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Você já jogou algo da Twisted Pixel Games?

Games com originalidade, bom humor e muita bizarrice

Essa semana voltei a jogar Comic Jumper e voltei a ficar maravilhado com a insanidade que são as produções da Twisted Pixel Games. Tanto que deu vontade de comentar um pouco sobre isso aqui no blog. Pra mim a Twisted é um dos melhores estúdios dessa geração quando se trata de criatividade, bom humor e originalidade.

Ela me lembra muito a Rare em seus anos dourados. Mas a Rare como todos sabem já morreu há alguns anos, e até hoje não entendo como a Microsoft conseguiu destruir o estúdio, mas isso é conversa para um outro dia em um outro momento. O fato é que a Twisted me lembra bastante o jeito da Rare de criar games, sempre tentando algo diferente, mas seguindo contra a maré dos grandes blockbusters.

Se for pensar a Twisted só desenvolveu jogos até hoje com um forte e marcante personagem como protagonista, seguindo aquele conceito já quase extinto de “mascote”. Você não vê muitos games de mascotes nesta geração. Foi o tempo em que os estúdios apostavam em jogos assim. E a Twisted continua provando que se o jogo for bem feito, os mascotes não atrapalham em nada, pelo contrário, o bom humor de personagens como Splosion Man ou Comic Jumper deixam tudo ainda melhor.

Uma coisa que aprecio muito em alguns dos títulos da Twisted é o uso de Live-Action. Veja o vídeo acima para entender melhor. A brincadeira entre o mundo real e o mundo dos videogames é o maior barato. Brutal Legend, da Double Fine, fez a mesma coisa quando foi lançado (adoro a intro do game com o ator Jack Black). Em The Gunstringer a Twisted Pixel voltou a brincar com Live-Action já que o jogo é todo criado como se fosse uma peça teatral, com pessoas reais assistindo. O humor escrachado de jogos assim, com mascotes, combina perfeitamente ao gênero.

Eu tenho tudo que a Twisted lançou desde a sua criação em 2006:  The Maw (2009), ‘Splosion Man (2009), Comic Jumper: The Adventures of Captain Smiley (2010), Ms. Splosion Man (2011) e  The Gunstringer (2011). Todos ótimos, apesar que os meus favoritos são realmente o Splosion Man e Comic Jumper. Torço para que em 2012 o estúdio consiga produzir mais algum novo game, já que o mesmo foi adquirido pela Microsoft em outubro do ano passado, dado o bom retorno de seus jogos ao Xbox 360, e desde então não se teve muitas notícias do que isso afetará diretamente suas próximas produções. Só espero que a Microsoft não estrague a Twisted da mesma forma que ela estragou a Rare.

O mundinho dos games as vezes carece de novos personagens, de novas abordagens e de algumas bizarrices. É bom ver que ainda há pequenos estúdios que pensam isso e que conseguem trazer games com essa abordagem diferente do comum e ordinário.

Claro que há muitos outros pequenos desenvolvedores que também possuem ótimos games nesta geração, a galera do Super Meat Boy (Team Meat) e o pessoal de Castle Crashers (The Behemoth) são dois excelentes exemplos, mas pra mim a Twisted Pixel realmente se sobresai sobre os demais, talvez seja pela quantidade de títulos que ela conseguiu produzir entre 2009 até agora. Não é fácil produzir tanto e continuar mantendo a originalidade e criatividade.

E fica a pergunta… você já jogou algo da Twisted Pixel?

Abaixo uma fase de Splosion Man. Pelo vídeo parece moleza, né? Juro que cheguei a ficar com bolha no dedo de tanto que morri até conseguir passar essa fase. Mas a sensação depois de vence-la é fenomenal.

O começo de The Gunstinger, mostrando o início da peça teatral e a transição de realidade para videogame. Acho original e criativo a forma que a Twisted conseguiu desenvolver este game para o Kinect. Pra mim até agora é um dos melhores títulos do sensor de movimento. Uma forma inteligente de mostrar que os games do Kinect podem ser bem divertidos.

Ainda não pode jogar muito Ms. Splosion Man, mas parece ser tão divertido quanto Splosion. O jogo tem alguns diferenciais em relação ao primeiro, o vídeo abaixo mostra um pouco deles, como as barras de rolagem e os cenários externos, que deixam o jogo com um visual mais bonito.

Por último, The Maw, que tenho comprado numa promo por U$ 5 e só joguei o trial. Não tenho muito o que dizer. É o primeiro jogo do estúdio, é o mais fraquinho, mas ainda quero jogá-lo com maior dedicação para poder falar melhor sobre o mesmo.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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