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Saint Seiya Senki em maio no Brasil!

Com edição de colecionador e tudo!

Eu nunca, simplesmente nunca, tive a oportunidade e porque não confessar de uma vez: vontade de comprar alguma edição de colecionador que seja de qualquer jogo aqui no Brasil. Aliás dizer “aqui no Brasil” é sonhar muito, quase nada de interessante nesse sentido rola por estas bandas e importar não rola pra mim, eu detesto esperar por algo que quero em mãos pra ontem e dispenso a dor de cabeça de ficar me preocupando em onde diabos está o meu pacote e se ele pode ou não ser taxado ou extraviado durante a viagem dele até a minha casa.

Felizmente essa semana chegou forte e com 2 boas notícias. A primeira é que o senador Valdir Raupp deve ter lido tanto texto e e-mail em protesto à sua lei ridícula (além de ter ganho uma senhora notoriedade por estar respondendo um processinho básico por corrupção) que pediu a retirada do seu projeto de lei cretino em tramitação no senado. A outra melhor ainda (e que realmente interessa nessa postagem) é que a Namco Bandai chorou, chorou, mas enfim liberou a edição de colecionador de Saint Seiya Senki para o Brasil, a mesma lançada no fim do ano passado no Japão. O game em versão normal, só com a caixinha vai sair por 179,90 R$ enquanto a mini urna com o Cloth Myth do Seiya e a primeira armadura de Pégaso envolvidos por uma luz dourada sairão por 279,90 R$. Ambos os itens se adquiridos na pré-venda darão direito também ao código do DLC que libera a armadura de ouro de sagitário, exatamente como rolou no lançamento lá no outro lado do mundo. Legendas e PT BR e idioma tanto em inglês quanto japonês também estão confirmados.

Confesso que esperava uma redução de preço maior quando a Zap Games, responsável pelas negociações do produto aqui nas Bananas, revelou que o valor do jogo de forma alguma custaria os mesmos 199,90 R$ que assombram todos os jogos exclusivos do PlayStation 3, mas como estamos falando da Sony nem sei direito porque eu fiquei esperançoso de ver um preço mais em conta. Sobre a localização, pelos relatos no site da CavZodíaco, a parte deles na produção das legendas já foi feita levando exatamente em consideração todos os termos que a gente bem conhece na versão dublada. Uma pena que a dublagem em si por hora está descartada, no site o pessoal chega mencionar que a Zap Games suou muito só para que a Namco Bandai tivesse a bondade de liberar o brinde do Cloth Myth simplesmente por ele até então ser uma exclusividade do público japonês. Entretanto os caras parecem não ter perdido as esperanças e estão tentando negociar isso como um extra a ser lançado posteriormente em forma de DLC na PSN, segundo o site.

Agora é esperar e ver quando começa essa pré-venda que me deixa animado e ao mesmo tempo muito receoso. Ano passado pré-vendas e mais pré-vendas de jogos aqui nas Bananas foram um verdadeiro desastre. Uma desorganização sem tamanho que só me deu mais motivos para me afastar dessa opção de compra que na teoria deveria ser uma grande praticidade. Mas bem… olha onde estou agora? Depois de admitir que caso pegue Dragon’s Dogma me verei obrigado a gastar dinheiro com roupas para o Gatts e o Griffith, aqui estou eu empolgado com a pré-venda de mais um game de qualidade duvidosa baseado em mais um anime (ainda tenho pesadelos com Bleach Soul Ignition, que posso fazer?).

Mas fã é isso mesmo e eu como um admirador ardoroso dessa série, de jeito algum vou deixar passar essa, mesmo tendo que controlar de certa forma o espaço já escasso que tenho no meu quarto para guardar esse tipo de coisa. Só acho uma pena essas ações, verdadeiros esforços (que ainda prometem marketing pesado para promover a marca) acontecerem por aqui apenas porque o produto é sem sombra de dúvidas muito popular, quase parte da cultura do país, algo sem muitas chances de dar errado. Ainda há risco das vendas não baterem as expectativas? Claro que há, mas é muito mais fácil fazer dessa forma do que vender um produto conhecido apenas por um grupo seleto de fãs. Se Saint Seiya não fosse aquele sucesso estrondoso que arrebatou todo mundo na década de 90, se ele fosse um One Piece da atualidade, um anime que não deu certo aqui por culpa da mentalidade da TV tanto brasileira quanto americana, dificilmente estaríamos vendo alguma empresa brigando com unhas e dentes pelo direito de publicar um jogo da franquia nessas bandas.

O que diferencia Saint Seiya do restante dos animes que poderiam receber o mesmo tratamento por aqui? Sei lá, eu era moleque demais pra saber e hoje sou preguiçoso demais para pesquisar, mas algo me diz que desenhos já foram mais levados à sério nesse país, quando as crianças não precisavam ser protegidas de tudo, crescendo como se não precisassem nem mesmo ter uma leve noção do que é bem ou mal nessa vida. Logo depois vem essa imensidão de animes que inundou a internet e que nada interessa às empresas que realmente deveriam lucrar com a popularidade dessas séries, situação que só se intensifica com a venda de trabalho fansubado em eventos que todo mundo conhece bem. A TV aberta a cada dia parece um caso perdido e uma aliada a menos nessa outra luta que seria popularizar tais obras. Aqueles que as detém também tem a sua parcela de culpa nessa história porque que não investem em meios alternativos inteligentes já que querem tanto fazer dinheiro com o produto fora do Japão. Muito pelo contrário, preferem divulgar só o que todo mundo já está cansado de ver por aqui ou você está mesmo afim de ver Dragon Ball (pela milionésima vez) Kai na TV Globo? Eu não estou.

E o resultado? Se fora do Japão muitas produtoras já pensam 2 vezes antes de lançar algo fora dos seus territórios, seja na Europa ou América do Norte (lugares que creio eu estejam anos luz à nossa frente em tais questões), imaginem aqui no Brasil? Não dá, talvez com um trabalho competente da JBC e a sua futura gestão do serviço de streaming de animes Crunchyroll isso mude, mas até isso rolar é melhor esperar sentado porque de pé vai cansar.

E se eu não tiver acertado no meu palpite extremamente raso, paciência, passo longe de ser perito no assunto, tipo aquele cara que adora criticar técnico de futebol, mas no fim das contas não entende nem metade do assunto. De qualquer forma o espaço nos comentários está aí para quem for mais esclarecido corrigir ou complementar o assunto. E enfim, ainda que as coisas sejam dessa forma acho extremamente válido que quem possa, prestigie o produto. Quem sabe assim a Namco Bandai não olha mais para essa terra cheia de foras da lei com outros olhos? Não custa muito tentar, pra mim esse já é o mercado de games no Brasil acontecendo, mesmo que a passos frustrantes e lentos de formiga.

E como já diz a minha mãe: é de grão em grão que a galinha enche o papo.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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