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#PdR – Um flash da infância…

Hakuna Matata! Sim vai entender.

(Por Roberto Miaki)

Posted ImageNunca é demais ressaltar que hoje o mundo já não propicia um contato acolhedor, que promove a inocência ou a ingenuidade de uma criança, mas que as expõe a uma sociedade fria e angustiada por seus indivíduos. Todavia, gosto de abordar este tópico para repensarmos sobre qual criança nós fomos. Sobre esta fase de desenvolvimento e edificação do ser humano da qual a maioria dos leitores podem refletir comigo.

Quando criança, eu pude acompanhar, mesmo que de modo tão despreocupado, o mundo em revolução tecnológica (e ideológica!), que, de certo modo, acabara por moldar o modo dos indivíduos de pensar, além do cotidiano destas, da qual hoje podemos continuar a observar. Isto é, juntos, os diversos meios de comunicação e entretenimento acabaram por influenciar uma geração inteira que buscou se identificar com o mundo que a cercava, ampliando áreas da quais caracterizam os Nerds, os Gamers, Cinéfilos, Geeks e Otakus.


Quando penso na infância, me lembro de quando me fazia um pirata, que velejava aonde quer que a luz do Sol toque e o resto era Hakuna Matata. Talvez pela brincadeira que passava em maioria na minha imaginação, a um adulto qualquer ela era inestendível para seus conhecimentos limitados. Porém, meus dias de pirataria acabaram, e agora só espero partilhar um pouco desta infância, uma fracção responsável pelo caráter de quem já se tornou adulto e quem virá a se tornar, e assim, se conseguir, já estarei satisfeito.
Afinal, quem nunca dormiu num sofá e acordou numa cama, não sabe o que é um mistério. Tive uma infância normal, vivi numa época em que a Cartoon Network era FODA, e atribuo o destaque à Hora ACME e Cartoon Cartoons (os originais do Cartoon Network), que consagrou os clássicos modernos: O Laboratório de Dexter; As Meninas Super Poderosas; As Terríveis Aventuras de Billy & Mandy; Coragem, o Cão Covarde; Du, Dudu e Edu; entre outros. Com estes, eu preconizava a democracia no Votatoon e, no fundo, torcia para que o Macaco Louco vencesse as PowerPuff Girls, ou que o Tom capturasse o Jerry, ou que Pinky e Cérebro conseguissem dominar o mundo. Também me intrigava outros mistérios não menos importantes: Quem ganharia A Corrida Maluca? E o final de A Caverna do Dragão? Como é a face da Senhorita Bellum?!
Lembro que investia horas com meu “Advanced PET”, do Megaman, e me dedicava a cuidar do “Bichinho Virtual” ou a organizar meus carrinhos da Hot Wheels. Vi a extinção da Fox Kids e da Jetix, e, para minha felicidade (ou não), o último episódio de A Mansão Foster Para Amigos Imaginários. Como sonho de consumo, desejava apenas uma máquina de comida igual à dos Teletubbies, ou uma varinha d’Os Padrinhos Mágicos.
E lá se foram tempos em que era fácil se contentar com apenas um cartucho de Duck Hunt, Super Mario Bros., ou um duelo no Street Fighter. Tempo de colecionar Tazos, Cards e Figurinhas. Tempo de memorizar nomes de 150 monstrinhos de bolso. Tempo de repetir: “Maldito Kakaroto, mal posso ver seus movimentos”. Tempo de ler As Crônicas de Nárnia, O Hobbit, O Pequeno Príncipe. Tempo de falar “Baleiês” e chorar com a morte de Mufasa. Tempo de Doug, Capitão Planeta, Superamigos, X-Men, Os Jetsons e Os Flinstons. Bem que agora, queria saltar da minha cama com um braço esticado e punho fechado, e ao alto, gritar novamente: “Ao infinito e além!”.
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Bem, da infância, isto é apenas um pouco do que consigo me lembrar. Precisamos reviver, mesmo que só por lembranças, tempos em que éramos super-heróis, Rangers Vermelhos ou jovens exploradores. Tempos que ficaram selados, gravados em memórias não muito distantes. Porém, sempre perto para nos acolherem em flashes a cada momento oportuno, aproveitando para reviver os nossos sonhos de infância e nos condenar pelos dias de pirataria. E assim, ela nos segue feito uma sombra, um espectro do passado da qual espero que me condene até o fim dos meus dias. Que me atormente com estas memórias e me assombre. Que me leve a crer que realmente há um jeito Hakuna Matata de viver.

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Rackor

Gamer de fliperamas aos consoles, passando pelo saudoso GB Color e seu Pokémon Yellow. Leitor de mangás, e dou preferência a estes ao invés de animes. Mais recentemente descobri as HQs, e desde então sou fã da trajetória de Geoff Johns em Laterna Verde, entre outros clássicos como Watchmen.
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