
Estréia nacional:
04/11/2011
Duração:
109 minutos

Trailer:

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