Japão

Primeiras Impressões: Magi (Anime+Mangá)

Será Magi, o novo fênomeno battle shounen?

Já fazia algum tempo que eu não me interessava em acompanhar animes semanalmente, principalmente animes recém lançados, pois corremos o risco de perdermos um precioso tempo de nossas vidas, no entanto, após acompanhar as novidades dos animes que seriam lançados na atual temporada e também por indicação de um amigo, resolvi encarar o anime Magi: The Labyrinth of Magic, com a esperança de não me arrepender, já que eu poderia estar fazendo coisas mais divertidas nesses 20 minutos de episódio, como por exemplo escrever aqui no Portallos.

Para minha e para nossa alegria (piada old, xD), o anime superou as minhas expectativas e após o Continue Lendo vou passar as primeiras impressões sobre o que achei desse divertido anime.

Confesso que não tinha grandes expectativas quando comecei a assistir, tinha em mim um leve preconceito pelo design dos personagens, pois tanto Alladin, quando Alibaba, nossos personagens principais, a primeira vista parecem personagens afeminados, mas não seria isso que me impediria de assistir, pois afinal, quem achou Mahou Shoujo Madoka Magika foda, assim como eu, não pode julgar um livro pela capa.

Nos primeiros 5 minutos do episódio, incluindo a abertura, eu estava com aquele ar de “que coisa boring“, pois apesar de divertido, não havia nenhum desenvolvimento na trama.

Mas vamos pelo começo: na primeira cena podemos ver Aladdin em um local misterioso encontrando um gênio (descobrimos mais tarde que seu nome é Ugo), Aladdin tem dúvidas sobre a sua própria existência e sua origem, Aladdin pede ao gênio para que ele lhe dê respostas, mas o gênio não tem permissão para lhe dar essa resposta, no entanto ele oferece a possibilidade de Aladdin fazer um pedido (um desejo) qualquer, incluindo a vida eterna, riquezas ou qualquer coisa que ele queira. Nesse mesmo episódio inicial teremos a reposta do desejo de Aladdin, o que é muito bom já que odeio esses mistérios que se estendem demais e no fim revelam algo não tão interessante.

Os 5 primeiros minutos chatos que mencionei são apenas uma breve introdução do personagem Alibaba que possui uma personalidade e objetivos bem clichês do mundo de animes battle shounen. Aliás por não ter nenhum conhecimento prévio da obra, só descobri que o personagem era homem, após o mesmo falar pela primeira vez.

No momento que Alibaba encontra Aladdin pela primeira vez o episódio começa a engrenar com uma piada relacionada a peitos um tanto quanto inusitada, não cheguei a gargalhar de rir, mas foi legal. Mesmo com essa piada que já melhorou o episódio, recomendo que fiquem atentos e não desistam se ainda não tiverem gostado do anime nessa parte, pois a segunda metade do episódio é muita boa!

Após descobrirmos que o mundo em que se passa o anime é extremamente injusto, desigual e ainda os poderosos escravizam as pessoas (ainda sem explicar por quais motivos, mas provavelmente são dívidas), conhecemos uma escrava misteriosa de cabelos rosa, que certamente fará parte do time de personagens principais (só assistir a opening e observar o desenvolvimento do episódio, isso não é spoiler) e que um trio battle shounen está formado. Podemos ver também um pouco dos misteriosos poderes de Aladdin, que apesar de óbvios para um personagem com esse nome, são bem maneiros.

Não sei se as referências do autor da obra ( Shinobu Ohtaka) são essas, mas o anime lembra muito Dragon Ball e Fly. Isso é muito bom, pois são obras bem divertidas e cheias de aventuras. Um detalhe bem interessante que vale mencionar, é que o anime teve cenas que não se espera nesse tipo de anime, por exemplo no momento em que Aladdin e Alibaba vão a um “inferninho” se divertir com algumas garotas, já que os dois amam peitos! Essa cena tem alguns momentos bem engraçados.

As cenas de batalha nesse episódio são simples, mas nota-se que em breve teremos excelentes lutas, já que o estilo de animação empregado privilegia a movimentação dos personagens. O estúdio que animou Magi (A1-Pictures), é o mesmo que trabalhou na animação de Fairy Tail e Ao no Exorcist, por isso podemos confiar que teremos um anime de boa qualidade visual.

Finalizando, Magi é um anime que deixou boa impressão no primeiro episódio e recomendo que deem uma chance, torço para que a qualidade se mantenha, pois na minha opinião, Magi tem potencial para se tornar um novo fenômeno battle shounen, como não se vê a tempos. Fico na torcida e acompanharei o anime semanalmente, ao fim da série, quem sabe, não faço um review completo sobre Magi?

Acompanhem abaixo uma opinião/recomendação do Rackor sobre essa obra. Na continuação do post ele explicará melhor detalhes de Magi, principalmente detalhes ligados ao mangá e a mitologia da série. Eu me despeço por aqui. Até a próxima!

—–

(Por Rackor)

Bem vou puxar a conversa agora pra obra original. Acompanhei-o até o capítulo 113, e depois dei uma parada (por vários motivos, dentre eles por ter começado Hajime no Ippo). Os dizeres abaixo podem ter leves spoilers sobre as mecânicas da história, mas nenhum spoiler de roteiro.

Comentando um pouco sobre elementos de trama, Magi é um “Battle Shonen” como o Gaara falou aí em cima? Sim, tem sua parcela, e até sua grande fatia de coisas um pouco batidas como armas com espíritos  mas a mecânica por trás delas a chamada Rukh tem um algo a mais.

A história acompanha primeiramente Aladin que é um Magi. Magi é uma pessoa que tem grande facilidade de manipular e usar o Rukh que são meio que partículas mágicas que estão presentes em todas as coisas.

O significado do que realmente é o Rukh está em envolto numa névoa filósfica até hoje, e acho que nem é necessário explicar tanto. É o que cria a vida, é o que se transforma a vida quando ela se esvai, o que cria fogo, que o apaga, que faz as tempestades, e que faz os mares rugirem.

Rukh é a morada das almas. Enquanto vivemos, é cada um por si. Mas quando você morre, tudo regressa ao mesmo local, isso é Rukh. Quando humanos morrem, Sua carne retorna à terra, não? As almas retornam à Rukh, a morada das Almas.

O mangá tem um aspecto meio filosófico bem legal. Como as pessoas agem diante de certas situações, como guiar o destino para situação mais favorável, e torná-la o mais satisfatória em termos de resultados. Alladin vai aprendendo isso a cada passo de sua jornada, e acompanhar esta como leitor e perceber cada passo do protagonista é algo muito satisfatório.

Uma coisa que surpreendeu-me bastante no mangá, é que ele não tem medo de manipular o tempo de sua cronologia para que as coisas fiquem mais interessantes a cada minuto, e pulem certas enrolações que muitas vezes são praxe de shonen.

Mas engana-se quem acha que o mangá perde densidade de personalidade em seus peões por causa disto. Magi tem uma construção muito boa de cada ser que aparece na jornada. O mangá sabe lidar muito bem com flashbacks, e sempre em horas oportunas e em doses certas.

O sistema de poderes desse mundo mágico também é muito bem feito. As dungeons que existem por todo globo são todas moradas de seres superiores, e esses seres habitam instrumentos mágicos. O ser sempre escolhe alguém para ser seu portador, ou Rei.

Além dessas armas especiais e seus vários estágios, temos também artefatos mágicos, os Household Vessels (em português nem tenho ideia de como fica isso), que possuem alguma característica especial, porém mais limitada que os artefatos citados acima. Além disso atualmente existem magos, ou manipuladores de Rukh, algo em que os Magis são abençoados.

Conforme o avanço na história (que dificilmente é travado demais, consegue manter um bom ritmo), as questões políticas e o entendimento das relações entre as nações neste mundo vão se clareando e com isso o enredo cresce, de forma que tudo começa a fazer sentido na balança que é a vida. O Yin e Yang estão sempre contra-balanceando tudo para condizer com as diretrizes harmônicas que envolve o mangá.

Além das características citadas, se você curte/conhece algumas histórias famosas desse âmbito, se surpreenderá com outras figuras previamente conhecidas de fábulas que fazem suas aparições, e algumas que tem vital importância. Recomendadíssimo!

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Rafael Gaara

Apaixonado por blogs, cinema, games, séries, músicas, animes e mangás, não necessariamente nessa ordem! The GodFather, Final Fantasy X, Pokémon Yellow, The Legend of Zelda, Atari, Berserk, Code Geass, One Piece, entre outros, moldaram meu corpo, minha mente e meu espirito.
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