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E não é que a Harmonix deu uma dentro?

Vou falir em DLC’s agora mesmo!

Eu nunca joguei um Rock Band, digo… um Rock Band de verdade mesmo, eu acho. Na época que a idéia bombou a Harmonix já estava exigindo de todo mundo uma guitarra, uma bateria e o que mais fosse preciso pra você se sentir na pele de uma banda de verdade. Nada de errado nisso, o errado estava em justamente forçar todo mundo a comprar as bugigangas achando que lançar versões e mais versões dos jogos uma atrás da outra, como um game da série FIFA, PES ou Call Of Duty fosse algo promissor,  que jamais deixaria de dar certo.

Tudo bem, a produtora pode ter dado um tempo na franquia por “N” motivos que não exatamente esse aí apontado por mim, mas eu tenho certeza de que eu não fui o único que um dia chegou a dar uma olhada na bagatela que teria de pagar pra jogar uma edição da série e desistiu no minuto seguinte sabendo que comprar um console novinho (na época) saia mais barato que o bundle. Aliás isso já tinha começado muito antes com os Guitar Hero focados em bandas, né? Tsc, tsc…

E dito isso fiquei todos esses anos recluso aos jogos da série Guitar Hero, os primeirões mesmo sabe? Aqueles dos tempos em que bastava um controle e pronto, tu saia jogando. E antes de mais nada, não me venham falar que aqueles jogos todos que vieram depois só funcionavam daquela maneira, com os instrumentos e tudo mais porque não é verdade. Quem já jogou a única versão de Rock Band que saiu pro PSP sabe que a franquia tinha vocação pra agradar a todos os gostos.

E enfim, quando foi anunciado que a Harmonix estava preparando outro jogo da série eu já fui nas news de nariz torcido. Pensei comigo mesmo: “Vão lançar mais um em disco, não vai vender o que eles esperam e finalmente a produtora vai pro limbo do esquecimento para anos mais tarde ser lembrada como mais uma que revolucionou, deu vida e popularizou um gênero inteiramente novo e que depois não soube explorar novos ares.

Mas os meus olhinhos começaram a brilhar quando os caras disseram que o jogo seria lançado nas redes dos consoles e a melhor das confirmações veio logo em seguida: É um jogo sem a maldita condição de se ter uma merda de um instrumento musical (ou um placebo dele). E putz… a demo saiu esses dias e confesso que há muito eu não sentia o que senti com essa demonstração. Sabe aquela coisa de você baixar a demo e a ânsia de comprar o game ser tanta que tu joga mais umas 3 ou 4 vezes ao longo das semanas até a derradeira compra da versão full?

Pois é, essa semana que passou foi assim. Mesmo chegando do trabalho morrendo de sono, eu tinha que arrumar um tempinho que fosse pra tocar These Days antes de dormir. Acho que essa sensação de êxtase com uma demo só rolou comigo uma vez e foi com Bayonetta, um dos meus primeiros jogos de PlayStation 3.

Agora me corrijam caso eu esteja errado, mas pelo pouco que sei (já que foram anos sem jogar nada pelo motivo lá no início do post) o jogo mudou um pouco, mais precisamente o foco dele. Ou ao menos foi essa a sensação que a demo me passou. Não existe mais aquela pressão de não conseguir tocar a música inteira, aliás nem sei se a versão full tem nível de dificuldade pra algo parecido. O foco está mais na disputa com os amigos, quem faz mais pontos, quem supera a marca do outro em determinada música e tal.

Inicialmente achei estranho, pensei se isso não tiraria a graça do jogo logo cedo, mas os power ups (as notas roxas) foram uma boa adição. Como eu toquei todas as 3 musicas de demonstração sem enxergá-los logo de cara no meio das opções, consegui ver a diferença no gameplay. Sem essas notas especiais que te ajudam a ganhar mais pontos, tudo o que você pode fazer é dar conta do máximo de notas que puder sem se esquecer que tem de rolar um equilíbrio entre as 4 (ou 5, depende da música). Já com elas inseridas o jogo tem muito mais graça.

Só tocar já não basta, tem que perseguir o máximo de power ups possível. E já que o que importa não é exatamente tocar todas as notas da forma mais perfeita que você puder, então não tem problema nenhum largar o vocal no meio do caminho e correr pra bateria esperando a próxima nota roxa que tá chegando lá longe. Sem falar que quanto mais pontos feitos, mais elevado fica sua posição no ranking mundial (não me diga…). Eu achei divertidaço e extremamente estimulante.

Já é uma delícia ouvir a sua banda favorita tocando. Jogando então… e tendo sempre um bom motivo pra tentar superar os seus recordes e os dos outros é mais legal ainda. E o melhor (ou pior, pro meu bolso…) é que o jogo ainda tem a possibilidade de baixar toda aquela montanha de packs já lançados para os jogos anteriores da série e exportar tudo pro atual. Ou seja, se a Harmonix agradar todo mundo ou ao menos grande parte da massa que ficou viúva de Guitar Hero depois do advento dos instrumentos musicais nos videogames, ela vai faturar horrores.

Eu mesmo já fui dar uma olhada no que tem disponível e provavelmente o pack dos Doors será o primeiro na minha lista de downloads. Pena que nem tudo são flores, o que me fez lamentar 2 coisas: uma é que os preços (obviamente) não diminuíram nenhum pouquinho de lá pra cá. E a outra é que na PSN ainda não é possível comprar fiado. Porque se não…

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K o n S a m a

Do ser sem razão a essa explosão de emoção, do preguiçoso leitor ao (meia-boca) escritor, do tímido calado ao ator inquieto, do caminho já traçado à esquina do destino incerto. Tentei me definir, mas sem sucesso. Games, filmes, música, animes, são só o começo desse quebra-cabeça sem nexo.
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