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Metal Gear ou Ninja Gaiden? Eis a questão!

Este é Metal Gear Rising Revengeance!

Eu não vou mentir, quando me deparo com um hack’n slash de respeito eu costumo me empolgar mais do que devo, culpa da Platinum Games e seu Bayonetta, o orgasmo do gênero na minha opinião. Mas chamar de Metal Gear um game nesse mesmo estilo continua não combinando nenhum um pouco pra mim. Retiraram o “Solid”, adicionaram o “Revengeance” e agora o game caiu nas mãos de ninguém menos que uma das minhas produtoras favoritas, sim, a própria que acabei de citar ali em cima. A revelação veio nesse fim de semana durante a VGA 2011 e bem, se há uma produtora que possa tornar o game algo mais dinâmico, cinematográfico e carregado de estilo para o personagem, sem dúvida é a Platinum, porém fica nítido que se o jogo pretendia herdar o mínimo de estratégia que a série Metal Gear original possuia no início do seu desenvolvimento, agora com esse reboot, como o próprio trailer estampa, mostra que isso passa longe dos planos. A Kojima Productions segue supervisionando o projeto, mas o que queria mesmo saber é em que grau está o envolvimento do Kojima nisso tudo. Ele realmente aprova do começo ao fim esse game?

Andei lendo alguns textos por aí que refletiam sobre o aparente cansaço nas palavras do criador ao anunciar que muito provavelmente seria obrigado a lançar um Metal Gear Solid 5, mas que dificilmente entraria de cabeça no projeto como fez com o primeiro jogo da série lá em 1998 no PlayStation 1. A leve impressão que fica é a de que talvez as coisas tenham saído um pouquinho do controle do criador de Snake, talvez ele tenha enxergado o caminho sem volta que é a indústria de games hoje, sem ânimo para criar coisas novas, apenas apostando no que ainda é mais cômodo e certeza de lucro fácil. E no meio dessa história temos um spin-off bem distante da série original que mais se assemelha a um Ninja Gaiden, um jogo que parece perdido entre a promessa de um Metal Gear 5 e os projetos mais pessoais do autor. Temo que se um dia Metal Gear Solid 5 realmente chegue até nós, ele acabe não sendo desvirtuado, mas sim feito de qualquer jeito, sem o devido comprometimento de quem mais entende da série. Algo que me parece ligeiramente visível em Rising.

Certo, você pode até afirmar que a idéia desde o início nunca foi o Raiden ser uma espécie de sucessor do Snake, tudo bem. Mas eu tenho certeza de que se o game tivesse a mão forte do Kojima na produção, nós o reconheceríamos mais fácil como um game que faz parte da família. Mas enfim, curti a ligeira reformulação nas mecânicas do game, tudo me parece muito com o que Ryu Hayabusa já anda fazendo pela Tecmo Koei, só que tem tem robôs né? Como posso resistir? Não é um legítmo Metal Gear, mas não deixa de ser interessante. A propósito, repararam no trailer em português? Está aqui a prova que não deixa ninguém mentir. Brasil dos games fazendo efeito de novo? Vamos esperar que sim.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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