Jogando

A receita de terror da Ubi parece muita boa!

D U    B A R A L H O!!!

PQP hein, em tempos onde Dead Space e Resident Evil começam a pegar outros caminhos afim de agradar as grandes massas (cenário triste demais, diga-se de passagem), eis que vem a Ubisoft e mostra qual é a receita ideal para um game de terror. É exatamente disso o que eu estava falando nesse outro post. De nada adianta criar um cenário foda se você não consegue dar sentido ao mesmo, se não consegue impactar, surpreender. Pra mim esse é o maior erro da Capcom com Resident Evil 6. Cadê a surpresa? Cadê a sensação de que o inesperado me ronda a todo momento?

C A D Ê ?

Não tem. E olha que engraçado, taí ZombiU ensinando todo o “B a Bá” que a madrasta do Mega Man aparentemente se esqueceu de como se faz. Desde a E3 eu já estava lendo alguns depoimentos de quem teve a alegria de testar esse jogo e outros mais por lá, mas a apresentação da BigN foi tão méh que o meu lado cético não estava nem aí para opinião pública. Eu resolvi duvidar de tudo e se não fosse por esses 2 vídeozinhos extremamente elucidativos apresentados na Comic Con eu estaria na mesma até agora.

Sério, que clima foda e a jogabilidade é um dos fatores que determinam isso. Exatamente como um cara da Kotaku declarou tempos atrás, o controle do Wii U é mais do que uma segunda tela, porque é com ele que você visualiza por exemplo os seus itens guardados. E não adianta olhar pra TV pois você não vai conseguir vê-los por ela. É como se você tirasse os olhos da ação que ocorre na frente e abrisse uma mochila de verdade pra olhar o que tem dentro, dispersando um pouco da sua atenção no ambiente pra isso.

Só que o jogo não pára, se der mole, a zumbizada chega e tasca a lambida no pescoço não importando o que você esteja fazendo. Show demais, e o resto nem precisa falar muito né, essa é a melhor prova de que mil e uma cutcenes para abrilhantar o momento não servem de nada quando tudo o que você precisa é de imersão.

E é isso aí, a Ubi deu show de apresentação e ganhou de lavada das outras empresas na E3 desse ano, mostra que sabe explorar outras áreas e não se manter presa a um sucesso só e ainda de quebra dá uma lição e tanto sobre o que é um game de terror pra dona Capcom (#prontofalei). Continuo não curtindo muito a idéia deles de fazer de Assassin’s Creed uma franquia anual, mas assim como eu aplaudi a Sucker Punch que começou lá atrás com o tímido Sly Cooper no PlayStation 2 e chutou bundas ano passado com Infamous 2, eu saúdo a Ubisoft e me torno um pouquinho mais fã da produtora agora (Naughty Dog, não se preocupe, você ainda é a primeira).

Wii U ganhou pontos comigo depois dessa.

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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