E3 2019Jogando

A regra agora é balancear a playlist!

Achava que apenas jogos de luta precisassem disso. Infelizmente estava errado!

Que milagre é esse? A Harmonix vai lançar outro Rock Band e desta vez sem nos impor o uso de instrumentos musicais?

Quer dizer, nada contra eles, eu acho que vontade de arranjar umas baquetas, guitarra e tudo mais pra dar aquela imersão fodástica não falta quando a gente pensa em comprar um jogo desse tipo. Só que tentar fazer o consumidor engolir esses acessórios goela abaixo na marra para ganhar uns trocos a mais não foi a melhor decisão que a empresa tomou quando chegou lá no topo.

Eu mesmo na época em que os jogos musicais ainda estavam bombando cogitei isso certa vez, mas quando vi que o preço do kit (mesmo no mercado cinza das importações no centro da cidade) valia o mesmo que comprar um console novinho em folha eu acabei desistindo do sonho de manter o grafite dos meus lápis intacto por mais tempo (uma tarde de estudos ao som de rock sempre terminava com um par de lápis inutilizado e um livro marcado).

Muito provavelmente se os lançamentos respeitassem o bolso de cada um, como nos tempos áureos dos primeiros Guitar Hero, quem sabe a Harmonix ainda estivesse vendendo horrores. Mesmo com playlists tão duvidosas quando a gente pensa em Rock. Essa do recém anunciado Rock Band Blitz por exemplo está bem triste. Fui ouvir uma por uma do mesmo jeito que eu fiz sábado passado com o Tony Hawk’s Pro Skater HD, mas… não consegui.

Fall Out Boy só me dá dor de cabeça, a Pink eu só consigo assistir com o volume no zero e All Americans Rejects, errr…  eu nem sabia que isso existia. Na lista os únicos a fazer um senhor favor aos meus ouvidos foram Iron Maiden, Elton John, Great White e Tears For Fears. O resto não chega a ser o fim do mundo, mas é bem tedioso quando a gente pensa num jogo que leva Rock no nome.

Tenho a leve impressão de que isso não é novidade pra quem comprou todos ou quase todos os jogos e seus acessórios ao longe de tantos lançamentos, mas a impressão que dá é a de que a Harmonix quer balancear as coisas e atingir mais público sem se desligar do nome mais famoso que ela ostenta. E o mais incrível da história é que ela tem tudo pra sair por cima da carne seca com isso. Porque eu não sei vocês, mas eu gosto muito da jogabilidade desse jogo.

Da última vez que fui viajar para casa da minha vó em algum lugar de Minas Gerais onde Judas perdeu as botas, duas coisas seguravam a minha onda dentro de um ônibus capenga que parecia estar deitando na pista a cada curva perigosa: as lindas paisagens que você não vê na cidade e o Rock Band do meu surrupiado PSP.

Ainda que a ergonomia daquele portátil fosse uma m#$% ou apenas as minhas mãos que eram grandes demais, até hoje sinto falta de pegar aquele pequeno e tocar Message In A Bottle do The Police. Acredito que nos consoles a diversão seria a mesma. Mas enfim, só ressaltando que o novo Rock Band não vai rolar em disco, mas sim na PSN e Xbox Live com uma data ainda por definir. E enquanto isso não acontece vou rezar pra que as boas músicas sejam anunciadas antes do lançamento e não via DLC’s sangue sugas (eu sou otimista demais).

“Kids in the Street” All-American Rejects

“One Week” Barenaked Ladies

“Shine” Collective Soul

“I’m Still Standing” Elton John

“A Little Less Sixteen Candles” Fall Out Boy

“Once Bitten Twice Shy” Great White

“Wicker Man” Iron Maiden

“Cult of Personality” Living Colour

“Raise Your Glass” P!nk

“Diamond Eyes” Shinedown

“Shout” Tears for Fears

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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