Miscelânea

Editorial | Papo sobre o recrutamento!

Participar ou ser selecionado, eis a questão!

(Por Dakini)

Começamos hoje, finalmente, a postar os textos enviados ao blog para avaliação para o recrutamento. Sim, devíamos ter feito antes! Sim, sim… e várias outras coisas. O Portallos em si está sem tempo parece, de tão atarantada que anda a equipe. Mas o recrutamento taí, vai entrar gente nova, e vocês não sabem, mas estamos revivendo um dos projetos mais pedidos pelo pessoal antigamente, mas que hoje já tinham até desistido. E dessa vez a coisa vai! Pessoal tá bem empolgado, tô achando legal. Mas enfim, sobre o recrutamento em si… o boss Thiago tem umas coisas pra dizer.

Vamos pra depois do continue?

Reconhece o personagem acima? Para quem não conhece, o cara é Anton Ego, um personagem do filme Ratatouille, da Pixar. O que diabos ele tem a ver com o Recrutamento Portallos? Bem, é que algumas horas atrás estava pensando como explicar algo ao pessoal que está participando desse projeto e me lembrei de uma cena de Ratatouille que é perfeita para passar a ideia do que quero dizer. Isso é, se você assistiu à animação, né?

Existe uma cena ao final do filme, onde Anton Ego, que é um crítico culinário, está frente ao Linguini, o chef-cozinheiro. Não vou saber transcrever na íntegra como é o diálogo, mas Linguini pergunta ao Anton o que ele irá querer para comer. Anton muito cheio de si, responde que quer “perspectiva“. Linguini fica com aquela cara de tapado e não entende o que Anton quer, que acaba se irritando e diz que quer “o que ele ousar serví-lo“.

Ok, agora esqueça a metáfora com comida ou restaurante e foque apenas na idéia de “perspectiva” de Anton. O que o personagem queria era algo original, diferente do que ele está habituado, algo que desse o que pensar, algo fenomenal. É esta a perspectiva que ele queria e Linguini não entendeu (por sorte ao fim, Remy, o ratinho sacou e o o final feliz pode acontecer).

T_thiago: Apesar desse parágrafo ter sido usado no último recrutamento para explicar um outro contexto da época, ele ainda é válido no recrutamento atual. Os textos dos recrutas que li tinham muito pouco de “Perspectiva”. Não é nada que me arrepiou os cabelos. Não tinha nada que qualquer membro da equipe atual não consiga fazer. Com exceção de um ou outro inscrito, não vi muito individualismo original.

Vários aspectos contribuem para isso. Assuntos óbvios, falta de criatividade, problemas na construções dos textos. Claro que as pessoas se aperfeiçoam com o tempo, mas há coisas que a gente pesca logo de cara. Há textos que você, como dono do mesmo, consegue ler e dizer “isso poderia ter sido melhor, eu poderia ter feito uma jogada, um plot-twist, poderia ter enrolado menos, poderia ter expandido mais e porque mesmo não o fiz?”. Há assuntos que todos gostam? Mas tem aqueles que todos estão carecas de saber. Porque não falar de algo que você curta que seja lá do fundo do báu, que seja algo polêmico, desconhecido do universo geral. Para citar um exemplo, houve um recruta que mandou um e-mail se apresentando e dizendo que adora tecnologia e diversos outros assuntos. A equipe logo de cara pensa “opa, tecnologia, algo que nãos e vê todo dia no Portallos, algo que cria a tal Perspectiva. Mas qual o texto que o recruta mandou? Sobre animê e mangá. “Oh no!” Não que o assunto fosse ruim, mas é a saída fácil, o assunto óbvio. É como ir na padaria e pedir café e pão francês. Na padaria não tem só isso.

O recrutamento é sobre expandir horizontes, abrir novas portas, deixar um recruta criar sua marca dentro do Portallos. Quando ele resolve apenas ser o normal, não mostrar que ele pode ser diferente de todos os outros inscritos não resta muito por parte da equipe que vai escolher a não ser olhar para outras pessoas mais dinâmicas, mais inventivas na sala.

Então a minha dica é: não seja o normal. Não vá pelo que lhe é cômodo ou confortável. Você com certeza tem perspectiva, e ela existe até mesmo em assuntos mundanos e ordinários, mas você precisa pensar se uma resenha, uma recomendação de filme, um texto simples e normal realmente é aquilo que melhor lhe representa. Se pergunte o seguinte… você fez um texto só pra se inscrever ou você fez um texto para ser selecioado? Não é a mesma coisa? Não, é questão de perspectiva. Sacou?

Dakini: Pois é. Eu tinha pedido pro boss escrever algo pra colocar junto com o primeiro texto do recrutamento, pra mostrar um pouco pra vocês como ficamos um tanto decepcionados de ver o pessoal se jogando na área de mangás por exemplo, todo mundo fazendo o que a gente já faz no blog. Isso não é ruim, digo, também cobrimos mangás logicamente, mas é o que o boss falou: você está só se inscrevendo ou está tentando ser selecionado? A proposta de um recrutamento é dar uma renovada nos ares, selecionar gente com algum diferencial pra trazer algo ao blog, além claro do gás de novato que vem “de graça”.

Ainda assim, como o boss também falou, a gente sabe que ninguém se avalia só por um texto, então vamos pedir outros! Tem gente que já mandou mais de um, tem gente que mandou vários até, e saibam que quem tiver seu post postado aqui no blog é porque gostamos e queremos ver “que mais você sabe fazer”! Não precisa ficar pensando que queremos algo diferente, até porque o pior é o candidato escrever sobre algo que não curte realmente só pra entrar, e depois não tem vontade natural de falar mais daquilo. Não. Poste de coração, escreva algo que queira compartilhar! Portallos EXP, lembram?

Hehe, mas enfim. Fiquem agora com o post do Pierri, e desculpem se foi meio depressivo o papo. Não era a intenção! Estamos felizes com as colaborações, continuem mandando! Vamos postá-las com frequência agora.

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Rackor

Gamer de fliperamas aos consoles, passando pelo saudoso GB Color e seu Pokémon Yellow. Leitor de mangás, e dou preferência a estes ao invés de animes. Mais recentemente descobri as HQs, e desde então sou fã da trajetória de Geoff Johns em Laterna Verde, entre outros clássicos como Watchmen.
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