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Primeira Hora | So Many Me (PC, Xbox One)

So Many Me é um indie game lançado em 2014 para PC e que foi disponibilizado agora em julho para Xbox One dentro do programa Games with Gold. Brinquei um pouco com ele nesse final de semana e me animei o suficiente para vir aqui escrever um pouco sobre o joguinho.

Trata-se de um plataforma puzzles onde o jogador controla essa bolinha verde com pernas através de cenários 2D onde o objetivo é jogar ao final do cenário. O diferencial é que a cada nova fase, ao menos do primeiro mundo, o Me vai encontrando um clone de si mesmo por fase, que passa a seguir e imitar seus movimentos.

O legal é que o clone tem a habilidade de se tornar um bloco na qual o Me original se gruda, permitindo alcançar maiores alturas ou atravessar buracos onde o pulo normal não resolve. Quantos mais clones, mais blocos o jogador consegue ter e com isso mais fácil é solucionar problemas envolvendo alavancas que destravam portas. Claro que quanto mais clones, mais complexos vão se tornando os puzzles.

Como joguei apenas o primeiro mundo, a maior parte dos puzzles não eram necessariamente para conseguir chegar ao final da fase, mas sim conseguir pegar os três colecionáveis que existem por fase, sendo que um destes é justamente o clone adicional da fase.

Também gostei em que após algumas fases, havia uma onde os Me’s se reuniam numa espécie de traje de dinossauro, que te permite quebrar paredes. É uma espécie de power suit, um traje que você usa para passar uma parte da fase, mas que não se faz necessário usá-lo até o final do trajeto. E pelo que dá para ver no trailer acima, o game tem outros trajes e habilidades que são revelados conforme os mundos vão sendo destravados.

É um joguinho bem simples, com um visual bem colorido e bem cartunesco. Mas suas mecânicas fluem de forma satisfatória, sem parecer truncado ou com uma física estranha. Há inimigos, tem muito daquele clima nostálgico dos games de plataforma, e os puzzles realmente parece bem pensados, envolvendo sempre áreas trancadas na fase, inimigos que precisam de até um ponto chave, clones que precisam ser transformado em blocos em certos botões e assim por diante. As fases podem ser atravessadas, ao menos no começo, sem que todos os puzzles dos colecionáveis sejam coletados, o que não deixa o game frustrante inicialmente. Você sempre pode retornar para um fase antiga e resolver um problema que não deu certo inicialmente.

Como está gratuito para os assinantes Gold do Xbox One até o dia 15 de agosto, não há muito do que reclamar de um indie game tão simpático. Pagaria por um joguinho assim? Seu preço padrão na Live é 29 reais. Talvez pudesse ser um pouco menos. Porém pegaria fácil numa promoção com um pequeno desconto. Claro que o ideal seria que games assim pudessem ser testados com pequenos demos antes de serem adquiridos pelos jogadores. Eu ficaria relutante em comprar sem antes testar, o que me remete aos tempos antigos de Live Arcade no Xbox 360, onde todos os games indies e de pequeno desenvolvimento possuíam suas demos.

Sem poder testar, o jogador fica refém de vídeos e de pequenos textos, como este, que contam um pouco o que você irá encontrar em So Many Me, onde o autor pode ou não recomendar o joguinho. Felizmente, neste caso, deixo a minha recomendação positiva.

Primeira Hora é uma coluna simples, apenas para dar aquela prematura impressão inicial que se tem ao iniciar um novo game. Não é o suficiente para uma resenha ou uma crítica mais profunda, e sim um sentimento inicial ao iniciar um novo título. Para ver outras edições desta coluna, clique neste link.

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e criador do saudoso (e extinto) Fórum NGM. Tenho 35 anos, sou formato em Direito, e vivo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Gosto de escrever e sempre estou sem tempo.
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