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Mauri a 88mph #1: Smurf (Atari 2600)!

A oriiiiiiiiiiiiigem da minha vida gamer.

Resolvi fazer uma coluna nova, onde irei mostrar coisas que marcaram minha vida nerd. Vai valer de tudo, de games a histórias da carochinha. A coluna não tem periodicidade definida e ela vai sair só quando algum gatilho disparar uma boa memória minha. E espero que os demais membros da equipe do Portallos abracem essa idéia e abram também seu baú de memórias, acredito que nosso leitores irão gostar disso.

Smurf Rescue in Gargamel’s Castle (Atari 2600, 1982) foi o primeiro jogo de videogame que vi na vida, o catalisador do início da minha vida gamer que ocorria em meados dos anos 80. Antes de mais nada tenho que deixar claro que nunca gostei do desenho, mas quando certa vez fui visitar meu tio e encontrei-o jogando essa pérola, deixei de lado minha birra com o desenho. Afinal, minha curiosidade infantil não poderia resistir à oportunidade de controlar aquele detalhado boneco percorrendo cenários vibrantes ao som de uma trilha épica. Certo, essa última frase parece piada hoje em dia, mas naquela época era a mais pura verdade. Inclusive no que se refere a irritante trilha sonora.

O jogo era um dos mais impressionantes daquela aurora dos videogames, apresentando 7 diferentes telas que o jogador tinha que passar para finalmente então poder resgatar a adorável Smurfette. A grande sacada do jogo é que conforme se progride na aventura diferentes inimigos surgem e o jogador é obrigado a passar pela tela mais de uma vez, e esses inimigos passam a apresentar variações na velocidade de deslocamento, aumentando o desafio. O curioso é que nem é preciso apertar nenhum botão, toda a jogabilidade faz uso apenas da alavanca. Para pular é preciso apenas deslocar a alavanca para cima, e fazendo isso duas vezes seguidas o pulo atinge uma altura maior. Mas nem por isso o jogo era fácil, devido a essa característica era preciso muita atenção para não errar nenhum movimento, pois se isso acontecesse era fatal.

Outra coisa bacana é que o jogo tinha uma barra de energia que funcionava como um timer, obrigando o jogador a passar da tela rapidamente, pois essa barra ia diminuindo com o tempo e quando ela acabava era perdida uma vida. Sim, esse jogo seguia o clássico esquema de vidas. Todos esses elementos faziam desse jogo uma espécie de Super Mario Bros. do Atari, dada as devidas liberdades poéticas. E aquela tarde foi o único momento em que joguei essa pequena jóia do Atari, como o cartucho era alugado pelo meu tio e ele nunca repetiu o feito, e quanto a mim nunca mais tive o interesse de resgatar a Smurfette novamente. Mas acredito que um dia farei novamente..

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Mauri Link

Um gamer inveterado desde a primeira geração de consoles, aficcionado por histórias em quadrinhos, nerd de carteirinha, e super-herói nas horas vagas!
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