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American Horror Story – Murder House e Asylum

Mentes e corpos expostos.

Existe uma leva de séries pertencentes aos gêneros de suspense e terror vindo por ai, algumas são retornos outras são estreias. Dentre elas Bates of Motel, 666 Park Avenue, Dexter, Supernatural e a que vou tratar em especial aqui, American Horror Story.

Essa que esta para iniciar sua segunda temporada no dia 17 de Outubro nos EUA, tem como diretores e produtores, Ryan Murphy e Brad Falchuk ambos de Nip/Tuck e Glee.

A série segue um estilo terror clichê, que envolve psicopatologias, sexualidade (tema recorrente nas séries da dupla, assim como homossexualidade), personagens comuns em produções do gênero, mas ainda assim é a série que mais me atraiu nesse ano.

Algo que não foi previsto é a forma como as temporadas são tratadas, pois cada ano um arco da história se fecha e no seguinte uma nova história se inicia, com novos personagens, novas tramas e o terror característico.

Muita gente tem reclamado, argumentando sobre o terror que não chega nem a ser terror. Colocando minhas opiniões à mesa e ao menos tentando defender a produção, gostaria de citar que Ryan e Brad querem na verdade agradar ao seu público alvo, trazendo o terror clichê contando com o apego aos personagens. Na primeira temporada, quem iniciou a série a fim de ver isso e não contando com um Fear Yourself, teve boas surpresas e acabou, assim como eu, com vontade de mais. Aliás, o nome da série é American Horror Story, clichês acontecem. Lenda Urbana, Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, Jason, Halloween, Massacre da Serra Elétrica, Evocando Espíritos, são todos exemplos de clichês que não são necessariamente sinônimos de péssimas produções, elas apenas não agradam a todos, tem um público especifico.

A primeira temporada contava a história da Murder House, uma casa onde muitos assassinatos, suicídios e demais outras formas de morte aconteceram e todos os espíritos que tiveram seus corpos deixados dentro da casa, acabam sendo eternizados naquele local. Pois bem, um casal após alguns acontecimentos, que não vale a pena citar aqui, resolve se mudar e acabam adquirindo a casa em uma barganha. E usando uma das frases de um dos filmes que mais gosto, O Exorcismo de Emily Rose, para descrever a reação dos espíritos do lugar:

“Nós somos aqueles que aqui habitam.”

A primeira temporada que iniciou em 05 de Outubro de 2011 e terminou 21 de Dezembro do mesmo ano, contou com um elenco incrível, tanto que a segunda temporada repete alguns nomes. No primeiro ano tivemos Dylan McDermott como o Dr. Benjamin “Ben” Harmon, Connie Britton como Vivien Harmon, Taissa Farmiga como Violet Harmon, Evan Peters como Tate Langdon, os memoráveis Denis O’Hare como Larry Harvey e Jessica Lange como Constance Langdon (essa última que ganhou um Emmy Awards na categoria Melhor Atriz em Minisérie ou Série Drama deste ano), Frances Conroy como Moira O’Hara, a governanta e Alexandra Breckenridge como Moira O’Hara jovem (e que delícia), Jamie Brewer como Adelaide “Addie” (aliás, Ryan Murphy e Brad Falchuk souberam usar incrivelmente a deficiência da garota a favor da série, sem contar que a Jamie além de merecer muito mais espaço do que teve na primeira temporada, deveria estar na segunda e dizendo mais, deveria ter entrado nas indicações ao Emmy.

Como da pra perceber o elenco foi realmente extenso e ainda deixei de fora algumas outras aparições mais curtas como a de Zachary Quinto.

Dona de uma das aberturas de séries mais tensas que eu já vi, perdendo pra X-Files talvez, a primeira temporada me impressionou e estou ansioso para a segunda, que já tem muitos vídeos de divulgação, muitas fotos, pôsteres e um tema que soa mais clichê que o primeiro, com personagens mais típicos do que nunca, mas que ainda assim, me deixa bastante impaciente pra acompanhar. Intitulada Asylum, a segunda temporada terá inicio no dia 17 de Outubro.

Não da pra dizer muito sobre a trama da segunda temporada, porém com as descrições dos personagens que foram divulgadas, da pra deixar ao imaginário de cada um, o que vem por ai. Lembrando que tudo que Murder House, Primeira Temporada, Constance, Moira, Harmon’s, tudo foi deixado pra trás, essas são novas instalações com novos personagens e apenas alguns nomes repetidos.

  • Jessica Lange é Irmã Jude, a freira sádica responsável pela instalação;
  • Zachary Quinto é Dr. Thredson, um psiquiatra cuja filosofia contraria a de Jude;
  • James Cromwell é Dr. Arden, um possível nazista que está por trás dos “Raspers”, os pacientes que sofreram mutações e que se escondem na floresta fora da instituição;
  • Lily Rabe é Irmã Eunice, a segunda no comando de Jude;
  • Joseph Fiennes é Monsenhor Timothy O’Hara, superior e interesse romântico de Jude;
  • Adam Levine é Leo, metade de um casal recém-casado em sua lua de mel;
  • Jenna Dewan Tatum é Teresa, esposa de Leo;
  • Evan Peters é Kit, um paciente algemado e espancado no asilo que afirma que sua esposa foi raptada;
  • Sarah Paulson é Lana, uma jornalista lésbica comprometida com o asilo pela sua namorada;
  • Chloë Sevigny é Shelley, uma detenta ninfomaníaca.

O Ryan Murphy deu uma entrevista dizendo que essa temporada ele fez especialmente para a Jessica Lange, que deve estar fantástica nesse novo papel e que parece ser o oposto do que a Constance foi.

A abertura dessa vez será diferente, porém com a mesma equipe da primeira (a empresa Prologue), equipe essa que também cuidou da abertura de The Walking Dead e do filme dirigido por David Fincher, Seven.

Aqui no Brasil o canal Fox que esta transmitindo American Horror Story.

Seria difícil terminar esse texto sem deixar alguns vídeos dessa nova temporada que pra mim são sensacionais, a ponto de despertarem ainda mais meu interesse pela série.

Faltam poucos dias para o retorno, para termos portões abertos e mentes e corpos expostos.

Pra quem quiser acompanhar bom conteúdo sobre a série aqui no Brasil, deem uma olhada no site American Horror Story Brasil.

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Senhor Coruja

Adoro cinema e não consigo escolher o filme da minha vida. Me tornei viciado em séries quando conheci Friends, já bem tarde. Leitor esporádico de mangás, hqs e livros. Sou ligado a tecnologia, tal qual Lain. E se existe algo entre Old School e Tempos Atuais, esse sou eu.Tempos Modernos, talvez.

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