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Netflix no Xbox 360: testado e aprovado!

Chega de ser escravo de comerciais e horários? Este é o caminho para a TV do futuro?

Foi em setembro a chegada do Netflix no Brasil. O sistema de programas – desenhos, séries e filmes – por streaming através de uma conexão de banda larga já havia chamado a minha atenção, mas estava esperando a chegada do suporte ao Xbox 360 para poder experimentá-lo. Esse suporte finalmente chegou agora no início de dezembro, quando o console finalmente recebeu a sua nova versão de sua dashboard.

Uma das coisas chatas no Netflix é que ele ainda é um serviço que se restringe a determinados tipos de aparelhos e redes. Não basta ter uma TV, é preciso outros complementos eletrônicos para conseguir desfrutar direito do serviço. Claro que sempre há a opção de assistir direto no monitor do PC, mas eu particularmente não consigo chamar algo assim de “assistir TV”. O legal do Netflix é quando você consegue sentar no sofá e ver ele rodando na sua TV enorme, ao invés de ficar na apertada mesa do computador com o monitor a um palmo do rosto.

Mas enfim, faz apenas 4 meses que o serviço chegou no Brasil e as opções para desfrutar filmes e conteúdos sob demanda vêm aumentando. Começou com o PlayStation 3 e o Wii como principais plataformas, mas desde então migrou também para algumas Smart TVs, aparelhos portáteis como certos smartphones e tablets, além do já mencionado Xbox 360. Aliás, o suporte ao sistema da Apple, que permite o uso do Netflix no iPhone, iPad e Apple TV começou há alguns dias atrás. Tudo isso para dizer que a expansão do sistema aqui no Brasil ainda está em andamento.

Então é natural que algumas coisas ainda estejam em fase de crescimento e melhoramento. Ainda assim, após assinar o serviço (que é gratuito no primeiro mês) e colocá-lo no meu xisboca, fiquei tão impressionado que já cogito cancelar a minha TV por assinatura. Claro que há alguns poréns, mas calma que eu chego lá.

Entendendo o conceito…

Vamos começar do início. Primeiro é preciso entender que o Netflix não é um serviço onde o cliente vai sair assistindo filmes e séries recentes lá de fora. O conteúdo dele é mais voltado aos programas antigos, nostálgicos e clássicos. Filmes de Sessão da Tarde, desenhos clássicos, aqueles filmes que você cansa de ver naquelas prateleiras de DVDs das Lojas Americanas a doze pratas. Claro que há muita vantagem nesse tipo de conteúdo.

Muitos destes filmes velhos não passam com frequência, seja na TV aberta ou na paga. Séries antigas que você não tem saco para acompanhar nos horários malucos da tv por assinatura, ou que nem são mais exibidos. Desenhos que você sempre implorou para sair em DVD por aqui mas nunca saíram. Mas apesar do Netflix poder ter pérolas únicas, também tem uma caralhada de lixo; é preciso entender o contexto do serviço: fornecer muita coisa, para todos os tipos bizarros de gostos. E sempre com a ideia de que você jamais vai encontrar aquele lançamento fresquinho nele. Não é um serviço de filmes ou programas novos, é exatamente o contrário.

O bacana é que o serviço custa apenas R$ 15 por mês. Nem mesmo a TV por assinatura mais barata por aí chega a custar perto disso.Você paga 15 Dilmas por mês para ver o que quiser (dentro do cardápio da programação), quantas vezes quiser e na hora que quiser. É um bom negócio. É a TV interativa, aquela onde o telespectador faz seu horário e programação, evitando virar escravo dos canais de TV. Essa liberdade é sensacional!

Digo por experiência, pois faz anos que aboli da minha casa a TV aberta. E minha TV por assinatura tem recurso de gravar a programação, então eu só assisto o que eu quero e quando quero. É uma maravilha chegar em casa e sentar no sofá e ver apenas aquilo que me agrada, saltando incluive os exaustivos comerciais. É a TV do futuro, na minha opinião. O Netflix tem disso.

Velho é a vovozinha. O termo aqui é clássico!

Quanto ao conteúdo, tem muito que se garimpar. Cada vez que entro no serviço sou surpreendido com alguma coisa. E tem coisas que se destacam sobre outras. Todos os episódios de Ducktales, uma das melhores séries animadas da Disney de todos os tempos, completinho com todos seus episódios dublados. E só dá para ver no Netflix, já que na TV aberta uns tempos atrás a Globo estava exibindo todo censurado e picotado, e na TV por assinatura o canal da Disney de alguns anos para cá só sabe exibir Hanna Montana e estas outras séries teen live-action que passo longe. Também gostei muito de ter encontrado o velhão Sonic the Hedgehog, aquele desenho antigão do Sonic quando o Eggman ainda era Robotnik e que teve até uma revista em quadrinhos lançada nos anos 90 aqui no Brasil. Esse desenho é um achado histórico, que nunca pensei que teria a oportunidade de assistir uma outra vez. Também rolam algumas coisas bacanas dos canais infantis da TV paga, como Avatar e Johnny Test.

Filmes então, tem velharias que nem lembravam mais que existiam. Olha Quem Está Falando e Feitiço do Tempo, por exemplo, são engraçados de se assistir depois de tantos anos sem vê-los por aí. Ah, e tem os três filmes da série Pânico! O primeiro filme nunca saiu por aqui em DVD, também vou reassistir tudo de novo no Netflix. Claro que eu não preciso ficar indo voar lá pela década de 80 e 90, tem algumas coisas mais recentes também, como O Procurado (2008), Coraline (2009) e Valiant (2005). Mas sei lá, parece que o me despertou mesmo a atenção são os filmes mais antigos, já que os mais recentes tenho boa parte do que curto em DVD. Conteúdo da Disney tem em peso no Netflix, desde longas animados, séries teens live-action, filmes e por aí vai. Sinto falta de alguns clássicos, mas o que é moderninho e pop da Disney, tem por lá. Os longas animados da DreamWorks também batem cartão no serviço. Achei o máximo ter tropeçado nesse fim de semana num vídeo chamado DreamWorks Holiday Classics, com curtas natalinos de Madagascar, Shrek e Como Treinar o seu Dragão. Alguns dos curtas não são tão antigos assim, o da franquia “Dragons” acabou de ser lançado em BD nos EUA.

Séries ainda não me aprofundei, mas deu para ver que tem muita coisa bacana. Lost e Battlestar Galactica (2005) se destacam, mas tem séries que ainda nem foram concluídas nos EUA, como Castle, Weeds, Californication e Warehouse 13. Claro que nesses casos são apenas os primeiros anos que estão disponíveis, mas já é uma boa para quem nunca viu. Tem também material britânico, como o idolatrado Doctor Who, que por sinal devo começar a assistir via Netflix, já que é uma das séries que a galera sempre fala, mas sempre tive preguiça de correr atrás. E tem velharias também, como Hércules e Sliders (quem se lembra dessa última? Rá! Eu assistia!). Até mesmo hists como Community e Mad Men estão com seus primeiros anos já adicionados. Uma pena que no departamento de séries faz uma falta danada o Netflix ainda não ter contrato com a Fox, porque pra ficar perfeito só falta Simpsons, Buffy, Angel, Firefly, Arquivo X e outros hits de que a Fox possui os direitos de exibição.

Então no Netflix tem mesmo que garimpar. E é sempre bom lembrar que conteúdos são adicionados diariamente. Então se hoje não tem, não significa que amanhã não possa ter. Claro que limitado aos estúdios e empresas com que o serviço já possua contrato (Paramount Pictures, Sony Pictures Television, NBC Universal International Television, ABC Television, CBS Television, MGM, BBC Worldwide e Disney). Eu gostaria muito de ver material da Time Warner (que gerencia conteúdos da Warner, Cartoon Newtwork, Hanna-Barbera e muita coisa gold) e Fox no Netflix. Quem sabe no futuro.

E no Xbox 360, roda sem travadas?

Quando pesquisei sobre o Netflix nos foruns de games por aí, parece que a maior dúvida da galera era se o Netflix realmente roda bonito na TV, sem travar e com uma boa qualidade de imagem. A experiência nesse departamento parece não ter uma resposta unânime. Acho que tudo depende da sua rede. Vi pessoas com 4MB de internet reclamando que não fica bacana, assim como vi outros com 0,5MB de internet dizendo que a imagem é joia.

Aqui em casa a conexão é wireless, através de um roteador linksys (com senha para os vizinhos não chuparem a minha conexão). A internet é pelo Speedy, no plano de 4 mega. Gosto da internet alta, afinal todas as séries, animês e filmes atualmente acompanho baixando pela rede, codando e assistindo através da rede PC – X360 na TV. Nada de ver no monitor, tudo roda bonitinho na minha TV, que é uma LCD de 37 polegadas. Dado os detalhes, e o Netflix?

Comigo rodou perfeitamente. Na conexão sem fio mesmo, imagem em HD (são três barrinhas de HD, em casa o Netflix vai até a segunda barrinha), e jamais travou (já vi dois filmes, uma série e alguns desenhos animados). E ainda dá para navegar na internet enquanto vejo o filme! Não dá para forçar, tipo ficar com trezendos sites carregando no navegador, mas um página por vez, vai sem problema nenhum.  A qualidade da imagem é, inclusive, melhor do que a imagem do meu receptor Sky, que é em SD e por isso fica uma porcaria numa LCD. Impressionante na minha opinião.

O sistema é bem fácil de mexer também. Com várias sugestões na tela principal do programa, tendo opção de busca (que é muito rápido) e o filme não demora nada a começar depois de selecionado. Com exceção dos desenhos, tudo que vi até agora tem opção de legenda ou áudio em português. Lembro que quando o sistema foi lançado muitos reclamaram que o áudio original não era uma opção devido a ausência de legendas. Bem, até o momento tudo que testei tinha opção de ver com legenda em PT-BR sim. E segundo os canais oficiais, parece que a meta do serviço é que tudo seja assim mesmo, com aúdio original e legenda e também dublado. Vai do gosto do cliente.

Só lamento que até o momento não haja uma opção para que o assinante do serviço saiba quais são as novidades do cardápio de opções. Não há em lugar algum, seja no site ou no X360, uma opção de ver as últimas inclusões. O que é meio ridículo, mas tudo bem, o sistema de certa forma é inteligente e monta as sugestões de acordo com o gosto do assinante. Você responde um questionário quando assina, assim como classifica programas já vistos que recalibram constantemente as sugestões pessoais. É de se admirar. A função de integrar ao Facebook e também de ver o que os amigos estão assistindo é bem útil, pois geralmente as porcarias que ninguém assiste somem destas opções.

(Dica que o Mauri aqui da equipe me passou enquanto terminava esta matéria: http://blog.lancamentosnetflix.com.br/ – já é uma ajudona para quem quer ficar de olho nas novidades adicionadas ao serviço.)

Bem, acredito que tenha dado uma geral sobre o Netflix. Gostei mesmo do serviço. Achei extremamente barato R$ 15 por mês, dado a diversidade que já possui com apenas 4 meses do lançamento nacional. Rodou sem problemas na minha rede e com a minha banda larga. A partir de agora, também cogitarei conversar mais sobre adições e novidades que encontrar mexendo nele, assim como programas e filmes clássicos que assistir por ele e repassar aqui no blog tais opiniões e informações. 😉

Mais alguém aqui do blog já testou ou assinou definitivamente o Netflix? Deixem suas impressões nos comentários!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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