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Diário de Guerra: Age of Empires II

Um conto sobre uma guerra épica!

Hoje em dia, os games RTS estão passando por uma fase razoavelmente escassa de títulos de destaque. Temos grandes nomes como Starcraft 2 por exemplo, ou o exemplo dos MOBA, mas que são um caso a parte. A indústria deste e dos games FPS cresceu absurdamente nos anos passados, e para nós gamers o que corre por fora deste nicho é lucro. Falando mais especificamente de Starcraft 2, que é um sucesso e um excelente game, porém extremamente técnico e competitivo.

O que não é ruim, por favor não me entendam mal. Mas eu sinto falta daquela maior variedade que tinha o mercado de games na década passada e na década retrasada. Ok, se hoje quero algo relaxante para jogar em time, abro aqui o League of Legends e corro o risco de me estressar mais do que relaxar dada a quantidade absurda de players maus que hoje existe na comunidade do jogo, pessoas que parece que só estão ali para brigar por um Creep Slain ou reclamar porquê você salvou ele, ou impediu que um adversário fugisse, só que para isso você acabou “roubando” a killshot. E as vezes ainda ter que encarar um time ruim num ranked é outra coisa que é dose.

Então você busca um game menos competitivo para relaxar, e… Cadê? Onde estão os títulos que dominavam o mercado outrora? Age of Empires é um bom exemplo disso, mas a franquia parou no tempo, ou melhor, retrocedeu com aquilo que chamam de Age of Empires Online.

Estou falando do AoE dos bons tempos, aquele game que era digno de partidas épicas, que você pegava e jogava com um amigo a tarde toda e anos depois relembrava aquela partida com todo carinho, comentando cada jogada, que das memórias, era tão nítida como pedra, porquê estava ali guardada num local especial de sua cabeça.

De fato, dar Start Game em Age of Empires 2 é risco de presenciar uma partida épica de três a cinco horas de duração, com cercos épicos, batalhas gloriosas e estratégias a flor da pele. Claro, isso se você não joga feito um doido com aqueles macetes de chegar na Idade Imperial em 15 minutos. Pelamor…

Quem é ligado no Portallos sabe que no passado fiz um post especial dividido em três partes sobre os capítulos da franquia. Mencionei no de Age 2, o quanto era comum este tipo de partida jogando com meus amigos. E estava com saudade deste tipo de jogo.

Até que sábado passado, um amigo meu resolve convidar um pessoal para umas partidas. Não deu outra, peguei meu DVD que já tava poeirento e me preparei para começar uma rodada de jogos para relembrar os bons tempos. Fizemos os times, dois contra dois e jogamos uma partida para desenferrujar, perdi fácil por alguns erros no início do game e por minhas tropas serem muito fracas contra uma das civilizações adversárias.

Sim, eu estava com Astecas, minha civilização preferida e tive que encarar ataques incessantes de Conquistadores Espanhóis. Não é preciso dizer que minha economia ruiu né? Meu aliado, coitado, pouco pôde fazer para me ajudar. Então, foi a vez de pedir revanche, afinal a partida anterior só foi um esquenta.

Peguei Mongóis, minha segunda civilização. Discuti com meu amigo que Chineses seria uma boa aliança e que um complementaria o outro. Os adversários não foram piedosos: Francos e Turcos. Aliás, irônico Mongóis e Chineses se unirem né?

O que não sabíamos é que estávamos prestes a começar uma das batalhas mais épicas da história…

Ato 1 – E tudo começa…

A Marinha dos Mongóis

Quando aqueles nômades mongóis chegaram naquelas terras desoladas de um frio tremendo, a procura de comida, eles não sabiam o quão distante de suas terras eles tinham andado. Se estabeleceram ali mesmo perto de um rio quase congelado. Em pouco tempo, conheceram amigos da região, bem parecidos, porém com um quê de paixão pela ciência e um desapego pela guerra. Não eram ameaças para a horda.

“Os nossos batedores eram peça essencial na nossa busca. Tinhamos caça fértil, pesca abundante no gelado rio, e também bastante riquezas em minérios que nos ajudariam a aumentar nossas tropas. Mas as nossas espadas estavam sedentas de sangue e nossos cavalos inquietos. Queríamos guerra, e foi o que encontramos…”         — Cavaleiro

Do outro lado do rio, erguiam-se duas cidades novas que cresciam na direção do oeste, na direção da horda. Uma delas de altos prédios vermelhos e com uma arquitetura diferente de tudo que os cavaleiros das estepes haviam visto. Estes homens de vermelho, conduziam carroças em direção a mercados de outra cidade, de arquitetura um pouco mais familiar. Estavam comerciando, e era fato que não eram só os mongóis que estavam de olho naquelas terras.

A horda tradicionalmente tinha o costume de ser agressiva, mas suas tropas na região ainda eram escassas, e não havia muito recurso para começar uma ofensiva em massa. A solução criada pelo Grande Conquistador foi reforçar as suas defesas do lado oeste do rio esperando um ataque, que era certo, dado o movimento das tropas das duas cidades.

O rio corria lento, com suas águas congeladas em três pontos-chaves, um no norte, um no sul, e um entre eles. Ali era o ponto ideal para um exército passar para o outro lado sem muitas complicações. O gelo era grosso e resistente, parecia que haviam rochas por debaixo dele.

Os Mongóis viram nos Chineses uma oportunidade de assegurar o seu domínio. Ficou combinado que cada um defenderia uma das passagens e se ajudariam na passagem do meio. Do seu lado construíram duas fileiras de muros e portões, e também torres grandes atrás, feitas de pedra, abundante no local. Logo a passagem norte estava devidamente protegida, e navios estavam sendo construídos para patrulhar as águas frias.

O sul não foi tão feliz, pois logo foi atacado por monstros barulhentos que eles chamam de canhões. Eles tinham um alcance absurdo e estavam massacrando os muros de defesa dos homens do sul. Do outro lado do muro, homens em cotas de malha vermelha esperavam ansiosamente pela queda dos muros com seus escudos a cantar o som da guerra na dança com as lanças.

“Não havia outro jeito, o poderio bélico desses homens era superior ao nosso. E eles tinham a vantagem do cerco. Era a hora de colocar a horda em movimento. Era a hora desses inferiores verem o porquê de sermos a mais temida cavalaria do mundo!”                       — Cavaleiro

Os navios que estavam sendo construídos e patrulhavam as águas geladas, estavam agora rumando em direção ao sul, enquanto na margem oeste o chão tremia pela quantidade de cascos. Os navios mongóis, ostentando grandes bandeiras começaram a atirar enormes seteiras de ferro que derrubavam facilmente os canhões. Os homens de vermelho, vendo que não tinham mais o poderio para destruir os muros recuaram para dentro de seus próprios muros que haviam sido construídos na margem leste.

A batalha estava ganha, e nem a horda precisou sujar suas espadas. Eles sabiam que tinham que ser prudentes, pois aquelas armas de pólvora eram um adversário formidável. E o poder da cavalaria estava em campo aberto. Um tempo inquietamente longo de silêncio se seguiu ao som interrompido do tiro dos canhões e só o som do rio fluindo era possível de ser ouvido.

E foi assim por dias, até que eles resolveram começar o ataque para valer. E foi aí que a horda teve que voltar para o norte…

A Maré Verde e Vermelha

 

Ato 2 – A Travessia Gelada

2.1 – A Primeira Batalha

A Primeira Batalha

“Todos pensavam que eles haviam desistido da guerra e que iriam se render aos nossos homens, era a conversa que era mais falada pela cidade… Mas todos reparavam na feição séria do Grande Conquistador. Quando ele se levantou de sua alta cadeira no seu castelo, sua voz soou como um trovão, e ele disse que aquilo era só o começo de uma grande guerra. Ninguém pareceu acreditar, todos acharam que os homens de vermelho saíram com o rabo entre as pernas assustados e apavorados, nem eu acreditei. Foi só naquela manhã fria que quando olhei pela janela e vi um mar além do rio. Um mar verde e vermelho.”                         —  Monge

Os Francos, como se auto proclamavam eram a maioria ali, em couraças verdes e elmos brilhantes, sentavam-se montados em magníficos cavalos brancos. Atrás vinha uma fileira de lanceiros, hábeis no arremesso da arma. Do outro lado estavamo os portadores dos canhões, homens com túnicas brancas e vermelhas e miniaturas dos enormes canhões em seus braços. Eram diferentes, mas seu funcionamento era quase o mesmo.

O Recuo

E a mais temida das armas de cerco ia mais atrás. Sobre rodas de madeira, os trabucos espreitavam silenciosamente na direção das guarnições mongóis com homens se apressando a montar o mais rápido possível a arma.

Era um exército formidável.

Diferente do sul, a Travessia do Norte não era murada na margem leste. Então os homens não esperavam que fossem recuar como fizeram no sul. Vieram ali para avançar e avançar até entrar nos muros do oeste.

A horda não demorou a aparecer, vinda do sul, fazendo o chão sob os seus cascos mais uma vez tremer. A cavalaria mongol quase não tinha equipamentos de defesa, porém era rápida e em grande número. Os Hussardos traziam as suas costas escudos redondos que lhes trazia uma proteção mínima durante a batalha. Mas o perigo mesmo destra tropa estava no arco e nas flechas afiadas dos Mangudai, homens de arco que dominavam a arte do tiro a cavalo.

A Cavalaria

O Grande Conquistador, percebendo que estava em cerco, pediu que as oficinas fizessem mais e mais Escorpiões, balistas de madeira capazes de atirar enormes dardos nos inimigos. Os poucos navios que tinham voltado do sul, não estavam em condições de batalha, e também novos navios começaram a ser construídos para o cerco, só que mais longe da travessia de modo que os adversários não viam a sua construção.

“O primeiro som da batalha veio no raiar do dia, com enormes pedras flamejantes caindo sobre os muros e as torres de defesa. Era uma visão desoladora, não havia o que fazer, exceto olhar e torcer para que uma delas não caísse sobre a sua cabeça.”               — Aldeião

Os trabucos, desmontados, atiravam incessantemente enormes blocos de pedra causando destruição nos prédios de defesa. Nessa hora o Grande Conquistador teve que fazer uma grande decisão: ou esperava que os muros caíssem e levasse a luta para dentro de suas terras, na margem oeste ou levava seus homens para fora, para a travessia afim de derrubar os trabucos inimigos.

Os homens do sul haviam prometido ajuda, mas não haviam chegado, e eles não podiam se dar o luxo de esperar. Então, comandando uma quantidade razoável de Hussardos, o Grande Conquistador passou pelos portões de ferro sendo seguido por alguns Mangudai.

“O aço deles era feroz, eles tinham muito peso e armadura, e ainda tinha aquelas armas… Mas nós tinhamos nossos cavalos e nossa fúria!”    — Cavaleiro

A batalha foi ali mesmo, no gelo, cercado no norte e sul por água fria. Era ir para a batalha ou voltar. O gelo firme mantinha os homens e cavalos, mas mesmo assim os animais vacilavam, o que não impedia a troca de aços. Cavalos e cavaleiros derrotados, senão eram pisoteados pelos outros, eram tragados pelas águas caudalosas do rio. Os Mangudai, mesmo em meio a confusão acertavam com precisão boa parte de suas flechas incediárias.

A Defesa da Frota

A frota naval chegou atrasada à luta, mas não durou muito no campo, sendo esmagada pelas forças invasoras. O Grande Conquistador foi forçado a recuar, quando viu que os navios não estavam mais lá, e os trabucos não eram mais ameaça. Apesar das muitas baixas dos mongóis, o exército invasor se viu como o maior prejudicado na batalha.

A batalha estava ganha, mas não a guerra.

2.1 – A Segunda Batalha

Ataque à Travessia Central

“O Grande Conquistador havia reunido as tropas sobreviventes com as outras com as nossas que haviam ficado na cidade e começou a treiná-las dia e noite. Do outro lado do rio, o mar verde e vermelho se juntava mais uma vez. As tropas estavam em uma desvantagem esmagadora, sob cerco e obrigados a lutar num espaço apertado cercado de água. Nossos cavalos são melhores em campos abertos, onde possam correr… Estávamos armados somente de aço, cavalos e fúria, muita fúria…”     — Cavaleiro

Os exércitos inimigos se reuniam mais uma vez sob os estandartes verdes e vermelhos. Em meio a isso, a travessia central, a única que não havia sido atacada começou a ser bombardeada. Rapidamente, o Grande Conquistador destacou parte de seu efetivo para proteger os portões agora abertos.

O mais curioso era que mesmo com os portões destruídos, o norte continuava em cerco, e o meio só era atacado por alguns lanceiros ocasionalmente. Os Francos e os Turcos estavam tão confiantes em suas habilidades para invadir, que acharam melhor não atacar pelo meio. A cavalaria mongol conseguiu colocar mais uma fileira de lanceiros para correr, quando foi convocada de volta para o norte, pois a chuva de pedras havia começado mais uma vez.

A Queda dos Portões Norte

Desta vez, os portões do norte caíram e não havia nada que os cavaleiros do Grande Conquistador pudessem fazer, a não ser uma tentativa vã de atrasar eles na travessia mais uma vez, esperando os reforços que vinham do sul.

Os Mangudai se destacaram mais uma vez nesta luta. Lutaram bravamente, mas desta vez os Mongóis não tiveram tanta sorte. Sem os navios para ajudarem, com um efetivo menor e sem a confiança dos muros às costas, boa parte do exército foi massacrado na travessia, forçando o recudo do Grande Conquistador e de alguns de seus homens.

A Segunda Batalha

Mas os Francos já haviam invadido e tomado as ruínas dos muros.

Invasão

“Aquela multidão de cavalos indo e voltando. Era um terror… Sabíamos que se não fizéssemos nada, perderíamos a cidade… Então montamos nos cavalos e fomos para a guerra!”       — Aldeião

Num grande esforço de defesa, outros hussardos vindos das entranhas da cidade apareceram para ajudar o exército. A maioria, aldeiões ou caçadores que largaram suas ferramentas tradicionais para pegar em aço e cavalo. A guerra estaria perdida, não fossem estes valentes homens. Junto com as tropas principais, conseguiram expulsar os invasores e reconstruir o muro.

Mas não havia tempo para comemoração.

Expulsão das Tropas

Ato 3 – O Grande Confronto

3.1 – A Batalha dos Estábulos

O Terceiro Ataque

Com o exército grandemente devastado e sem muitos recursos para defender, o Grande Conquistador reuniu todos os homens que pôde num esforço em vão de defender os novos muros do terceiro ataque que desta vez não foi piedoso. As tropas de reforço do sul de seus aliados não eram suficientes e o muro novamente foi invadido pela maré verde. O exército do Grande Conquistador foi dizimado, mas ele foi salvo por um grupo de Hussardos.

Refugiados

Ele então, reuniu todos os seus aldeiões, ferreiros, patrulheiros, construtores e fazendeiros e quem mais ele pôde encontrar para fugirem para o sul, para as terras aliadas.

“Ele havia decidido que não se abrigaria debaixo da asa de ninguém. A ferocidade corria dentro dele, ele tinha um plano melhor, perigoso, mas melhor…” — Cavaleiro

Ao chegarem no sul, começou a treinar seus homens na arte do combate enquanto a cidade ao norte era devastada. Teve tempo suficiente para criar um enorme exército de volta, uma verdadeira horda conquistadora, como deveria ser de fato. Alimentados pela comida e mantimentos dos aliados, o exército observou, e esperou a hora certa de atacar.

“Eles estavam de volta, é o que gritavam pelas ruas… Um exército como raramente visto. O Conquistador estava de volta, furioso, e seus homens também!” — Aldeião Aliado

Destruição

O Grande Conquistador então ordenou que o ataque começasse, cercando um castelo na margem leste do rio. As suas tropas principais, entretanto, ainda se encontravam na cidade aliada, perto dos estábulos. Foi aí que a maré verde e vermelha chegou, desta vez do oeste.

A Nova Maré

Não havia água ao redor, mas os cavalos ainda não tinham vantagem, pois lutavam na cidade, entre vários prédios de estábulos. Foi uma batalha dura, mas o Conquistador soube aproveitar o fator terreno a seu favor, derrotando os seus adversários mais uma vez.

2.2 – A Grande Batalha

Batalha dos Estábulos

Só restava o contra-ataque aos mongóis. O Grande Conquistador havia recebido a mensagem de que fazendas ao sul estavam sendo atacadas por atiradores turcos. Era o momento de atacar, enquanto todos estavam distraídos. Ele reúniu todos os seus homens, sem deixar ninguém para trás e juntos atravessaram o rio, para o leste.

A primeira onda de defensores foi facilmente abatida, alguns atiradores e trabucos que mal ofereceram defesa. Os Mongóis jogavam um jogo que era deles, o ataque, e dessa vez em campo aberto.

Mas as vezes algumas derrotas são inexplicáveis…

Tendo lutado em campo fechado, perto de água, os mongóis vinham ganhando suas lutas, mas quando tiveram a oportunidade de lutar num terreno seu, foram simplesmente massacrados…

Enquanto cercavam mais um castelo, as tropas se viram cercadas de dois lados, não havia como lidar com isso. Os soldados, ainda que de moral alta, estavam cansados, bem como seus cavalos que já lutavam várias batalhas seguidas sem descanso. O Grande Conquistador viu suas tropas sendo dizimadas uma a uma pelo poderio em conjunto das tropas adversárias. Sem ter para onde voltar, foi a luta com espada em punho.

Porém, seu cavalo foi atingido por um dardo derrubando-o nas águas frias do rio…

Ele foi encontrado por alguns dos seus aliados que estavam prestes a fugir da cidade em chamas. Tonto e quase desmaiando, ele admitiu a vitória dos Francos e Turcos, mas não sem antes dar um sorriso de satisfação. Ele havia travado a sua grande guerra.

O Contra-Ataque

Impressionante como um game é capaz de despertar tanta emoção, tanta história. A partida acima durou 3 horas entre batalhas intensas, reviravoltas surpreendentes e muita, mas muita diversão! Nesta parte do contra-ataque cheguei a achar mesmo que ia ganhar, mas acabou que fui muito lento no contra-ataque e eles logo cercaram as tropas.

É isso, espero que os que tenham tido paciência de ler este postão e tenham gostado. Foi uma tentativa diferente e nova de tentar fazer um post. Acredito que uma das melhoras formas que encontrei para passar essa emoção para vocês foi contar em forma deste texto que misturou conto com depoimentos de personagens. E o Grande Conquistador, o que será que aconteceu comn ele?

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Raphael Meltoh

Bio: Gamer desde a infância, mas precisamente desde os 5 anos. Amo séries (comecei pela influência de Lost), e animes. Jogador de RPG e apaixonado por cinema. Descobri recentemente também o gosto por HQ's. Ah! E é claro, fã confesso de Phoenix Wright!
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