Jogando

Um pouco do Brasil em Max Payne 3!

Tem mais verde e amarelo do que eu pensava nesse jogo!

Outro dia estava eu olhando as notícias sobre games quando de repente tive um momento de facepalm solitário assim que dei de cara com a notícia de que o reality show da Band, Mulheres Ricas, fez parte da pesquisa da Rockstar enquanto os caras estiveram por aqui. Mas calma, de todas as mulheres (ou seriam personagens?) fúteis que o programa tem, só uma delas recebeu o direito de abrir a boca seriamente no vídeo, o que não evitou de me deixar abismado.

Não é todo dia que você vê algo assim rolando nas Bananas e quando rola, passa tão rápido que nem parece verdade quando a notícia cai na rede. Ano passado mesmo promoveram Mortal Kombat na Paulista, acordaram quem fez pré venda de Killzone 3 no meio da noite, entre outras coisas. Eu acho isso show demais, mas às vezes é tão difícil acreditar que algo legal envolvendo a divulgação de um jogo está mesmo rolando aqui que eu acabo só crendo depois de ver com os meus próprios olhos. Portanto ver um pedaço (da nossa vergonha)do Brasil servindo mesmo de material para a Rockstar foi tipo: po***,  não era trollagem, os caras vieram mesmo aqui.

Mas o mais interessante da história toda é que o envolvimento do Brasil no jogo não se limita só a ambientação dele. A noticia é velha, mas só hoje é que eu fui saber que tem brasileiro envolvido na trilha sonora do jogo. O compositor Pedro Bromfman, autor da trilha de Tropa de Elite 1 e 2 que foi chamado pela própria Rockstar para dar um clima no jogo. Uma pena que eu já não me lembre tão bem das músicas de fundo do filme, a única coisa que ficou foi o grude do Tihuana porque na época virou moda cantar aquilo aos quatro ventos. E fora Tropa, não conheço os outros trabalhos do cara, mas acho muito bacana que tenham chamado ele. Quando eu ouço falar de geração de empregos pra quem quer trabalhar com games no Brasil quase nunca eu escuto um papo mais aprofundado sobre a parte musical e depois de ver essa rápida entrevista dele com o pessoal da Game Music Brasil (se você não sabe o que é, dê uma olhada aqui) deu para perceber mais uma vez o que o Brasil anda perdendo com essa discriminação idiota em cima dos jogos.

O curioso é que isso não abre novos horizontes para quem é focado em games, hoje pintou uma foto do Emicida no mesmo site da Rockstar confirmando que o rapper também vai contribuir com a parte musical do jogo. No caso dele eu achei ainda mais inusitado porque trilha instrumental é bem mais fácil de engolir quando você gosta ou não dela, agora quando é cantada acho que a responsa é maior. Claro que a trilha vai ter uma porrada de artistas participando, mas não duvido muito que dependendo do resultado final vai ter muito fã xiita chorando que o clima noir dos jogos anteriores se perdeu de vez, a começar pelas músicas.

Ainda bem que no meu caso nada disso importa. Não cheguei a jogar os dois primeiros, mas isso não vai me impedir de aproveitar ao máximo esse terceiro jogo. Sem falar que depois de terminar eu não vou ter outra escolha se não correr atrás dos velhos para tirar as minhas próprias conclusões sobre o assunto. Mas enfim, no fim das contas eu tenho certeza de que vai sair coisa boa daí sim. Ao contrário do Pedro, conheço um pouco do trabalho do Emicida e particularmente curto muito, então fico bem curioso tentando imaginar em que pé da trama vão encaixar as rimas dele.

Aproveitando o gancho, para quem torce o nariz quando o assunto é rap, saiba que há várias maneiras de se fazer um e nenhuma delas precisa ser sempre naquele velho tom do rapaz negro revoltado com o mundo. A prova disso está aqui, aqui, aqui e aqui também. Já pra quem como eu ainda não tinha visto essa entrevista do pessoal da Game Music Brasil e gostou, deêm uma olhada no canal deles que tem mais entrevistas e até gravações sobre a premiação deles que rolou na Video Games Live do ano passado.

A propósito, é uma das minhas tarefas esse ano comparecer a esse evento. Espero não falhar na missão.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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